quinta-feira, 28 de março de 2019

Primavera e muito mais, no Pragal...


De regresso ao "Pragal", em dia primaveril, voltámos a pegar em livros diferentes e em temas diversos...:
- Um pop-up, evocando a primavera e os ninhos de passarinhos.
- O menino que "se transformou" em pássaro, para ser notado por quem só tinha olhos para essas aves... (Uma linda história de amor.)
- Poesia de Maria Cândida Mendonça (4ºA) e de Cecília Meireles (4ºB).
Acontece que o poema Ou isto ou aquilo, desta última autora, levou a que os meninos do 4ºB pudessem optar entre duas histórias: A galinha verde (lida ao 4º A e aos colegas da Feliciano Oleiro) ou O lápis mágico de Malala.
- Escolheram este último e gostaram muito.
(Prometo lê-lo ao 4ºA, na próxima sessão.)
- Muitas conversas, bem oportunas, foram desfiadas, a propósito das várias leituras feitas.
A Professora bibliotecária anotou os pedidos de livros que os alunos desejam ter na sua biblioteca escolar.

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E despedimo-nos com alegria:
- Kanimambo! Obrigada!...
Até maio!


SESSÃO ANTERIOR.

Bibliografia:
Cecília Meireles, Ou isto ou aquilo, Editora Nova Fronteira
Ingrid Chabbert/ Guridi, O dia em que me tornei pássaro, The Poets and Dragons Society 
Malala Yousafzai/Kerascoet, O lápis mágico de Malala, Presença
Maria Cândida Mendonça. A cor que se tem, Plátano Editota
Philippe Ug, Drôle d'oiseau, Les grandes personnes
Ricardo Alberty, A galinha verde, Ática



quinta-feira, 21 de março de 2019

Dia Mundial da Floresta e da Poesia...

Foi hoje, na Feliciano Oleiro.
Não podíamos passar indiferentes à celebração deste dia dedicado à primavera, à árvore, à floresta e à poesia. Então, reunimos um livro pop-up, prosa poética, narrativas e poemas; uns livros velhinhos e outros novinhos em folha - os primeiros da biblioteca escolar e os últimos da mediadora de leitura.
4ºA
Falámos de árvores e ninhos; de passarinhos e pintainhos; de amor, de casas feitas de sonho... (e de não desistir deles!) Palavras soltas, apelando à imaginação e ao amor à natureza.

4º B
Ricardo Alberty (1919-1992) ficaria feliz ao ver o seu conto "A galinha verde" entre as leituras preferidas do dia, em ambas as turmas de 4º ano, sessenta e dois anos depois de o ter escrito!... (Mais um dos livros da biblioteca que os meninos tencionam requisitar.)
Momentos de prazer, à volta de todos os livros. 
Vivam a poesia e a primavera!
Vivam os ternos laços de afeto que se tecem à roda da Literatura!


Bibliografia:

Ingrid Chabbert/ Guridi, O dia em que me tornei pássaro, The Poets and Dragons Society 
Maria Alberta Menéres, No coração do trevo, Verbo
Maria Keil, O pau-de-fileira, Livros Horizonte
Philippe Ug, Drôle d'oiseau, Les grandes personnes
Ricardo Alberty/Eliana Brandão, A casa feita de sonho, Melhoramentos
Ricardo Alberty, A galinha verde, Ática


quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Sente-se o Carnaval, na Feliciano Oleiro...


Carnaval à porta; havia um painel com máscaras em exposição; um ou outro menino trazia pintura facial, um par de óculos gigantesco..., algo a pedir folia.
Nem de propósito! Começámos por um texto informativo sobre o Carnaval que alguns meninos aceitaram ler a meias
Depois, pusemos a imaginação à prova: se caísse uma estrela, o que poderíamos fazer para ela deixar de nos incomodar de noite, com a sua luz? (O Óscar teve um trabalhão!… Ou será que não?)
Para prosseguirmos a nossa aventura, lemos e contámos histórias do mundo lusófono: A rã Mainu, um conto tradicional de Angola (no 4º A); O macaco e o tubarão, um conto tradicional de Moçambique (no 4º B).
Os alunos do 4ºB ainda recontaram uma outra história, a partir das ilustrações (A menina que detestava livros). (O 4ºA fizera o mesmo na sessão anterior.)
E agora todos poderão ler qualquer destes livros (exceto o de David Machado e Paulo Galindro), pois todos eles pertencem à biblioteca escolar.
Boas leituras!
Os livros são amigos que criam laços de afeto... Se não acreditam é porque não viram os meninos a abraçarem-me à despedida!...
Também queriam muito saber quando volto.
Eu digo: 21 de março.



Bibliografia:

Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada/ Danuta, Rãs, príncipes e feiticeiros, Caminho
David Machado/ Paulo Galindro, Uma noite caiu uma estrela, Alfaguara
Luisa Ducla Soares/ Maria João Lopes, O livro das datas, Civilização
Manjusha Pawagi, A menina que detestava livros, Terramar


Sessão anterior, esta aqui.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Na Costa de Caparica, em dia de sol...




A primeira ronda pelas EB1 da Caparica chegou ao fim, numa escola centenária, a dois passos da praia, onde as gaivotas pousam no telhado e há barcos estacionados diante da sala de professores...

4ºA
Na biblioteca, decorreram as sessões da manhã. Primeiro o 4ºA, a seguir o 4ºC.
O 4ºB ficou para a tarde e teve lugar na sala de aula, por a biblioteca estar ocupada.

4ºC.
Duas histórias e uma lengalenga compuseram cada sessão. Com variações. É que há títulos e capas que, invariavelmente, atraem os meninos, de cada vez que lhes damos a possibilidade de escolher.
A rainha do Norte foi lida às três turmas. 
O espelho do quarto, o relógio de cuco e o xaile de seda (um conto de Esther de Lemos) foi lido e recontado às turmas da manhã. O 4º B optou por O peixinho que queria ver o mar (de José Eduardo Agualusa).

4ºB
Quanto às lengalengas, A casa do João foi lida a meias com o 4º A; Onze damas atrevidas, nas duas outras turmas: 4º B e 4º C.
A verdade é que todos os livros, no fim, colhem a preferência de uns tantos meninos que, geralmente, até afirmam "gostei de todos".
Voltaremos!


Bibliografia:
Esther de Lemos/Fernando Bento, A borboleta sem asas e outras histórias, Coleção Picapau, Verbo
Joana Estrela, A rainha do Norte, Planeta Tangerina
José Eduardo Agualusa/Henrique Cayatte, Estranhões & Bizarrocos (estórias para adormecer anjos), D. Quixote
Judy Hamilton (reconto)/Lindsay Duff, A casa do João, Editora Replicação
Oli/Helle Thomassen, Onze damas atrevidas, Kalandraka



sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Em Vila Nova de Caparica...

Os quartos anos vieram à biblioteca, ler a meias...

Primeiro, o 4º B.
A lenda das amendoeiras, recriada por Joana Estrela, para começar.
Demos depois um saltinho a África; Angola foi o país eleito. Houve hipótese de escolha: Luandino Vieira, Ondjaki ou um conto tradicional. O voo do golfinho venceu por maioria. E gostaram tanto!
Concluimos com uma lengalenga. Em coro, claro...
O tempo voou. Bom sinal!


Depois do intervalo, veio o 4ºA.
Voltámos, naturalmente, à lenda das amendoeiras.
Em África, fomos a Cabo Verde. Lemos o conto tradicional O bilhete emendado que causou alguma ansiedade, mas satisfez o desejo de justiça. Ah, que alívio, ainda bem!
Por fim, puderam optar. Decidiram-se pela lengalenga Onze damas atrevidas. Uma viagem aventureira e surpreendente, seguida através do mapa mundi.
E os meninos saíram radiantes.
A mediadora também.
Obrigada a todos.


Bibliografia:
Joana Estrela, A rainha do Norte, Planeta Tangerina
Judy Hamilton / Lindsay Duff, A casa do João, Editora Replicação
Oli/Helle Thomassen, Onze damas atrevidas, Kalandraka
Ondjaki/Danuta, O voo do golfinho, Caminho
Contos, lendas e fábulas daqui e dali, Texto Editora




sábado, 2 de fevereiro de 2019

Pragal, quatro anos depois...

Não ia ao Pragal há muito tempo. Nesse "último" ano, a professora Ana Oliveira lecionava um quarto ano e tem agora o 4º B. Logo, foi tirada a prova dos nove: passaram-se mesmo 4 anos. Curiosamente, cruzara-me com a professora Sónia Hermenegildo, do 4ºA, há mais anos ainda, nos Cataventos de Paz.
Reencontros felizes.

4ºA
4ºB
Com estes meninos, foi tempo de apresentação.
Passámos sem demora ao Ler a meias...
O inverno e o tempo das amendoeiras em flor sugeriram a leitura da lenda algarvia, recontada por Joana Estrela, que mereceu escuta atenta e participada.
Seguiu-se a história fantástica de uma estrela que certa noite caiu junto de um menino, por acaso muito medroso, que teve de se pôr em bicos dos pés... uma história que proporcionou um momento maravilhoso.
Duas obras escutadas com encantamento e sedução, por ambas as turmas.
Houve uma terceira, diferente em cada turma:
No 4ºA, terminámos animadamente com uma lengalenga: A casa do João.
No 4ºB, pela circunstância de estar presente um menino moçambicano, lemos, a meias, um conto tradicional de Moçambique: O macaco e o tubarão. E, no final da sessão, os alunos recontaram-no. Muito bem!
"Muito bom", dissemos a professora Eveline e eu, à despedida, ao fazer o balanço do dia. E foi, realmente.

Bibliografia:
Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada / Danuta, Rãs, príncipes e feiticeiros, oito histórias dos oito países que falam português, Caminho
David Machado / Paulo Galindro, Uma noite caiu uma estrela, Alfaguara
Joana Estrela, A rainha do Norte, Planeta Tangerina
Judy Hamilton / Lindsay Duff, A casa do João, Editora Replicação



Uma história, ao serão...


Ir ouvir histórias e acabar o serão a contar uma história? Pois, verdade, raramente acontece. Tão raro que, para mim, é notícia. (Como veem, há provas e tudo!...)
Foi na noite das Efabuladeiras, na Associação Almada Mundo, quando lá fora reinava a Helena... ou seria o Gabriel?, ou andariam já os dois de mão dada?..., numa noite de chuva e rajadas de vento que nos não fez desistir.
Para mudar o registo alentejano, recuei às origens. Fui a Angola.
Manuel Rui, O caderno, in Da palma da mão, Cotovia.
Um tanto de improviso, mas saiu!... (Ou não tivesse sido um conto trabalhado num Laboratório de narração oral, com Rodolfo Castro, na GATAfunho..., em tempos. Não se esquece!)


terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Em tempo de amendoeiras em flor...

Na Costa de Caparica, na Escola Cardoso Pires, tiveram encontro, à vez, o 4ºA e o 4ºB com o Ler a meias...
4ºA

4ºB

Desconheciam a lenda das amendoeiras, mas agora conhecem A rainha do Norte.
Não conheciam o Tranglomango, mas viajaram pelo mundo com as Onze damas atrevidas..., e no planisfério fomos desenhando a sua viagem desenfreada...
Por fim, puderam escolher entre dois livros: O voo do golfinho ou Tomé Bombom. Ambas as turmas optaram pelo livro de Ondjaki. E como escolher é sempre difícil, enfim, combinámos que o livro de Olinda Beja ficaria para uma próxima vez...
Todas as leituras despertaram muito interesse.
Todos os livros foram "o preferido" de uns tantos meninos.
A conclusão unânime é que gostaram de todas as histórias. E que esperam o meu regresso...


Bibliografia:
Joana Estrela, A rainha do Norte, Planeta Tangerina
Oli/Helle Thomassen, Onze damas atrevidas, Kalandraka
Ondjaki/Danuta, O voo do golfinho, Caminho


quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Ano novo..., na EB Feliciano Oleiro

4º A
Novo ano, fazer anos, o tempo que passa, recomeços e coragem...: eis o tema escolhido para as nossas poesias e histórias, este mês.
Livros velhinhos e tão bonitos!
Uma lengalenga serviu para pôr todos a participar e a puxar pela memória: A casa do João.
Rosa Colaço ofereceu-nos o Dia um   Ano primeiro  e   Dia de anos do Pedro.
Esther de Lemos contou-nos a história de um outro Pedro, pescador, e como a sua noiva o ajudou a recomeçar a vida, depois de tudo ter perdido num temporal. Com a lição do espelho, do relógio e do xaile.
Os meninos das duas turmas escutaram e participaram ativamente, com questões muito oportunas e bem-vindas.
O tempo voou.
No 4ºA, ainda recontámos, a partir das imagens, A menina que detestava livros... Ficou o convite para a leitura deste livro da biblioteca escolar. E a verdade é que o convite surtiu efeito.

4º B

Até 28 de fevereiro, meninos.
Bom Ano Novo!

Sessão anterior: aqui.


Bibliografia:
Esther de Lemos, A borboleta sem asas e outras histórias, Coleção Picapau, Verbo
Judy Hamilton, A casa do João, Livros Aranhiço, Editora Replicação
Manjusha Pawagi/Leanne Franson, A menina que detestava livros, Terramar
Maria Rosa Colaço, Versos diversos para meninos travessos, Europress


quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Regresso à escola Feliciano Oleiro...

Recomeços... em finais de período e de ano.
Senti-me em casa na  biblioteca escolar da EB1 Feliciano Oleiro, em companhia das turmas 4ºA e 4ºB.
As temáticas escolhidas? Eu conto! - Realidade e fantasia... Emigração e dificuldades de adaptação... Amor e solidariedade... E, claro, Natal. 
Os meninos gostaram das histórias, escutaram atentos, participaram, opinaram... Sabiam que o saco tinha outros livros e queriam mais...
A professora Vanda Cândido anotou títulos - que têm já leitores à espera.
E o regresso do Ler a meias... ficou combinado para janeiro.
Tão bom!
Boas Festas para todos!


Bibliografia: 
Joana Estrela, A rainha do Norte, Planeta Tangerina
José Campanari & Jesús Cisneros, E que posso eu fazer?, OQO Editora
Manuel António Pina, O cavalinho de pau do Menino Jesus, Jornal Expresso (separata da edição nº 1675)
Maria Rosa Colaço, Versos diversos para meninos travessos, Europress



terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Inaugurada a UP Almada..., encerrado um Centro de convívio de aposentados...

Ao longo do 1º período, muita coisa digna de realce sucedeu... Refiro hoje dois eventos que me são caros.

A Universidade Popular Almada teve a sua sessão solene de abertura - tanto da nova sede como do novo ano letivo. Sim, foi há largas semanas, é verdade, mas continua a ser oportuno falar desse momento importante de uma nova instituição cultural da cidade, criada com a determinação de alguns e a boa vontade de muitos, voluntariamente, e que vai crescendo, passo a passo, com novos cursos e novos horários, uns diurnos e outros pós-laborais.

Pelo contrário, um (o) Centro dos Serviços Sociais de Aposentados da Administração Pública fez, há dias, um convívio para assinalar festivamente o seu encerramento. Uma tarde passada entre muitos amigos que acorreram para ouvir palavras ditas e cantadas por quem, voluntariamente, ao longo de anos, tem colaborado na animação de um espaço familiar e acolhedor que nos deixa saudades.
Outros centros há em Lisboa ("Nada se perde, tudo se transforma") e a mensagem foi... até breve!

Em ambos os eventos, não faltou, naturalmente, nem música nem literatura.
Quem melhor do que Miguel Torga, com o seu poema Sísifo, para convidar ao recomeço?...

Recomeça...
Se puderes,
Sem angústia e sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
do futuro, 
dá-os em liberdade. (...)

Mário Quintana (1906-1994), poeta, tradutor e jornalista brasileiro, falou-nos da vida, do tempo...,
do nosso dever de viver, sem preocupação de horas...: "Seiscentos e sessenta e seis":

A vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são 6 horas…
Quando se vê, já é 6.ª feira…
Quando se vê, passaram 60 anos…
Agora, é tarde demais para ser reprovado…
E se me dessem – um dia – uma outra oportunidade,
eu nem olhava o relógio.
seguia sempre, sempre em frente …
E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas.

Dois momentos memoráveis.
Nos quais, feliz, participei.

Bibliografia:
Jean-Claude Carrière, Nova tertúlia de mentirosos, Teorema
Poemas extraídos da WEB, O Citador.

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Contos e Recontos para adultos...



Voltámos ao Centro de Convívio de Aposentados de sempre, para continuarmos com a picante temática antes iniciada, em outubro.
Desta vez, começámos com curiosos excertos dos diários de Adão e Eva (de Mark Twain).
Eduardo Galeano chamou a atenção para a diferença que apresentaria o "Génesis", se tivesse sido redigido por Eva... E lemos ainda uma outra história sua, de "Mulheres".
Bem a propósito, "Avieiros" (de Alves Redol) transporta-nos para uma época em que perder a virgindade era uma desonra familiar... E lemos um excerto que revela a violenta reação da madrinha de Olinda, quando esta fugiu de casa...
Por fim, um conto de "Olhos nos olhos", de Júlio Machado Vaz.
Poesia não faltou: comovente, o poema de Ana Luísa Amaral que António Zambujo canta: "Algo novo acontece".
A encerrar a sessão, um neto presente, o Armando, cantou-nos "E depois do adeus".
Canção de Paulo de Carvalho tão a propósito, relativamente ao tema; tão oportuno neste momento de despedida deste Centro - que nos foi tão familiar e vai agora encerrar. Tão bonito momento! Palmas!
Obrigada a cada um - por cada momento de escuta, por cada comentário, por cada gargalhada e sorriso, por cada abraço amigo.
Até um dia, noutro Centro, talvez.


Sessão anterior: aqui.

domingo, 21 de outubro de 2018

Contos e Recontos, poemas e cantos... com picante, sem pecado...

O tema fora escolhido antes das férias, em junho, e confirmado em julho. Houve tempo para a mediadora reunir material, ler, optar, excluir..., hesitar e decidir.
Qual era então esse tema? Erotismo, sexualidade... por aí. Tema picante.

Começámos pela visão de um adolescente: o desenho de um beijo, símbolo de um amor idílico a que não faltavam Sol e um aconchegante arco-íris.

Ana Hatherly definiu o amor pela negativa: Viver sem amor/ É como não ter para onde ir/ Em nenhum lugar/ Encontrar casa ou mundo. (...)

Remontámos aos antigos mitos gregos e romanos e à lenda de Eros e Psique. A paixão do deus do amor (Eros/Cupido) e de uma bela princesa (Psique, a mente), de cuja união - dizem - nasceu a Volúpia.

Valeu-nos Miguel Real, e a alusão à sua Nova teoria do pecado, para nos libertar de algum pé atrás perante o que se seguiria; pé ante pé.

Uma Banda Desenhada (sobre adolescentes) fez-nos rir a bandeiras despregadas: Paixão e outros usos para hormonas em excesso. Escolhemos tópicos tais como: diferenças de género (o que eles e elas dizem /  o que eles e elas pensam...); desejos e inexperiência (os abracinhos no pátio - dos principiantes, do nível médio e dos especialistas...; as fantasias...); incompreensões de pais e filhos...

Literatura de cordel, de Thomas Bakk, trouxe sexo puro e duro... de lagartixas. Forte risada!

Seguiram-se memórias autobiográficas de uma jovem que partiu em viagem com o seu primeiro namorado, deixando um exame por fazer... Um texto de Gaelle Istanbul que foi escutado com emoção. Todos concordámos que valeu a pena toda aquela sua experiência e aventura. Rimos a bom rir com o comentário: "Estamos sempre a tempo, Manuela!"

Saltámos para a culinária. Rubem Alves falou-nos de suflé. Mas o que pretendia era estabelecer uma comparação. Aliás, a crónica intitulava-se A idade do suflé. E tal como o autor afirma, não vale a pena enumerar as partes do corpo que caem com o sopro do tempo - tanto na mulher como no homem. (Mas nada obsta...)

Faltava a canção. A condizer: António Zambujo, Flagrante. Cada qual com sua  cópia da letra; e toca a  cantar (mesmo que desafinando).

Despedidas. Com a promessa de passarmos ao "nível médio", em novembro. Tal a profusão de materiais, em atitude de espera... e o êxito, pois claro, que transpareceu em boa disposição.
Já temos data:
20 de novembro.

Outras leituras:
Poemas de Ana Hatherly
Mito de Eros e Psique
YouTube - António Araújo (letra de Maria do Rosário Pedreira): Flagrante

SESSÃO ANTERIOR

Novo ano, nova caminhada...


Chegou setembro e o Rio de Contos (evento organizado pela Rede de Bibliotecas de Almada e a Associação Laredo) voltou ao concelho, pela quarta vez consecutiva.
Este ano, participei na conversa: Afinal, o que é a mediação de leitura?
A minha experiência de dez anos de voluntariado como mediadora de leitura, em Almada, motivou o convite. Outros créditos não teria para aceitar tal desafio, apesar de toda a formação que faço regularmente. Logo, a minha tarefa resumiu-se a contar o que fiz, os resultados; o poder da narração, o papel da mediação e o que penso sobre estes assuntos.

Não poderia deixar de referir Andreia Brites, que me inspirou e apontou este caminho; e Fernanda Ataíde, que traçou cuidadosamente a minha caminhada no Agrupamento Anselmo de Andrade, um início bem organizado que se estendeu a muitos outros agrupamentos e, progressivamente, a outros espaços e públicos.
A Drª Eunice abordou a questão da mediação do seu ponto de vista de bibliotecária responsável pela Rede. A Drª Maria José Vitorino, mediadora da conversa, referiu o contributo das antigas coletividades, em que o nosso concelho é pródigo, com as suas bibliotecas e prática artística.
A assistência teve a palavra.


Houve livros, claro que sim. (Eles não têm de ser em suporte de papel, é verdade, mas quando vão connosco ficam mesmo, mesmo, à mão de semear.) E a conversa acabou com a leitura de uma Ementa (afixada, há anos, à porta do colégio infantil El Sol de Madrid):

                                           Todos os dias uma banana.
                                          Todos os dias um litro de leite.
                                          Todos os dias uma peça de fruta.
                                          Todos os dias um beijo.
                                          Todos os dias um não.
                                          Todos os dias uma história.
                                              (...)
                                           "Era uma vez..."
                                            ou, o que é o mesmo:
                                            "Gosto muito de ti!"

Bibliografia (relida para a ocasião):
Daniel Pennac, Como um romance, ASA
José António Marina e María de la Válgoma, A magia de ler, Âmbar
Rodolfo Castro, A intuição leitora, A intenção narrativa, GATAfunho

A caminhada continua...


Foi em 2008/2009 que a minha caminhada de mediação de leitura voluntária deu o primeiro passo, de mão dada com Leonor Fernandes, na Escola da Fundação (Agrupamento Conceição e Silva, atualmente Agrupamento António Gedeão, Almada).
Foi nesse ano letivo que, com Fernanda Ataíde, gizei um projeto de voluntariado da leitura, o qual começou organizadamente em outubro/novembro de 2009, na Escola Conde Ferreira (Agrupamento Anselmo de Andrade, Almada).
Passaram-se dez anos de uma aposentação ativa (por vezes cansativa, mas sempre produtiva) e feliz.
Dobrada a primeira década de voluntariado, e cumprida mais uma de idade, não hesito em afirmar que aceito prosseguir a viagem.
Com passo menos estugado, desejo eu.
Passo a passo, assim vamos!
«Caminhante, não há caminho.
Faz-se caminho ao andar.»

Webgrafia:
https://poesiaspreferidas.wordpress.com/2013/09/17/caminhante-antonio-machado/
Imagem: Câmara Municipal de Alvito

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Retrato de uma leitora/mediadora...

Deixei-me fotoverbar.
Eu explico:
Primeiro, fui escutada a ler numa biblioteca pública. E isso muito antes de nos conhecermos.
Conversámos, certa vez.
Fui observada mais tarde numa sessão, a Ler a meias..., num dia destinado a avós e netos.
Tivemos em seguida uma conversa calma e franca, regada por um chá e uns palitos La Reine, e fomos saltitando livremente de assunto em assunto... Ora todos sabemos que as conversas são como as cerejas...
A partir daí, a Andressa Barichello traçou o meu perfil, ilustrado pelas fotografias do Paulo Andrade. (Limitado ao espaço fechado em que nos encontrávamos.)
Fui fotoverbada.
O resultado encontra-se publicado, no seu blogue Fotoverbe-se!
Claro que este (meu) Perfil evidencia sobretudo o encantamento de quem gosta de ler, de escrever, de conviver e, pela escuta de excertos, assim descobriu a importância da mediação da leitura.
Evidentemente, não posso negar que me senti emocionada e orgulhosa ao ler o texto da Andressa, o qual me não inibo de partilhar. Para mais num momento oportuno, em vésperas da minha participação num debate intitulado Afinal o que é a mediação da leitura?, no IV Rio de Contos, no próximo dia 16 de setembro.
Eis o generoso retrato que de mim traçaram, resultante de um processo e de uma amizade em quarto crescente:
http://www.fotoverbe-se.com/manuelacaeiro/



quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Seja feito o balanço!

Passou-se mais um ano de mediação de leitura.
Onde? No Agrupamento da "1ª hora": Anselmo de Andrade. Com a Vanda Cândido e a Eveline Monteiro.
Nas escolas de amigos de longa data: Leonor Fernandes, Sara Calisto...
Em novos Agrupamentos, onde hoje trabalham ex-alunas: Cristina Cruz, Cristina Gomes. Ou amigas dos Caminhos de Leitura, como a Teresa Ferreira.
Num centro de convívio dos Serviços Sociais da Administração Pública (SSAP), aonde passei a ir mensalmente.
Em novos espaços: jardim público, clubes recreativos da terra, bibliotecas municipais...
Colaborando com associações como a Laredo e com a Universidade Popular Almada.
Novidades estas a que se juntou uma outra: uma sessão para promover leitura, destinada a pais e filhos - desafio da Ludovina Morais.



Ou seja, mediação de leitura para um vasto público "dos 7 aos 77"..., ou talvez dos 3 aos... 93 anos.
Sobrevivi às "Semanas da Leitura", nos idos meses de fevereiro e março... Duas semanas duras, de 7 sessões cada uma. Então, nem sempre as coisas correram tão bem como habitualmente. Enfim, algo a repensar, no futuro.
Entretanto, vamos a números!


Público
Nº de sessões
Total
Jardim de Infância
1

Pré- Escolar
1

1º Ciclo
24

2º ciclo
11

3º ciclo
1

Famílias
2

SSAP
9

UP Almada
4

Outras instituições
7

1º Período

20
2º Período

26
3º Período

14
2017/18
60
60
                
Muito trabalho voluntário, realizado com algum esforço... e enorme prazer.
De mãos dadas com muitos autores, géneros literários, histórias e memórias de todos.
Venham férias!
Até outubro!