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sábado, 26 de junho de 2010

O São João na Suécia

Engana-se quem acha que apenas nós temos festa pelo São João. Na realidade, há festa pelo mundo fora, no Brasil ou no norte da Europa...

Na Suécia, a festa é tão importante quanto o Natal. É o Midsommarafton (que significa, literalmente, «Comemoração do solstício de Verão»), festejado ao ar livre, no campo.

Diferenças?
Nessa latitude, a festa é genuinamente profana. Festeja-se o Verão, o sol, a natureza, a fecundidade.
Dança-se em volta de um mastro colocado no centro da festa, envolto em folhas e flores, com fitas que cada um segura, enquanto se movimenta em seu redor. Muitas vezes ainda vestem os seus trajes tradicionais, enquanto dançam ao som de músicas folclóricas, tocadas com o auxílio de violinos, flautas e nyckelharpor (um instrumento popular sueco).


Simbolicamente, esse mastro engravida a Terra-Mãe e faz crescer a esperança de boas colheitas, no Outono.
 
Colher flores faz parte da celebração. Com as flores campestres, fazem-se lindas grinaldas.
As moças casadoiras arranjam ramos de sete ou nove flores diferentes e põem-nos sob o travesseiro: o seu noivo será certamente aquele com quem sonharem…

As famílias reúnem-se e o menu é típico: as primeiras batatas colhidas no ano, cebolinha, conservas de arenque, carnes doces e morangos.

Em 2000, assisti a tudo. Estive lá. Vivi o Midsommar e festejei os 30 anos de um jovem amigo que vi crescer…
Uma década passou. Happy birthday! Grattis på födelsedagen, Marcus!
Inimaginável tudo quanto foi acontecendo, nestes 10 anos!… (Aqui como lá…)
A vida prossegue; só quer ser vivida…
Em 2020, lá estaremos?...



quarta-feira, 23 de junho de 2010

Conta a lenda...

Contava a lenda que competia às cegonhas fazer a distribuição dos bebés pelos seus lares - uma história que camuflava temas tabu e que, por isso mesmo, está a cair em desuso...
A origem da lenda, não sei. Mas sei que as cegonhas são, elas próprias, mães e pais extremosos. 



Antes do mais, formam casais que permanecem unidos pela vida fora. Ao regressarem das suas migrações, voltam ao seu lar e reparam tão rapidamente quanto podem aqueles ninhos que chegam a ter metro e meio de largura por um metro de altura e que, entretanto, o Inverno foi destruindo... 
Os ovos são chocados alternadamente pela fêmea e pelo macho, permitindo que cada um deles possa voar livremente, em busca de alimento. 
Geralmente, em  cada ninho, crescem duas ou três crias, cuidadosamente vigiadas e alimentadas pelos pais, enquanto se desenvolvem...




Conta a lenda...
Conta a lenda que, na quente noite de S. João, enquanto a mocidade come e bebe, salta à fogueira, baila, convive e namora, precisamente nessa noite, as mães e pais-cegonhas obrigam as suas crias a sair do ninho... 
Conta a lenda, pois, que é na noite de S. João que as pequenas cegonhas experimentam o prazer de voar e descobrem o gosto pela liberdade...

Fotos da Net

S. João de Almada

S. João é o padroeiro de Almada, o que justifica um feriado municipal...
Quem foi? Primo de Jesus, um pouco mais velho, anunciou a sua vinda, baptizou-O, seguiu-O...
A sua vida, como é natural, pouco tem a ver com a forma como é evocado pelo Povo: folião, casamenteiro, protector das colheitas...
É festejado na noite de 23 de Junho, considerada uma noite mágica desde tempos imemoriais, por coincidir com o solstício de Verão. Qualquer pretexto serviria para a festejar. Sagrado e profano de mãos dadas, ainda melhor!
Almada foi terra fértil e algum mau ano deve ter determinado um pedido especial a S. João, feito na Ramalha, ao tempo uma zona profundamente agrícola. E algum milagre deve ter então acontecido... 
A tradição cimentou-se. S. João, abrigado durante todo o ano na Igreja de S.Tiago (junto ao castelo), passa anualmente a sua noite na Capela construída em honra de Santo Antão (na Ramalha), de frente para a porta, prontinho a regressar a "casa", logo no dia seguinte...
Há largos anos atrás, nessa noite, aí se concentravam os populares vindos dos vários bairros e era festa rija, pela noite dentro: fogueiras, comes e bebes, bailaricos e namoricos...
A cidade cresceu, mudou. Urbanizou-se, definitivamente. Encontraram-se espaços alternativos. Os festejos deslocaram-se para Cacilhas. 
S. João, mais idoso, repousa, tranquilo, longe da multidão... 
Esta desce até ao Tejo, decidida a divertir-se...  (Alguém falou em crise?!...)















Pela marginal, passam movimentadas marchas populares, cheias de cor, música, dança; entusiasmo, alegria... 

E há mais: não faltam comes e bebes, reencontros de amigos, bailaricos... namoricos... 
Festa rija. Emoções. Momentos felizes. Hoje como então.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Manjerico em flor


Tempo de solstício... Aproxima-se a noite de S. João.
Vem aí o Verão, os dias mais longos do ano, muita festa e tradição...

Manjerico com uma quadra não é novidade...
Mas um manjerico florido é motivo de admiração!
E que perfume! Tão intenso, tão especial...

Que bonito está o meu jardim!
Para mais, perfumado assim!...