quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Uma estreia, na aldeia de Vila Fresca...

Para os lados de Azeitão, situa-se a aldeia de Vila Fresca. O destino foi a escola. Tanto bastou para voltarmos felizes: três turminhas simpáticas, professoras calorosas, escola familiar e acolhedora.
Uma estreia de mão-cheia!


Logo pela manhã, conhecemos o 2ºA da professora Leonor Fernandes. Lemos a meias alguns livros que falavam de desejos, amizades, festas, chocolates e noites estreladas... Aludimos à Ilustrarte 2016 (em Belém, até 17 de abril).
Gostaram de todos os livros; a mediadora "escolheu-os e leu-os bem"! :-)
Uma coisa é certa: a hora passou a correr!





Ao início da tarde, chegou a vez do 1ºA da professora Sandra Botão. Viajámos com um super-herói e com o senhor Xis, de uma certa cidade, e descobrimos que salvar a humanidade não é assim tão difícil... e ajudar a vizinhança, melhor ainda!...
Espreitámos depois o céu estrelado. E brincámos com poesia popular portuguesa. Pronto, "acabou-se a geração"!
Mais uma sessão que deixou os meninos contentes!

Por fim, o 3ºA da professora Sandra Almeida. Para começar, falámos de jogos e lemos uma poesia com esse título: Jogo. Em seguida, poesia popular (foi difícil escolher: eles conheciam muitas lengalengas!).
Continuámos com livros de ilustradores distinguidos, este ano, na Ilustrarte. Optaram por ler primeiro um livro de Catarina Sobral e, em seguida, o de Violeta Lópiz.
O livro Big Bang (o pop-up preferido de todas as turmas) encerrou a sessão.



Alto! Antes disso, ainda recebi uns mimos gostosos, embrulhados num saco autografado por todos os alunos da escola. Lindo presente! E com sabor a festa!
Enfim, está-se mesmo a ver:
foi uma estreia inesquecível!...
Bibliografia:
Alice Vieira (org), Eu bem vi nascer o sol, Círculo de leitores
Alice Vieira (org), O meu primeiro álbum de poesia, Dom Quixote
Catarina Sobral, O meu avô, Orfeu Mini
Cláudio Thebas / Violeta Lópiz, Amigos do peito, bruaá editora
Davide Calì / Evelyn Daviddi, Adoro chocolate, Kalandraka
João Paulo Cotrim / André da Loba, Querer muito, apcc
José Campanari & Jesús Cisneros, E que posso eu fazer?, OQO editora
Philippe Ug, Big Bang, Les grandes personnes 
Samuel Ribeyron, Super Beige, cuatro azules


terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Passeios no bairro e viagens pelo espaço....




Hoje, em Casal de Bolinhos, o reencontro com o 2º ano fez-se em volta do livro vencedor da Ilustrarte 2016: Amigos do peito. Seguimos aquele rapazinho e seus companheiros de bairro até ao ponto de encontro, no alto do seu prédio, onde fizeram uma grande festa! Alegria, convívio, chocolates e céu estrelado...: as histórias falaram disso tudo!...
Foram todas muito apreciadas, mas aquela do Adoro chocolate... nem vos digo nada!...

Quando chegou a turma do 1º ano, apresentámo-nos.
Tentámos memorizar um trava-línguas. Foi difícil! Por fim, o Tomás quase o repetiu todo de cor: «Ó compadre, como passou a tarde de ontem à tarde?
- Deixe-me lá, meu Compadre, que a tarde de ontem à tarde foi para mim tamanha tarde que há de ser tarde e bem tarde que eu venha cá outra tarde como a tarde de ontem à tarde.»
As personagens das histórias revelaram desejos e mais desejos..., nem faltou querer viajar da Terra à lua e da lua à Terra... Gostaram dos livros, sobretudo de O homem da lua e Big Bang.


Eu gostei de estar com os meninos, de ver os seus trabalhos expostos na biblioteca e... de receber um lindo ramo de flores que confecionaram para mim.
Quem vai a Casal de Bolinhos, traz prendas e miminhos!




segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Ouvir, falar, ler… Criar e ver…

De novo nos Caranguejais.
O 3º ano começou com um jogo de provérbios baralhados, à volta de viagens a bordo de um navio… Divertido e instrutivo!
A seguir, dois grupos apresentaram o(s) seu(s) poema(s) escolhido(s), na sessão anterior. (Ficaram para a próxima os outros dois grupos.)
As leituras a meias prosseguiram com lengalengas, que exigiram concentração, memorização… consultar o dicionário, perceber… e saber dizer!...
Uma sessão animada! 
Viva o património oral!



O 4º ano está a meio de um projeto de expressão artística.
O Ler a meias… “deu” o poema O navio azul, a partir do qual se está a construir o trabalho. Hoje voltámos lá para observar, apoiar, fotografar...
Sobram entusiasmo e criatividade. Falta tempo. Não há mãos a medir.

Uma longa viagem...
                ...começa com um passo.


Vai ficar um primor, o tal livro-objeto.

Hão de ver, prometo!



Bibliografia:
Alice Vieira, Eu bem viu nascer o sol, Caminho
António Moreira, Provérbios portugueses, Editorial Notícias




quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Tempo: o cronológico ou o meteorológico?...

O tempo, hoje, "rimou" com meses, anos..., com vida, antepassados e futuro..., com horários, horas de sono, brincadeiras e trabalhos..., com estações, com bom e mau tempo...
Tempo cronológico e meteorológico, ambos, pois claro!


Tudo isso perpassou pela poesia, narrativa, tradição popular e ilustrações que vimos e lemos, para Trocar as voltas ao tempo...
Gémeo Luís deu a conhecer as suas originais ilustrações (neste caso, para os versos de João Pedro Mésseder).

Entrou por ali dentro, também, uma pavorosa tempestade... Ui, que medo, que susto tremendo apanharam aqueles pequenitos!... Chegada a bonança, lá estavam eles armados em valentes! Tinham descoberto o valor de O para-raios..., um conto de Xico Braga (eleito democraticamente pelo 4º B, de entre dois à escolha, e lido também ao 4º A). 

Para acabar, em ambas as turmas, uma lengalenga a puxar pela memória e voz de todos.
No 4º B, cantada a meias com alguns meninos que tiveram de ensaiar, pois já não se lembravam muito bem... No 4º A, a meias com a professora Eveline.

Mais um reencontro feliz, este, na escola do Pragal!
Tal como nos anos anteriores, devido à ocupação da biblioteca, impõe-se a rotação do espaço, alternando-se a turma, sessão a sessão...
Em janeiro, foi assim: o 4º B na sala de aula e, a seguir, o 4º A na biblioteca escolar.
Até fevereiro (por ordem inversa)!



Bibliografia:
Alice Vieira, Eu bem vi nascer o sol, antologia da poesia popular portuguesa, Caminho
Anne-Margot Ramstein & Mathias Aregui, Antes (e) Depois, Gatafunho
João Pedro Mésseder/ Gémeo Luís, Trocar as voltas ao tempo, Eterogémeas
Xico Braga, 5 minutos de estória, edição de Autor



sábado, 23 de janeiro de 2016

Regresso à Feliciano Oleiro...

Janeiro levou-me de volta à biblioteca da escola Feliciano Oleiro, a duas turmas de 4º ano: o 4ºA da professora Lídia e o 4º B do professor Mário.

Foi tempo de apresentações, seguido de tempo para Ler a meias...:
  • Poesia: Dia um    ano primeiro, de Maria Rosa Colaço;
  • história: A fábrica do tempo; 
  • poesia popular: Lengalenga do homem que não queria comer couves.
A professora Eveline cantou-a... e os meninos do 4º B conheciam outras lengalengas que disseram de cor.
Foram sessões dedicadas a autores portugueses e em que a poesia popular entusiasmou ambas as turmas.
Para alegria geral, existe o livro na biblioteca! Não podia haver melhor final!


Bibliografia: 
Alice Vieira, Eu bem vi nascer o sol, antologia da poesia popular portuguesa, Caminho
Maria Rosa Colaço, Versos diversos para meninos travessos, Europress
Sílvia Alves, A fábrica do tempo, Livros Horizonte


segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

E que podemos nós fazer?...

A sessão com o 4º ano, na escola dos Caranguejais, foi bem variada e animada. Começámos com poesia; a seguir uma história, em torno do tempo passado, presente e futuro, e da chegada de um novo ano, cheio de sonhos  e esperança...; com uma pergunta na ponta da língua: E que posso eu fazer?
Sílvia Alves conduziu-nos através de anos que devemos saber apontar de cor, anos esses em que ocorreram acontecimentos inesquecíveis, até vir mais um ano novo cheio de dias para aproveitarmos bem, com responsabilidade e liberdade...
E que podemos nós fazer? 
A escolha é nossa!
Trabalhar, brincar, fazer amigos, conviver... e ajudar alguém à nossa volta... (como passou a fazer o Senhor Xis.)
Sorrisos, beijinhos..., búzios, flores..., companhia e atenção... são prendas enormes! E que prazer dão!
- Duvidam?
- Não? Então, vamos a isso!
Bom ano!


Bibliografia:
José Campanari & Jesús Cisneros, E que posso eu fazer?, OQO editora
Maria Rosa Colaço, Versos diversos para meninos travessos, Europress
Sílvia Alves, A fábrica do tempo, Livros Horizonte


Ali vem o navio azul!...

O 3º ano (da escola dos Caranguejais) viu entrar na biblioteca, pela barra do Tejo, O navio azul - cheio de crianças, flores, espigas, sal, sol, sorrisos, sonhos, ternura e paz...
A seguir chegou o SuperBeige, desejoso de salvar a Humanidade! "Tá-rá-rá. tá-rá-rááááááá!..."
Andou, andou e ninguém aceitava os seus serviços! Por fim, descobriu que, afinal, é bem simples: basta não pisar ninguém!...
Sinónimos, rimas e associação de ideias vieram a propósito...
O melhor estava para vir: os meninos leram, em grupo, livros de poesia e escolheram um poema (relacionado com a paz) para ler à turma. Quanto entusiasmo!... Ler, decidir, ensaiar... (Falta só apresentar.)
Até à próxima!
Bom ano novo!



Bibliografia: 
Fernando Camacho, Palavras de cristal, Plátano Editora
Luísa Ducla Soares, Poemas da mentira e da verdade, Livros Horizonte
Maria Rosa Colaço, Versos diversos para meninos travessos, Europress
Samuel Ribeyron, Super Beige, Cuatro azules



segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Dia a dia, na cidade...

Regressei hoje aos "Caranguejais" para um reencontro com o 4º ano. E fui recebida em festa, mal entrei ao portão...
A leitura domiciliária decorre animadamente na escola e a Gabriela tinha requisitado um livro que veio mesmo a calhar, para dar lugar à conversa inicial: O que é viver em sociedade? 
A professora Margarida Pinho projetou um curto vídeo comemorativo da Declaração Universal dos Direitos Humanos, contra o racismo e xenofobia, a partir do qual também falámos dos cuidados que um peão deve ter na estrada...
A história do dia foi uma recriação do Capuchinho Vermelho.
Passa-se numa cidade tão perigosa como uma floresta...; tem de se atravessar um Centro Comercial, tão inseguro quanto um bosque...; no caminho, a Sofia cruza-se com meia dúzia de vadios e com um motoqueiro amável (que mais parecem uns chacais e um lobo, disfarçado de cordeiro)...; e, por fim, lá consegue chegar a casa da avó, já de noite. Entretanto, a mãe espera-a à varanda, preocupada. Digo-vos que vai ser necessária a ajuda da polícia... e muita magia... para o final da história.
Como disse o Gabriel, a polícia, nesta história, é como o caçador do Capuchinho Vermelho.
O conto causou dúvidas, receios, consternação..., mas o certo é que gostaram!
Em seguida, poesia: Poemas para um dia feliz, na voz de José Fanha: Todos os dias e Ah! Grande Sol!
Para terminar, que ideias associam estes meninos à palavra... DIA?
DIA é (que bom!):

  • manhã
  • luz
  • sol
  • novidade
  • começo
  • pequeno-almoço
  • escola
  • brincadeira
  • amigos
  • felicidade

Bibliografia:
José Fanha (org.), Poemas para um dia feliz, Gailivro
Oscar Brenifier/frédéric Benaglia, O que é viver em sociedade, Col. Filosofia para Crianças, Dinalivro
Roberto Innocenti/Aaron Frisch, A menina de vermelho, Kalandraka


No blogue da escola...



segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Guerra, amor e humor...

Regressei à Biblioteca Escolar da EB1/JI nº 3 da Cova  da Piedade (que habitualmente se designa por escola dos Caranguejais, por se situar nessa rua), onde fui Ler a meias a uma turma de 3º ano: falar-lhes de paz e de respeito pelo próximo.
Para mostrar o absurdo da guerra, O soldado João, de Luísa Ducla Soares, é um clássico a não esquecer! Um soldado pacifista que, depois de muito unir os dois exércitos inimigos, regressa medalhado à sua aldeia onde a namorada o espera e a sua vida será feliz, como antes...
Nesta escola, o quadro interativo está sempre pronto a usar e a professora bibliotecária, Margarida Pinho, sempre disponível para colaborar. Por isso, os meninos ainda se puderam rir com Raúl Solnado, ouvindo-o contar a história de A guerra de 1908 e manter uma conversa telefónica com O inimigo. :-)
António Torrado também proporcionou, pelo meio, bons momentos de poesia: Vem o vento (a propósito de liberdade) e Rimas.
O 3º ano percebeu que rimas, neste poema, queria dizer "coisas que combinam bem"... E assim criou as suas próprias rimas:
Guerra rima com armas, morte, destruição, coragem, medo...
Paz rima com amor, amizade, campos cultivados, brincadeiras ao ar livre, segurança, felicidade, liberdade...
Quando saíram para o recreio, iam unidos e felizes: em paz.

Queres ouvir Solnado? Aqui o tens: A guerra de 1908

Bibliografia:
António Torrado, À esquina da rima buzina, Caminho
Luísa Ducla Soares, O soldado João, Civilização

A notícia, no blogue da escola, BiblioAlma...



quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Ler a meias...: "Receita para avós felizes..."

Ingredientes:
Histórias,
poesias,
canções,
conversas sérias e vadias...

Preparação:
Pensar no público-alvo,
selecionar livros,
ler, ler e reler, dias e dias...

Confeção:
Cria-se um ambiente familiar,
convertem-se os livros em palavras
que se elevam pelo ar,
seja informação, ficção ou poesia,
talvez também uma pitada de filosofia...
Entremeiam-se emoções como cores do arco-íris.
Entrelaça-se realidade e fantasia:
notícia, poema, narração, canção, biografia...
A palavra tem magia.
Faz nascer sorrisos ou uma lágrima atrevida...
E a despedida rejubila de alegria!

Foi assim tal e qual, hoje, num certo centro de convívio de Serviços Sociais  da Administração Pública, em que estive pela segunda vez, com "gente grande"...
Voltei. 
À despedida, surpreenderam-me com uma velha canção de Maria de Lurdes Resende: 
Avozinha. 
«Avózinha, vá lá só mais uma
Conta que eu não faço oó
Conta aquela da Fada de Espuma
Conta alguma, querida avó (...)»
Cativámo-nos mutuamente.
Foi um prazer! 
Obrigada! E até mais ver...


Bibliografia:
Livrinhos da coleção Formiguinha, da Editorial Infantil Majora
Antoine Saint-Exupéry, O principezinho, Editorial Aster
Benjamin Lacombe, Cuentos silenciosos, Edelvives
Poemas para um dia feliz, org. José Fanha, Gailivro
Ilse Losa, A minha melhor história (e outras histórias), Editora Nova crítica
Mariana Chiesa Mateos, Migrando, Orfeu Mini
Sandol Stoddard, Estava a pensar..., bruaá editora


Sessão anterior, AQUI. 

Ler a meias...: "Receita para avós felizes..."

Ingredientes:
Histórias,
poesias,
canções,
conversas sérias e vadias...

Preparação:
Pensar no público-alvo,
selecionar livros,
ler, ler e reler, dias e dias...

Confeção:
Cria-se um ambiente familiar,
convertem-se os livros em palavras
que se elevam pelo ar,
seja informação, ficção ou poesia,
talvez também uma pitada de filosofia...
Entremeiam-se emoções como cores do arco-íris.
Entrelaça-se realidade e fantasia:
notícia, poema, narração, canção, biografia...
A palavra tem magia.
Faz nascer sorrisos ou uma lágrima atrevida...
E a despedida rejubila de alegria!

Foi assim tal e qual, hoje, num certo centro de convívio de Serviços Sociais  da Administração Pública, em que estive pela segunda vez, com "gente grande"...
Voltei. 
À despedida, surpreenderam-me com uma velha canção de Maria de Lurdes Resende: 
Avozinha. 
«Avózinha, vá lá só mais uma
Conta que eu não faço oó
Conta aquela da Fada de Espuma
Conta alguma, querida avó (...)»
Cativámo-nos mutuamente.
Foi um prazer! 
Obrigada! E até mais ver...



Bibliografia:
Livrinhos da coleção Formiguinha, da Editorial Infantil Majora
Antoine Saint-Exupéry, O principezinho, Editorial Aster
Benjamin Lacombe, Cuentos silenciosos, Edelvives
Poemas para um dia feliz, org. José Fanha, Gailivro
Ilse Losa, A minha melhor história (e outras histórias), Editora Nova crítica
Mariana Chiesa Mateos, Migrando, Orfeu Mini
Sandol Stoddard, Estava a pensar..., bruaá editora


Sessão anterior, AQUI. 

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

No Pragal, Paz rimou com Liberdade...

Foi dia de conhecer duas turmas de 3º ano.
Tempo de pensar como pode ser importante um livro! Tão importante que há livros proíbidos, livros que são queimados, livros que levam à prisão!... E há também livros que consolam, em tempos difíceis; e bibliotecas que nascem em tempo de guerra...
(Ouvimos isso nas notícias.)

E então lemos a meias histórias de guerra e paz.
O soldado João divertiu as duas turmas. O João era mesmo um pacifista, quer fosse enfermeiro, cozinheiro, corneteiro ou atirador... Mereceu as duas belas medalhas que os generais lhe puseram ao peito!
3º A, ao ritmo do fandango


Bem a propósito, a professora Inês Marcelino deu a ouvir um fandango ao 3º A. E a sua turma dançou, tal como os dois exércitos "inimigos"...
Antes, já a turma tinha escutado um conto popular português: Dom Caio. Depois, ouviram Rimas. (Umas eram verdadeiras rimas; outras, inesperadas associações de ideias.)
- Paz rima com...? - perguntei.
- Com brincadeira no parque, com escola, amizade, pássaros a voar nos céus, não ter medo, estar em sossego... Paz rima com Liberdade!... - concluiram os meninos.

3º B, trabalhando a meias...
O 3º B, após a conversa inicial, escutou Rimas.
Em seguida, a história O soldado João e depois, poesia.
Ao poema Não quero, não seguiu-se um trabalho de pares (oral): Não quero, não quero, não.../ Quero...
A turma disse, por exemplo:

Não quero, não quero, não…:
Ir parar a uma enfermaria
Que alguém morra
Fazer a guerra
Matar...

Quero…:
Ser bom aluno
Que os maus sejam castigados
Sermos amigos para sempre
Viver em PAZ!
Que todos os desejos se realizem...

Um dos desejos é que eu volte.
Foram apresentações e despedidas alegres, as nossas.


Bibliografia:
Contos populares portugueses, Europa-América
António Torrado, À esquina da rima buzina, Caminho
Eugénio de Andrade, Aquela nuvem e outras, ASA
Luísa Ducla Soares, O soldado João, Civilização




Recomeçando a Ler a meias...

Novo ano, nova viagem...
Outubro, mês das bibliotecas escolares, tempo de feição!
Dia de festa no Agrupamento da Anselmo: boa razão para aí recomeçar...
No Pragal, que tal?...
- Partimos. Vamos. Somos.



sábado, 10 de outubro de 2015

Reflexões de uma voluntária...

Novo ano escolar se avizinha. (Só agora: verdadeiro privilégio de aposentada!)
Mais uma vez me preparo para pegar no saco do Ler a meias a abarrotar de livros, e calcorrear ruas e algumas estradas, em demanda de bibliotecas escolares (e não só), para dar a conhecer obras, autores e ilustradores, espicaçar a imaginação de miúdos e graúdos e (...espero...) espalhar pela assistência o desejo e o prazer de ler...
Uma tarefa que levo a cabo com seriedade e gosto, mas me obriga, ano a ano, a equacionar uma questão relevante: se eu, voluntária, não colaborar com estes "meus" Agrupamentos de escolas (dois deles ininterruptamente, desde o 1º momento), contratarão alguém?...
Tenho conhecido "gente" talentosa e competente que ganha a vida como contador de histórias e mediador de leitura, por vezes também como formador: é esse o seu modo de vida, o seu meio de subsistência.
Desde o princípio que me recuso a aceitar que eu possa, de algum modo, contribuir para que sejam retiradas quaisquer oportunidades de trabalho a estes profissionais.
Garantem-me que nada tenho a recear. Há espaço para todos; verba, não.
Verba, palavras (em latim), isso sim! Posso oferecê-las..., à vontade!
Convidam-me gentilmente. Aceito alegremente. Permaneço.
Entretanto, tento manter-me informada, atualizada...
Não prescindo de fazer formação, (sobretudo) na área da Literatura para a infância e juventude...
Estou atualmente a frequentar os Encontros no Território das Histórias, na livraria GATAfunho, com Rodolfo Castro.
(Umas sessões cheias de dicas e boas ideias... e muita risota e diversão!)
Investir para evoluir...
Fazer mais e melhor!?... Talvez!
(Assim espero!)



...












sábado, 12 de setembro de 2015

Caminhos do conto...



Rodolfo Castro, argentino-mexicano, foi professor do Ensino Básico. Certo dia, decidiu mudar de vida. Hoje é escritor, contador de histórias e dá formação nesta área, quer na narração oral quer na leitura de contos e poesias.
Vive em Lisboa, alcança o mundo. Encontram-no na GATAfunho, no Largo da República, em Oeiras: uma belíssima livraria à nossa espera.
Conheci-o recentemente nos Caminhos de Leitura (em Pombal) onde, consigo, muito aprendi.
Agora que um novo ano se aproxima, vim recordar a "matéria dada", rebuscando vídeos no YouTube. Querem ouvi-lo e vê-lo?
Fica este convite para momentos de deleite.

Alguns links:
O pior contador de histórias do mundo
O último conto de Rodolfo Castro
Próxima formação (em Oeiras) - a partir de 22 de setembro.


sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Férias são férias!


Dias sem relógio, fuga às rotinas, umas voltas por perto ou talvez longe, atividades variadas... e tanto basta para que os dias ganhem prazeres e sentido.
Entre 15 e 21 de setembro, início do novo ano escolar.
Aproveitemos a liberdade que as férias proporcionam.
Vivamos, entretanto, o fim do verão.




domingo, 2 de agosto de 2015

Trava-línguas e lengalengas dos avós...

Muitos (des)trava-línguas encontram-se em livros, menos ou mais recentes: são recolhas de Luísa Ducla Soares, Dulce de Souza Gonçalves e outros autores... Muitos outros continuam por aí de boca em boca, à procura de uma página que os acolha...
Merecem-na! São muito úteis: ajudam-nos a articular bem as palavras e a melhorar a nossa dicção. E fazem-nos rir muito porque nos entaramelam a língua!... :D

               
- Atrás de uma podre parra
está uma parra podre.
                  ...

A parra papa a poldra
A poldra papa a parra.
                 ...

- É o continho da calça preta.
Se queres que te conte, contarei.
Se não queres que te conte, não te contarei.
Queres que te conte?
(Recomeça-se indefinidamente, em caso de resposta afirmativa.)
                       ...

- Percebeu? Se não percebeu, percebesse, porque eu, quando não percebo, faço por perceber, para quem perceber, perceber que eu percebi. Percebeu?
(Recomeça-se indefinidamente, em caso de resposta negativa.)
                   ...

E tu?
Se sabes trava-línguas, acrescenta-os num comentário.
Estarás a colaborar na divulgação do nosso património oral!
Obrigada!

Ilustração de Manuela Bacelar (in Histórias de longe e de perto)

sábado, 1 de agosto de 2015

«Contos dos avós»...

«Contos dos avós» - eis o convite  dirigido ao Ler a meias... por um Centro de Convívio de Lisboa.
- Contos que falassem de avós e netos? Que lembrassem a infância dos avós?... Para gente graúda? Contos para os avós contarem ou lerem aos netos? 
- O que eu quisesse. Para um público sénior, no dia 31 de julho.
E assim foi.
Histórias "de família", leram-se muitas: narrativas curtas, álbuns ilustrados, livros pop-up... agradaram e surpreenderam. Mereceram palmas!
Livros com imagens não são necessariamente para os mais pequenos: os avós presentes confirmaram-no.
Não basta a ficção; há todo um vasto mundo de livros informativos, em torno de diversas Ciências (Lá fora, por exemplo).
Lengalengas e trava-línguas serviram para rebuscar memórias... e muito divertiram a assistência!
Quase no final, João de Deus chegou com uma fábula em verso. Para se resumir a moralidade, arriscaram-se vários provérbios.
Um conselho: a Net pode ser uma boa aliada na audição de histórias e poesias, na leitura de ebooks (gratuitos)... Sabiam que podem ouvir, no YouTube, Catarina Sobral a ler o seu livro O meu avô?...
(UmLivroDebaixoDeOlho tem divulgado sítios.)
A talho de foice, falámos de muita coisa relacionada com contadores de histórias, importância dos contos tradicionais (não adocicados), as suas diversas versões...
Os avós falaram dos seus netos e das histórias que lhes contam, e como lhas contam...

Uma hora e meia passou a correr.
De que gostaram mais?
- Da literatura oral.
- Do livro Eu espero. Comovente.
As manifestações de prazer foram muitas; as despedidas foram calorosas.
- Voltarei. - Pediram-me e... prometi!


(Por agora, cumpriu-se a anunciada 32ª sessão do 3º Período... FÉRIAS!!!)


Bibliografia:
Alice Vieira (recolha), Eu bem vi nascer o Sol, Círculo de Leitores
Catarina Sobral, O meu avô, Orfeu Mini
Davide Cali/Serge Bloch, Eu espero, bruaá editora
Gianni Rodari, Histórias ao telefone, Teorema
João de Deus, Versos de João de Deus, Portugalmundo
José Fanha, A namorada japonesa do meu avô, Gailivro
José fanha, Era uma vez eu, Booksmile
Luísa Ducla Soares (recolha) Destrava-línguas, Livros Horizonte
Maria Ana Peixe Dias e Inês Teixeira do Rosário/Bernardo Carvalho, Lá fora, Planeta Tangerina
Philippe Ug, Drôle d’oiseau, Les grandes personnes
Shaun Tan, A árvore vermelha, Kalandraka