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quinta-feira, 1 de março de 2018

Comunidade de Leitores e poesia de Ruy Belo

Mensalmente, a Comunidade de Leitores da Biblioteca José Saramago, do Feijó (da Rede de
Bibliotecas Municipais de Almada), reúne-se em torno de uma obra: Literatura Portuguesa ou Universal, autores clássicos ou contemporâneos, escritores consagrados ou não; obras de temática e género literário variados.
Aí nos cruzamos com convidados que falam da obra em análise ou mesmo com o seu autor, ou com o encenador... Depende!... E variam as abordagens.
Vai no seu 2º ano de existência esta fraterna comunidade, conduzida pelo bibliotecário Davide Freitas.
No dia aprazado, é tempo de debater, ler, conviver.
Fevereiro foi tempo de homenagear Ruy Belo.
Desta vez, com liberdade de escolha de obras e poemas do Autor, pelos membros da Comunidade.
Uma sessão para visionar um excelente documentário sobre a vida e obra do poeta.
Para se ler em voz alta.
Participámos.
Lemos.
Para saber mais: Livro digital – RuyBelo




quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Tertúlia Literária, entre marinheiros...



A 2ª Tertúlia Literária da Universidade Popular Almada teve lugar no Clube de Sargentos da Armada, no Feijó. Receção generosa, de braços abertos.
Assistência amistosa de militares, suas esposas, alguns amigos. Escuta atenta. Participação oportuna e bem-vinda.
Um amigo levou um livro: A menina gotinha de água. Leu um excerto, ideia a acarinhar e multiplicar.
Estas tertúlias têm, na verdade, o objetivo de estabelecer um diálogo informal com os “tertulianos”, recordar/divulgar património oral e obras de autor  (crossover, isto é, passíveis de agradar a um largo espetro de idades): histórias, poemas e outros tipos de texto (do agrado de quem faz a proposta de se Ler a meias...)
Atendendo ao contexto, a mediadora “meteu muita água”!

Começámos em terra firme. Com Fernando Fitas e o seu Alforge de Heranças. Com a sua voz.
Navegámos em A nau Catrineta e presenciámos o reencontro do Capitão-General com a Bela Infanta… (Depois de fundear.)
Assistimos à aventura da busca da ilha desconhecida, do conto de Saramago. Fomos lendo partes; despertou curiosidade; fizemos a leitura integral.
Finalizámos com poesia de Alexandre Honrado (retirada da Web).
Hora e meia de mão dada com a Literatura. Em alegre convívio.


1ª sessão, na SRUP: AQUI.




Bibliografia:
Alice Vieira (Coordenação), Eu bem vi nascer o sol, Antologia da poesia popular portuguesa, Círculo de Leitores
Fernando Fitas, Alforge de heranças, Associação Cultural Manuel da Fonseca
José Saramago, O conto da ilha desconhecida, Caminho

WEBgrafia:
Alexandre Honrado, sem título (Facebook)
Dicionário Priberam da Língua Portuguesa on-line



domingo, 26 de novembro de 2017

Comemorações na Biblioteca Municipal de Almada

A Rede das Bibliotecas Municipais de Almada tem estado em festa, envolvida na comemoração do centenário do nascimento do escritor Romeu Correia (1917-2017).
Enquanto membros da Comunidade de Leitores da Biblioteca Municipal José Saramago, do Feijó,  participámos no evento de Leitura de Romeu Correia em voz alta. Lendo a meias... (Literalmente.)
Foram muitos os leitores envolvidos na leitura oral (encenada ou não) e na escuta, tanto alunos da Universidade Sénior USALMA como até elementos do público que aceitaram o desafio de ler, de improviso. (Prova superada!)
Assim nos uniu a todos a Literatura. Assim vamos redescobrindo este autor local que chegou a fazer parte do programa nacional de Língua Portuguesa.
Almada assim se vai afirmando como a cidade educadora que se esforça por ser e que assume ser.





sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Ler a meias..., entre gente grande...


Uma vez mais, nos Serviços Sociais. Entre gente grande que me recebe de braços abertos. Entre amigos. Com livros para todas as idades.
Poesia, contos e recontos a criar as pontes que nos ligam.

Mário Castrim fez-nos rir com A cómoda incómoda.
Chema Heras enterneceu-nos com os Avós. E pôs à prova a nossa memória!
Ilse Losa emocionou-nos com o seu conto Apesar de tudo. Uma história que nos transportou à atualidade, aos refugiados, à dura luta pela sobrevivência..., à esperança que nos move.
Sebastião da Gama trouxe o Sonho.
Afonso Cruz definiu a Felicidade... (e gerou polémica!)
Falou-se de "Risodinâmica", do poder e dos benefícios do riso.
E ainda pensámos em exílio, emigração, saudades - tudo a partir de um conto de Natal de Manuel Alegre: A estrela.


A nossa despedida aconteceu como é habitual: cantando. Seleção da Conceição. Juntaram-se ao coro a Aida e a Assunção. Mais a Manuela... E muitas outras vozes... O Vinho Verde vinha mesmo a propósito da conversa... (e a canção era conhecida!)
- Feliz Natal!
- Até para o ano!

( Sessão anterior: aqui.)

Bibliografia:
Afonso Cruz, Enciclopédia da estória universal, Recolha de Alexandria, Alfaguara
Chema Heras/Rosa Osuna, Avós, Kalandraka
Ilse Losa, A minha melhor história, Editora Nova Crítica
Mário Castrim, Histórias com juízo, Plátano Editora
Sebastião da Gama, Pelo sonho é que vamos, Edições Ática
Vários, Vésperas de Natal, Contos, Dom Quixote 


segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Recomeçou o Ler a meias...

A 1ª sessão deste "ano letivo" teve lugar entre "gente grande".
Começámos com uma lengalenga, para testar a memória... e rir a bom rir!
A parábola As três peneiras, recontada por António Botto (em O Livro das crianças) suscitou interesse e conversa. Uma grande lição para crianças e... adultos.
A sessão continuou animada, com Almada Negreiros e desenhos de criança...; com uma opinião médica sobre histórias ao adormecer...; com o relato de um reformado sobre esta nova etapa da sua vida (do livro Os sonhos não têm rugas), o qual gerou comoção.
Havia quem se lembrasse da Nau Catrineta (ainda se puxou pela memória e se arriscaram alguns versos do romance); mas divertido, mesmo, foi ouvir a Nau Mentireta...
Demos um saltinho ao Brasil. André Neves ofereceu-nos A caligrafia de Dona Sofia. Uma história que espalhou muita poesia..., valorizou a amizade... e deu um "exemplo" que talvez germine... Agradou a particularidade de Sofia não ser avó! E, também por isso, foi a história preferida da Zulmira!...
Na "plateia", havia crescidos participativos. Novamente a Conceição Madeira trouxe canções que entoámos a meias: A fisga, dos Rio Grande, e uma outra: Avozinha, vá lá só mais uma...
Há que preencher o tempo da aposentação com convívio, atividades, novos interesses, novas aprendizagens...
Entre nós, assim aconteceu hoje. Convivemos. Partilhámos tempo, leituras, ideias, poesia. Alegria.

Sessões anteriores de Ler a meias...:
1ª - 31/7/2015  Contos dos avós
2ª - 19/11/2015 , Receita para avós felizes
3ª - 3/5/2016 Contos para todos
Esta, a 4ª, Contos e Recontos.


Qual o melhor título para esta atividade?...

Bibliografia:
A casa do João, Editora Replicação
Almada Negreiros, A invenção do dia claro, Assírio & Alvim
André Neves, A caligrafia de Dona Sofia, Paulinas
António Botto, O livro das crianças, Editorial Presença
Luísa Ducla Soares, A nau mentireta, Civilização
Maria do Rosário Gama et al., Os sonhos não têm rugas, Oficina do livro
Mário Cordeiro, Uma história ao adormecer... ou para adormecer, jornal i , 18/10/2016


domingo, 7 de agosto de 2016

Provavelmente alegria...

« (...)
Já os ventos recolheram
Já o verão se nos oferece
Quantos frutos quantas fontes
Mais o sol que nos aquece
(...) »

José Saramago, "Alegria", in Provavelmente alegria

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

A voz do mar...

«Uma língua é o lugar donde se vê o Mundo e em que se traçam os limites do nosso pensar e sentir. 
Da minha língua vê-se o mar. 
Da minha língua ouve-se o seu rumor, como na de outros se ouvirá o da floresta ou o silêncio do deserto. 
Por isso a voz do mar foi a da nossa inquietação.»



Nota: Excerto de um discurso lido pelo escritor em Bruxelas, em 1991, na cerimónia em que lhe foi atribuído o prémio Europalia.



quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Jogar e zás!... Saltar até à primavera...

JOGO

Abro a caixa do inverno. Tiro os ventos,
as rajadas de chuva, os bancos de neve de onde
fugiram todos os pássaros. Desenrolo à minha

frente os pântanos do inverno. Ando à volta
deles para desentorpecer as pernas; sacudo
o frio das mãos; limpo a chuva que se me colou
aos cabelos. Depois volto a lançar os dados
– e avanço até à primavera.
Nuno Júdice


Alice Vieira (org), O meu primeiro álbum de poesia, Dom Quixote




sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Em Casal de Bolinhos, a meias...

Regressar a Casal de Bolinhos é rotina! Colegas e meninos mais crescidos receberam-me com alegria enquanto os pequenitos me aguardavam com curiosidade... 
A sessão, desta vez, foi a meias com o professor Ricardo, um jovem voluntário, cheio de boa vontade, simpatia e grande contador de histórias!
Primeiro as visitas e, então, comecei eu: Gutierres, o homem das forças, uma história de António Torrado. (A meias! Obrigada, Ricardo!)
Surpresa geral: eu não li!... Outra novidade: só uma história?!...
Foi finalmente a vez do anfitrião: contou histórias tradicionais e leu Trem de ferro, poema de Manuel Bandeira (a pedido dos meninos!)... Sabem porquê? Eles acompanham a leitura com gestos e repetindo frases, afinadinhos e animadíssimos! 
Olhos atentos, risos, sorrisos e manifestações de carinho são prova do prazer causado por esta partilha de palavras, na biblioteca escolar... 


Obrigada pelo meu cacho de uvas, com bagos assinados pelos artistas, um a um... 
Obrigada, Amélia Marcelo! Obrigada, Sónia Seixas!


segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Encontros felizes...

Nos Caranguejais, "bastou imaginar"... 
Fomos visitar Timor-Leste e ver o Sol nascente, cumprimentar a Lya: Loron di’ ak!*, conhecer os seus amigos, o avô, a avó..., saber como vivem na sua aldeia... Até mergulhámos e pescámos ao arpão com ela, e comemos peixe fresco assado, ao jantar, junto da fogueira...
Voltámos ao país do Sol poente, ter com a Lia. Acreditem: ouviu-se um suspiro de alguém que não queria regressar a uma floresta de prédios, voltar ao trânsito, às filas, à pressa do nosso dia-a-dia... Mas o pai que fez o jantar de douradinhos, esse mereceu palmas!!!
Curioso foi, depois da leitura, jogarmos, divididos em dois grupos, para conduzirmos "Lya" e "Lia" a um encontro. E, no fim, os nossos abraços foram alegres e espontâneos.
Encontros felizes! (Mediadora feliz!...)

* - Bom dia! (em tétum, língua de Timor-Leste, onde o português é língua oficial.)

Bibliografia: 
Margarida Botelho, Lya/Lia, Coleção Poka Pokani, Edição de Autor, 2014
Mel Pickering, O grande atlas ilustrado, Impala, 1996
(+ Globo terrestre e imagens da Net.)

No blogue da escola...



segunda-feira, 10 de março de 2014

Lendo a meias, entre escritores e cantores…

Voltei à mesma turma de 2º ano dos “Caranguejais” e fui recebida carinhosamente…
Levava no saco um livro de Sílvia Alves: E tu, gostas de histórias?
Esta narrativa simples, rica de elementos paratextuais, ilustrada com exuberância e cor por Susana Leite, abriu portas para conversas sérias e lançou pontes em várias direções...
O flautista de Hamelin, lembram-se? Alguns meninos conheciam, só que não se recordavam bem…, mas como havia o livro na biblioteca, um deles leu essa história à turma…
- E Fernando Pessoa? – quis eu saber. - Não…, mas ficaram a conhecer! Ofereceram-se e leram pequenos poemas do nosso grande poeta.
- E José Afonso? Nem todos sabiam... Mas com um computador ali à mão, ligado à Internet, e com a professora bibliotecária Margarida Pinho ao pé, foi fácil! 
Ouviu-se O comboio descendente pela voz do Zeca, seguido por um coro tímido de meninos.
- Ele também canta a Grândola… – acrescentou um dos pequenos... 
Pois foi assim que esta sessão acabou - com emoção, muito alegremente!


Tenho a certeza que Sílvia Alves gostaria de lá ter estado ao vivo! Nós gostámos tanto, tanto!...


(Já estamos no blogue da escola!...)

Bibliografia:
Sílvia Alves, E tu, gostas de histórias?, Paulinas
Manuela Júdice, O meu primeiro Fernando Pessoa, Dom Quixote


segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Ler a meias, pois claro!

Foi na escola dos Caranguejais que estive hoje, com um 2º ano. A professora bibliotecária achou bem que eu "pegasse" no plano da sessão anterior... (De acordo!, tanto mais que nunca é igual...)
Primeiro, as apresentações...
Depois, os meninos conheciam e resumiram num instantinho A lebre e a tartaruga... 
O que ninguém admitiu foi que, na realidade, uma tartaruga pudesse alguma vez vencer um coelho. (A notícia da Sábado foi uma total surpresa!!!)
A seguir, distinguiu-se uma aposta de uma combinação...; 
Observou-se a ilustração de Era uma boa combinação..., de António Torrado, e assim se ficaram a conhecer o cão leal, a coelha espertalhona e os seus laparotos...; qual o local, a situação... 
Então, lemos o conto, parando para pensar e opinar, aqui e ali...
Por fim, improvisámos uma dramatização. 

Da plateia, vieram ajudas. 
Vitória, conseguimos!
Saímos felizes!...
O trabalho com esta turma será continuado.
Até à próxima!

Sessão anterior, aqui descrita.

Sessão vista pelos meninos, no seu blogue.





sábado, 4 de maio de 2013

Tempo de poesia...

Amor

Mãe, as flores adormecem
Quando se põe o Sol!

Filha, para as adormecer
Canta o rouxinol...

Mãe, as flores acordam
Quando nasce o dia!

Filha, para as acordar
Canta a cotovia...

Mãe, gostava tanto de ser flor...
Filha, eu então seria uma ave...

Matilde Rosa Araújo, O livro da Tila, Caminho


quinta-feira, 21 de março de 2013

Poesia e Natureza...



A fermosura desta fresca serra,
e a sombra dos verdes castanheiros,
o manso caminhar destes ribeiros,
donde toda a tristeza se desterra;

o rouco som do mar, a estranha terra,
o esconder do sol pelos outeiros,
o recolher dos gados derradeiros,
das nuvens pelo ar a branda guerra;

enfim, tudo o que a rara natureza
com tanta variedade nos ofrece,
se está (se não te vejo) magoando.

Sem ti, tudo m' enoja e m' avorrece;
sem ti, perpetuamente estou passando
nas mores alegrias, mores tristezas.

Luís de Camões, Sonetos





«Olá, guardador de rebanhos,
Aí à beira da estrada,
Que te diz o vento que passa?»

«Que é vento, e que passa,
E que já passou antes,
E que passará depois.
E a ti o que te diz?»

«Muita coisa mais do que isso,
Fala-me de muitas outras coisas.
De memórias e de saudades
E de coisas que nunca foram.»

«Nunca ouviste passar o vento.
O vento só fala do vento.
O que lhe ouviste foi mentira, 
E a mentira está em ti.»

Fernando Pessoa/ Alberto Caeiro





MAR

I

De todos os cantos do mundo
Amo com um amor mais forte e mais profundo
Aquela praia extasiada e nua,
Onde me uni ao mar, ao vento e à lua.

II

Cheiro a terra as árvores e o vento
Que a Primavera enche de perfumes
Mas neles só quero e só procuro
A selvagem exalação das ondas
Subindo para os astros como um grito puro.

Sophia de Mello Breyner Andresen, Poesia, Caminho





Perante nós o oceano.
Imensos, inexplorados, os caminhos.

Barco sem leme, sem velas, sem quilha. Sem
remos.

Devagar. Mas seguramente. Lá iremos

Myriam Jubilot de Carvalho, E no fim era a poesia, Vega




Separador de texto retirado da NET.


quinta-feira, 14 de março de 2013

quarta-feira, 6 de março de 2013

Antologia poética


VAGABUNDO DO MAR

Sou barco de vela e remo
sou vagabundo do mar.
não tenho escala marcada
nem hora para chegar:
é tudo conforme o vento,
tudo conforme a maré…
Muitas vezes acontece
largar o rumo tomado
da praia para onde ia…
Foi o vento que virou?
foi o mar que enraiveceu
e não há porto de abrigo?
ou foi a minha vontade
de vagabundo do mar?
Sei lá.
Fosse o que fosse
não tenho rota marcada
ando ao sabor da maré.
É por isso, meus amigos,
que a tempestade da vida
me apanhou no alto mar.
E agora queira ou não queira,
cara alegre e braço forte:
estou no meu posto a lutar!
Se for ao fundo acabou-se.
Estas coisas acontecem
aos vagabundos do mar.

Manuel da Fonseca



quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Ler a meias... retornou a Casal de Bolinhos...

2º A
Foi hoje! 
Quanto entusiasmo ao verem-me entrar no pátio da escola! Deram saltos de contentes
Ler a meias... é na biblioteca.
Primeiro, entrou o 2º ano, com a professora Amélia...
A seguir, foi a vez do 3º ano e da professora Sónia.
3º A
Adivinhas, histórias e uma poesia, em torno de profissões...
Muita participação, muita atenção, muita curiosidade...
Enfim, uma hora (com cada turma) depressa se passou.
Mais sessões, só no 2º Período, já se sabe!...

Muito obrigada, meninos e colegas de Casal de Bolinhos, pela prenda que me deram: todo o carinho e... uma deliciosa marmelada, feita na escola! ("Não se vai a Casal de Bolinhos sem se adoçar a boca...")
Já agora: que lindo papel de embrulho, desenhado e pintado pelos artistas da turma!... Parabéns!
Feliz Natal a todos!


Notícia do Jornal Escolar da escola: aqui.
...   ...   ...   ...   ...

Livros que utilizámos:
- António Torrado, Histórias tradicionais portuguesas contadas de novo, Civilização
- Luísa Ducla Soares, Seis histórias às avessas, Civilização
- Luísa Ducla Soares, Poemas da mentira e da verdade, Livros Horizonte
- Soledade Martinho da Costa, Vamos adivinhar profissões, Publicações Europa-América


sábado, 10 de novembro de 2012

Vamos escrever a meias? Todos os dias...!?


Todos os dias
Todos os dias
nascem pequenas nuvens,
róseas umas, 
aniladas outras, 
nacaradas espumas...

Todos os dias 
nascem rosas,
também róseas
ou cor de chá, ou veludo...

Todos os dias 
nascem violetas,
as eleitas 
dos pobres corações...

Todos os dias
nascem risos, canções...

Todos os dias
os pássaros acordam
nos seus ninhos de lãs...

Todos os dias
nascem novos dias
nascem novas manhãs...
Saúl Dias,
Portugal, 1902-1983

Digam lá que não dava mesmo vontade de prolongar este poema?
Foi o que fizemos no Ler a Meias, coletivamente...
A turma da professora Mercedes concluiu esta tarefa na sua sala de aula. E ficou assim, lindo, lindo:
                  Todos os dias

Todos os dias
nascem crianças,
alguém faz anos
e acordamos alegres pela manhã...

Todos os dias
cuidamos da natureza,
o mar enche os corações dos peixes,
vemos os pássaros no ar
e as flores a crescer...

Todos os dias
merecemos dar e receber amor e carinho,
damos beijinhos à mãe,
penso em ti,
a amizade nunca nos separa,
conhecemos pessoas 
que nos podem acompanhar a vida toda...

Todos os dias
nasce o sol radiante 
e maravilho-me com o pôr-do-sol...

Todos os dias
os sorrisos estão no ar,
temos os nossos momentos de glória
tem de haver esperança,
esperança para continuar...

Todos os dias
a paz faz falta à Humanidade,
encanto-me pelas poesias
e canto em liberdade...

4º A da EB1 Feliciano Oleiro
Muitos parabéns!
(Mudei a ordem de pouquinhos versos... Gostaram?)


Por fim...
Agradeço e divulgo poesias individuais que a turma da professora Inês (4º B da EB1 Conde de Ferrreira)  escolheu para me ler! 
São poesias escritas e ilustradas pelos seus autores, no seu Caderno de Poesia






Muitos parabéns a todos!


Mais poemas nos bolsos... para Ler a Meias...

Voltei ontem à Feliciano Oleiro, para falar de poesia com as turmas de 4º ano dessa escola. E hoje foi a vez dos meninos do 4º B da Conde de Ferreira. Três sessões idênticas à do 4º A desta escola (no dia anterior), mas não inteiramente... 
Já se sabe que, de turma para turma, a interação com os meninos é diversa, a gestão do tempo altera-se, a Mediadora acrescenta uma coisa aqui e tira outra acolá... Mas houve ainda mais novidades
Na 5ª feira, não havia máquina fotográfica! Oh!!!???...
Na 6ª feira, chovia tanto que "a biblioteca" foi ter com os meninos à sua sala de aulaIsto trouxe novas possibilidades: eles tinham lá os seus cadernos e cada um leu uma poesia da sua autoria. Que bonitas!
De resto, nada de grandes alterações. Lemos muitos poemas que saltaram ora dos livros ora dos bolsos: brincadeiras com letras, palavras, sinais de pontuação, números, formas, sons, ritmos, humor... e muitos sentimentos pelo meio! 
Poesia popular e muitos poetas portugueses: Alexandre O'Neill, José Fanha, José Vaz, Luísa Ducla Soares, Matilde Rosa Araújo, Teresa Guedes, Saúl Dias... e ainda, na última turma, Maria Rosa Colaço.
Encerrámos a sessão com o poema Todos os dias, de Saúl Dias, pela voz de José Fanha, e terminámos prolongando coletivamente esse mesmo poema. 
TODOS OS DIAS..., o que acontece?













Realmente, cada um de nós é mais feliz com a poesia de cada dia! 
Não achas?


Antologias utilizadas:
  • Alice Vieira, Eu bem vi nascer o sol, Círculo de leitores, 1994
  • José Fanha, Poemas para um dia feliz, Gailivro, 2007
  • Sophia de Mello Breyner Andresen, Primeiro livro de poesia, Caminho, 1991
  • Susana Ralha, A casa do silêncioBando dos Gambozinos, 25 anos, «Tantas maneiras de ver e viver», Edições Afrontamento, 2000
Livros de autor:
  • José Fanha, Cantigas e cantigos, Terramar, 2004
  • Luísa Ducla Soares, A gata Tareca e outros poemas levados da breca, Teorema, 1990
  • Luísa Ducla Soares, Poemas da mentira e da verdade, Livros Horizonte, 5ª ed., 2010
  • Matilde Rosa Araújo, Segredos e brinquedos, Caminho, 1999
  • Teresa Guedes, Real... mente, Caminho, 2005

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Ler a meias... através do tempo...

Hoje, na E B 2.3 Conceição e Silva, o desafio era mediar leitura em duas turmas de 6º ano, pegando no lema do Mês das Bibliotecas Escolares 2012: «Biblioteca, uma chave para o passado, presente e futuro.»
Para mim, era ponto assente percorrer as três eras:
  • Passado: livros manuscritos, com iluminuras; livros impressos e encadernados a couro; contos tradicionais, provérbios e lendas...; clássicos, nomeadamente de um passado recente... Património oral e papel. Alguns objetos em desuso, tais como a cassete ou a velhinha disquete (que já ninguém reconheceu)!
  • Presente: variedade de autores, mais ou menos jovens, e múltiplos suportes: livros, e-readers, computadores... CDs, DVDs, pen...
  • Futuro: uma incógnita. Os autores deixam-nos a sua obra, mas quais deles continuarão a ser publicados e lidos? Uma coisa se sabe: os contos tradicionais permanecerão. Em livro ou e-book"O futuro a Deus pertence", diz o Povo. Neste caso, depende ainda dos homens e das tecnologias...
Criar uma caixa-mistério, com uma gaveta para cada época, foi uma solução prática e engenhosa que suscitou o interesse geral.
O apelo à imaginação foi feito com a ajuda de Manuel António Pina: 

Basta imaginar, 
um pássaro para o aprisionar,
e depois imaginar o ar para o libertar
e imaginar asas para ele voar
e imaginar uma canção para ele cantar.


A imaginação dos jovens ganhou asas ao tentarem adivinhar o que era aquilo que ali estava tapado... O mistério foi-se desvendando à medida que cada gaveta foi aberta... 
E ao mesmo tempo desfiaram-se leituras, histórias sobre os autores e sua época e muitas conversas... Mais não porque eram só 90 minutos!   
Os jovens presentes tinham fama de agitados. A verdade é que se deixaram seduzir... Renderam-se à  curiosidade... Desfrutaram do prazer de ver, ouvir contar, escutar excertos, antecipar finais...
Quais as obras? 
Esclareço que fiz sugestões muito diversas: para leitores e não leitores, para quem gosta de humor ou de temas mais sérios... Ei-los (poucas diferenças houve, de turma para turma): 
  • Afonso Cruz, Os livros que devoraram o meu pai, Caminho
  • Álvaro Magalhães, O livro que se lê de olhos fechados, ASA
  • António Torrado, A nau Catrineta, Civilização
  • Ilse Losa, A minha melhor história, Editora Nova Crítica (ou O mundo em que vivi, Afrontamento)
  • José Fanha, A namorada japonesa do meu avô, Gailivro
  • Manuel António Pina, O pássaro da cabeça, A regra do jogo
  • Miguel Sousa Tavares, O planeta branco, Oficina do livro
  • Pinto & Chinto, Contos para meninos que adormecem logo a seguir, Kalandraka
  • Sophia de Mello Breyner Andresen e Pedro Sousa Tavares, Os ciganos, Porto Editora
Sophia encantou a plateia, com o seu conto recentemente publicado. Sem termos lido o final escrito pelo seu neto Pedro Sousa Tavares, Os Ciganos deixaram sementes de escrita.
Foi muito gratificante esta manhã, passada na minha escola e na minha biblioteca!
(Notícia aqui.)

Nota final: Acabei ontem de fazer, na Biblioteca Municipal de Palmela, uma formação de cerca de 6 horas, Maletas itinerantes  - valor educativo-pedagógico, a qual me ajudou na preparação desta sessão. Sem dúvida que a solução das gavetas me resolveu o problema logístico do entrecruzar de várias eras... 
Agradeço aos seus organizadores: RBE, SABE de Palmela, Serviço Educativo do Museu Municipal de Palmela e ENA. E, em particular, à "Xana das Gavetas".
(Fui pesquisar informação sobre a Xana. Aqui está!)