quinta-feira, 6 de junho de 2013

Ler a meias... e despedidas ( II )

Há despedidas e despedidas... As de ontem e as de hoje são especiais. 
Foi o final de um projeto regular. Todos os meses nos encontrámos, de cada vez com novos poemas, histórias e textos informativos sobre uma temática diferente: o livro; a paz, a liberdade, a segurança de peões, o natal, o mar, a poesia, o teatro...
A amizade cresceu enquanto partilhávamos leituras, trocávamos ideias e íamos soltando a imaginação...
Para o ano, não sabemos se nos reencontraremos nas escolas para onde os meninos irão. Talvez! Havemos de nos cruzar por aí... "pelo menos no blogue!", como afirmou alguém. É verdade!
Espreitámos o Quarto Crescente, aprendemos a reconhecer o valor das "etiquetas" e a fazer comentários...
Vimos depois as nossas fotografias das sessões anteriores, sempre na biblioteca escolar. (Hoje juntámo-nos todos noutra sala onde se encontra o quadro interativo.)
A avaliação deste nosso projeto já tinha sido feita previamente pelos alunos e professoras. (Vou ler isso tudo a seguir!...)
Trabalho adiantado! Só faltava mesmo despedirmo-nos do Ler a meias... com livros!...
O conto A herança deu muito que pensar! Concordaram: nem sempre o ouro é o melhor tesouro. Há heranças mais importantes do que bens materiais.
(Também eu, com o Ler a meias..., pretendi deixar uma herança assim, imaterial: o gosto pela leitura.)
Terminámos com poesia de Maria Rosa Colaço.
"Mais uma!", "mais uma!", "mais uma!"... - pediam os meninos, atrasando o momento de dizer adeus. 
Apanhei o comboio...
Um comboio para longe
«Pouca terra
pouca terra
(...)
uuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu
(...)
DES - CAN - SAR!»

Felicidades, Amigos!
Boas férias!

Bibliografia:
Maria Rosa Colaço, Versos diversos para meninos travessos, Europress
Tim Bowley, Não há como escapar e outros contos maravilhosos, Kalandraka


quarta-feira, 5 de junho de 2013

Ler a meias... em tempo de despedidas ( I )

Fim do ano letivo à vista: tempo de dizer adeus...
O Ler a meias... despediu-se hoje dos alunos do 4º ano da Escola Conde de Ferreira.
Vimos fotografias das sessões realizadas, espreitámos o Quarto Crescente, aprendemos a servirmo-nos das etiquetas do blogue para vermos rapidamente o que nos interessa, fizemos um comentário coletivamente...
A herança - foi o conto com que encerrámos as sessões. Uma história que nos ensina que nem sempre o ouro é o melhor tesouro. 
Também o Ler a meias pretendeu deixar uma herança assim: o prazer de ler.
E os meninos despediram-se simpaticamente:
- Que gostaram muito do Ler a meias...
- Que aprenderam muito.
- Que desejam um reencontro, no 5º ano.
- Que será bom que outros meninos possam conhecer-me e ter a mesma oportunidade...
- Agradeceram vivamente!
- E muito mais..., mas já eu não sei mais...
..........................................................Vim comovida!
Obrigada pelo carinho.
Boas férias, Amigos!




Bibliografia:
Tim Bowley, Não há como escapar e outros contos maravilhosos, Kalandraka


sexta-feira, 31 de maio de 2013

Ler a meias... voltou ao mar...















O 4º B da EB1 Conde de Ferreira não assistira à sessão com a temática da Semana da Leitura..., mas tinham esperança de poder ainda mergulhar no Mar dos Livros... 

O pedido surgiu..., a Mediadora de Leitura não resistiu..., combinou-se realizar esta sessão na sua escola... e aconteceu! 
Julgam que foi pior na sala de aula do que na biblioteca escolar? Nem pensar!...
Não faltavam recursos prontinhos a usar: um quadro interativo, acesso à Internet... dicionários à mão de semear... 
A propósito das leituras feitas, pesquisaram-se imagens e informações com enorme rapidez e eficiência. 
A dinâmica das aulas é hoje diferente. Os meninos demonstram competências inimagináveis há uma década atrás!... O Plano Tecnológico da Educação revolucionou, de facto, o ensino!
Parabéns ao 4º B e à professora Inês Marcelino.
Quanto à nossa sessão, aqui ficam algumas memórias...
Os livros, os mesmos de sessões anteriores, podem ser vistos aqui.




terça-feira, 28 de maio de 2013

Hora H...

Dia D Hora H começaram por ser termos militares.
Dia D (senha utilizada pela 1ª vez na I Guerra Mundial) assinalou por diversas vezes a data exata em que um ataque militar ou um combate deveria ser iniciado, enquanto que Hora H apontava o momento preciso para o início de determinada operação militar. 
Poderíamos imaginar que, em tempos de paz, estas palavras cairiam em desuso, mas sabemos bem que os vocábulos são resistentes e adaptam-se a novas realidades. 
Em sentido figurado, hora H passou a designar uma "ocasião favorável". E ei-la, renovada e cheia de vida, a anunciar, hoje em dia, o momento propício para se comer mais barato ou comprar algo mais em conta, em determinado estabelecimento... 



É assim também na Feira do Livro. No Parque Eduardo VII, a hora H é celebrada esta semana, só até à próxima 5ª-feira. Tem precisamente a duração de uma hora: entre as 22h e as 23h. 
Livros mais baratos.
Quatro longas filas em que se encontram dispostos 241 pavilhões e milhares de livros, sobe-que-sobe, desce-que-desce... com possibilidade de fazer paragens para escutar uma conferência, um concerto, animação da leitura, jogar, petiscar... 
Não há tempo a perder!


quarta-feira, 22 de maio de 2013

Ler a meias... e teatro "às três pancadas"...

Voltámos à Escola Navegador Rodrigues Soromenho.
O 6º E leu a peça História de um papagaio, de António Torrado, interpretou-a, reviu conteúdos... 
Em trabalho de grupo, criaram, por fim, pequenas peças das quais ainda se representaram algumas.
Teatro às três pancadas, sim, mas os dramaturgos foram criativos, revelaram que aprenderam conteúdos e, enfim, improvisaram as suas cenas como verdadeiros atores!

O 6º A dispôs de menos tempo. 
Decorreu uma importante cerimónia do Eco-Escolas, a meio da manhã: a propósito da Educação Ambiental, houve espaço para o teatro, a música, a dança, leituras e conversas... e muito mais! 
No pátio, está agora hasteada mais uma bandeira: a do Eco-Escolas, evidentemente!

Nada disso perturbou o 6º A que, mal acabou a festa, se dirigiu para a sala de aula e trabalhou afincadamente na meia hora que restava.
Leram a História de um papagaio, interpretaram-na e representaram-na. Calculam o à-vontade da nossa Emigrante? Etc, etc...
Muitos parabéns a todos! PALMAS!!!

Quanto a nós (professoras que realizaram estas sessões a meias), consideramos que o balanço é positivo - pela forma como nos conseguimos sincronizar, por tudo o que conseguimos fazer, bem como pelos resultados alcançados no escasso tempo disponível!
Valeu a pena! 
Concordam, Jovens?...



Nota: Sessão anterior, aqui.


Bibliografia:
António Torrado, Teatro às três pancadas, Caminho


terça-feira, 21 de maio de 2013

Ler a meias... texto dramático, em contracena...

As sessões do Ler a meias realizadas hoje com as turmas do 6º A e 6º E, além de terem em vista a habitual mediação e promoção da leitura, serviram para abordar o texto dramático e sistematizar conhecimentos. Por isso mesmo, a planificação foi feita em conjunto com a professora de Língua Portuguesa, Felicidade Matias, a quem coube ministrar conteúdos. Ou seja: tratou-se de sessões partilhadas, verdadeiramente a meias 
Começámos com um improviso cénico a partir de Os jogadores de cartas de Cézanne...
Após explicações e registos, demos voz a Manuel António Pina e à sua peça A guerra do tabuleiro de xadrez.
Portanto, falámos primeiro do jogo do xadrez, da movimentação das respetivas peças, do seu simbolismo... E leu-se, por fim, a peça de teatro, leitura esta feita a meias, entre alunos e professora...
Todos nos regozijámos com o trabalho realizado; queremos continuar! A meias!...
Até amanhã!
Nota: Queres saber mais sobre xadrez? Experimenta aqui.

Bibliografia:
Manuel António PinaHistória com Reis, Rainhas, Bobos, Bombeiros e Galinhas e A Guerra do Tabuleiro de XadrezCampo das Letras, 2004


sábado, 18 de maio de 2013

Sempre a aprender: o xadrez...

Imagem da Net
Manuel António Pina, jornalista e escritor galardoado com o prémio Camões, dedicou particular atenção à literatura infanto-juvenil, tanto à poesia e narrativa como a peças de teatro.
Brevemente, irei a turmas de 6º ano ler (entre outras) "A guerra do tabuleiro de xadrez": uma guerra viva e, simultaneamente, um olhar sobre a inutilidade da mesma; um insistente apelo à paz...
Tudo o que fazemos pode tornar-se um extraordinário incentivo para pesquisar, saber mais, aprender e talvez ensinar...
Chegou (por fim!) a minha hora de descobrir os segredos do xadrez, um jogo inventado há milénios, na Índia, para entreter um principezinho...
Um inteligente jogo de estratégia a cujo tabuleiro alguns atribuem o simbolismo de representar o próprio mundo, movido por guerreiros e deuses...

Queres aprender também? Clica aqui.
(A partir da página principal, acedes a todos os links.)

Queres saber como decorreu a sessão de mediação de leitura? 
O trabalho, foi assim...


terça-feira, 14 de maio de 2013

Ler a meias... e robertices...

Os meninos da EB1 de Casal de Bolinhos sabiam que eu voltaria, mas não lhes tinham dito quando... 
Que boa surpresa! Que excitação!
Os primeiros a irem à biblioteca foram os meninos do 2º A.
Ao verem uns fantoches de dedo, reconheceram facilmente a história de 
Capuchinho Vermelho - que recontaram na perfeição!
Escutaram depois O Capuchinho e o Lobo, de António Torrado. Muito diferente! Conseguiram dramatizar essa história, usando os fantoches. Muito bem! Houve até um menino que mereceu "Excelente"!
A sessão acabou com poesia de Matilde Rosa Araújo, com papoilas e folhas verdes...
- Passou num instante, que pena!... Adeus!

Chegou a vez do 3º A.
Começámos com trava-línguas. Por exemplo, papapapígrafo. Experimentem dizer depressa, muitas vezes! Não acham difícil e divertido?!
A seguir, lemos um texto em verso para teatro: O freguês caloteiro, de Luísa Dacosta. E com a ajuda de um fantoche, uns meninos fizeram o reconto desta história. Muito bem!
Acabámos no circo...
Ora digam lá prestidigitador. Outro trava-línguas!
Lemos então uma bonita história de António Torrado: Gutierres, o homem das forças
Um homem que passou a usar as suas forças para ajudar os outros e não para os ameaçar!
- Acabou num instante, que pena!... Adeus!


À despedida, os meninos deram-me prendas feitas por si.
Uma flor, um colar original..., e um lindo leque!
Uns verdadeiros artistas!
Vai dar jeito!... Obrigada!


Bibliografia:
António Torrado, Trinta por uma linha, Civilização
Dulce de Souza Gonçalves e Madalena Matoso, Trava-línguas, Planeta Tangerina
Luísa Dacosta, Robertices, ASA
Matilde Rosa Araújo, As fadas verdes, Civilização



Notícia do blogue da escola: aqui.


quinta-feira, 9 de maio de 2013

Ler a meias... e o teatro!... - II

Hoje deu-se o reencontro do Ler a meias... com as turmas de 4º ano da EB1 Feliciano Oleiro. 
Um intervalinho entre revisões de Matemática (que amanhã é dia de exame), para os meninos descomprimirem... 
Ou seja, o teatro veio mesmo a calhar!
De novo, a divertida História de um papagaio.
...Características de um texto para teatro, leitura dialogada e, por fim, representação - primeiro lendo e depois de improviso...
Foi assim, espreitem:
4ºA

 4ºB

Como veem, muita alegria reinou naquela biblioteca e, mais uma vez, os meninos ignoraram as horas: queriam mais...
Pssiu! Será em junho..., para balanço e despedidas!


Bibliografia:
António Torrado, Teatro às três pancadas, Caminho
Fernando Camacho, Palavras de cristal, Plátano Editora
Shaun Tan, Emigrantes, Kalandraka


quarta-feira, 8 de maio de 2013

Ei-los que partem... os Emigrantes

De Manuel Freire, uma canção sobre emigração... 
Escuta-a, enquanto leres o poema (isto é, a sua letra):

Ei-los que partem, novos e velhos 
buscar a sorte noutras paragens 
noutras aragens, entre outros povos. 
Ei-los que partem, velhos e novos. 

Ei-los que partem, olhos molhados 
coração triste; a saca às costas 
esperança em riste, sonhos dourados 
ei-los que partem, olhos molhados. 

Virão um dia, ricos ou não 
contando histórias de lá de longe 
onde o suor se fez em pão.
Virão um dia, ricos ou não

virão um dia, ou não...




Ler a meias... e o teatro!

Foi dia de falar de emigração (e de imigração), de ouvir ler, de todos lerem e de se representar...
Hoje calhou a vez aos meninos de 4º ano da EB1 Conde de Ferreira.
Sobre emigrantes lemos um álbum de Shaun Tan e uma poesia de Manuel Freire... Por fim, uma peça de teatro de António Torrado, História de um papagaio, a partir da qual se fez leitura dialogada e se improvisou uma representação.
Foi muito divertido!...
Acreditem: se o relógio tivesse parado, ninguém se lembraria que eram horas de sair!... 
Deixamos apenas algumas recordações:

4º A:
4º B:

Viva o teatro!...




Bibliografia:
António Torrado, Teatro às três pancadas, Caminho
Fernando Camacho, Palavras de cristal, Plátano Editora
Shaun Tan, Emigrantes, Kalandraka



terça-feira, 7 de maio de 2013

A fazer exame...

A esta hora, estão a fazer exame os alunos de 4º ano. (Os meus meninos...)
"Em nome do progresso no seu processo de ensino-aprendizagem e da transparência", clarifica o Sr. Secretário de Estado da Educação.
Permito-me duvidar.
Lá foram eles todos em romaria até à sede de Agrupamento, onde muitos nunca estiveram, levando o seu Cartão de Cidadão, esferográfica preta, forçados ao ritual de assinar uma declaração por sua honra... e fazer uma prova nacional, diante de desconhecidos. 
Igualdade, aparentemente. Contudo, restam muitas diferenças. Basta comparar os Agrupamentos em que as escolas ficam próximas e os professores trataram de lá os levar previamente... e os outros que distam quilómetros e em que isso não foi possível... O rosto fechado ou amistoso de quem se encontra a vigiar... (Quanto à igualdade, estamos conversados.)
A sociedade apaude. Exames? Com certeza! No nosso tempo faziam-se exames, os professores assim são obrigados a trabalhar mais...
Permito-me discordar.
Primeiro: as crianças bem poderiam ter permanecido na sua escola. (Desconfiamos de alguém?)
Vou mais longe: há uma lógica de preparação para exames que interfere na gestão do programa e na planificação de aulas, sem trazer melhorias ao processo de ensino-aprendizagem.
Queremos meninos que saibam debitar nomes, datas, e papagueiem tudo de cor...? Vivam os exames!
Queremos treinar paralelamente outras competências: aprender a pesquisar, a apresentar trabalhos, a auto-avaliar-se, a ser responsável...? Atender ao progresso individual de cada aluno...? Então a via é outra! (Acreditem que dá mais trabalho ensinar assim...) Viva a avaliação contínua! 
Daqui a pouco, naturalmente, os alunos estarão a sair das salas, contentes e despreocupados. Reabre a escola-sede para quem, entretanto, ficou sem aulas. Tudo volta ao normal, até à próxima 6ª feira (quando tudo se repetirá, já mais rotineiramente).
Entretanto, foram gastos €600.000,00. Sim, seiscentos mil euros. (Não foi para pagar aos professores vigilantes, aos corretores das provas... Não!) 
Tudo para quê, afinal?

Imagem: da Net.



sábado, 4 de maio de 2013

Tempo de poesia...

Amor

Mãe, as flores adormecem
Quando se põe o Sol!

Filha, para as adormecer
Canta o rouxinol...

Mãe, as flores acordam
Quando nasce o dia!

Filha, para as acordar
Canta a cotovia...

Mãe, gostava tanto de ser flor...
Filha, eu então seria uma ave...

Matilde Rosa Araújo, O livro da Tila, Caminho


quarta-feira, 24 de abril de 2013

Vamos à música?

Quanto à Semana da Leitura... O barco vai de saída significa que, após muitas semanas perdido no mar, (está) estava em terra a varar... e os marinheiros podem de novo dizer: Que vida boa (é) era a de Lisboa...






Ler a meias... e chegada aos confins do mar...

A EB1/JI nº3 de Almada está a celebrar a sua Semana da Leitura. Fomos lá Ler a meias, pelo 3º ano consecutivo, justamente no Dia Mundial do Livro (23 de abril). 

Começámos na sala do 3º ano, com apresentações...
Seguiram-se várias leituras e muitas conversas:
  • Poesia: a História do Senhor Mar, de Matilde Rosa Araújo;
  • História em verso: O ratinho marinheiro;
  • Lenda: o reconto da História da baleia...
  • Informação sobre baleias - retirada do Guia da Natureza por um menino da turma que tinha acabado de comprar esse livro na Feira do Livro da escola! (Parabéns!!!) 
  • E muito mais!

Os meninos são ativos e curiosos; fizeram muitas perguntas. Imaginem que quiseram saber "Como se formou o mar?"
A senhora professora tinha visto um documentário e deu a resposta! (Obrigada!!!)
Gostaram da sessão! Até mesmo quem, pelo prazer de ser do contra, disse que não. (Não foi surpresa!)

Eram horas de ir para o 4º ano, meus velhos conhecidos... :-)
Esperavam-me satisfeitos... e mantiveram-se participativos e muito atentos.

1ª questão (a propósito do Dia do Livro): preferem livros em papel ou e-books?
Alguns meninos veem vantagens nos livros digitais..., mas a maioria opta claramente pelos livros em papel!

Passámos às leituras:
  • Humor: O pirata Muitabarba;
  • Poesia: O peixe risonho;
  • Entre três histórias à escolha, a mais votada foi: «Os Lusíadas» para os mais pequenos...  E assim seguimos por mar até à Índia e logo depois até ao Brasil, com O peixe contador de histórias... 
  • Fernando Pessoa passou por lá, com o seu Mar português...
«Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar! (...)»

Escutaram também o mar através de um búzio, acariciaram o peixinho azul, folhearam uma banda desenhada...
A despedida foi calorosa!
- Talvez até para o ano, no 5º... - desejaram os meninos.
Talvez! Quem sabe?!...

Não posso deixar de salientar o agradável reencontro com as colegas com cujas turmas trabalhei em anos anteriores... Tinham então 3º e 4º anos; têm agora 1º e 2º... Contam comigo de novo, em breve... 
O Ler a meias é realmente espaço de afetos.

E assim a nau da Semana da Leitura deu por fim à costa..., deixando amigos em muitos cais...

Nota: A bibliografia encontra-se aqui.


quinta-feira, 18 de abril de 2013

Navegando com o 5º 1 e o 5º 10...

Estas duas sessões, na EB 2.3 D. António da Costa, fizeram parte das Conversas com Livros "nas voltas do mar"... Um encontro prometido à professora Gina Silva, durante a Semana da Leitura. 
Ora... o prometido é devidoAssim, chegou a vez de o 5º 1 e o 5º 10 irem à biblioteca escolar, ler a meias..., "embarcar" e mergulhar em leituras.

Ambas as sessões foram intensas, participadas, muito agradáveis... e diferentes entre si.
O 5º 1 divertiu-se com O pirata Muitabarba; aplaudiu O Mostrengo de Fernando Pessoa; seguiu as aventuras do náufrago arguto, astuto e resoluto de A história da baleia...; observou como era feita a pesca a estes cetáceos (com a ajuda da banda desenhada Moby Dick...); consultou o Atlas dos Oceanos para conhecer a cadeia alimentar dos peixes e a alimentação da baleia.
Por fim, o álbum Migrando
recontou-se esta história e finalizou-se com um aceso debate sobre imigração ilegal. 
As opiniões dividiram-se: os países, por razões de segurança,  têm de controlar quem entra e sai, mas também é lógico e humano que se acolha e legalize quem chega em busca de paz e de trabalho, para ter uma vida melhor... Vendo bem, todos tiveram razão, não acham?!  


O 5º 10 mergulhou nestas e noutras leituras...: o Atlas dos Oceanos; poesia de Fernando Pessoa e também um poema de Manuel Alegre; A história da baleia... Mais:   A nau Catrineta e a Bela InfantaHistória do Rainbow Warrior - e a ação do Greenpeace na defesa do Ambiente...

No final da sessão, estes jovens folhearam livremente os livros da mediadora de leitura e ainda alguns da biblioteca escolar - que puderam ir trocando entre si.
(Dois tempos deram para muito!) 


Todos os meninos sairam felizes destas sessões.
A professora Gina também.
Para mim, foi um prazer!... 
Obrigada a todos!

Bibliografia:

Anita Ganeri, Atlas dos oceanos, DK/Civilização
António Sérgio, Na terra e no mar, Compendium
Carlo Collodi, As aventuras de Pinóquio, Caminho
Herman Melville, Moby Dick (adapt. Gillon/Ollivier), Livraria/Editora Civilização
Manuel Alegre, Doze naus, Dom Quixote
Mariana Chiesa Mateos, Migrando, Orfeu Mini
Pinto & Chinto, Contos para meninos que adormecem logo a seguir, Kalandraka
Rocío Martínez, História do Rainbow Warrior, Kalandraka
Sophia de Mello Breyner Andresen (sel.), Primeiro livro de poesia, Caminho