sábado, 23 de junho de 2018

Nos SSAP, Contos, recontos e quentes sorrisos...



Na sessão deste mês, fizemos leituras, recontos; houve espaço para a narrativa, a poesia, o provérbio, a filosofia, a biografia...; e não faltou humor!
Entre velhos amigos, uma presença nova. A senhora que escreveu a letra de um hino dedicado aos Serviços Sociais e que abriu (e no fim, a nosso pedido, encerrou) esta sessão, com a respetiva leitura.
Aproxima-se o final deste ano "letivo" e fizemos avaliação da atividade do Ler a meias... ou seja, dos Contos e Recontos...


De um modo geral, quem lá estava é presença assídua desde o início, que gosta destes nossos reencontros, e foi, pois, generoso na apreciação: a seleção dos textos, a partilha alegre, o convívio proporcionado.
A partir dos textos lidos são bem-vindos os comentários e opiniões livres, bem como as histórias que a memória vai soltando, ao longo da escuta... - como é habitual acontecer.
(Que bom é quando assim sucede!)
Ou seja, "passámos" todos de ano! :-)
 

Teremos uma sessão-extra, a 27 de julho, Dia dos Avós. Ficam convidados avós e netos.
Sessão de maio, aqui.

Bibliografia:
Carlos Drummond de Andrade, Contos plausíveis, José Olympio Editora
Erling Kagge, Silêncio na era do ruído, Quetzal
Maria Rosa Colaço, Fado Portugês (in Coletânea - particular - de Fernanda Andrade)
Vergílio Ferreira, Contos, Bertrand Editora
Lia Zatz e Inácio Zatz, O que você vai ser quando morrer?, Lê
Millor Fernandes, Pif-Paf (in Diário Popular)

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Entre amigos, nos SSAP...


A Feira do Livro de Lisboa fica mesmo ali, a dois passos deste Centro de Convívio da Administração Pública. Espreitámos o jornal da sua 88ª edição, o qual nos conta a sua História, os locais por onde andou, acontecimentos por que passou, desde 1930.
Um outro jornal abriu-nos o apetite para irmos, em junho, às cerejas do Fundão, com a CP...
Seguidamente, o conto de Teolinda Gersão, Segurança, manteve-nos atentos e inquietos, até ao final... (Não cumprir uma promessa pode tornar-se angustiante!)
Um livro de Isabel Minhós Martins (que nos ajuda a abordar o tema da morte, junto de crianças) veio a propósito: Para onde vamos quando desaparecemos. Uma reflexão terna, simples e comovente.
(É desta autora o Pê de pai, considerado recentemente um dos dez melhores livros portugueses da literatura para menores de 16, dos últimos cinquenta anos!)
Quadras de Fernando Pessoa, foram lidas por todos. Aliás, desta vez, livros e jornais circularam de mão em mão... Quem tinha óculos, leu em voz alta.
Concluímos contando e lendo anedotas.
Uma sessão muito animada e participada.
(Desta vez, faltou o coro... Falta justificada!)
Regressaremos a 22 de junho!



Bibliografia:
Periódicos:
Destak, 25 de maio de 2018
Jornal da Feira do Livro 2018
...
Ficção:
Fernando Pessoa, Quadras, Assírio & Alvim
Isabel Minhós Martins/Bernardo Carvalho, Para onde vamos quando desaparecemos, Planeta Tangerina
João de Melo (Coord.), Antologia do conto português, Dom Quixote
Samomé de Almeida, Anedotas e adivinhas, Coleção Azul


quarta-feira, 23 de maio de 2018

De mãos dadas com histórias e memórias... II




Festejava-se hoje o 9º aniversário da Biblioteca Municipal José Saramago, em cuja inauguração Saramago esteve presente. Fora Prémio Nobel da Literatura, em 1998.
As nossas visitas para esta festa de anos vieram do Centro de Dia do Feijó. Foi o 2º encontro com as anfitriãs Carla Romeiro e Manuela Caeiro (representando a Universidade Popular Almada).
A sessão foi muito participada por todos os presentes.
Nós contámos histórias de fazer anos..., de João de Deus e Maria Rosa Colaço.
Poesias para sonhar e sorrir, foram lidas pela Cláudia.
Desfiaram-se memórias de dias de anos e de outros momentos da vida, alguns difíceis.
Houve quem levasse versos escritos, mas há quem os diga ou cante, de improviso...
A Bárbara não aprendeu a ler, mas canta o Romanceiro, e esteve particularmente entusiasmada com a ideia. E gostámos muito de a escutar!
Não faltaram anedotas...


Um livro de quadras de Fernando Pessoa circulou pela sala e cada qual leu quanto quis, em voz alta. Os olhos e a falta de óculos não permitiram que alguns o fizessem, mas a Drª Marta ajudou. Entretanto, descobrimos uma leitora  ótima, com voz sonora e pausada, e excelente dicção. Palmas!!!
Enquanto metade do grupo esperava pelo transporte, prosseguimos com anedotas de um livro bem velhinho...
À partida, António Matos Rodrigues cantou o seu Hino do Centro do Feijó.
E dedicou versos à biblioteca:

                                 Na verdade, isto
                                 é uma grande estaleca
                                 e é uma felicidade.
                                 Parabéns à biblioteca.

                                 É lindo é, sim senhor
                                 A biblioteca é um amor
                                 e não há coisa mais bela.
                                 E não há, não senhor!

Gostaram! Não tinham pressa para ir lanchar nem se regatearam abraços...
Passou-se um bom bocadinho - avaliou alguém.

SESSÃO ANTERIOR, aqui.

Bibliografia:
Fernando Pessoa, Quadras, Assírio & Alvim
Fernando Vale (org), Versos de João de Deus para o povo e para as creanças, Portugalmundo
Maria Rosa Colaço, Não quero ser grande, Crónicas, Escritor
Maria Rosa Colaço, Versos diversos para meninos travessos, Europress
Salomé de Almeida, Anedotas e adivinhas, Coleção Céu Azul


Despedidas, na Feliciano Oleiro

Calhou assim (sem ter havido qualquer atraso!): o 4ºA "leu a meias" em metade do tempo, na sua sala de aula.
Ouviram contar uma história sempre muito apreciada (O espelho do quarto, o relógio de cuco e o xaile de seda) e, a seguir, escutaram um conto tradicional, recontado, musicado e cantado por José Afonso.
De que gostaram mais? Da 1ª história, mas também da música...


O 4º B dispunha do seu tempo habitual, e lá fomos para a biblioteca, à hora marcada. Começámos pela mesma história  de Esther de Lemos - e a escuta foi de prazer.
Em seguida, uma poesia: Experiência. Ser navegador ou ser pastor? Deu azo a optar... e a justificar. Navegador foi a hipótese mais apreciada.
Por fim, o álbum A gigantesca pequena coisa. Houve quem descobrisse que seria um sentimento. Pouco a pouco, nomearam-no. Certo!
Em ambas as turmas, observou-se o progressivo valor do trabalho do ilustrador de livros para a infância e juventude.

Fizeram-se as despedidas. Talvez para o ano, sim, na Anselmo...
Generosos e meigos, houve abraços, agradecimentos, muita ternura. Muita amizade.
Bom final de ano!
E boas férias!

Bibliografia:
Antero de Quental, Tesouro poético da infância, Colares Editora
Beatrice Alemagna, A gigantesca pequena coisa, Bags of books edições
Esther de Lemos, A borboleta sem asas e outras histórias, Coleção Picapau, Verbo
José Afonso, O homem da gaita, Barca do Inferno


José Afonso, O homem da gaita



De um conto tradicional, Zeca Afonso criou a letra para uma canção que musicou e cantou.
A editora Barca do Inferno publicou-a em livro e criou este vídeo publicitário (incompleto) que podes ver no YouTube, tal como outras versões.







sexta-feira, 11 de maio de 2018

Ler a meias... em Casal do Sapo...

Uma escola onde nos sentimos no meio da natureza e em família; onde há muitas árvores e animais;  onde se vivencia serenidade, simpatia e alegres sorrisos... - sim, existe! É a EB1/JI de Casal do Sapo. Aí lemos a meias, com as turmas de 1º e 2º anos e, por fim, com a dos mais pequenitos. (Quais deles os mais interessados!?...)

Um conto tradicional que José Afonso reescreveu em verso, musicou e cantou, foi leitura comum às três turmas: O homem da gaita. Escutaram essa canção pela voz do cantor - que era ainda desconhecido da maioria.

Outros livros encantaram os meninos:
No 1º ano, Avós.

No, Tanto, tanto! 










Houve também tempo para todos os alunos lerem, a seguir escutarem um conto tradicional, O aprendiz de mago, e imaginarem outros desenvolvimentos para esta história, qual deles o mais engenhoso e criativo!!!

Na Pré, entre dois livros à escolha, optaram por Super Beige. Muito atentos e participativos, os pequenitos. E, apesar da tenra idade, imaginaram novos finais para a narrativa, todos muito curiosos e alguns deles bem românticos!...


Difícil foi, no fim de cada sessão, os alunos elegerem o que tinham gostado mais. "Gostei de tudo", é resposta comum. No entanto, há quem justifique perfeitamente a sua preferência. E há quem concorde e quem discorde...


Trouxe miminhos, a assinalar a feliz passagem por esta escola.
Foi um prazer... Obrigada!

Bibliografia: 
Chema Heras / Rosa Osuna, Avós, Kalandraka
José Afonso, O homem da gaita, Barca do Inferno
Samuel Ribeyron, Super Beige, cuatro azules
Teófilo Braga, Contos tradicionais do povo português, Porto Editora
Trish Cooke / Helen Oxenbury, Tanto, tanto!, GATAfunho


segunda-feira, 23 de abril de 2018

Contos, cantos, poemas e recontos... em abril

 Assim celebrámos o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor: entre gente crescida, melhor, entre amigos de longa data.

A carteira, de Machado de Assis, foi o conto que abriu a sessão. Alguém, com dívidas, encontra uma carteira recheada... Que tentação! E quantos problemas de consciência?!...
Questões análogas, com diferente desenvolvimento, surgem em contos coligidos na Nova tertúlia de mentirosos. Lemos A bolsa certa (o dono de uma carteira perdida não queria dar a recompensa prometida!) e A verdadeira renúncia (ou seja, o mais fácil é... renunciar à renúncia!).

Uma grande feira (certamente o Roque Santeiro, em Luanda) - e as condições sócio-económicas de vendedores e clientes desse enorme mercado - é o cenário da história que contámos seguidamente: O caderno. Estivemos lá, de alma e coração, com Nelinha e sua mãe... no dia em que veio a polícia e se perdeu a ginguba (o amendoim) e o tal caderno de folhas por escrever...


A Ilda recordou uma ida à Feira Popular e um episódio de troca (involuntária e momentânea) de marido...  O verdadeiro marido presenciou a cena e riu a bom rir! O outro é que nem por isso!... (Aconteceu algo muito parecido à Emília...)

Ouvimos um poema de Almada Negreiros e também anedotas de um velhinho livro da Coleção Céu Azul.

Evocámos José Afonso: o cantor, o político. Mas também o pai. Lemos uma carta que escreveu à filha, na prisão de Caxias, que nos enterneceu a todos.

 A sessão encerrou com o nosso coro. Votámos para escolher a canção! Menina estás à janela...


Próxima sessão, dia 29 de maio.
No mês seguinte, 22 de junho.

Bibliografia:
Jean-Claude Carrière,  Nova tertúlia de mentirosos, Contos filosóficos do mundo inteiro, Teorema
José de Almada Negreiros, Poemas Escolhidos, Assírio & Alvim 
José Jorge Letria, Zeca Afonso, O que faz falta, Uma memória plural, Guerra e Paz
Machado de Assis, Contos, Livros do Brasil, Limitada, Lisboa
Manuel Rui, Da palma da mão, estórias infantis para adultos,  Cotovia, Luanda / Lisboa
Salomé de Almeida, Anedotas e adivinhas, Coleção Céu Azul, Editorial Minerva



quinta-feira, 19 de abril de 2018

Na APISAL... entre bebés…



Coisa rara, sentir-me rodeada por bebés que brincavam livremente na sua sala, mal o dia começara... Vê-los depois acorrer ao meu livro…, e permanecerem de olhinhos fixos (alguns um tanto ensonados), interagirem e participarem, fazendo jus ao título: Este livro está a chamar-te!

Uma vez reunida toda a turminha (dúzia e meia - bem contada - de pequenitos), no cantinho reservado para tal, ouviram duas histórias.
Primeiro, um jogo de faz-de-conta: Não é uma caixa. (A Giovana respondia sem hesitação: Não é, não!)

Em seguida, uma narrativa: Vamos fazer amigos.
Para a despedida, em jeito de apresentação dos presentes, uma cantilena com o nome de cada um, ritmada por palmas, orquestrada pela Educadora Sara Calisto, com o apoio da Rosa. (Como eu aprecio estes momentos!)
Ainda houve um menino que veio pedir “Mais!”. 
(Seria demais!)
Os bebés seguiram para o programado recreio. Era(m) Sol! 
Comigo, trouxe a manhã de pura ternura!


Nota: agradeço ao bom amigo Maurício Leite (sim..., da Mala de Leitura) e à querida Ana Pulido a oferta de dois livros essenciais nesta sessão: Não é uma caixa e Este livro está a chamar-te (Não ouves?).
Obrigada!


Bibliografia:
Adam Relf, Vamos fazer amigos, Âmbar
Antoinette Portis, Não é uma caixa, COSAC Naify
Isabel Minhós Martins / Madalena Matoso, Este livro está a chamar-te (Não ouves?), Planeta Tangerina 


quinta-feira, 22 de março de 2018

...De novo, Poesia, cantos, contos e recontos...

Reencontros felizes e novos encontros nos SSAP, à roda dos livros...
O lugar do primeiro amor, livro original de uma ceramista que é "uma grande artista" (tal como diz a sua avó) despertou interesse e evocou velhos tabus e preconceitos, hoje felizmente ultrapassados, de que nos lembramos bem!...
O Poema à mãe veio mesmo a propósito de uma das ilustrações: o filho que cresceu e parte, livre como as aves...
O Dicionário do nome das terras serviu para procurar o significado de Castro Verde (local onde vive Vanda Palma) e em seguida outros locais, sugeridos pelos presentes: Penamacor, Lisboa...
Então vimos passar Uma jovem no Chiado... E constatámos que há atitudes que nunca mudam! Quem vê esta jovem descontraída sorri, sussurra... Não terão mais o que fazer?... (Das pastelarias Bénard e Ferrari, raros se lembram. Estarão ainda lá?!... Temos de descobrir isso!)
Inesquecível é a jovem Sam Doló : «...perna de lagaia (raposa) / peito de fruteira / sorriso de goiaba /  rebolar de maré... Ai, Sam Dóló... Sam Dóló!»
Uma última história "de almanaque"...: Era uma vez... dois. Ela morava num incêndio. Ele, numa gota de chuva... Um conto de amor e separação.


Hoje foi este o fio das histórias e poemas. A Conceição, prosseguindo a fiada de amor e sedução, trouxe-nos Feiticeira. (Mesmo quem não conhecia a canção, à 2ª estrofe já alinhou na cantoria!...)
Uma horita e picos muito bem passada! 

Próxima sessão, dia 23 de abril!

Sessão anterior, 28 de fevereiro.



Bibliografia: 
António Torrado e Espiga Pinto, Almanaque lacónico, O Jornal
Eugénio de Andrade, Primeiros poemas - As mãos e os frutos - Os amantes sem dinheiro, Assírio & Alvim
João Fonseca, Dicionário do nome das terras, Casa das Letras
Maria Judite de Carvalho, A janela fingida, Seara nova
Olinda Beja, Aromas de Cajamanga, Escrituras
Vanda Palma, O lugar do primeiro amor, 100 Luz



quarta-feira, 21 de março de 2018

No Dia Mundial da Poesia, com os nossos poetas...

Fomos à escola Feliciano Oleiro.
O 4º A cedeu a vez ao 3º A da professora Rosa, que há muito aguardava uma oportunidade... Por isso começámos com apresentações. E logo de seguida José Fanha divertiu toda a gente com os seus jogos com números e letras, palavras, ideias e sons, sempre cheios de humor!...
Fernando Pessoa também escreveu poemas para gente miúda. Lemos alguns bem engraçados que fizeram rir a bom rir!...
Para finalizar, até Camões esteve presente, com uma alegre adaptação de Os Lusíadas.
Saíram felizes!  Que bom ter vindo à biblioteca!


O 4º A  já estava à espera. Dispúnhamos de uma hora e começámos sem demora.
Primeiro, Os Lusíadas.
Em seguida, poemas de Fernando Pessoa - para mais crescidos..., como O mostrengo (mas não só!)

Depois, a turma formou pequenos grupos, cada um escolheu seu livro de poesia, selecionaram versos que apresentaram à turma em voz alta, a professora registou-os... e imaginam o cadáver esquisito que dali resultou?... Palmas!...


Tudo feito! Todos satisfeitos! Mas então... e  Bartolomeu Marinheiro que estava mesmo ali à mão? Um resumo breve... e a leitura de uns versos, para encerrar a sessão, orgulhosamente:

«Que era dantes o mar? Um quarto escuro
onde os meninos tinham medo de ir...
E agora o mar é livre e é seguro
- e foi um Português que o foi abrir.

(...) Viva o navegador
que venceu
o Gigante Adamastor!»

Sessões anteriores:
 1ª - 
 2ª -



Bibliografia:
Afonso Lopes Vieira e Raul Lino, Bartolomeu Marinheiro, Livros Cotovia 
Alexandre Honrado e Maria João Lopes, "Os Lusíadas" para os mais pequenos, Âmbar
José Fanha e João Fanha, Cantigas e cantigos para formigas e formigos, Terramar
Manuela Júdice e Pedro Proença, O meu primeiro Fernando Pessoa, Dom Quixote 





Há histórias assim, de memórias e afetos...


Os sótãos furados é o título de uma obra infantil de Maria do Carmo Almeida, publicado pela Verbo, na Coleção Picapau, em 1980. Apesar de uma ou de outra natural marca da época, nomeadamente a ilustração, continua a ler-se com prazer!…
Imaginem um bairro antigo; um quarteirão de prédios com sótãos, paredes meias uns com os outros; de repente, alguém tem a ideia de os tentar ligar por uma pequena abertura, apesar do receio do que poderia encontrar-se do outro lado… O resultado é uma história que alia aventura e suspense, e fala de vivências quotidianas intemporais de crianças entre os seis e os dez anos, dinâmicas e destemidas.
Cada sótão, tal como cada um dos seus moradores, constitui um mundo diverso a descobrir. E um meio para aprender a conviver, democrática e solidariamente. Não faltam reuniões e decisões; brincadeiras e leituras; lanches e trabalho partilhado.
Nesse tempo, a sociedade portuguesa era menos cosmopolita. Dois dos vizinhos são negros, referidos como os pretinhos - expressão que soando mal, não deixa dúvidas quanto ao valor carinhoso do diminutivo. Aquele grupo vai crescendo diariamente, sem qualquer atrito ou discriminação. Todos diferentes, todos iguais, todos amigos.
Acabo de reler este livro graças ao reencontro com uma ex-aluna, atualmente professora bibliotecária, que o ouviu ler, em tempos, nas nossas aulas de Português… Uma história de afetos. Um livro inesquecível para ela. Uma boa escolha (mais não fosse por isso), digo eu! 
(E confesso: apetece-me abrir o meu próprio sótão, eu que
moro no último andar!)

quinta-feira, 15 de março de 2018

E mais uma vez na "Anselmo"...

Por fim, chegou a vez do 5ºC.
Poesia de Mário Castrim.
Páginas soltas de Pássaro que voa, isto é, relatos de migrantes que nos falam da sua vida, dos seus sonhos, dos seus encontros e desencontros... Com quatro leitores/personagens criámos um bonito momento de leituras encenadas pelos alunos: Ali, Maria, José, Amir...
Faltavam dez minutos. E Gianni Rodari contou-nos uma das suas histórias ao telefone...
Saímos muito satisfeitos!

5ºC e professora Sandra
(O 5º D e o 5º A ficaram adiados. Veremos se... dá!...)


Bibliografia:
Alice Vieira (Coord.), O meu primeiro álbum de poesia, Dom Quixote
Claudio Hochman e Carlota Madeira Lopes, Pássaro que voa, Livros Horizonte
Gianni Rodari, Histórias ao telefone, Teorema
 


quarta-feira, 14 de março de 2018

Na Anselmo de Andrade, para finalizar a "Quinzena da Leitura"...

Chegou a vez do 5º B.
Um tempo recheado de poesia e narrativas, entre viagens e pássaros da imaginação.
Meninos curiosos e atentos, com intervenções oportunas que permitiram falar de impressões digitais, ver um antigo Bilhete de Identidade, observar pormenores das ilustrações para ir mais adiante na interpretação, etc, etc...
A hora passou ligeira e deu para muitas leituras e recontos!
O livro preferido? Foi (mesmo) A viagem de Djuku!
Um livro ao qual voltámos, pela adesão que tem recolhido, e ao qual voltaremos, seguramente...

5o B e professora Sandra

Bibliografia:
Alain Corbel e Éric Lambé, A viagem de Djuku, Caminho
Alice Vieira (Coord.), O meu primeiro álbum de poesia, Dom Quixote
Claudio Hochman e Carlota Madeira Lopes, Pássaro que voa, Livros Horizonte
Manuel António Pina, O pássaro da Cabeça e mais versos para crianças, Porto Editora 

sexta-feira, 9 de março de 2018

De novo, na escola José Cardoso Pires...

Como estava combinado, voltámos à biblioteca escolar deste estabelecimento de ensino, situado no Bairro de Santo António da Caparica, para um reencontro com as turmas de quarto ano, prontas para prosseguirem a nossa viagem pelo mundo lusófono...

4ºA


No 4ºA, depois de pensarmos nas graças e desgraças dos temporais (que o dia estava bem chuvoso e ventoso)demos um saltinho a São Tomé e Príncipe e os meninos gostaram muito da história de Paguê, o rapaz trabalhador e honesto que sucedeu ao seu rei sem descendência...
Seguidamente, conheceram Maria Trigueira, alentejana que sonhava ver o mar... e foi! O que aconteceu depois, tiveram de imaginar! E se uns se deixaram confundir pelas guardas negras do livro..., muitos outros lhe anunciaram um destino feliz...
Gostaram muito das duas histórias, mas mais ainda desta última!
Partiram felizes, dando lugar à turma seguinte.

4ºB
No 4º B, da primeira vez tínhamos falado do livro Amélia quer um cão e, por isso mesmo, começámos por ele. Rimos muito!
Depois, os alunos optaram entre A viagem de Djuku e Maria Trigueira. Elegeram a história da jovem africana que migrou da aldeia para a cidade, em busca de uma vida melhor. E nem por um minuto se arrependeram, pois essa viagem despertou muito interesse!
Por fim, mais dois livros à escolha; e eles optaram por O cavaleiro Coragem. Escolha acertada! Um livro-jogo cheio de enigmas e dilemas, muito divertido.

A despedida foi calorosa. Não ficou nenhum novo encontro marcado, desta vez, mas..., quem sabe?!...

Bibliografia:
Alain Corbel e Éric Lambé, A viagem de Djuku, Caminho
Delphine Chédru, O Cavaleiro Coragem, Orfeu Mini
Ivone Gonçalves, Maria Trigueira, Kalandraka
Olinda Beja, Um grão de café, Edições Esgotadas
Tim Bowley e André Neves, Amélia quer um cão, Kalandraka






quinta-feira, 8 de março de 2018

De mãos dadas com histórias e memórias...




O encontro marcado com seniores do Centro Comunitário do Laranjeiro/Feijó teve lugar, pela primeira vez. Ou seja, concretizou-se finalmente a parceria da Rede das Bibliotecas Municipais de Almada e da Universidade Popular Almada, com apoio do projeto Ler a meias..., em plena Semana da Leitura, no Dia Internacional da Mulher.
Uma simpática e participativa assistência que contou histórias, anedotas, adivinhas... falou de família e de saudade.
E nós, o que lhes oferecemos?
Uma notícia do dia: Sem as mulheres, o mundo para (a greve das mulheres, em Espanha). O conto tradicional Os dez anõezinhos da tia Verde Água (e uma conversinha sobre igualdade de género e partilha de tarefas domésticas). A Calçada de Carriche de António Gedeão... A tia Miséria...
Cláudia Pulquério trouxe rimas infantis. Cantámos (juntos) uma lengalenga. E ficámos com vontade de dançar como os Avós, de Chema Heras.
À entrada e à despedida, um destes amigos disse poesia, de sua autoria.
Foi uma sessão de que todos saímos muito satisfeitos e mais ricos.
Até à próxima!






quarta-feira, 7 de março de 2018

De novo em Vila Nova de Caparica

Estava combinado o reencontro na Semana da Leitura.
Desta vez, as duas turmas estiveram à mesma hora na biblioteca, por uma questão de organização e calendarização de atividades.
Os alunos lembravam-se das histórias lidas na sessão anterior: disseram títulos, sabiam os temas. Aplausos!
Ficara por ler A viagem de Djuku. Então fomos até África e acompanhámos esta jovem que não tinha trabalho na sua aldeia e caminhou corajosamente até à cidade...
A avó Maria, alentejana, também fez uma viagem da sua serra até ao mar, só que o seu futuro deixou-nos mais dúvidas..., mas imaginaram-se possibilidades muito agradáveis!
E, para acabar, fiquem sabendo que nós vimos um livro pop-up e ficámos com uma ideia de como se criou o universo: o famoso Big Bang.
Foi mais um simpático momento de histórias em viagem para guardar na memória...


Bibliografia:
Alain Corbel e Éric Lambé, A viagem de Djuku, Caminho
Ivone Gonçalves, Maria Trigueira, Kalandraka
Philippe Ug, Big Bang Pop, Les grandes personnes

Na EB1 nº2 da Caparica...

Voltámos a esta escola para Ler a meias... com os quartos anos, na Semana da Leitura, como ficara prometido desde novembro.
O 4ºA na biblioteca; o 4º B na sua sala de aula.
Andámos em viagem: demos um saltinho a São Tomé..., outro ao Alentejo..., um passeio pelos céus, a observar estrelas e constelações da nossa galáxia..., até fizemos algumas viagens no tempo...
Na primeira turma, leu-se mais um livro; na segunda, prolongou-se oralmente a história e cresceu o desejo de escrever, nomeadamente à escritora!..
(Se nos contarem, daremos notícias.)
Nas duas sessões, o mesmo entusiasmo e participação.  A mesma avaliação.








quinta-feira, 1 de março de 2018

+ Leitura, + Sucesso



Almada abrirá a Semana da Leitura/2018 apresentando, no dia 5 de março, o seu Plano Municipal de promoção do Sucesso Educativo: + Leitura, +  Sucesso.
Ao longo da Semana, a Rede das Bibliotecas Municipais irá desenvolver um vasto programa de atividades.


Os Miminhos e leituras, para bebés, as sessões de leitura para famílias, as Horas do Conto para público escolar, Os livros da minha vida Leituras em voz alta, para adultos e seniores, oficinas várias, uma Comunidade de leitores - tudo vai sendo prática regular.
Trazer à biblioteca utentes de Centros de Dia ou Lares é um novo desafio, o qual se tem revelado mais difícil do que se esperava.


O projeto De mãos dadas com histórias e memórias deveria ter começado a 16 de janeiro, mas veio a gripe. Teria tido lugar no passado dia 27 de fevereiro, mas para um grupo de idosos falhou o transporte e, para outro, a falta de uma funcionária inviabilizou a deslocação ao Feijó. Talvez se juntem, no dia 8 de março, a uma sessão de contos para seniores (também na Biblioteca Municipal José Saramago).

A Biblioteca convidou-nos.
A Universidade Popular Almada abraçou o projeto De mãos dadas com histórias e memórias... e, para esta parceria, conta connosco.

Por isso lá estaremos, celebrando o Dia da Mulher, fruindo da arte da escrita e festejando a leitura.