segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

O navio azul à espera das crianças...

Nos Caranguejais, o projeto do navio azul vai de vento em popa. Falta enchê-lo de crianças!

  • Um grupo prepara o poema, para ser dito...
  • Outro cria os bonecos, para entrarem no barco...
  • Um par de repórteres fotografa, toma notas e o texto salta para o computador...
O Ler a meias... está-se mesmo a ver em que é que participou. Que belas sugestões foram surgindo!

A professora Margarida Pinho, na modelagem, não teve mãos a medir...
Os repórteres pareciam profissionais. Deixaram tudo pronto!

Já falta pouco tempo para o fim do prazo...
O navio azul quer navegar.
Ao trabalho!

BiblioAlma, o blogue escolar que se mantém em dia! ;-)



quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Jogar e zás!... Saltar até à primavera...

JOGO

Abro a caixa do inverno. Tiro os ventos,
as rajadas de chuva, os bancos de neve de onde
fugiram todos os pássaros. Desenrolo à minha

frente os pântanos do inverno. Ando à volta
deles para desentorpecer as pernas; sacudo
o frio das mãos; limpo a chuva que se me colou
aos cabelos. Depois volto a lançar os dados
– e avanço até à primavera.
Nuno Júdice


Alice Vieira (org), O meu primeiro álbum de poesia, Dom Quixote




Subimos ao Pragal...

Continuamos com leituras "à luz da Ilustrarte"...
Para começar, poesia para sacudir o inverno...
Depois, os Amigos do peito deambulando pela cidade, os endereços de cada um, a amizade, a festa, o céu estrelado...
E por falar nisso, o Big Bang... a origem do Universo, as estrelas, as constelações...
Livros informativos, poéticos, narrativos (isto é, histórias).
Livros da BE para explorar.
4º A - Alice Vieira, presente!
4º B, na Biblioteca Escolar.
Ou seja, aparentemente tudo igual..., e com diferenças, afinal!


  • No 4º A, houve tempo para uma lenda chinesa sobre o Universo: aquela do ovo que se partiu em dois e se transformou em céu e terra... com o corpo de Pangu a repartir-se por cinco continentes. Lembram-se?
  • No 4º B, abrimos com poesia da autoria do Tomás: Flores. Acontecimento espontâneo e bem sucedido. Fizeram-se diversas leituras, cada vez mais expressivas... Um belo momento, verdadeiramente a meias!!!
Uma manhã de convívio e de festa!...
Bibliografia:
Cláudio Thebas / Violeta Lópiz, Amigos do peito, bruaá editora
Peter Grego, À descoberta do Universo, Guias espaciais, Texto
Philippe Ug, Big Bang, Les grandes personnes 


sábado, 20 de fevereiro de 2016

À luz da Ilustrarte...

Na Feliciano Oleiro, começámos por um Jogo (poesia de Nuno Júdice) com o qual expulsámos o inverno! Houve quem se contentasse em saltar até à primavera, mas houve quem preferisse saltar logo até ao verão! :-)
Ora a exposição Ilustrarte/2016 permite um belo passeio para desentorpecer as pernas, nos próximos tempos... 
Não nos limitámos a divulgar este evento; lemos o livro vencedor, Amigos do peito.
Por fim, andámos a olhar para o céu, vendo estrelas e outros corpos celestes, com Big Bang.
Servimo-nos também de livros da biblioteca escolar sobre o espaço, o universo, a astronomia...
Cumprimos o mesmo plano, tanto no 4º A como no 4º B, e ambas as sessões foram vivas e participadas.
O Gustavo mereceu atenção privilegiada da professora Eveline.
Até março!
4º A
4º B
Bibliografia:
Alice Vieira (org), O meu primeiro álbum de poesia, Dom Quixote
Cláudio Thebas / Violeta Lópiz, Amigos do peito, bruaá editora
Philippe Ug, Big Bang, Les grandes personnes 



quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Uma estreia, na aldeia de Vila Fresca...

Para os lados de Azeitão, situa-se a aldeia de Vila Fresca. O destino foi a escola. Tanto bastou para voltarmos felizes: três turminhas simpáticas, professoras calorosas, escola familiar e acolhedora.
Uma estreia de mão-cheia!


Logo pela manhã, conhecemos o 2ºA da professora Leonor Fernandes. Lemos a meias alguns livros que falavam de desejos, amizades, festas, chocolates e noites estreladas... Aludimos à Ilustrarte 2016 (em Belém, até 17 de abril).
Gostaram de todos os livros; a mediadora "escolheu-os e leu-os bem"! :-)
Uma coisa é certa: a hora passou a correr!





Ao início da tarde, chegou a vez do 1ºA da professora Sandra Botão. Viajámos com um super-herói e com o senhor Xis, de uma certa cidade, e descobrimos que salvar a humanidade não é assim tão difícil... e ajudar a vizinhança, melhor ainda!...
Espreitámos depois o céu estrelado. E brincámos com poesia popular portuguesa. Pronto, "acabou-se a geração"!
Mais uma sessão que deixou os meninos contentes!

Por fim, o 3ºA da professora Sandra Almeida. Para começar, falámos de jogos e lemos uma poesia com esse título: Jogo. Em seguida, poesia popular (foi difícil escolher: eles conheciam muitas lengalengas!).
Continuámos com livros de ilustradores distinguidos, este ano, na Ilustrarte. Optaram por ler primeiro um livro de Catarina Sobral e, em seguida, o de Violeta Lópiz.
O livro Big Bang (o pop-up preferido de todas as turmas) encerrou a sessão.



Alto! Antes disso, ainda recebi uns mimos gostosos, embrulhados num saco autografado por todos os alunos da escola. Lindo presente! E com sabor a festa!
Enfim, está-se mesmo a ver:
foi uma estreia inesquecível!...
Bibliografia:
Alice Vieira (org), Eu bem vi nascer o sol, Círculo de leitores
Alice Vieira (org), O meu primeiro álbum de poesia, Dom Quixote
Catarina Sobral, O meu avô, Orfeu Mini
Cláudio Thebas / Violeta Lópiz, Amigos do peito, bruaá editora
Davide Calì / Evelyn Daviddi, Adoro chocolate, Kalandraka
João Paulo Cotrim / André da Loba, Querer muito, apcc
José Campanari & Jesús Cisneros, E que posso eu fazer?, OQO editora
Philippe Ug, Big Bang, Les grandes personnes 
Samuel Ribeyron, Super Beige, cuatro azules


terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Passeios no bairro e viagens pelo espaço....




Hoje, em Casal de Bolinhos, o reencontro com o 2º ano fez-se em volta do livro vencedor da Ilustrarte 2016: Amigos do peito. Seguimos aquele rapazinho e seus companheiros de bairro até ao ponto de encontro, no alto do seu prédio, onde fizeram uma grande festa! Alegria, convívio, chocolates e céu estrelado...: as histórias falaram disso tudo!...
Foram todas muito apreciadas, mas aquela do Adoro chocolate... nem vos digo nada!...

Quando chegou a turma do 1º ano, apresentámo-nos.
Tentámos memorizar um trava-línguas. Foi difícil! Por fim, o Tomás quase o repetiu todo de cor: «Ó compadre, como passou a tarde de ontem à tarde?
- Deixe-me lá, meu Compadre, que a tarde de ontem à tarde foi para mim tamanha tarde que há de ser tarde e bem tarde que eu venha cá outra tarde como a tarde de ontem à tarde.»
As personagens das histórias revelaram desejos e mais desejos..., nem faltou querer viajar da Terra à lua e da lua à Terra... Gostaram dos livros, sobretudo de O homem da lua e Big Bang.


Eu gostei de estar com os meninos, de ver os seus trabalhos expostos na biblioteca e... de receber um lindo ramo de flores que confecionaram para mim.
Quem vai a Casal de Bolinhos, traz prendas e miminhos!




segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Ouvir, falar, ler… Criar e ver…

De novo nos Caranguejais.
O 3º ano começou com um jogo de provérbios baralhados, à volta de viagens a bordo de um navio… Divertido e instrutivo!
A seguir, dois grupos apresentaram o(s) seu(s) poema(s) escolhido(s), na sessão anterior. (Ficaram para a próxima os outros dois grupos.)
As leituras a meias prosseguiram com lengalengas, que exigiram concentração, memorização… consultar o dicionário, perceber… e saber dizer!...
Uma sessão animada! 
Viva o património oral!



O 4º ano está a meio de um projeto de expressão artística.
O Ler a meias… “deu” o poema O navio azul, a partir do qual se está a construir o trabalho. Hoje voltámos lá para observar, apoiar, fotografar...
Sobram entusiasmo e criatividade. Falta tempo. Não há mãos a medir.

Uma longa viagem...
                ...começa com um passo.


Vai ficar um primor, o tal livro-objeto.

Hão de ver, prometo!



Bibliografia:
Alice Vieira, Eu bem viu nascer o sol, Caminho
António Moreira, Provérbios portugueses, Editorial Notícias




quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Tempo: o cronológico ou o meteorológico?...

O tempo, hoje, "rimou" com meses, anos..., com vida, antepassados e futuro..., com horários, horas de sono, brincadeiras e trabalhos..., com estações, com bom e mau tempo...
Tempo cronológico e meteorológico, ambos, pois claro!


Tudo isso perpassou pela poesia, narrativa, tradição popular e ilustrações que vimos e lemos, para Trocar as voltas ao tempo...
Gémeo Luís deu a conhecer as suas originais ilustrações (neste caso, para os versos de João Pedro Mésseder).

Entrou por ali dentro, também, uma pavorosa tempestade... Ui, que medo, que susto tremendo apanharam aqueles pequenitos!... Chegada a bonança, lá estavam eles armados em valentes! Tinham descoberto o valor de O para-raios..., um conto de Xico Braga (eleito democraticamente pelo 4º B, de entre dois à escolha, e lido também ao 4º A). 

Para acabar, em ambas as turmas, uma lengalenga a puxar pela memória e voz de todos.
No 4º B, cantada a meias com alguns meninos que tiveram de ensaiar, pois já não se lembravam muito bem... No 4º A, a meias com a professora Eveline.

Mais um reencontro feliz, este, na escola do Pragal!
Tal como nos anos anteriores, devido à ocupação da biblioteca, impõe-se a rotação do espaço, alternando-se a turma, sessão a sessão...
Em janeiro, foi assim: o 4º B na sala de aula e, a seguir, o 4º A na biblioteca escolar.
Até fevereiro (por ordem inversa)!



Bibliografia:
Alice Vieira, Eu bem vi nascer o sol, antologia da poesia popular portuguesa, Caminho
Anne-Margot Ramstein & Mathias Aregui, Antes (e) Depois, Gatafunho
João Pedro Mésseder/ Gémeo Luís, Trocar as voltas ao tempo, Eterogémeas
Xico Braga, 5 minutos de estória, edição de Autor



sábado, 23 de janeiro de 2016

Regresso à Feliciano Oleiro...

Janeiro levou-me de volta à biblioteca da escola Feliciano Oleiro, a duas turmas de 4º ano: o 4ºA da professora Lídia e o 4º B do professor Mário.

Foi tempo de apresentações, seguido de tempo para Ler a meias...:
  • Poesia: Dia um    ano primeiro, de Maria Rosa Colaço;
  • história: A fábrica do tempo; 
  • poesia popular: Lengalenga do homem que não queria comer couves.
A professora Eveline cantou-a... e os meninos do 4º B conheciam outras lengalengas que disseram de cor.
Foram sessões dedicadas a autores portugueses e em que a poesia popular entusiasmou ambas as turmas.
Para alegria geral, existe o livro na biblioteca! Não podia haver melhor final!


Bibliografia: 
Alice Vieira, Eu bem vi nascer o sol, antologia da poesia popular portuguesa, Caminho
Maria Rosa Colaço, Versos diversos para meninos travessos, Europress
Sílvia Alves, A fábrica do tempo, Livros Horizonte


segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

E que podemos nós fazer?...

A sessão com o 4º ano, na escola dos Caranguejais, foi bem variada e animada. Começámos com poesia; a seguir uma história, em torno do tempo passado, presente e futuro, e da chegada de um novo ano, cheio de sonhos  e esperança...; com uma pergunta na ponta da língua: E que posso eu fazer?
Sílvia Alves conduziu-nos através de anos que devemos saber apontar de cor, anos esses em que ocorreram acontecimentos inesquecíveis, até vir mais um ano novo cheio de dias para aproveitarmos bem, com responsabilidade e liberdade...
E que podemos nós fazer? 
A escolha é nossa!
Trabalhar, brincar, fazer amigos, conviver... e ajudar alguém à nossa volta... (como passou a fazer o Senhor Xis.)
Sorrisos, beijinhos..., búzios, flores..., companhia e atenção... são prendas enormes! E que prazer dão!
- Duvidam?
- Não? Então, vamos a isso!
Bom ano!


Bibliografia:
José Campanari & Jesús Cisneros, E que posso eu fazer?, OQO editora
Maria Rosa Colaço, Versos diversos para meninos travessos, Europress
Sílvia Alves, A fábrica do tempo, Livros Horizonte


Ali vem o navio azul!...

O 3º ano (da escola dos Caranguejais) viu entrar na biblioteca, pela barra do Tejo, O navio azul - cheio de crianças, flores, espigas, sal, sol, sorrisos, sonhos, ternura e paz...
A seguir chegou o SuperBeige, desejoso de salvar a Humanidade! "Tá-rá-rá. tá-rá-rááááááá!..."
Andou, andou e ninguém aceitava os seus serviços! Por fim, descobriu que, afinal, é bem simples: basta não pisar ninguém!...
Sinónimos, rimas e associação de ideias vieram a propósito...
O melhor estava para vir: os meninos leram, em grupo, livros de poesia e escolheram um poema (relacionado com a paz) para ler à turma. Quanto entusiasmo!... Ler, decidir, ensaiar... (Falta só apresentar.)
Até à próxima!
Bom ano novo!



Bibliografia: 
Fernando Camacho, Palavras de cristal, Plátano Editora
Luísa Ducla Soares, Poemas da mentira e da verdade, Livros Horizonte
Maria Rosa Colaço, Versos diversos para meninos travessos, Europress
Samuel Ribeyron, Super Beige, Cuatro azules



segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Dia a dia, na cidade...

Regressei hoje aos "Caranguejais" para um reencontro com o 4º ano. E fui recebida em festa, mal entrei ao portão...
A leitura domiciliária decorre animadamente na escola e a Gabriela tinha requisitado um livro que veio mesmo a calhar, para dar lugar à conversa inicial: O que é viver em sociedade? 
A professora Margarida Pinho projetou um curto vídeo comemorativo da Declaração Universal dos Direitos Humanos, contra o racismo e xenofobia, a partir do qual também falámos dos cuidados que um peão deve ter na estrada...
A história do dia foi uma recriação do Capuchinho Vermelho.
Passa-se numa cidade tão perigosa como uma floresta...; tem de se atravessar um Centro Comercial, tão inseguro quanto um bosque...; no caminho, a Sofia cruza-se com meia dúzia de vadios e com um motoqueiro amável (que mais parecem uns chacais e um lobo, disfarçado de cordeiro)...; e, por fim, lá consegue chegar a casa da avó, já de noite. Entretanto, a mãe espera-a à varanda, preocupada. Digo-vos que vai ser necessária a ajuda da polícia... e muita magia... para o final da história.
Como disse o Gabriel, a polícia, nesta história, é como o caçador do Capuchinho Vermelho.
O conto causou dúvidas, receios, consternação..., mas o certo é que gostaram!
Em seguida, poesia: Poemas para um dia feliz, na voz de José Fanha: Todos os dias e Ah! Grande Sol!
Para terminar, que ideias associam estes meninos à palavra... DIA?
DIA é (que bom!):

  • manhã
  • luz
  • sol
  • novidade
  • começo
  • pequeno-almoço
  • escola
  • brincadeira
  • amigos
  • felicidade

Bibliografia:
José Fanha (org.), Poemas para um dia feliz, Gailivro
Oscar Brenifier/frédéric Benaglia, O que é viver em sociedade, Col. Filosofia para Crianças, Dinalivro
Roberto Innocenti/Aaron Frisch, A menina de vermelho, Kalandraka


No blogue da escola...



segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Guerra, amor e humor...

Regressei à Biblioteca Escolar da EB1/JI nº 3 da Cova  da Piedade (que habitualmente se designa por escola dos Caranguejais, por se situar nessa rua), onde fui Ler a meias a uma turma de 3º ano: falar-lhes de paz e de respeito pelo próximo.
Para mostrar o absurdo da guerra, O soldado João, de Luísa Ducla Soares, é um clássico a não esquecer! Um soldado pacifista que, depois de muito unir os dois exércitos inimigos, regressa medalhado à sua aldeia onde a namorada o espera e a sua vida será feliz, como antes...
Nesta escola, o quadro interativo está sempre pronto a usar e a professora bibliotecária, Margarida Pinho, sempre disponível para colaborar. Por isso, os meninos ainda se puderam rir com Raúl Solnado, ouvindo-o contar a história de A guerra de 1908 e manter uma conversa telefónica com O inimigo. :-)
António Torrado também proporcionou, pelo meio, bons momentos de poesia: Vem o vento (a propósito de liberdade) e Rimas.
O 3º ano percebeu que rimas, neste poema, queria dizer "coisas que combinam bem"... E assim criou as suas próprias rimas:
Guerra rima com armas, morte, destruição, coragem, medo...
Paz rima com amor, amizade, campos cultivados, brincadeiras ao ar livre, segurança, felicidade, liberdade...
Quando saíram para o recreio, iam unidos e felizes: em paz.

Queres ouvir Solnado? Aqui o tens: A guerra de 1908

Bibliografia:
António Torrado, À esquina da rima buzina, Caminho
Luísa Ducla Soares, O soldado João, Civilização

A notícia, no blogue da escola, BiblioAlma...