Vê como o verão
subitamente
se faz água no teu peito
e a noite se faz barco,
e minha mão marinheiro.
Eugénio de Andrade, in Eros de Passagem, Campo das Letras,3ª edição,1998
Mar

De todos os cantos do mundo
Amo com um amor mais forte e mais profundo
Aquela praia extasiada e nua
Onde me uni ao mar, ao vento e à lua.
Sophia de Mello Breyner Andresen, in Poesia I, 1944
Lusitânia

Os que avançam de frente para o mar
E nele enterram como uma aguda faca
A proa negra dos seus barcos
Vivem de pouco pão e de luar.
Sophia de Mello Breyner Andresen, in Mar Novo, 1958
Pintura de Manuela Marques: http://sesimbrapainting.blogspot.com/
