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sábado, 4 de maio de 2013

Tempo de poesia...

Amor

Mãe, as flores adormecem
Quando se põe o Sol!

Filha, para as adormecer
Canta o rouxinol...

Mãe, as flores acordam
Quando nasce o dia!

Filha, para as acordar
Canta a cotovia...

Mãe, gostava tanto de ser flor...
Filha, eu então seria uma ave...

Matilde Rosa Araújo, O livro da Tila, Caminho


terça-feira, 11 de setembro de 2012

São palavras...

Com uma palavra te chamo.
Entre palavras, cresce a amizade.
Com elas se acorda a imaginação, constrói-se conhecimento.
As palavras são música e poesia. 
Produzem encanto, desencanto. Como por magia.
Viajam pelo ar, de boca a orelha. 
Buscam um qualquer suporte que as retenha, que as leve para longe, looooonge...., infinitamente.
Cantam e contam. 
Adormecem, despertam. Ensinam. 
Entristecem, alegram. Consolam, encorajam. Aprovam ou desaprovam. Emocionam. Acarinham. 
Salvam!
Propõem partilhas. 
(Em Beja, são Andarilhas.)
E são tantas! E cada qual multiplicando suas formas e sentidos!
São tesouro. Pátria. Talvez Frátria, Mátria...
- Mãe! - chama a Maria, do alto do seu ano e picos..., pois já fala!
Não constitui novidade: qualquer filho repete este chamamento, vezes sem fim. Qualquer mãe sabe bem que é exatamente a ela que o seu filho recorre, em qualquer situação, ocasião e momento do dia... 
Para a Maria, porém, Mãe é palavra universal. Significa Já acordei!, Quero sair daqui!, Chega-me isso!, Dá-me!, Ajuda-me!, Socorro!... Um pedido, seja ele qual for, ao deus-dará...
Sendo só uma, Mãe vale por todas as palavras...