segunda-feira, 23 de abril de 2018

Contos, cantos, poemas e recontos... em abril

 Assim celebrámos o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor: entre gente crescida, melhor, entre amigos de longa data.

A carteira, de Machado de Assis, foi o conto que abriu a sessão. Alguém, com dívidas, encontra uma carteira recheada... Que tentação! E quantos problemas de consciência?!...
Questões análogas, com diferente desenvolvimento, surgem em contos coligidos na Nova tertúlia de mentirosos. Lemos A bolsa certa (o dono de uma carteira perdida não queria dar a recompensa prometida!) e A verdadeira renúncia (ou seja, o mais fácil é... renunciar à renúncia!).

Uma grande feira (certamente o Roque Santeiro, em Luanda) - e as condições sócio-económicas de vendedores e clientes desse enorme mercado - é o cenário da história que contámos seguidamente: O caderno. Estivemos lá, de alma e coração, com Nelinha e sua mãe... no dia em que veio a polícia e se perdeu a ginguba (o amendoim) e o tal caderno de folhas por escrever...


A Ilda recordou uma ida à Feira Popular e um episódio de troca (involuntária) de marido... Aconteceu algo parecido à Emília... (Os maridos riram a bom rir!)

Ouvimos um poema de Almada Negreiros e também anedotas de um velhinho livro da Coleção Céu Azul.

Evocámos José Afonso: o cantor, o político. Mas também o pai. Lemos uma carta que escreveu à filha, na prisão de Caxias, que nos enterneceu a todos.

 A sessão encerrou com o nosso coro. Votámos para escolher a canção! Menina estás à janela...


Bibliografia:
Jean-Claude Carrière,  Nova tertúlia de mentirosos, Contos filosóficos do mundo inteiro, Teorema
José de Almada Negreiros, Poemas Escolhidos, Assírio & Alvim 
José Jorge Letria, Zeca Afonso, O que faz falta, Uma memória plural, Guerra e Paz
Machado de Assis, Contos, Livros do Brasil, Limitada, Lisboa
Manuel Rui, Da palma da mão, estórias infantis para adultos,  Cotovia, Luanda / Lisboa
Salomé de Almeida, Anedotas e adivinhas, Coleção Céu Azul, Editorial Minerva



quinta-feira, 19 de abril de 2018

Na APISAL... entre bebés…



Coisa rara, sentir-me rodeada por bebés que brincavam livremente na sua sala, mal o dia começara... Vê-los depois acorrer ao meu livro…, e permanecerem de olhinhos fixos (alguns um tanto ensonados), interagirem e participarem, fazendo jus ao título: Este livro está a chamar-te!

Uma vez reunida toda a turminha (dúzia e meia - bem contada - de pequenitos), no cantinho reservado para tal, ouviram duas histórias.
Primeiro, um jogo de faz-de-conta: Não é uma caixa. (A Giovana respondia sem hesitação: Não é, não!)

Em seguida, uma narrativa: Vamos fazer amigos.
Para a despedida, em jeito de apresentação dos presentes, uma cantilena com o nome de cada um, ritmada por palmas, orquestrada pela Educadora Sara Calisto, com o apoio da Rosa. (Como eu aprecio estes momentos!)
Ainda houve um menino que veio pedir “Mais!”. 
(Seria demais!)
Os bebés seguiram para o programado recreio. Era(m) Sol! 
Comigo, trouxe a manhã de pura ternura!


Nota: agradeço ao bom amigo Maurício Leite (sim..., da Mala de Leitura) e à querida Ana Pulido a oferta de dois livros essenciais nesta sessão: Não é uma caixa e Este livro está a chamar-te (Não ouves?).
Obrigada!


Bibliografia:
Adam Relf, Vamos fazer amigos, Âmbar
Antoinette Portis, Não é uma caixa, COSAC Naify
Isabel Minhós Martins / Madalena Matoso, Este livro está a chamar-te (Não ouves?), Planeta Tangerina 


quinta-feira, 22 de março de 2018

...De novo, Poesia, cantos, contos e recontos...

Reencontros felizes e novos encontros nos SSAP, à roda dos livros...
O lugar do primeiro amor, livro original de uma ceramista que é "uma grande artista" (tal como diz a sua avó) despertou interesse e evocou velhos tabus e preconceitos, hoje felizmente ultrapassados, de que nos lembramos bem!...
O Poema à mãe veio mesmo a propósito de uma das ilustrações: o filho que cresceu e parte, livre como as aves...
O Dicionário do nome das terras serviu para procurar o significado de Castro Verde (local onde vive Vanda Palma) e em seguida outros locais, sugeridos pelos presentes: Penamacor, Lisboa...
Então vimos passar Uma jovem no Chiado... E constatámos que há atitudes que nunca mudam! Quem vê esta jovem descontraída sorri, sussurra... Não terão mais o que fazer?... (Das pastelarias Bénard e Ferrari, raros se lembram. Estarão ainda lá?!... Temos de descobrir isso!)
Inesquecível é a jovem Sam Doló : «...perna de lagaia (raposa) / peito de fruteira / sorriso de goiaba /  rebolar de maré... Ai, Sam Dóló... Sam Dóló!»
Uma última história "de almanaque"...: Era uma vez... dois. Ela morava num incêndio. Ele, numa gota de chuva... Um conto de amor e separação.


Hoje foi este o fio das histórias e poemas. A Conceição, prosseguindo a fiada de amor e sedução, trouxe-nos Feiticeira. (Mesmo quem não conhecia a canção, à 2ª estrofe já alinhou na cantoria!...)
Uma horita e picos muito bem passada! 

Próxima sessão, dia 23 de abril!

Sessão anterior, 28 de fevereiro.



Bibliografia: 
António Torrado e Espiga Pinto, Almanaque lacónico, O Jornal
Eugénio de Andrade, Primeiros poemas - As mãos e os frutos - Os amantes sem dinheiro, Assírio & Alvim
João Fonseca, Dicionário do nome das terras, Casa das Letras
Maria Judite de Carvalho, A janela fingida, Seara nova
Olinda Beja, Aromas de Cajamanga, Escrituras
Vanda Palma, O lugar do primeiro amor, 100 Luz



quarta-feira, 21 de março de 2018

No Dia Mundial da Poesia, com os nossos poetas...

Fomos à escola Feliciano Oleiro.
O 4º A cedeu a vez ao 3º A da professora Rosa, que há muito aguardava uma oportunidade... Por isso começámos com apresentações. E logo de seguida José Fanha divertiu toda a gente com os seus jogos com números e letras, palavras, ideias e sons, sempre cheios de humor!...
Fernando Pessoa também escreveu poemas para gente miúda. Lemos alguns bem engraçados que fizeram rir a bom rir!...
Para finalizar, até Camões esteve presente, com uma alegre adaptação de Os Lusíadas.
Saíram felizes!  Que bom ter vindo à biblioteca!


O 4º A  já estava à espera. Dispúnhamos de uma hora e começámos sem demora.
Primeiro, Os Lusíadas.
Em seguida, poemas de Fernando Pessoa - para mais crescidos..., como O mostrengo (mas não só!)

Depois, a turma formou pequenos grupos, cada um escolheu seu livro de poesia, selecionaram versos que apresentaram à turma em voz alta, a professora registou-os... e imaginam o cadáver esquisito que dali resultou?... Palmas!...


Tudo feito! Todos satisfeitos! Mas então... e  Bartolomeu Marinheiro que estava mesmo ali à mão? Um resumo breve... e a leitura de uns versos, para encerrar a sessão, orgulhosamente:

«Que era dantes o mar? Um quarto escuro
onde os meninos tinham medo de ir...
E agora o mar é livre e é seguro
- e foi um Português que o foi abrir.

(...) Viva o navegador
que venceu
o Gigante Adamastor!»

Sessões anteriores:
 1ª - 
 2ª -



Bibliografia:
Afonso Lopes Vieira e Raul Lino, Bartolomeu Marinheiro, Livros Cotovia 
Alexandre Honrado e Maria João Lopes, "Os Lusíadas" para os mais pequenos, Âmbar
José Fanha e João Fanha, Cantigas e cantigos para formigas e formigos, Terramar
Manuela Júdice e Pedro Proença, O meu primeiro Fernando Pessoa, Dom Quixote 





Há histórias assim, de memórias e afetos...


Os sótãos furados é o título de uma obra infantil de Maria do Carmo Almeida, publicado pela Verbo, na Coleção Picapau, em 1980. Apesar de uma ou de outra natural marca da época, nomeadamente a ilustração, continua a ler-se com prazer!…
Imaginem um bairro antigo; um quarteirão de prédios com sótãos, paredes meias uns com os outros; de repente, alguém tem a ideia de os tentar ligar por uma pequena abertura, apesar do receio do que poderia encontrar-se do outro lado… O resultado é uma história que alia aventura e suspense, e fala de vivências quotidianas intemporais de crianças entre os seis e os dez anos, dinâmicas e destemidas.
Cada sótão, tal como cada um dos seus moradores, constitui um mundo diverso a descobrir. E um meio para aprender a conviver, democrática e solidariamente. Não faltam reuniões e decisões; brincadeiras e leituras; lanches e trabalho partilhado.
Nesse tempo, a sociedade portuguesa era menos cosmopolita. Dois dos vizinhos são negros, referidos como os pretinhos - expressão que soando mal, não deixa dúvidas quanto ao valor carinhoso do diminutivo. Aquele grupo vai crescendo diariamente, sem qualquer atrito ou discriminação. Todos diferentes, todos iguais, todos amigos.
Acabo de reler este livro graças ao reencontro com uma ex-aluna, atualmente professora bibliotecária, que o ouviu ler, em tempos, nas nossas aulas de Português… Uma história de afetos. Um livro inesquecível para ela. Uma boa escolha (mais não fosse por isso), digo eu! 
(E confesso: apetece-me abrir o meu próprio sótão, eu que
moro no último andar!)

quinta-feira, 15 de março de 2018

E mais uma vez na "Anselmo"...

Por fim, chegou a vez do 5ºC.
Poesia de Mário Castrim.
Páginas soltas de Pássaro que voa, isto é, relatos de migrantes que nos falam da sua vida, dos seus sonhos, dos seus encontros e desencontros... Com quatro leitores/personagens criámos um bonito momento de leituras encenadas pelos alunos: Ali, Maria, José, Amir...
Faltavam dez minutos. E Gianni Rodari contou-nos uma das suas histórias ao telefone...
Saímos muito satisfeitos!

5ºC e professora Sandra
(O 5º D e o 5º A ficaram adiados. Veremos se... dá!...)


Bibliografia:
Alice Vieira (Coord.), O meu primeiro álbum de poesia, Dom Quixote
Claudio Hochman e Carlota Madeira Lopes, Pássaro que voa, Livros Horizonte
Gianni Rodari, Histórias ao telefone, Teorema
 


quarta-feira, 14 de março de 2018

Na Anselmo de Andrade, para finalizar a "Quinzena da Leitura"...

Chegou a vez do 5º B.
Um tempo recheado de poesia e narrativas, entre viagens e pássaros da imaginação.
Meninos curiosos e atentos, com intervenções oportunas que permitiram falar de impressões digitais, ver um antigo Bilhete de Identidade, observar pormenores das ilustrações para ir mais adiante na interpretação, etc, etc...
A hora passou ligeira e deu para muitas leituras e recontos!
O livro preferido? Foi (mesmo) A viagem de Djuku!
Um livro ao qual voltámos, pela adesão que tem recolhido, e ao qual voltaremos, seguramente...

5o B e professora Sandra

Bibliografia:
Alain Corbel e Éric Lambé, A viagem de Djuku, Caminho
Alice Vieira (Coord.), O meu primeiro álbum de poesia, Dom Quixote
Claudio Hochman e Carlota Madeira Lopes, Pássaro que voa, Livros Horizonte
Manuel António Pina, O pássaro da Cabeça e mais versos para crianças, Porto Editora 

sexta-feira, 9 de março de 2018

De novo, na escola José Cardoso Pires...

Como estava combinado, voltámos à biblioteca escolar deste estabelecimento de ensino, situado no Bairro de Santo António da Caparica, para um reencontro com as turmas de quarto ano, prontas para prosseguirem a nossa viagem pelo mundo lusófono...

4ºA


No 4ºA, depois de pensarmos nas graças e desgraças dos temporais (que o dia estava bem chuvoso e ventoso)demos um saltinho a São Tomé e Príncipe e os meninos gostaram muito da história de Paguê, o rapaz trabalhador e honesto que sucedeu ao seu rei sem descendência...
Seguidamente, conheceram Maria Trigueira, alentejana que sonhava ver o mar... e foi! O que aconteceu depois, tiveram de imaginar! E se uns se deixaram confundir pelas guardas negras do livro..., muitos outros lhe anunciaram um destino feliz...
Gostaram muito das duas histórias, mas mais ainda desta última!
Partiram felizes, dando lugar à turma seguinte.

4ºB
No 4º B, da primeira vez tínhamos falado do livro Amélia quer um cão e, por isso mesmo, começámos por ele. Rimos muito!
Depois, os alunos optaram entre A viagem de Djuku e Maria Trigueira. Elegeram a história da jovem africana que migrou da aldeia para a cidade, em busca de uma vida melhor. E nem por um minuto se arrependeram, pois essa viagem despertou muito interesse!
Por fim, mais dois livros à escolha; e eles optaram por O cavaleiro Coragem. Escolha acertada! Um livro-jogo cheio de enigmas e dilemas, muito divertido.

A despedida foi calorosa. Não ficou nenhum novo encontro marcado, desta vez, mas..., quem sabe?!...

Bibliografia:
Alain Corbel e Éric Lambé, A viagem de Djuku, Caminho
Delphine Chédru, O Cavaleiro Coragem, Orfeu Mini
Ivone Gonçalves, Maria Trigueira, Kalandraka
Olinda Beja, Um grão de café, Edições Esgotadas
Tim Bowley e André Neves, Amélia quer um cão, Kalandraka






quinta-feira, 8 de março de 2018

De mãos dadas com histórias e memórias...




O encontro marcado com seniores do Centro Comunitário do Laranjeiro/Feijó teve lugar, pela primeira vez. Ou seja, concretizou-se finalmente a parceria da Rede das Bibliotecas Municipais de Almada e da Universidade Popular Almada, com apoio do projeto Ler a meias..., em plena Semana da Leitura, no Dia Internacional da Mulher.
Uma simpática e participativa assistência que contou histórias, anedotas, adivinhas... falou de família e de saudade.
E nós, o que lhes oferecemos?
Uma notícia do dia: Sem as mulheres, o mundo para (a greve das mulheres, em Espanha). O conto tradicional Os dez anõezinhos da tia Verde Água (e uma conversinha sobre igualdade de género e partilha de tarefas domésticas). A Calçada de Carriche de António Gedeão... A tia Miséria...
Cláudia Pulquério trouxe rimas infantis. Cantámos (juntos) uma lengalenga. E ficámos com vontade de dançar como os Avós, de Chema Heras.
À entrada e à despedida, um destes amigos disse poesia, de sua autoria.
Foi uma sessão de que todos saímos muito satisfeitos e mais ricos.
Até à próxima!






quarta-feira, 7 de março de 2018

De novo em Vila Nova de Caparica

Estava combinado o reencontro na Semana da Leitura.
Desta vez, as duas turmas estiveram à mesma hora na biblioteca, por uma questão de organização e calendarização de atividades.
Os alunos lembravam-se das histórias lidas na sessão anterior: disseram títulos, sabiam os temas. Aplausos!
Ficara por ler A viagem de Djuku. Então fomos até África e acompanhámos esta jovem que não tinha trabalho na sua aldeia e caminhou corajosamente até à cidade...
A avó Maria, alentejana, também fez uma viagem da sua serra até ao mar, só que o seu futuro deixou-nos mais dúvidas..., mas imaginaram-se possibilidades muito agradáveis!
E, para acabar, fiquem sabendo que nós vimos um livro pop-up e ficámos com uma ideia de como se criou o universo: o famoso Big Bang.
Foi mais um simpático momento de histórias em viagem para guardar na memória...


Bibliografia:
Alain Corbel e Éric Lambé, A viagem de Djuku, Caminho
Ivone Gonçalves, Maria Trigueira, Kalandraka
Philippe Ug, Big Bang Pop, Les grandes personnes

Na EB1 nº2 da Caparica...

Voltámos a esta escola para Ler a meias... com os quartos anos, na Semana da Leitura, como ficara prometido desde novembro.
O 4ºA na biblioteca; o 4º B na sua sala de aula.
Andámos em viagem: demos um saltinho a São Tomé..., outro ao Alentejo..., um passeio pelos céus, a observar estrelas e constelações da nossa galáxia..., até fizemos algumas viagens no tempo...
Na primeira turma, leu-se mais um livro; na segunda, prolongou-se oralmente a história e cresceu o desejo de escrever, nomeadamente à escritora!..
(Se nos contarem, daremos notícias.)
Nas duas sessões, o mesmo entusiasmo e participação.  A mesma avaliação.








quinta-feira, 1 de março de 2018

+ Leitura, + Sucesso



Almada abrirá a Semana da Leitura/2018 apresentando, no dia 5 de março, o seu Plano Municipal de promoção do Sucesso Educativo: + Leitura, +  Sucesso.
Ao longo da Semana, a Rede das Bibliotecas Municipais irá desenvolver um vasto programa de atividades.


Os Miminhos e leituras, para bebés, as sessões de leitura para famílias, as Horas do Conto para público escolar, Os livros da minha vida Leituras em voz alta, para adultos e seniores, oficinas várias, uma Comunidade de leitores - tudo vai sendo prática regular.
Trazer à biblioteca utentes de Centros de Dia ou Lares é um novo desafio, o qual se tem revelado mais difícil do que se esperava.


O projeto De mãos dadas com histórias e memórias deveria ter começado a 16 de janeiro, mas veio a gripe. Teria tido lugar no passado dia 27 de fevereiro, mas para um grupo de idosos falhou o transporte e, para outro, a falta de uma funcionária inviabilizou a deslocação ao Feijó. Talvez se juntem, no dia 8 de março, a uma sessão de contos para seniores (também na Biblioteca Municipal José Saramago).

A Biblioteca convidou-nos.
A Universidade Popular Almada abraçou o projeto De mãos dadas com histórias e memórias... e, para esta parceria, conta connosco.

Por isso lá estaremos, celebrando o Dia da Mulher, fruindo da arte da escrita e festejando a leitura.





A viagem do 5ºE da Anselmo...

Ler foi viagem de prazer.
Com o Jogo de Nuno Júdice, atravessámos estações do ano.
Com a avó Maria Trigueira andámos pelo Alentejo, seguimos até ao mar… e falámos de outros tempos.
Assistimos a encontros e desencontros de duas meninas migrantes, vivento atribulações e alegrias…
Um caranguejo decidido seguiu em frente, em viagem solitária, e desejámos-lhe Boa sorte!
Espreitámos as aventuras do Cavaleiro Coragem
Despedimo-nos escutando o vento… (com poesia de Ruy Belo).
Conversas, muita imaginação e decididas tomadas de posição.
Alguém exclamou, no final: «Por mim, eu continuava aqui!»



Bibliografia:
Alice Vieira (Coordenação), O meu primeiro álbum de poesia, Dom Quixote
Claudio Hochman e Carlota Madeira Lopes, Pássaro que voa, Livros Horizonte
Delfine Chedru, O cavaleiro coragem!, Orfeu Mini
Gianni Rodari, Histórias ao telefone, Teorema
Ivone Gonçalves, Maria Trigueira, Kalandraka

Comunidade de Leitores e poesia de Ruy Belo

Mensalmente, a Comunidade de Leitores da Biblioteca José Saramago, do Feijó (da Rede de
Bibliotecas Municipais de Almada), reúne-se em torno de uma obra: Literatura Portuguesa ou Universal, autores clássicos ou contemporâneos, escritores consagrados ou não; obras de temática e género literário variados.
Aí nos cruzamos com convidados que falam da obra em análise ou mesmo com o seu autor, ou com o encenador... Depende!... E variam as abordagens.
Vai no seu 2º ano de existência esta fraterna comunidade, conduzida pelo bibliotecário Davide Freitas.
No dia aprazado, é tempo de debater, ler, conviver.
Fevereiro foi tempo de homenagear Ruy Belo.
Desta vez, com liberdade de escolha de obras e poemas do Autor, pelos membros da Comunidade.
Uma sessão para visionar um excelente documentário sobre a vida e obra do poeta.
Para se ler em voz alta.
Participámos.
Lemos.
Para saber mais: Livro digital – RuyBelo




quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Eis chegada a Semana da Leitura...

Ler! A qualquer hora, em qualquer lugar! - eis o lema.
Em qualquer suporte, qualquer tipo de texto! - acrescentamos nós.
Acontece que, em 2018, a semana da leitura celebra-se de 5 a 9 de março.

(Sempre me pareceu que tal é contrário ao lema!
Em lugar de uma Semana, proponho o ano inteiro!)

Na escola Anselmo de Andrade, já começámos esta efeméride, a Ler a meias...
Em VIAGEM pela Geografia, pelo Tempo, pelas estantes da biblioteca, entre palavras e alegria.
O 5º E foi o primeiro!



Para saber mais: ver PNL.



Tertúlia Literária, entre marinheiros...



A 2ª Tertúlia Literária da Universidade Popular Almada teve lugar no Clube de Sargentos da Armada, no Feijó. Receção generosa, de braços abertos.
Assistência amistosa de militares, suas esposas, alguns amigos. Escuta atenta. Participação oportuna e bem-vinda.
Um amigo levou um livro: A menina gotinha de água. Leu um excerto, ideia a acarinhar e multiplicar.
Estas tertúlias têm, na verdade, o objetivo de estabelecer um diálogo informal com os “tertulianos”, recordar/divulgar património oral e obras de autor  (crossover, isto é, passíveis de agradar a um largo espetro de idades): histórias, poemas e outros tipos de texto (do agrado de quem faz a proposta de se Ler a meias...)
Atendendo ao contexto, a mediadora “meteu muita água”!

Começámos em terra firme. Com Fernando Fitas e o seu Alforge de Heranças. Com a sua voz.
Navegámos em A nau Catrineta e presenciámos o reencontro do Capitão-General com a Bela Infanta… (Depois de fundear.)
Assistimos à aventura da busca da ilha desconhecida, do conto de Saramago. Fomos lendo partes; despertou curiosidade; fizemos a leitura integral.
Finalizámos com poesia de Alexandre Honrado (retirada da Web).
Hora e meia de mão dada com a Literatura. Em alegre convívio.


1ª sessão, na SRUP: AQUI.




Bibliografia:
Alice Vieira (Coordenação), Eu bem vi nascer o sol, Antologia da poesia popular portuguesa, Círculo de Leitores
Fernando Fitas, Alforge de heranças, Associação Cultural Manuel da Fonseca
José Saramago, O conto da ilha desconhecida, Caminho

WEBgrafia:
Alexandre Honrado, sem título (Facebook)
Dicionário Priberam da Língua Portuguesa on-line



terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Poesia, cantos, contos e recontos...


Com um Alforge de Heranças, iniciámos a viagem… De um poema que evoca a sesta de um pai num tosco abrigo, na planície alentejana, partimos para as nossas recordações. Os lisboetas presentes relembraram, sobretudo, banhos de mar na Linha ou na Costa (era obrigatório aproveitar os escudos pagos pela viagem), aprender ou não a nadar, piqueniques na mata com os pesados cozinhados da época…, idas em família ao Jardim Zoológico… E, claro, estabeleceram-se comparações.

Ruy Belo lembrou-nos: crianças e infância coincidem!…
Marina Colasanti maravilhou-nos com contos de fadas dos tempos modernos, explicando a origem da voz do mar escutada numa concha ou fazendo-nos acreditar na magia de um tear (A moça tecelã).
De passagem, questionou-se - e defendeu-se - o Acordo Ortográfico.
A crua atualidade apresentou-se: conflitos na Palestina, dramas na Síria, migrantes no mundo…
Para desanuviar o ambiente, rimos com contos tradicionais, divertidamente recriados por Roald Dahl.
Por fim, uma canção. Em coro, como sempre. Celebrando a amizade.



Bibliografia:
Fernando Fitas, Alforge de heranças, Associação Cultural Manuel da Fonseca
Marina Colasanti, Doze reis e a moça no labirinto do vento, Global
Roald Dahl e Quentin Blake, Histórias em verso para meninos perversos, Teorema
Ruy Belo, Antologia poética, Cidadão de longe e de ninguém, Círculo de Leitores

Na Trafaria, com o 5º B...



Começámos com poemas a conta-gotas.
Conhecemos a avó Maria Trigueira; acompanhámos a sua vida pacata no Alentejo, o seu sonho e a sua aventura… e imaginámos a continuação da história.
Passeámos pelos céus, entre constelações e lendas.
Fomos a São Tomé, conhecer a história Um grão de café.
O 2º tempo (de um bloco de 90m) foi destinado a uma atividade prática.  A partir de livros de poesia da biblioteca escolar, os alunos - e professores - selecionaram versos, ordenados ao acaso, para um verdadeiro cadáver esquisito:

«Gato que brincas na rua
Dia e noite aberta ao mar
Uma joaninha entrou no meu quarto
Chamar à atenção do seu ouvinte
A fada boa pôs-lhe o telhado, o telhado fez lá um sótão com um triângulo
Vénus azul, luz do céu
Agora quase sei porque razão não atacou o Infante em Penacova
Os meus frutos eram negros
Que segreda o vento
É roxa a porta da entrada
A estrela do mar voltou
Lento, lento os dias de Verão
Pela janela o Sol espreitava
Como uma nuvem
Era uma senhora tão bela
Nunca foi tão depressa noite naquele bairro»

Sobrava tempo. Os jovens mais corajosos leram poemas em voz alta. Bisaram. A coragem foi crescendo. Queriam mais! 
A campainha não deixou!!!


Bibliografia:
Ivone Gonçalves, Maria Trigueira, Kalandraka
Olinda Beja, Um grão de café, Edições Esgotadas
Philippe Ug, Big Bang POP, Les grandes personnes
Wil Tirion e Milton Heifetz, Um passeio pelos céus, Gradiva



Na Trafaria, com o 9º A...



Decorreu assim a sessão:
- Um apelo à escuta e à emoção: as histórias são máquinas de passar por dentro
- Há dias maus… Shaun Tan ilustra-o bem, em A árvore vermelha.
- Antero de Quental dissera o mesmo, com algum pessimismo, em O palácio da ventura… (Vimos as diferenças.)
- Histórias com gatos? Sim, conheciam a de Jorge Amado. Menos, a de Luís Sepúlveda. 
Afinal o gato Zorbas existiu mesmo, adoeceu gravemente e a família teve de tomar uma decisão dolorosa que o escritor nos conta em As rosas de Atacama. (A eutanásia esteve em debate.)
- Evocação de Cesária Évora e Tito Paris - para desanuviar.
Poesia – para rematar. Xico Braga deu-nos duas belas receitas poéticas.


O 2º tempo (de um bloco de 90m), foi para os jovens escolherem livros de poesia da biblioteca escolar e selecionarem versos que leram em voz alta e com os quais se criou este cadáver esquisito:

«Manda ao ar uma mensagem
Onde desejas poder flutuar, sonhar
És feliz porque és assim
Coração de mulher que abrange a Natureza
O Mundo deve-me algumas coisas belas
No mel de loucas candeias
Como se lágrima fosse
Tristeza não tem fim, felicidade sim
Bebo à tua glória, meu Deus
E olha ao abandono dos deuses
Em seu luto embiocadas
São pedaços de alma
Na máscara desta tua voz leio o fogo que sente o teu sustento
É através de ti, ó árvore que celebra os esponsais entre mim e a Natureza
É certo que no primeiro dia não avancei muito»


Bibliografia:
Antero de Quental, Sonetos, Sá da Costa
José Fanha e Rui Ricardo, Era uma vez eu, Booksmile
Luís Sepúlveda, As rosas de Atacama, Porto Editora
Shaun Tan, A árvore vermelha, Kalandraka
Xico Braga e Isabel Teixeira de Sousa, Receitas poéticas, Edição de Autor