terça-feira, 19 de setembro de 2017

Ler a meias... no Rio de Contos...



O Ler a meias… recomeçou em setembro, mesmo antes do início das aulas do novo ano de 2017/2018. Uma coisa nunca vista!
Aconteceu no Rio de Contos, em Almada, na sua III edição anual, evento este com um vasto programa, cheio de motivos de interesse, distribuídos por vários espaços da cidade (como já é habitual).
Um desses espaços foi, este ano, o parque Júlio Ferraz, onde teve lugar o Ler a meias… Ora um parque, em pleno verão, combina bem com um piquenique ao ar livre. Foi isso, tal e qual! Um Piquenique de contos, onde vários contadores e mediadores se distribuíram em torno de três árvores e onde piquenicaram (a várias vozes) contos... e fruta, com um público vasto e generoso.
Ler a meias… (ou seja, “a mediadora de leitura veterana de Almada”) fez o que é costume: poemas, contos e recontos, de livro na mão (ou não), desta vez para um público familiar e amigos miúdos e graúdos, sabendo bem reconhecer, desde a 1ª hora, o superior valor dos profissionais que a seu lado contariam: Cláudia Romeiro, Luzia Rosário, Maurício Leite. 
Grata estou pelo convite surpreendente de Miguel Horta.
Foi uma rentrée inesquecível!















Bibliografia (do Ler a meias)...:



quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Rio de Contos 2017

Vem aí a 3ª edição do Rio de Contos. Um evento da Associação Cultural  Laredo e da Rede de Bibliotecas Municipais de Almada.
Na nossa cidade, evocando o centenário do escritor Romeu Correia.

Há contos no interior da biblioteca (no Fórum Romeu Correia) e um piquenique de histórias, ao ar livre. Contos para famílias. Sessões diurnas e pela noite dentro. Exposições e feiras de livro. Um debate em torno de provérbios e literatura tradicional... E poderemos cruzar-nos com grandes contadores que vêm de longe, que raramente se encontram entre nós, e que teremos a oportunidade e o privilégio de poder escutar.
(Gratuitamente, como sempre!)
Confio que vai mesmo valer a pena!
Por tudo isto, e porque é "à nossa porta", partilho o programa.






terça-feira, 5 de setembro de 2017

Certeza...


Já as folhas amarelecem salpicadas por benfazejos aguaceiros.
Estes confortam a imensidão da saudade das férias de verão!...
São, porém, pouca água para quem almeja extinguir incêndios com a bênção de nuvens...
E constituem chuva indesejada para os que agora partem com planos de veraneio. Ainda assim, nada que perturbe o prazer dos longos dias sem o tique-taque do relógio, ou o desejo dos passeios de destino incerto, da surpresa oferecida pelo imprevisto da curva da estrada, da descoberta que satisfaz curiosos e aventureiros...
É a hora da lenda, da História..., de ziguezaguear na Geografia.
Pois que seja! O outono é certeza em movimento, nas folhas trazidas pelo vento...


quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Histórias: do contador ao ouvidor...




«(...) A força primordial de uma história é, evidentemente, a de nos transportar, com umas quantas palavras, para outro mundo em que imaginamos as coisas em vez de as sofrer, um mundo onde dominamos o espaço e o tempo, onde pomos em movimento personagens impossíveis, onde povoamos como nos apetece outros planetas, onde insinuamos criaturas sob as ervas dos pauis, entre as raízes dos carvalhos, onde pendem salsichas das árvores, onde os rios sobem para a nascente, onde aves tagarelas raptam crianças, onde defuntos inquietos voltam silenciosos para atalhar a um esquecimento, um mundo sem limites e sem regras onde organizamos à nossa maneira os encontros, os combates, as paixões, as surpresas.
O contador é acima de tudo o que vem de fora, aquele que reúne na praça de uma aldeia os que nunca de lá saem e lhes dá a ver outros montes, outras luas, outros terrores, outros rostos. É o mercador de metamorfoses. É aquele que capta a atenção porque traz outra coisa. É outro olhar, é outra voz.
Neste sentido, é por meio do "era uma vez" que a superação do mundo, isto é, a metafísica, se introduz na infância de cada indivíduo e talvez também na dos povos, muitas vezes ao ponto de aí incrustar uma raiz tão forte que as nossas invenções humanas serão para nós, durante toda a vida, uma realidade indiscutível. Após o deslumbramento, o arrebatamento, a história que nos contaram passa a ser a própria base das nossas crenças, cuja força cega conhecemos.
Contudo, |a história| não se limita a esta superação, a esta, se quisermos, transgressão. Por força da sua natureza, porque é essencialmente uma relação entre seres humanos, está sempre ligada ao público que escuta, por vezes até – de um modo menos visível, mais secreto – ao contador em pessoa. É como um desses objetos mágicos de que tantas vezes se serve como, por exemplo, o espelho que fala.
A história é pública. Ao contar-se fala. (...)»

Jean-Claude Carrière, Nova tertúlia de mentirosos, Teorema, pp. 12-13
Ilustração retirada do blogue de Elsa Serra, formadora e contadora.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Um Rio de contos, um piquenique de histórias...

Trata-se da III edição de um evento anual da Associação Laredo e da CM Almada, através da sua Rede de bibliotecas municipais.
Este ano, como nos anteriores, irá acontecer em torno de uma outra das bibliotecas da cidade e em novos palcos...,  com surpresas a caminho.
(Novidade é ver-me incluída neste cartaz, entre grandes nomes de narradores orais  - e muito mais. Surpreendente também para mim..., acreditem!)

Informação: aqui.
Programa disponível no Facebook.





segunda-feira, 24 de julho de 2017

Fazendo contas...

O Ler a meias terminou mais um ciclo anual, logo, é tempo de balanço.
A maratona de 2016/2017, sendo das mais curtas de sempre, exigiu a mesma preparação, dedicação... e algum esforço extra, por razões diversas. Não foi descurada a vertente da formação: aprender é tarefa para toda a vida!
O Ler a meias continuou a percorrer caminhos de afeto, por Almada, Azeitão, Lisboa. Foi mesmo a Leeds, no Reino Unido. (E não me refiro a contar histórias a netos. Isso não tem conta!) Fez estreia numa biblioteca municipal e num parque infantil... Muitas novidades de uma assentada!
O trabalho, desenvolvido sobretudo em contexto escolar, tem sido menos continuado com cada turma em particular: por exemplo, uma vez por período em lugar de uma vez por mês, como aconteceu no Pragal e na Felicano Oleiro. Em compensação, cada turma de quinto ano do mesmo Agrupamento (Anselmo de Andrade) teve, este ano, direito a duas sessões, prosseguindo-se assim uma relação iniciada no 1º ciclo - no 2º, 3º e/ou 4º ano de escolaridade.
Nada deixado ao acaso.
Teremos contribuído para lerem mais? Não garanto. Não passou de um contributo. Mas, sem dúvida, a mediação de leitura proporcionou reflexões e emoções, em torno dos livros. Silêncios de escuta, antecipação de finais, troca de opiniões... Sementes de prazer de ler.
Desejamos que floresçam.
Este é afinal o objetivo deste voluntariado que prosseguiremos enquanto desejarmos e contarem connosco. Enquanto não interferirmos com o direito ao trabalho de alguém.
Por agora..., vamos então a contas!
 
 Ler a meias em...


- Agrupamentos de Escolas

1.      Anselmo de Andrade               - 13 turmas/23 sessões 
·                          Jardim de Infância               - 1 turma; 
          ·         1º ciclo                                 - 6 turmas
          ·         2º ciclo                                 - 6 turmas.
2.   Emídio Navarro                         - 3 turmas/3 sessões    
3.    Azeitão                                       - 3 turmas/3 sessões    
4.    APISAL (Pré-Escolar)               - 2 turmas/ 1 sessão

- Serviços Sociais Administração Pública - 6 sessões  (comunidade de adultos)

- Biblioteca Municipal e parque infantil    - 2 sessões  (grupo familiar “Brinca”)

PÚBLICO abrangido                                  21 turmas + 2 grupos


TOTAL de SESSÕES 2016/2017                                          - 38

Já agora:
Total de sessões de maio de 2009 a julho de 2017               - 422