sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Ler a meias..., entre gente grande...


Uma vez mais, nos Serviços Sociais. Entre gente grande que me recebe de braços abertos. Entre amigos. Com livros para todas as idades.
Poesia, contos e recontos a criar as pontes que nos ligam.

Mário Castrim fez-nos rir com A cómoda incómoda.
Chema Heras enterneceu-nos com os Avós. E pôs à prova a nossa memória!
Ilse Losa emocionou-nos com o seu conto Apesar de tudo. Uma história que nos transportou à atualidade, aos refugiados, à dura luta pela sobrevivência..., à esperança que nos move.
Sebastião da Gama trouxe o Sonho.
Afonso Cruz definiu a Felicidade... (e gerou polémica!)
Falou-se de "Risodinâmica", do poder e dos benefícios do riso.
E ainda pensámos em exílio, emigração, saudades - tudo a partir de um conto de Natal de Manuel Alegre: A estrela.


A nossa despedida aconteceu como é habitual: cantando. Seleção da Conceição. Juntaram-se ao coro a Aida e a Assunção. Mais a Manuela... E muitas outras vozes... O Vinho Verde vinha mesmo a propósito da conversa... (e a canção era conhecida!)
- Feliz Natal!
- Até para o ano!

( Sessão anterior: aqui.)

Bibliografia:
Afonso Cruz, Enciclopédia da estória universal, Recolha de Alexandria, Alfaguara
Chema Heras/Rosa Osuna, Avós, Kalandraka
Ilse Losa, A minha melhor história, Editora Nova Crítica
Mário Castrim, Histórias com juízo, Plátano Editora
Sebastião da Gama, Pelo sonho é que vamos, Edições Ática
Vários, Vésperas de Natal, Contos, Dom Quixote 


terça-feira, 29 de novembro de 2016

Regresso à Feliciano Oleiro...

Chegou a vez dos quartos anos da escola Feliciano Oleiro lerem a meias...
Começámos pelas apresentações.

O outono, a chuva e um discreto guarda-chuva preto, perdido, deram o "pontapé de saída".
Continuámos com poesia popular portuguesa. 
Seguimos adiante com O homem que não queria sonhar... 
A todos deu o tranglomanglo!...
Por fim, uma história de Natal: Um homem não chora
(Claro que pode chorar, mas tem de ter ânimo!... E uma mulher..., a mesma coisa!...)
O 4ºA ouviu o conto até ao fim. O 4º B ficou curioso para saber o resto. 
Fiquem sabendo que, em janeiro, a professora Eveline Monteiro irá contar o desfecho.
Pois, a campainha não perdoou... 
À despedida, iam satisfeitos:
- Bom Natal!
- Feliz Ano Novo!

O 4º A, da professora Cristina Alves
O 4º B, da professora Isabel Rosa
Bibliografia:
Alice Vieira (Org.), Eu bem vi nascer o sol, Antologia da poesia popular portuguesa, Círculo de Leitores (e Caminho)
Álvaro Magalhães, O homem que não queria sonhar e outras histórias, ASA
Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, Natal! Natal!, Caminho
Davide Cali/Valerio Vidali, Um dia, um guarda-chuva..., Planeta Tangerina



sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Na Anselmo, com o 5ºC...






Novos reencontros ocorreram hoje, na sessão com a turma 5º C, na Escola Anselmo da Andrade.
O mesmo tema das restantes turmas de 5º ano (proposto para o mês das bibliotecas escolares): Ler para descodificar o mundo.
Leituras idênticas..., com novidades.
Conversas semelhantes... com diferenças.
Através de poesias, narrativas e textos informativos, voámos até às estrelas; fomos ao encontro de ciganos; pilotando o nosso "aviador interior" (pois "basta imaginar"), passeámos por aventuras fantásticas num conto cigano que relacionámos com outros... ; confirmámos que todos somos especiais e diferentes...
A noite estrelada encantou miúdos e graúdos, abordando temas como a morte, o bullying, a amizade...
Cada livro trouxe um mundo diferente para dentro  da biblioteca. Pelo caminho, fomos refletindo e aprendendo: o que é uma antologia?; o que é um pseudónimo?; diversas edições da mesma obra?; etc, etc...











No final da sessão, os jovens leram a meias estes e outros livros que foram circulando de mão em mão.
Foi um encontro extraordinário!
Pediram-me que voltasse.
(Apetece mesmo!...)



Bibliografia:
Jimmy Liao, Noite estrelada, Kalandraka
João Pedro Mésseder, Contos e lendas de Portugal e do mundo, Porto Editora
José António Gomes (coord.), Conto estrelas em ti, Campo das Letras
José Luiz Fernandes (coord.), Vidas ciganas, Lungo Drom (catálogo de exposição)
Manuel António Pina, O pássaro da cabeça, A Regra do jogo, 1ª edição
Manuel António Pina, O pássaro da cabeça e mais versos para crianças, Porto Editora 
Milton D. Heifetz e Wil Tirion; Um passeio pelos céus, Um guia de estrelas, constelações e lendas, Gradiva
Sophia de Mello Breyner Andresen e Pedro Sousa Tavares, Os ciganos, Porto Editora




terça-feira, 8 de novembro de 2016

Novos reencontros, na Anselmo de Andrade...



Hoje foi a vez do 5ºB e do 5ºD virem à biblioteca escolar.

Ambas as sessões começaram com sorrisos, palavras alegres, beijinhos...
Os meninos eram, na sua maioria, velhos amigos que vieram do Pragal, da Feliciano Oleiro, dos Caranguejais...
Ler para descodificar o mundo, eis o tema.
E assim fizemos - lendo poesia, livros informativos, histórias da História e outras narrativas, sempre com animada participação, debate de ideias... e muito prazer!
Caminhos diferentes e idênticos, em cada turma.
Também houve tempo para folhearem e lerem excertos. E, por fim, cada grupo leu uma frase (do "seu" livro), criando, em conjunto, um "cadáver esquisito" de leitura.
Tão esquisito quanto divertido!...
Manifestaram intenção de requisitar livros da biblioteca...
Enfim, regressei feliz, claro!...


Bibliografia:
José António Gomes (Coord.), Conto estrelas em ti, Campo das Letras
José Jorge Letria, O homem que ficou sem sono ou a História de um herói contada em português (in Contos de um mundo com esperança), Texto Editora
Manuel António Pina, O pássaro da cabeça e mais versos para crianças, Porto Editora
Maria Ana Peixe Dias et al., Lá fora, Guia para descobrir a natureza, Planeta Tangerina
Milton D. Heifetz e Wil Tirion, Um passeio pelos céus, Um guia de estrelas, constelações e lendas, Gradiva
Sophia de Mello Breyner Andresen e Pedro de Sousa Tavares, Os ciganos, Porto Editora


terça-feira, 1 de novembro de 2016

Revendo amigos, na Anselmo de Andrade...

As turmas 5º A e 5º E e a professora Amélia visitaram a biblioteca, para ler a meias...
Foi, sobretudo, um reencontro terno com muitos desses alunos, alguns dos quais acompanho desde o seu 2º ou 3º ano... (Como cresceram!...)
O pretexto foi celebrar outubro, o "Mês da bibliotecas escolares", sob o lema Ler para descodificar o mundo.

Para abordar tal temática, textos informativos e poesia não poderiam faltar. O diário de uma deusa grega, tal como um conto de Sophia e seu neto Pedro Sousa Tavares, vieram bem a propósito.
E as questões levantadas (as conversas são como as cerejas) fizeram-nos saltitar entre dúvidas e curiosidades, discussão sobre temas atuais... Enfim, tempo de convívio, prazer e reflexão, na biblioteca escolar.
Alguém levanta sempre a dúvida: "Este livro existe na biblioteca?"... As professoras bibliotecárias ora respondem "sim" ora "não". Mas surge uma solução perfeita: procurar o livro desejado numa das várias bibliotecas da Rede de Bibliotecas Municipais de Almada. Que boa ideia!
Mediar leitura suscita sempre em alguém a vontade de poder (re)ler livremente algum dos livros de que foram escutados excertos. Os últimos minutos foram destinados a espalhar livros pelas mãos desejosas dos leitores que os folhearam, leram e trocaram entre si.
Assim se cumpre a missão da biblioteca escolar.
E os objetivos do Ler a meias...





 


















Bibliografia:
José António Gomes (Coord.), Conto estrelas em ti, Campo das Letras
Manuel António Pina, O pássaro da cabeça, A regra do jogo
Maria Ana Peixe Dias et al., Lá fora, Guia para descobrir a natureza, Planeta Tangerina
Milton D. Heifetz e Wil Tirion, Um passeio pelos céus, Um guia de estrelas, constelações e lendas, Gradiva
Sophia de Mello Breyner Andresen e Pedro de Sousa Tavares, Os ciganos, Porto Editora
Teresa Buongiorno, Olimpo, Diário de uma deusa adolescente, Terramar
E mais, muito mais..., folheados e lidos pelos meninos.


segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Recomeçou o Ler a meias...

A 1ª sessão deste "ano letivo" teve lugar entre "gente grande".
Começámos com uma lengalenga, para testar a memória... e rir a bom rir!
A parábola As três peneiras, recontada por António Botto (em O Livro das crianças) suscitou interesse e conversa. Uma grande lição para crianças e... adultos.
A sessão continuou animada, com Almada Negreiros e desenhos de criança...; com uma opinião médica sobre histórias ao adormecer...; com o relato de um reformado sobre esta nova etapa da sua vida (do livro Os sonhos não têm rugas), o qual gerou comoção.
Havia quem se lembrasse da Nau Catrineta (ainda se puxou pela memória e se arriscaram alguns versos do romance); mas divertido, mesmo, foi ouvir a Nau Mentireta...
Demos um saltinho ao Brasil. André Neves ofereceu-nos A caligrafia de Dona Sofia. Uma história que espalhou muita poesia..., valorizou a amizade... e deu um "exemplo" que talvez germine... Agradou a particularidade de Sofia não ser avó! E, também por isso, foi a história preferida da Zulmira!...
Na "plateia", havia crescidos participativos. Novamente a Conceição Madeira trouxe canções que entoámos a meias: A fisga, dos Rio Grande, e uma outra: Avozinha, vá lá só mais uma...
Há que preencher o tempo da aposentação com convívio, atividades, novos interesses, novas aprendizagens...
Entre nós, assim aconteceu hoje. Convivemos. Partilhámos tempo, leituras, ideias, poesia. Alegria.

Sessões anteriores de Ler a meias...:
1ª - 31/7/2015  Contos dos avós
2ª - 19/11/2015 , Receita para avós felizes
3ª - 3/5/2016 Contos para todos
Esta, a 4ª, Contos e Recontos.


Qual o melhor título para esta atividade?...

Bibliografia:
A casa do João, Editora Replicação
Almada Negreiros, A invenção do dia claro, Assírio & Alvim
André Neves, A caligrafia de Dona Sofia, Paulinas
António Botto, O livro das crianças, Editorial Presença
Luísa Ducla Soares, A nau mentireta, Civilização
Maria do Rosário Gama et al., Os sonhos não têm rugas, Oficina do livro
Mário Cordeiro, Uma história ao adormecer... ou para adormecer, jornal i , 18/10/2016


quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Um novo outono, um novo ano...


O "Ler a meias..." vai recomeçar.
Foi dada a palavra aos meninos do Pragal e da Feliciano Oleiro; aos (crescidos) aposentados da Função Pública...; e ainda a outros mais... A promessa será cumprida!
Contactos e reunião preparatória tiveram já lugar.
A agenda cresce.
Passo a passo, brandamente.
Contrabalançando o desejo de continuar e o de abrandar.
A cada outono, um novo ano.
Sapatos ao caminho, uma vez mais..., usufruindo do prazer da viagem.
"Partimos. Vamos. Somos."



Imagens da NET:
- Van Gogh, Par de sapatos
- Isabelle Chuller, Releitura de van Gogh

domingo, 28 de agosto de 2016

Antologia poética

Poesia 

Quando não esperas nada
não esperas nada

Quando não esperas nada
tudo acontece

Quando não esperas nada
o nada é certo

quando não esperas nada
das leis do verso

Quando não esperas nada
por que esperavas?

Quando não esperas nada
lembras fantasmas

Quando não esperas nada
o som concreto

do poema cresce e tu recebes
lição de nada em tudo

e recomeças


António Carlos Cortez, Linha de fogo, Editora Licorne, p. 39

Aparentemente, fala-se de poesia. O título assim sugere. Os versos reforçam a sugestão: "Quando não esperas nada / o som concreto // do poema cresce (...)"
Ora,
Viver também é poesia...





domingo, 7 de agosto de 2016

Provavelmente alegria...

« (...)
Já os ventos recolheram
Já o verão se nos oferece
Quantos frutos quantas fontes
Mais o sol que nos aquece
(...) »

José Saramago, "Alegria", in Provavelmente alegria

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

A voz do mar...

«Uma língua é o lugar donde se vê o Mundo e em que se traçam os limites do nosso pensar e sentir. 
Da minha língua vê-se o mar. 
Da minha língua ouve-se o seu rumor, como na de outros se ouvirá o da floresta ou o silêncio do deserto. 
Por isso a voz do mar foi a da nossa inquietação.»



Nota: Excerto de um discurso lido pelo escritor em Bruxelas, em 1991, na cerimónia em que lhe foi atribuído o prémio Europalia.



domingo, 31 de julho de 2016

Balanço: mais um ano a ler a meias...

Ler a meias... mantém-se um projeto em regime de voluntariado, desenvolvido sobretudo em estabelecimentos escolares, em estreita colaboração com professores bibliotecários ou outros responsáveis por  atividades de promoção do livro e da leitura.



No ano escolar findo, foram três as escolas em que continuei a desenvolver um trabalho regular:
- Agrupamento Anselmo de Andrade22 sessões
·         EB1/JI do Pragal – 4º A e 4º B (3º A e 3º B, apenas uma vez, no “Dia da Escola”);
·         EB1/JI Feliciano Oleiro - 4º A e 4º B.
- Agrupamento Emídio Navarro16 sessões
·         EB1/JI nº 3 da Cova da Piedade (“Escola dos Caranguejais”) – 3º A e 4º A.



Como seria de esperar, voltei à EB1 Casal de Bolinhos; fiz também uma estreia na EB1 de Vila Fresca (5 sessões nestas duas escolas do Agrupamento de Azeitão).
Uma segunda estreia aconteceu em duas turminhas de um Jardim Infantil, em Sapadores: 2 sessões inesquecíveis.
Retornei, por duas vezes, ao Centro de Convívio dos Serviços Sociais da Administração Pública, onde se alternam histórias para netos e avós (e não-avós), muito ternos e interessados.

Feitas as contas, foram realizadas 47 sessões de mediação de leitura, ao longo de 2015/2016.
(O número de sessões continua a reduzir, o que parece justo..., mas, em boa verdade, atribulações várias impediram a minha ida a Vila Nogueira de Azeitão e ao Agrupamento Castelo-Poente, em Sesimbra, como estava previsto.)

Escutar os meninos dizendo que passaram a "gostar mais dos livros", e que leem - "o que era raro", faz sentir que cumpri objetivos.
Valeu a pena!


segunda-feira, 23 de maio de 2016

Adeus, adeus! E, possivelmente..., até breve!...

Novas despedidas aconteceram hoje, na EB1 dos Caranguejais.
De manhã, a despedida do 3º ano. Lemos páginas do Diário inventado de um menino já crescido... e fizemos, de seguida, umas palavras cruzadas de Paulo Freixinho. No quadro interativo, com a colaboração da professora Margarida Pinho, foi fácil pôr toda a turma a cismar!...
E assim se pretendeu abrir-lhes o apetite para o cruzadismo, um excelente passatempo para férias...


De tarde, o adeus ao 4º ano.
Estes meninos exprimiram os seus receios por abandonarem a sua escola do 1º ciclo e irem para uma outra muito maior, da qual já muitos ouviram falar..., nem sempre por bons motivos. Julgo que ficaram mais esclarecidos e sossegados.
O jovem caranguejo veio mesmo a calhar, para lhes desejar: "Boa viagem!"...
José Fanha trouxe outra ideia: Um dia o futuro vai chegarE nesse dia eu vou estar cá para ver.



Com a ajuda da Internet, ambas as turmas conheceram José Fanha e ouviram a sua voz forte, cheia de ternura e riso... Divertiram-se a ouvi-lo ler o Q de cão.
Ambas as turmas viram o blogue Quarto Crescente, onde nos podemos encontrar...
Ambas as turmas fizeram uma avaliação do Ler a meias...
E estas duas turmas (que acompanho há dois e três anos, respetivamente) acham que devo prosseguir o voluntariado da leitura.
Porquê?
Porque gostaram:

  • dos livros de histórias, poesias e dos outros...;
  • da leitura...;
  • da boa disposição;
  • do trabalho em equipa;
  • do meu contributo para passarem a gostar mais dos livros e de ler;
  • e porque passaram a ler, "o que era raro"...

Em conclusão: querem mais! Tanto os alunos do futuro 4º ano como aqueles que irão para o 5º ano, na António da Costa.
A professora Margarida Pinho "subscreveu"... (Obrigada pelo estímulo... pelo companheirismo e pela descomplicada parceria.)
Portanto, se tudo correr bem...
- Até ao  futuro próximo, meninos!


Bibliografia:
Gianni Rodari, Histórias ao telefone, Teorema
José Fanha/João Fanha, Diário inventado de um menino já crescido, Gailivro
Sílvia Alves e Paulo Freixinho, Sabe mais que os teus pais, Verbo



sábado, 14 de maio de 2016

Mais um «adeus»!...

Desta vez, o "adeus" teve lugar na Escola Feliciano Oleiro.
Adeus, não!... Continuaremos a poder ver-nos, no blogue, e esperamos encontrar-nos em outubro, na Anselmo... Alguns irão para a António... e também querem...

Tal como aconteceu no Pragal, a partir da ideia da despedida e lendo as mesmas histórias sobre férias,  passatempos, viagens e aventuras, chegámos ao debate.
Os meninos assumiram posições e fundamentaram as suas opiniões contrárias!

Foi um gosto, por exemplo, ouvir o 4º B, do professor Mário, explicar que o jovem caranguejo (a história que eles escolheram, de Gianni Rodari) fez mal em partir, pois abandonou a proteção dos seus familiares e irá correr riscos desnecessários; ou que, pelo contrário, fez bem em partir, pois vai seguir o seu sonho e, talvez, transformar o mundo...


O 4º A, da professora Lídia, fez um balanço do Ler a meias...
Enfim..., verdade seja dita: deram-me coragem para prosseguir com o voluntariado da leitura. "Gostaram de ouvir histórias diferentes; passaram a gostar mais dos livros; etc, etc... "
Concluo que fui bem sucedida nos meus objetivos.
Ainda bem, por eles... e por mim!

Concluiu a professora bibliotecária (a quem agradeço a simpática despedida florida...):
- Cumpriu-se a missão da biblioteca escolar!


Bibliografia:
Gianni Rodari, Histórias ao telefone, Teorema
Isabel Minhós Martins/ Madalena Matoso, Para onde vamos quando desaparecemos?, Planeta Tangerina
José Fanha/ João Fanha, Diário inventado de um menino já crescido, Gailivro
Sempé/Goscinny, As férias do menino Nicolau, Teorema
Sílvia Alves e Paulo Freixinho/ Maria del Toro, Sabe mais que os teus pais, Histórias ilustradas e palavras cruzadas, Verbo


segunda-feira, 9 de maio de 2016

Adeus, adeus! Até já, Futuro!...

Entrou maio e... o ano letivo vai voando para o seu fim...
A verdade é que, no Pragal, já foram feitas as despedidas!!!

4ºA
4º A, na sua sala de aula, e o 4º B, na biblioteca escolar, ouviram sugestões de passatempos interessantes e fizeram palavras cruzadas; escutaram histórias sobre férias, aventuras, despedidas; pensaram em questões tais como Para onde vamos quando desaparecemos? ou De umas coisas nascem outras...

4ºB
Ora, como precisamos sempre de um estímulo, em especial na hora da despedida, ficou a certeza de que nos poderemos encontrar neste blogue, sempre que quisermos...
E mais ainda: o projeto das professoras bibliotecárias prevê o reencontro do Ler a meias com os alunos do 5º ano (todos estes, claro!), em outubro, na Anselmo!
Foi uma alegria!...
Boas férias!...



Bibliografia:
Ângela Lago, Indo não sei onde buscar não sei o quê, RHJ
Gianni Rodari, Histórias ao telefone, Teorema
Isabel Minhós Martins/ Madalena Matoso, Para onde vamos quando desaparecemos?, Planeta Tangerina
João Pedro Mésseder/Rachel Caiano, De umas coisas nascem outras, Caminho
José Fanha/ João Fanha, Diário inventado de um menino já crescido, Gailivro
Sempé/Goscinny, As férias do menino Nicolau, Teorema
Sílvia Alves e Paulo Freixinho/ Maria del Toro, Sabe mais que os teus pais, Histórias ilustradas e palavras cruzadas, Verbo

terça-feira, 3 de maio de 2016

Contos para todos...

Foram muitos os contos hoje lidos nos Serviços Sociais da Administração Pública, para avós (ou talvez não) muito atentos... Não faltou variedade nem livros para todas as idades.
Ora vejam:
Um assustador assaltante - que apenas queria atenção e ouvir histórias... (Mia Couto);
Destrava-línguas (Luísa Ducla Soares);
Palavras cruzadas e histórias, para "saber mais que os pais (e os avós)"... (Sílvia Alves e Paulo Freixinho);
"Adivinha": Será... um caracol? (álbum desdobrável de Guido Van Genechten);
Um mercador de coisa nenhuma, vendedor de sonhos... (António Torrado);
A cabeça no ar, Basta imaginar... (poesias de Manuel António Pina);
O nascimento das estrelas (em livro pop-up);
Memórias de infância, em jeito de diário... (José Fanha).
Pelo meio, entrelaçámos conversas sobre os autores, as diferentes edições, a nova ilustração, curiosidades várias.
Mais seria impossível, apesar de ninguém dar mostras de cansaço.
As manifestações de agrado foram muitas, de parte a parte. Tudo graças ao poder da Literatura e da leitura a meias.
Que prazer!


SESSÃO ANTERIOR: aqui.



segunda-feira, 2 de maio de 2016

Primavera em liberdade...

Regressámos aos Caranguejais, em dia primaveril,
A LIBERDADE foi a temática do dia.

No 3º ano, lemos um livro com esse título. Um livro em verso, em jeito de texto para teatro, com uma história de que os meninos gostaram muito: porque a mãe era carinhosa; porque o menino cuidou de um passarinho até ele poder voar...
A seguir, O veado florido, uma linda história cheia de imaginação e poesia (em prosa). Em que a Liberdade está associada à felicidade e a sua falta, à tristeza e à morte. A violência do senhor rico que colecionava animais em jaulas douradas, só para fazer embasbacar os amigos, causou revolta e desagrado.
Interessaram-se os meninos pela ilustração de Leonor Praça e Manuela Bacelar. Quiseram saber porquê(s)...
E esclarecidas as perguntas que a história suscitou, ainda houve tempo, finalmente!, para dois grupos lerem uns poemas que tinham escolhido em tempos... e nunca mais chegava a hora! E contaram como acabou o projeto do Navio Azul.
Ufa! Tudo em dia! (Liberdade!...)

O 4º ano teve uma sessão dedicada a José Afonso.
Sabiam várias coisas sobre o cantor. Boa surpresa!
Uma biografia de José Jorge Letria serviu de suporte a uma abordagem mais profunda.
Entrelaçaram-se o texto, vídeos do YouTube, leitura de letras de canções (que cantámos), conversas paralelas acerca da época histórica em que o cantor viveu.
E os meninos estiveram atentos, com evidente prazer.
Que boa surpresa, sim!
Zeca continua a ser uma referência, mesmo para os mais novos.

E, para finalizar, pediram a Grândola.
Sabiam que a letra desta canção se encontra na História de Portugal?!
Pois é verdade: vimo-la na História do meu país!



Bibliografia:
António Torrado, O veado florido, Civilização
Isabel Sá Lopes, Liberdade, Martins Fontes
José Jorge Letria, Zeca Afonso - o andarilho da voz de ouro, Campo das Letras
Paula Cardoso Almeida, História do meu país, Quidnovi


sexta-feira, 22 de abril de 2016

«Em abril, histórias mil»

Foi assim, tal e qual: recebi um simpático convite, escrito e ilustrado pelos meninos do JI 2 de Sapadores (Lisboa), através dos CTT! Convidavam-me a participar no projeto «Em abril, histórias mil».

Fiz perguntas:
- Este convite é vosso?
- SIIIIM!!!
- Quem escreveu?, o quê?... (Apontaram, felizes, as suas letras e desenhos.)
A viagem da carta até chegar à minha caixa de correio foi logo tema de conversa.
O carteiro não se enganara! Eu estava ali. Os meninos queriam muito saber qual o conteúdo do saco do Ler a meias...

Saltou uma primeira história: Amizade. Quiseram mais uma: Drôle d'oiseau. E ainda pediram uma terceira: Pequeno ou grande?...
Incansáveis estes meninos, participando e fazendo perguntas muito oportunas.
À despedida, recebi prendas: um marcador e um livro.
E, claro, lemos este último..., a meninos cheios de entusiasmo e muito participativos...
Que prazer!
(Ai que me ia esquecendo das horas!)

Passei, em seguida, ao JI 1, uma turma de meninos (mais) pequenos, mas "habituados a grandes histórias".
Meu dito, meu feito!
Começaram por escutar, muito atentamente, Vamos fazer amigos.
E deliciaram-se, por fim, com o livro pop-up, Drôle d'oiseau (Pássaro engraçado).

Sabem escutar; o meu prazer de contar foi idêntico, em ambas as salas.
As despedidas foram igualmente calorosas...
Obrigada.

À margem: conto que a Ana (de quem partiu a ideia do convite) foi minha aluna, há uns aniiinhos... (Tudo explicado!...)
Que bom foi revê-la! E ouvi-la! E sentir tanta amizade!...


Bibliografia:
Adam Relf, Vamos fazer amigos, Âmbar
Hervé Tullet, Pequeno ou grande?, GATAfunho
Isabel Minhós Martins/Madalena Matoso, Este livro está a chamar-te (Não ouves?), Planeta Tangerina
Isabel Sá Lopes, Amizade / friendship, Sinapis Editores
Philippe Ug, Drôle d'oiseau, Les Grandes Personnes




quarta-feira, 20 de abril de 2016

Caminhos de Liberdade...

Numa noite de incertezas, jovens de grande coragem, com forte determinação, transformaram Lisboa em palco de uma revolução...
Objetivo: Democratizar, Desenvolver, Descolonizar.
Estes os caminhos por onde capitães e soldados, nessa madrugada, em chaimites, nos devolveram a Liberdade!
Caminhos tal como são agora, 42 anos depois, retratados numa Visita Guiada, a 20 de abril de 2016.
(Fotos da NET:  as da florista do Rossio; militares de abril; Terreiro do Paço.)


Rua do Arsenal (Praça do Município), onde se deu o primeiro confronto de tropas pró e contra o regime...


No Terreiro do Paço, uma fragata no Tejo, em defesa do regime vigente, poderia ter alterado o sucesso de toda a operação.




Rossio,
onde o 1º cravo se alojou no cano de uma das espingardas...

Subida ao Chiado...



Em direção ao Largo do Carmo...
E tudo se processou sem sangue derramado pelas forças revoltosas... Em momentos por vezes tensos, sempre num mar de multidão e cravos...


A minha homenagem e gratidão!