Mostrar mensagens com a etiqueta património oral. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta património oral. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 8 de março de 2018

De mãos dadas com histórias e memórias...




O encontro marcado com seniores do Centro Comunitário do Laranjeiro/Feijó teve lugar, pela primeira vez. Ou seja, concretizou-se finalmente a parceria da Rede das Bibliotecas Municipais de Almada e da Universidade Popular Almada, com apoio do projeto Ler a meias..., em plena Semana da Leitura, no Dia Internacional da Mulher.
Uma simpática e participativa assistência que contou histórias, anedotas, adivinhas... falou de família e de saudade.
E nós, o que lhes oferecemos?
Uma notícia do dia: Sem as mulheres, o mundo para (a greve das mulheres, em Espanha). O conto tradicional Os dez anõezinhos da tia Verde Água (e uma conversinha sobre igualdade de género e partilha de tarefas domésticas). A Calçada de Carriche de António Gedeão... A tia Miséria...
Cláudia Pulquério trouxe rimas infantis. Cantámos (juntos) uma lengalenga. E ficámos com vontade de dançar como os Avós, de Chema Heras.
À entrada e à despedida, um destes amigos disse poesia, de sua autoria.
Foi uma sessão de que todos saímos muito satisfeitos e mais ricos.
Até à próxima!






quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Tertúlia Literária, entre marinheiros...



A 2ª Tertúlia Literária da Universidade Popular Almada teve lugar no Clube de Sargentos da Armada, no Feijó. Receção generosa, de braços abertos.
Assistência amistosa de militares, suas esposas, alguns amigos. Escuta atenta. Participação oportuna e bem-vinda.
Um amigo levou um livro: A menina gotinha de água. Leu um excerto, ideia a acarinhar e multiplicar.
Estas tertúlias têm, na verdade, o objetivo de estabelecer um diálogo informal com os “tertulianos”, recordar/divulgar património oral e obras de autor  (crossover, isto é, passíveis de agradar a um largo espetro de idades): histórias, poemas e outros tipos de texto (do agrado de quem faz a proposta de se Ler a meias...)
Atendendo ao contexto, a mediadora “meteu muita água”!

Começámos em terra firme. Com Fernando Fitas e o seu Alforge de Heranças. Com a sua voz.
Navegámos em A nau Catrineta e presenciámos o reencontro do Capitão-General com a Bela Infanta… (Depois de fundear.)
Assistimos à aventura da busca da ilha desconhecida, do conto de Saramago. Fomos lendo partes; despertou curiosidade; fizemos a leitura integral.
Finalizámos com poesia de Alexandre Honrado (retirada da Web).
Hora e meia de mão dada com a Literatura. Em alegre convívio.


1ª sessão, na SRUP: AQUI.




Bibliografia:
Alice Vieira (Coordenação), Eu bem vi nascer o sol, Antologia da poesia popular portuguesa, Círculo de Leitores
Fernando Fitas, Alforge de heranças, Associação Cultural Manuel da Fonseca
José Saramago, O conto da ilha desconhecida, Caminho

WEBgrafia:
Alexandre Honrado, sem título (Facebook)
Dicionário Priberam da Língua Portuguesa on-line



domingo, 28 de janeiro de 2018

Ler a meias... em colaboração com a UP Almada



“A vida é feita de nadas”, proclama o poeta.
“ - Está tudo bem!... Agora, está tudo bem!…” – crê uma mãe contemplando o seu menino, calando mágoas.
“ – Não vai ser nada… Não vai ser nada…“, consola-a um amigo inquieto, em hora determinante de um momento difícil.
Uma sessão plena de “máquinas de passar por dentro” de gente adulta que comprovou acalentar a magia da infância. Afinal, nós, os adultos, é que “mudámos de tamanho”, lembrava Pina.
Desfiou-se o fio das leituras da primeira Tertúlia Literária em colaboração com a Universidade Popular Almada, realizada na Sociedade Recreativa União Pragalense. (Em boa verdade, sem associados da SRUP – os quais preferiram prosseguir o despique dos seus jogos de eleição, situação esta perfeitamente compreensível.)
Estivemos, pois, entre amigos de longa e curta data, com uma colega dos bancos da Universidade; com colegas de escola, uns desde a 1ª hora e outros bem mais recentemente; com uma ex-aluna…; com a minha neta gigante… e a pequenina " filha do meio"; com raros desconhecidos e bons amigos, de muitas esquinas. Da Comunidade Saramaguiana de Leitores, designadamente. E muitos outros não lograram estar fisicamente, mas fizeram sentir o seu abraço.
Aconteceu num ambiente (aparentemente) secreto e (efetivamente) intimista de catacumbas, numa simpática salinha pela qual optámos, em detrimento do anfiteatro contíguo, na cave da SRUP.
Seguimos contemplando o presente. Sentindo, imaginando. Denunciando. Com esperança na Humanidade e no futuro. Na companhia de livros, de escritores ausentes e presentes. Entre palavras e lembranças. Com emoção. Festejando a literatura. Com património oral e livros de Autor, evocando os escritores: 
Afonso Cruz
Alexandre Castanheira
Fernando Fitas
Graça Lobo
Ilse Losa
José Fanha
Manuel António Pina
Miguel Torga
Philippe Ug
Roald Dahl
Xico Braga.


(A próxima tertúlia está prevista para 24 de fevereiro.)


quinta-feira, 16 de março de 2017

Entre pequeninos...

Foi numa turma de meninos de 4 e 5 anos, muito vivos e interessados. No Jardim de Infância do Pragal.
Uma ideia da Srª Diretora... Uma atividade-surpresa.
"Vamos lá!"
A receção foi simpática e acolhedora.

Nada melhor do que o património oral... Ia preparado (sem saber), o saco do Ler a meias...
Uma lengalenga e trava-línguas foram ideais para participar, aprender e rir...
E foi muito divertida a sessão.
Acabou com uma roda, para se jogar depois à apanhada:
«Copo copo gericopo
Gericopo copo cá
Quem não disser três vezes
Copo copo gericopo
Gericopo copo cá
Por este copo não beberá.»

(Brincaram os crescidos e os pequenitos.)
Há surpresas assim...


Bibliografia:
A casa do João, Editora Replicação
Luísa Ducla Soares (org.), Destrava-línguas, Livros Horizonte

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Ouvir, falar, ler… Criar e ver…

De novo nos Caranguejais.
O 3º ano começou com um jogo de provérbios baralhados, à volta de viagens a bordo de um navio… Divertido e instrutivo!
A seguir, dois grupos apresentaram o(s) seu(s) poema(s) escolhido(s), na sessão anterior. (Ficaram para a próxima os outros dois grupos.)
As leituras a meias prosseguiram com lengalengas, que exigiram concentração, memorização… consultar o dicionário, perceber… e saber dizer!...
Uma sessão animada! 
Viva o património oral!



O 4º ano está a meio de um projeto de expressão artística.
O Ler a meias… “deu” o poema O navio azul, a partir do qual se está a construir o trabalho. Hoje voltámos lá para observar, apoiar, fotografar...
Sobram entusiasmo e criatividade. Falta tempo. Não há mãos a medir.

Uma longa viagem...
                ...começa com um passo.


Vai ficar um primor, o tal livro-objeto.

Hão de ver, prometo!



Bibliografia:
Alice Vieira, Eu bem viu nascer o sol, Caminho
António Moreira, Provérbios portugueses, Editorial Notícias




quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Tempo: o cronológico ou o meteorológico?...

O tempo, hoje, "rimou" com meses, anos..., com vida, antepassados e futuro..., com horários, horas de sono, brincadeiras e trabalhos..., com estações, com bom e mau tempo...
Tempo cronológico e meteorológico, ambos, pois claro!


Tudo isso perpassou pela poesia, narrativa, tradição popular e ilustrações que vimos e lemos, para Trocar as voltas ao tempo...
Gémeo Luís deu a conhecer as suas originais ilustrações (neste caso, para os versos de João Pedro Mésseder).

Entrou por ali dentro, também, uma pavorosa tempestade... Ui, que medo, que susto tremendo apanharam aqueles pequenitos!... Chegada a bonança, lá estavam eles armados em valentes! Tinham descoberto o valor de O para-raios..., um conto de Xico Braga (eleito democraticamente pelo 4º B, de entre dois à escolha, e lido também ao 4º A). 

Para acabar, em ambas as turmas, uma lengalenga a puxar pela memória e voz de todos.
No 4º B, cantada a meias com alguns meninos que tiveram de ensaiar, pois já não se lembravam muito bem... No 4º A, a meias com a professora Eveline.

Mais um reencontro feliz, este, na escola do Pragal!
Tal como nos anos anteriores, devido à ocupação da biblioteca, impõe-se a rotação do espaço, alternando-se a turma, sessão a sessão...
Em janeiro, foi assim: o 4º B na sala de aula e, a seguir, o 4º A na biblioteca escolar.
Até fevereiro (por ordem inversa)!



Bibliografia:
Alice Vieira, Eu bem vi nascer o sol, antologia da poesia popular portuguesa, Caminho
Anne-Margot Ramstein & Mathias Aregui, Antes (e) Depois, Gatafunho
João Pedro Mésseder/ Gémeo Luís, Trocar as voltas ao tempo, Eterogémeas
Xico Braga, 5 minutos de estória, edição de Autor



sábado, 23 de janeiro de 2016

Regresso à Feliciano Oleiro...

Janeiro levou-me de volta à biblioteca da escola Feliciano Oleiro, a duas turmas de 4º ano: o 4ºA da professora Lídia e o 4º B do professor Mário.

Foi tempo de apresentações, seguido de tempo para Ler a meias...:
  • Poesia: Dia um    ano primeiro, de Maria Rosa Colaço;
  • história: A fábrica do tempo
  • poesia popular: Lengalenga do homem que não queria comer couves.
A professora Eveline cantou-a... e os meninos do 4º B conheciam outras lengalengas que disseram de cor.
Foram sessões dedicadas a autores portugueses e em que a poesia popular entusiasmou ambas as turmas.
Para alegria geral, existe o livro na biblioteca! Não podia haver melhor final!


Bibliografia: 
Alice Vieira, Eu bem vi nascer o sol, antologia da poesia popular portuguesa, Caminho
Maria Rosa Colaço, Versos diversos para meninos travessos, Europress
Sílvia Alves, A fábrica do tempo, Livros Horizonte


domingo, 2 de agosto de 2015

Trava-línguas e lengalengas dos avós...

Muitos (des)trava-línguas encontram-se em livros, menos ou mais recentes: são recolhas de Luísa Ducla Soares, Dulce de Souza Gonçalves e outros autores... Muitos outros continuam por aí de boca em boca, à procura de uma página que os acolha...
Merecem-na! São muito úteis: ajudam-nos a articular bem as palavras e a melhorar a nossa dicção. E fazem-nos rir muito porque nos entaramelam a língua!... :D

               
- Atrás de uma podre parra
está uma parra podre.
                  ...

A parra papa a poldra
A poldra papa a parra.
                 ...

- É o continho da calça preta.
Se queres que te conte, contarei.
Se não queres que te conte, não te contarei.
Queres que te conte?
(Recomeça-se indefinidamente, em caso de resposta afirmativa.)
                       ...

- Percebeu? Se não percebeu, percebesse, porque eu, quando não percebo, faço por perceber, para quem perceber, perceber que eu percebi. Percebeu?
(Recomeça-se indefinidamente, em caso de resposta negativa.)
                   ...

E tu?
Se sabes trava-línguas, acrescenta-os num comentário.
Estarás a colaborar na divulgação do nosso património oral!
Obrigada!

Ilustração de Manuela Bacelar (in Histórias de longe e de perto)

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Chegou a vez do 5ºD... "ler a meias"...

O 5ºD chegou à biblioteca com a professora Margarida Catarino, muito alinhado, com avisos para se portar bem... 
A Mediadora de Leitura seguiu a "receita" experimentada nas restantes  turmas de 5º ano (podem lê-la, neste blogue).
Os jovens observaram, escutaram, participaram, sem perder pitada desta receita! (Seria graças à "receita"... ou por causa dos avisos?...)
Ou seja:
Envolveu-se tudo em mistério...
Explorou-se gaveta a gaveta, observando-se objetos e livros relativos a cada época...
Leu-se um texto publicitário e descobriu-se o segredo e as consequências de se aderir a um serviço...
Votou-se num livro (de entre três...) E elegeram... sabem qual?
- Os Ciganos - claro... e por unanimidade!!! 
A seguir, foram convidados a ler o resto, para me contar tudo em janeiro.
Como imaginam um livro, no futuro?
- Abre-se a uma ordem nossa... e lê em voz alta para nós! 
(Que preguiçosos serão os leitores do futuro?!!!)
Por fim...
- Gostaram, sim! 
E despediram-se, calorosamente...
Concluímos, deste modo, as primeiras sessões com os 5ºs anos, com chave de ouro!

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Ler a Meias... com o 5º C...

Hoje foi a vez de iniciar o trabalho com o 5º ano, na Anselmo de Andrade: uma estreia! 
O pontapé de saída foi dado com o 5º C. Depois de amanhã (5ª feira) e, por fim, na 2ª feira, chegará a vez das restantes quatro turmas.
Alguns destes meninos são meus velhos conhecidos... E o reencontro foi uma alegria!
Nesta sessão (a 1ª de três, trimestrais), desvendámos o mistério das gavetas do passado, presente e futuro, evocando o lema do Mês das Bibliotecas Escolares 2012. Gavetas cheias, claro!... Abordámos obras indicadas nas Metas Curriculares de 5º ano e muito mais! Provérbios; uma história tradicional, debate de ideias sobre acontecimentos da história; SMS com publicidade enganosa; notícia, narrativa, poesia, teatro... Cumpriu-se o objetivo de motivação para a leitura, nomeadamente uma biografia... acompanhada de uma sugestão de ida ao teatro Extremo, ver Einstein
Por agora não posso contar mais. 
Ainda é segredo!
Entretanto, ficam só estas fotos, reveladoras do nosso interesse e entusiasmo!

domingo, 14 de dezembro de 2008

Contar histórias é fundamental...


Do património oral fazem parte todas aquelas histórias ancestrais que passaram de pais para filhos, de boca em boca, mesmo antes de haver escrita ou quando esta era apenas privilégio de alguns...

Foi assim, passando de geração em geração, que chegaram até nós lendas, contos tradicionais, quadras populares, provérbios, adivinhas, lengalengas e trava-línguas... que continuam a deliciar quem os escuta... e muito divertem jovens e menos jovens...

Desde o século XIX, quase tudo passou a ser escrito. E ainda bem: o mais certo seria que muito deste legado se perdesse...

O hábito de contar histórias foi sendo substituído pela atenção à TV e outras diversões. Mas não há nada como uma criança escutar uma história... e assim desenvolver a sua capacidade de concentração e memória, estimular a imaginação, fazer perguntas, enriquecer a linguagem, resolver problemas...

Pode acontecer até que essas histórias preencham o seu imaginário e ganhem, um dia, uma nova vida...

A jovem Joana Pires escutou muitas vezes o seu pai... Este, natural de Angola, atravessou tempos de guerra, no seu país, e guardou na memória duras histórias que repetidamente contava à filha, na sua infância...

A Joana vive na Austrália, onde está a finalizar um Curso de Arte, de Direcção de Actores...
Ontem, ela levou à cena "A Rosa de Angola", que teve uma estreia coroada de êxito.
As histórias que guardou na memória constituem um importante património oral que este pai legou a sua filha... que, por sua vez, o soube recriar e escrever...

Bem-hajam. Parabéns!

Uma flor para a Austrália..., onde as histórias da História de Angola são agora recontadas!