segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Encontros felizes...

Nos Caranguejais, "bastou imaginar"... 
Fomos visitar Timor-Leste e ver o Sol nascente, cumprimentar a Lya: Loron di’ ak!*, conhecer os seus amigos, o avô, a avó..., saber como vivem na sua aldeia... Até mergulhámos e pescámos ao arpão com ela, e comemos peixe fresco assado, ao jantar, junto da fogueira...
Voltámos ao país do Sol poente, ter com a Lia. Acreditem: ouviu-se um suspiro de alguém que não queria regressar a uma floresta de prédios, voltar ao trânsito, às filas, à pressa do nosso dia-a-dia... Mas o pai que fez o jantar de douradinhos, esse mereceu palmas!!!
Curioso foi, depois da leitura, jogarmos, divididos em dois grupos, para conduzirmos "Lya" e "Lia" a um encontro. E, no fim, os nossos abraços foram alegres e espontâneos.
Encontros felizes! (Mediadora feliz!...)

* - Bom dia! (em tétum, língua de Timor-Leste, onde o português é língua oficial.)

Bibliografia: 
Margarida Botelho, Lya/Lia, Coleção Poka Pokani, Edição de Autor, 2014
Mel Pickering, O grande atlas ilustrado, Impala, 1996
(+ Globo terrestre e imagens da Net.)

No blogue da escola...



sábado, 25 de outubro de 2014

Margarida Botelho: já ouviram falar...?

Margarida Botelho é uma jovem almadense de 35 anos. Arquiteta de formação, é Arte-Educadora e escritora infantojuvenil, já com vários títulos publicados.
Talvez ainda não a conheçam, mas certamente ouvirão falar muito dela! Basta invocar o seu projeto Encontros que a conduziu ao seio de diversas comunidades, com quem conviveu e trabalhou: um campo de refugiados, em Moçambique, uma aldeia da Amazónia, outra de Timor e ainda uma outra, em Goa... Consigo leva sempre muitos livros em branco, os quais transforma em diários gráficos. Assim nasceram Eva (2011), Yara/Iara (2012), Lya/Lia (2014)... e um quarto título que espero descobrir.
De uma entrevista que a Autora concedeu à Revista Pais & Filhos, saliento estas palavras relativas aos propósitos deste seu projeto de encontro e convivência: «...um respeito pela sua cultura e pelos seus valores, exatamente o oposto de uma proposta impositiva, invasiva, evangelizadora. A valorização, o reforço da autoestima, a dignificação de culturas minoritárias e das culturas tradicionais é sem dúvida um compromisso do projeto Encontros e meu, enquanto cidadã.»
Não me surpreende que tenha sido recentemente nomeada para o prémio Astrid Lindgren Memorial Award (ALMA) 2015.
A viagem do Ler a meias vai recomeçar, no dia das Bibliotecas Escolares (27 de outubro). 
Partiremos à aventura, pelo mundo dos livros fora...
Margarida Pinho, a professora bibliotecária, sugeriu este caminho de Palavras no mundo... e eu abraçarei esta encomenda de muito bom grado.
Margarida Botelho e Margarida Pinho, vamos a este encontro?




quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Nova viagem...

Novo ano, nova caminhada...
Em breve, será tempo de meter os pés à viagem.
Uma viagem saltitante de lugar para lugar, percorrida entre páginas de livros, vivida na emoção das palavras... e dos momentos.
O retomar do Ler a Meias... 
(Darei notícias!)

                                      Pintura: Vincent van Gogh, Pair of shoes (Par de botas???)



sábado, 26 de julho de 2014

Com uma história..., na APISAL...

Fiz o balanço do trabalho voluntário deste ano antes do tempo...: afinal não tinha ainda acabado!
Surgiu recentemente o convite para "participar nas atividades da última semana" da APISAL (Associação Pró-Infância Santo António de Lisboa), convite este que veio até mim por meandros irrecusáveis..., tanto mais que na plateia estariam a netinha e os seus colegas de três anos... 
Assim, em grupos de 25, não são propriamente um público a que eu esteja muito habituada, mas "vamos a isso"! Com o apoio da Educadora Sara Calisto - que me deixou inteiramente à vontade e resolveu dúvidas - "já 'tá"!
Uma história simples, à superfície: Vamos fazer amigos... (e a raposinha bem se esforça!)
Uma multiplicidade de leituras possíveis...: ir "lá para fora" em liberdade, em dia de sol (com a anuência da mãe)...; criar bonecos...; trabalhar em equipa...; frutas e legumes...; animais; emoções...; fazer amigos "de todas as cores"...
História ora narrada ora lida, seguindo as ilustrações de grandes dimensões, figurativas e coloridas...
A meias com os meninos que interagiam, questionavam, respondiam... (às vezes sem eu os entender muito bem, confesso!)
- Onde estava a mãe?... - perguntou alguém. (Imaginámo-la sentada na sala, a ler uma revista...)
Nos alimentos, as preferências dividiram-se:
- Eu gosto de brócolos.
- Eu, de nabiças.
- Eu, de alface.
- Eu tenho uma barriga grande!... :-)
Foi um prazer ouvi-los, no fim, recontar a história...; vê-los a fazer atividades entre amigos...; participar numa roda, num jogo... Mais: virem-me pedir o livro para o manusearem...
A manhã acabou no recreio, a "brincar à apanhada"... Imaginam?!... Bem corri!
A despedida foi encorajadora, afetuosa..., nada fácil!
Com uma história..., "fiz amigos"!

Bibliografia: 
Adam Relf, Vamos fazer amigos, Âmbar


Balanço do ano de voluntariado (2013/2014), aqui. (Promoção do livro e da leitura, em bibliotecas escolares. Almada... e, desta vez, LISBOA!...)


sábado, 19 de julho de 2014

Festival de Almada: o dia seguinte...

É hoje.
O dia avança com a sensação de que "tudo" acabou... 
O repouso sucede à animada correria dos últimos dias, entre espetáculos, colóquios, concertos, leituras, encontros e conversas, no nosso Festival de Almada. 
Sim, o repouso apetece..., mas acentua esta sensação de que hoje sobram horários por preencher, que nos falta aquele momento mágico em que a luz se apaga e perante nós se desenrola uma história com segredos e sentidos por descobrir, para discutir. 
Muito haveria a dizer. Por exemplo, que o Teatro Meridional voltou a sair vencedor por aqui ter apresentado Al Pantalone, a peça que o público votou como a sua preferida e que será, pois, a "peça de honra" em 2015.
Etc, etc...
Confesso que a minha mais forte emoção me foi causada pela maratona levada a cabo por António Fonseca, ao dizer Os Lusíadas, integralmente, no último dia do Festival: uma hora por cada canto, ou seja, dez horas (com pequeninos intervalos de permeio) que não cansaram muitos espetadores que ali permaneceram fielmente todo o dia!
Não conhecia este projeto; descobri que tenho andado muito distraída... Vim ao Google à procura de informação e encontrei este vídeo que venho partilhar. 
Aprovo a metodologia do ator. Foi por ter participado em duas tertúlias temáticas, ao longo da semana, que cresceu o meu desejo de destinar todo a 6ª-feira a ouvi-lo... Ouvir dizer, explicitar, estabelecer paralelismos... Por fim, ver em palco muitos amigos, a comunidade almadense, desde crianças a idosos, a participar no canto X, ensaiados e seguros...
Lavro o meu louvor a António Fonseca. 
Honra lhe seja feita.
Mais: considero que este seu feito não pode acabar aqui.
Um CD da epopeia, dito por si, seria obra fundamental em cada biblioteca escolar, municipal...
Correr bibliotecas escolares do país inteiro seria um apoio valioso ao currículo, constituiria uma maneira eficaz de dar a conhecer (e fazer amar) "o maior poeta português" e Os Lusíadas, obra maior da nossa Literatura, tão desconhecida e mal-amada!...




quinta-feira, 12 de junho de 2014

Mais um ano a Ler a Meias...

Terminou já (ou aproxima-se rapidamente o fim de) mais um ano letivo.
O "Ler a Meias...", na passada 2ª-feira, concluiu a sua agenda de partilha de leituras e vai agora entrar de férias... (No campo ou na praia, seguramente com livros...)
É tradição fazer o respetivo balanço, à despedida. 
Ele aqui fica!
Em 2013/2014, foram 32 as sessões realizadas.
Muito menos do que as 86 do ano passado! 
(Intencional esta inversão da lógica de aumento do número de sessões, ano após ano, a um ritmo acelerado... e insustentável.)
Por isso mesmo, o 1º Período foi de paragem. Recomecei em janeiro. Inesperadamente, fui forçada a uma pausa de três semanas, no 3º Período, já de si tão curto! E, consequentemente, a lufa-lufa costumeira repetiu-se em alguns meses, por muito que não pareça... 
Prossegui a partilha de palavras, ao mesmo tempo que fui dando a conhecer livros, autores e ilustradores,  entre alegres sorrisos... 
Realizei sessões no 1º Ciclo e, em menor número, no 2º ciclo - como é tradição. O facto de ter trabalhado mensalmente com turmas de 2º e 3º anos talvez permita que seja dada continuidade a este  trabalho regular... Talvez!... De resto, foi a habitual participação, em Semanas da Leitura. E visitas aos amigos de Casal de Bolinhos (Azeitão) e de Casal do Sapo (Quinta do Conde).
Ou seja, passei pelos mesmos Agrupamentos (alguns deles agora reagrupados, de tamanho Mega, e com novo nome...). Todos exceto Sesimbra-Poente - a única falha - mas haverá certamente novas oportunidades...
Ainda não é tempo de dizer adeus!...

Eu disse 32 sessões? Não, foram 33!!! A sessão posterior foi realizada em 25 de julho, num Jardim Infantil...

O balanço do ano anterior AQUI fica. 



Diz um provérbio chinês que "uma imagem vale mais do que mil palavras"...
Através das fotos, assiste-se à roda das estações do ano e ao "enluarar" dos cabelos (como disse, certo dia, Sílvia Alves)...



segunda-feira, 9 de junho de 2014

Ler a Meias... em Casal do Sapo, com o 3º ano...


O reencontro com o 3º ano foi esta tarde, com o tempo todo por nossa conta... A Mediadora pegava em mais uma história, mais um poema... E os meninos pediam: mais, mais!...

Campo e praia... qual o melhor destino? E porquê?...
A História de um caroço de cereja...
Duas poesiasAs pedras...; Plantar uma floresta...
Um álbum: Onda...
Humor: poemas e histórias de Luísa Ducla Soares - a autora que os meninos elegeram. no fim desta sessão, como "a preferida".
Ah, leu-se mesmo "a meias". E TODOS leram!

Ficam estas imagens...
Diz um provérbio chinês que "uma imagem vale mais do que mil palavras"...


A sessão do ano passado, aqui está! 
(O prometido é devido!)

Bibliografia:
Alice Vieira (org.), O meu primeiro álbum de poesia, Dom Quixote
António Mota, Abada de histórias, Desabrochar
Luísa Ducla Soares, Poemas da mentira e da verdade, Livros Horizonte
Luísa Ducla Soares, Tudo ao contrário, Livros Horizonte
Susy Lee, Onda, GATAfunho

E mais umas ilustrações, etc… ;-)

Ler a Meias... em Casal do Sapo, com o 2º ano...

Reencontrei-me com o 2º A da EB1 das Fontaínhas.
(Com o cabelo curto e grisalho, não me reconheceram à 1ª, mas do saco do Ler a meias lembravam-se bem!)
Começámos com alguns Poemas da mentira e da verdade.
A seguir, falámos de medos... Cada um anotou o seu medo secreto e logo fechámos todos os medos à chave, num cofre de madeira. Acabou-se!
Lemos O rapaz que tinha medo. Este foi à Floresta Selvagem e Feroz e veio de lá valente..., sem ser brigão!...
Por fim, poesia de José Fanha: a "Viagem" foi bem divertida... Lemos e também inventámos quadras!

"Minha barriga
a dar uma hora
Vai daqui
até à Amora.

O meu sapato
número trinta
Vai daqui
até Sesimbra..."

Pronto, foi assim!
A sessão do ano passado está AQUI.

Esperem! Ainda tive o privilégio de assistir ao ensaio de parte da festa de fim do ano...
E recebi uma prenda: um livro que eu ainda não conhecia! Que bom!!!
MUITO OBRIGADA!


Bibliografia:
José Fanha, Cantigas e cantigos, Terramar

Luísa Ducla Soares, Poemas da mentira e da verdade, Livros Horizonte
Mathilde Stein e Mies van Hout, O rapaz que tinha medo, GATAfunho


Ler a Meias... em Casal do Sapo, com o 1º ano...

1) Era uma vez... uma "Onda". A Mariana foi à praia com a mãe, Rita, e ali brincou, perto das gaivotas, até vir a tal onda enorme que a molhou!...
2) Era uma vez o Manuel que veio numa noite escura, pelo meio do campo, com uma lanterna que ficou sem pilhas e, a certa altura, ouviu um barulho esquisito... "Que medo!"
3) Era uma vez "O rei e a lua". O rei queria mandar em tudo, até no luar e nos eclipses lunares! Apanhou cá uma chuvada!!!...
4) E era também uma vez um grilo que cantava dia e noite e assim fazia a "Sinfonia no meu jardim"...
5) "Uma perfeição de cão"...  uma poesia com imaginação!
Hoje foi o nosso 1º encontro, muito animado... e já nos despedimos.
- Adeus!
- Boas férias!...

Bibliografia:
Alexandre Parafita, Histórias a rimar para ler e brincar, Texto Editores
Alice Vieira, O meu primeiro álbum de poesia, Dom Quixote
António Mota, Uma abada de histórias, Desabrochar
Suzy Lee, Onda, GATAfunho


quinta-feira, 22 de maio de 2014

Ler a meias... e reencontros!

Este ano, eu ainda não tinha ido a Casal de Bolinhos!
Chegou finalmente o dia!
Na escola andam a trabalhar sobre ofícios tradicionais e sua evolução: o sapateiro, o oleiro...
Pela biblioteca, espalham-se sandálias, botas e sapatos artesanais feitos pelos meninos: coisas lindas!
As nossas leituras respeitaram esse tema (claro!)... e foram entremeadas de muita conversa...

2º/3º anos (1h)
Fotografia: fabricação de loiça utilitária em barro, algures em Angola.
Mapa Mundi: viagens dos portugueses, no tempo dos Descobrimentos.
Histórias: Yara e Iara, de Margarida Botelho;
O sapateiro e os duendezinhos, de Andersen.

4º ano (1h 45m)
Informação sobre calçado, recolhida numa Enciclopédia.
Conto: O sapateiro e os duendezinhos, de Andersen.
Poesia de Luísa Ducla Soares.
Fotografia: fabricação de loiça utilitária em barro, algures em Angola.
Conto: RM-EC-39, de António Mota.
Um poema de António Torrado: O ovo da galinha
Tradição oral/reconto: A galinha dos ovos de ouro. 
...
Uma vez aqui chegados, a Mediadora já tinha acabado...; os meninos queriam mais...; havia tempo... Solução de recurso? Saltaram do saco (que anda sempre muito cheio) poemas vários, os alunos escolheram-nos, leram-nos em grupo e, por fim, à turma.
Foi uma festa!
À despedida, recebi uma linda prenda feita (e assinada) pelos meninos todos: um livro-coração.
Não menos valiosa, foi a sua despedida espontânea... Acorreram à vedação, para me fazer adeus, dizendo alegremente:
- Volte sempre!

Bibliografia:
Lexicoteca, Moderna Enciclopédia Universal, Círculo de Leitores
Alice Vieira (sel.), O meu primeiro álbum de poesia, Dom Quixote
António Mota, Abada de histórias, Desabrochar
Esteve Pujol i Pons, Histórias para crescer, Didáctica
Inácio Rebelo de Andrade, De uma Angola de antigamente (Fotos recolhidas e legendadas), Edições Colibri
Luísa Ducla Soares, A cavalo no tempo, Civilização
Margarida Botelho, Yara e Iara, OPOKA OPOKAMI


terça-feira, 20 de maio de 2014

Ler a meias... e novas despedidas ...

Os alunos do 3º A da EB1/JI do Pragal chegaram à biblioteca, muito entusiasmados...
A 1ª coisa que fizeram foi oferecer-me um trabalho feito carinhosamente:  "Ler a meias é..." 
E sabem o que é? 
É... "...brincar a ler...", "...refrescante...", "...relaxante...", "...divertido...", "...fantástico...", "...misterioso...", "...especial...", "...uma grande alegria...", etc... Gostei tanto!... Ora vejam!

Acedemos ao Quarto Crescente e aprenderam a fazer um comentário.

Contei-lhes, seguidamente, a história As três peneiras, de António Botto.
Explodiram de curiosidade!
- Ah!...
- Mas o que é que ele ia dizer?... 
- Agora ficamos sem saber?... 
Aquela mãe não deixou o seu filho contar o que ele queria dizer sobre o Raúl, por causa das tais peneiras? 1) Seria verdade?; 2) Era benevolente?; 3) Era necessário? 
Ufa! Que difícil fazê-los entender esta lição tão importante para miúdos e graúdos! 

Lemos finalmente O livro da avó.
- Mas o que sucedeu à avó?... 
- Por que é que ela, daquela vez, não estava lá?
A razão lógica surgiu: 
- Ela já era muito velha e já se tinham passado muitos anos...
A fuga à lógica disparou em todas as direções:
- Podia ter ido às compras.
- Talvez tenha ido a uma festa...
- Tinha ido visitar os outros netos.
- Podia ter sido raptada...
...
E até houve quem levantasse a dúvida: "De que serve morrer e ficar séculos sem fazer nada?"...
E imediatamente surgiu quem levantasse a hipótese de se renascer!...
Felizmente eram horas de almoço, senão ainda lá estaríamos... talvez sem concordar no que teria acontecido à avó...
As despedidas foram breves, muito afetuosas e... 
Ala, que se faz tarde!


Bibliografia:
António Botto, O livro das crianças, Editorial Presença
Luís Silva, O livro da avó, Edições Afrontamento


Ler a meias... em tempo de despedidas...

Com o ano quase a acabar, começam as despedidas... o que aconteceu já hoje, no Pragal.
Os meninos do 2º B foram distribuindo abraços e meiguices, à medida que passavam por mim no pátio e ao entrarem na biblioteca... 
Tão afetuosos!
(Traziam um segredo bem guardado!... Chiu!)

Comecei por lhes contar a história As três peneiras, de António Botto.
Li-lhes, em seguida, O livro da avó...
Entretanto a professora Mafalda Rodrigues foi-nos dando apoio informático..., preparando o PC e o data show.
O 2º B revelou então o seu segredo... Ora vejam!
Traziam para me oferecer um livro lindo, lindo... com ilustrações das obras que lemos ao longo das nossas sessões! Cada um criou uma página, fez o desenho do livro ou do poema de que mais gostou e escreveu uma mensagem, todas muito meigas...
A professora Maria Cortes também fez um livrinho com poemas de Joaquim Vermelho, um poeta estremocense (seu conterrâneo).
A "menina-escritora" da turma, leu-nos uma história sua. Merece palmas!
Imaginam como me senti comovida e mimada? Pois...

Para acabarmos em festa, acedemos finalmente ao YouTube.
Com José Afonso, cantámos No comboio descendente - versos de Fernando Pessoa. 

«No comboio descendente
Vinha tudo à gargalhada.
Uns por verem rir os outros
E outros sem ser por nada
No comboio descendente
De Queluz à Cruz Quebrada...
(...)»

Criámos rimas para prolongarmos o poema! Cantem connosco:

No comboio descendente
Foram todos a Lisboa
Comer uma sardinhada
E no fim uma meloa.
No comboio descendente
Foram todos a Lisboa.

No comboio descendente 
veio gente até Almada
Vinha tudo muito alegre
Visitar um camarada.
No comboio descendente 
veio gente até Almada!

No comboio descendente
Foram todos até Coimbra
No caminho de regresso, 
deram um saltinho a Sesimbra.
No comboio descendente
Foram todos a Sesimbra.
Ainda tirámos uma foto de família!
Alguém nos reconhece?

E, cantarolando, os meninos foram saindo da biblioteca, dizendo:
-Até já!...

Bibliografia:
António Botto, O livro das crianças, Editorial Presença
Luís Silva, O livro da avó, Edições Afrontamento


segunda-feira, 19 de maio de 2014

Ler e ilustrar poemas, a meias...

Já se meteram férias pelo meio e passaram-se umas semanas a mais que a conta..., mas os meninos do 2º A da EB1 dos Caranguejais sabiam o que fizéramos na sessão anterior. Ainda se acedeu ao Quarto Crescente, viram as fotos e leu-se, mas lembravam-se.
Então foi só desvendar o segredo: "Como vamos continuar"?
Cada par recebeu o seu poema impresso; canetas, lápis de cor e de cera...
Voltaram a espalhar-se pela biblioteca.
Desenharam e pintaram, a gosto... e com prazo marcado...
A seguir foram para o pátio exterior, contíguo à biblioteca, treinar a leitura a meias...
E por fim vieram ler o seu poema à turma, à vez.
Tudo resultou num trabalho muito útil e bonito... (que não acabou...)
Não acreditam?
O que acham destes poemas ilustrados?






 A sessão anterior pode ver-se aqui.


quarta-feira, 14 de maio de 2014

Ler a meias... na Cidade...

A Semana da Leitura da EB1 nº3 de Almada já lá vai..., só que a data para lermos a meias teve de ser adiada...; foi hoje!
Seriam duas sessões, mas entretanto havia outras atividades a decorrer, portanto foi uma, com o simpático 3º ano da professora Isabel Figueiredo.
"Nós e a Cidade" - eis o tema sugerido.
O cartaz de uma cidade constituiu um belo ponto de partida. Comparar com Almada foi fácil: eram muitas as semelhanças.
Falámos também de como foram evoluindo as povoações, desde que o Homem primitivo aprendeu a cultivar e a domesticar animais e deixou de andar de terra em terra, atrás da caça...
O dia em que o meu bairro ficou de pantanas foi a "história do dia", da qual os meninos gostaram muito. (Por sinal, conheciam um excerto; agora sabem-na toda!)
E a poesia veio A cavalo no tempo. Andámos pelo Hipermercado à procura de amigos...; escolhemos destinos para ir viajar com um bom amigo Na máquina do tempo; acabámos na capital: L de Lisboa.
Bateram-se palmas para Rosário Alçada Araújo, Afonso Cruz e Luísa Ducla Soares...
As nossas despedidas foram muito simpáticas e calorosas!...
Os meninos vão agora escrever o A de Almada e vão-me mandar por e-mail!
(Eu fico à espera!...)

Bibliografia:
Cartaz: CONHECER a cidade, Programa educativo da Ordem dos Arquitetos/Technal
A salvaguarda das cidades, Biblioteca Juvenil de Ecologia, Porto Editora
Luísa Ducla Soares, A cavalo no tempo, Civilização
Rosário Alçada Araújo/Afonso Cruz, O dia em que o meu bairro ficou de pantanas, Texto


"Histórias da minha rua"...

Histórias da minha rua
(dedicadas ao 3º A da EB1 do Pragal)

Moro no alto de um prédio de vários andares, numa rua de Almada. É um espaço amplo, sem grandes casas a tapar-me a vista... De um lado, avisto o Cristo-Rei e o Almada Fórum e, mesmo em frente, tenho um jardim cheio de árvores que me revelam nitidamente as quatro estações do ano; do outro lado, corre mansamente o rio Tejo e sigo com o olhar os barcos do Barreiro e do Seixal no seu permanente vaivém e, com frequência também, os navios da Marinha, a chegar ao cais do Alfeite.
É um prazer pôr-me à janela, de qualquer dos lados, desde que aprecio o Sol a nascer e a pintar o dia de cor-de-laranja até ser noite cerrada, quando a Lua brilha no céu como um farol…
Pela minha rua anda muita gente de variadas partes do mundo e etnias, uns que aqui moram e convivem em paz; outros de passagem... Alguns circulam de carro e muitos outros a pé, ora apressados ora nas calmas, sobretudo quando vão a subir, para mais se carregam pesados sacos ou mochilas... Cá de cima, oiço vozes, pedaços de conversas… É um bairro sossegado.
Esvoaçam pombos e gaivotas que repousam e grasnam nos telhados; na Primavera voam velozmente muitas andorinhas à caça de insetos, para alimentar as suas pequenas crias que as esperam nos ninhos. E depois, no Outono, lá vão elas todas, a fugir do Inverno...
No tal jardim, sentam-se idosos, enquanto vigiam os netos que brincam livremente; os mais crescidos formam improvisadas equipas de futebol e soltam gritos de alegria, sempre que marcam um golo.
Dantes, ouviam-se sirenes de uma padaria e de fábricas (que laboravam aqui perto), para chamar o pessoal. Hoje só se forem as de uma ambulância, de um carro dos bombeiros ou da polícia, sempre muito apressados... 
Em 41 anos que aqui vivi, vi nascer bebés que hoje já são pais, conheci famílias que para cá vieram morar e certo dia partiram para diferentes destinos… Assisti a alegrias e tristezas.
Queriam uma história da minha rua? Ora deixem cá ver...
Era uma vez… 
Não..., enfim, fica para outra vez!


terça-feira, 13 de maio de 2014

Já era tempo de voltar!...

As sessões do Ler a meias esperavam vez, enquanto a voz da Mediadora ia andando sumida...
Hoje foi dia..., não se podia continuar à espera: o 3º Período voa!
Entre três livros à escolha, o 2º B optou por O rapaz que gostava de aves (e de muitas outras coisas). Em seguida, passámos em revista o que cada um de nós pode fazer pelo Ambiente. Ideias não faltam!
Quase todos os meninos sabem bem responder à pergunta "O que queres ser quando fores grande?" Logo ali se formou  uma equipa de futebol, uma outra equipa médica, arquitetos, atores, cantores, bombeiros, polícias, uma escritora... De José Jorge Letria lemos então o poema O indeciso.
E, para encerrar, novamente o Ambiente; um poema de Maria Alberta Menéres: Que lugar senão este?... 
- Adeus!, adeus!... (Eram horas!)
Logo a seguir, veio ter à biblioteca o 3º A.
A escolha de um livro não foi fácil, mas a Democracia funcionou! A maioria votou também em O rapaz que gostava de aves (e de muitas outras coisas). 
Ainda se leu o conto Trocas de António Mota. E poemas de José Fanha.
Faltava mais uma coisa: as "Histórias da minha rua". Só havia a minha! Escutaram- na... e queriam mais...
Hora de almoço:
-  Adeus!, adeus!...

(Meninos, o meu texto está mesmo aqui.)

Bibliografia:
António Mota, O lobisomem (contos), Caminho
Isabel Minhós Martins/Bernardo Carvalho, O rapaz que gostava de aves (e de muitas outras coisas), Planeta Tangerina
José Fanha, Cantigas e cantigos para formigas e formigos, Terramar
José Jorge Letria, O que eu quero ser..., Âmbar
Maria Alberta Menéres, No coração do trevo, Verbo



domingo, 11 de maio de 2014

Liberdade?...

Liberdade... com limites!...