segunda-feira, 4 de abril de 2011

Tempo de poesia...

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Este é o poema de uma macieira.
Quem quiser lê-lo,                                
Quem quiser vê-lo,
Venha olhá-lo daqui a tarde inteira.


Floriu assim pela primeira vez.
Deu-lhe um sol de noivado, 
E toda a virgindade se desfez
Neste lirismo fecundado.


São dois braços abertos de brancura;
Mas em redor
Não há coisa mais pura,
Nem promessa maior.                        
                                                      
Vila Nova, 4 de Abril de 1936
Miguel Torga
In Antologia Pessoal da Poesia Portuguesa, Eugénio de Andrade, Campo das Letras, 1999, p. 431


Este poema faz hoje 75 anos. Permanece puro e virginal como macieira em flor em manhã primaveril...
Dedico-o ao Jorge, que faz hoje anos... 
...e à Maria, que hoje mesmo nasceu...


Até hoje, Sebastião da Gama dispensou-me o seu Pequeno poema, para idênticas e repetidas situações... Pode ser lido aqui mesmo...

3 comentários:

joaquim disse...

Parabéns, AVÒ

Jorge disse...

Adorei o Poema e a surpresa. Estou orgulhoso que a Maria tenha nascido no mesmo dia que eu.
Parabéns à AVÓ, aos PAIS e à Família que eu muito estimo.

Jorge Teixeira

Anónimo disse...

Que lindo poema, amiga!
E mais uma vez, Parabéns!

Leonor