Mostrar mensagens com a etiqueta ensino. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta ensino. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Um novo ano...







O Outono vem chegando de mansinho.
Empalidece o sol, soltam-se as folhas douradas embaladas pelo vento..., as folhas dos livros e cadernos novos sussurram pedidos de atenção...
É um novo ano lectivo que começa.

Tempo de aprender.
Numa escola para todos, sem olhar a sexo, origem social, país natal...
Universal e obrigatória.
Uma conquista do nosso tempo.
Uma aposta vital.



Quase esquecemos que nem sempre assim foi!

A velhinha escola António José Gomes, da Cova da Piedade,

de 1911, hoje transformada em museu, destinava-se exclusivamente ao sexo masculino. Haveria outra para o sexo feminino, pensarão. É verdade, mas não com esta dignidade, acanhada no 1º andar de um prédio... e destinada apenas àquelas cujos pais consideravam que valia a pena "pôr a estudar". 
Ainda assim, aí estudavam muitas meninas, da 1ª à 4ª "classes", entregues à atenção constante de uma única professora, Conceição Sameiro Antunes, sem dúvida uma das precursoras heróicas da aplicação do método de ensino diferenciado...
Ter estudado abriu-lhes as portas do futuro. Reconhecemo-lo hoje, com naturalidade. Assim se foram esbatendo as diferenças de género; assim se tem construído a igualdade.


Hoje em dia, acreditamos que cada professor lecciona um único ano de escolaridade... Ilusão! Cada turma tem alunos mais e menos adiantados, mais e menos motivados, alunos estrangeiros, alguns com necessidades educativas especiais... Subgrupos muito diversos, condições adversas. Exigindo uma resposta construída de dedicação, criatividade, empenhamento... Muito esforço. Nem sempre valorizado. Nem sempre bem sucedido.

Às famílias compete um papel diferente, igualmente exigente: conciliar o seu horário profissional (mais o tempo de deslocação) com os toques de campainha das crianças, com a necessária disponibilidade para cuidar delas e as apoiar... Tarefa hercúlea. Que vale o esforço!

Afinal, é na criança que reside a chave do sucesso de aprender.
Não basta ensinar!...
O estudante precisa de reconhecer a importância do saber, dar valor ao trabalho, sentir confiança e auto-estima. Por fim, tudo será (mais) fácil...

O insucesso terá um único culpado?
A resposta chega em tom de humor (surripiado ao blogue "A malta do Montijo" http://amaltadomontijo.blogspot.com/ ):



Recorrendo à gíria escolar, é tempo de desejar - aos jovens, seus pais, professores e demais trabalhadores das escolas - um bem sucedido e FELIZ ANO NOVO!... 

domingo, 4 de novembro de 2007

Citação

«Aprender é descobrir aquilo que já sabemos.

Ensinar é lembrar aos outros que eles sabem tanto como nós.»



Richard Bach





São assim, os poetas.
Concisos, criativos...
Surpreendem, confundem... despertam-nos dúvidas, ideias, certezas...

Prosaicamente, diria eu... :

Aprender é apreender o desconhecido, fazer uma descoberta...

Ensinar é partilhar o que aprendemos, desvendar e descobrir em conjunto...

Ou não será?...

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Croniqueta...

Aprender e ensinar...

Li algures um provérbio (árabe, salvo erro) mais ou menos assim: "Quem não quer aprender, deve deixar de ensinar".
De acordo...

"Aprender até morrer"... dizemos nós.
Encontro-me em formação. Três acções, simultaneamente.
É como se eu tivesse 3 disciplinas. Nada comparado com as 9 ou 10, à vontade, que os nossos estudantes têm!
E tenho mais vantagens: não vou lá só porque é obrigatório... ou porque alguém vai receber um subsídio pelo facto de eu lá andar...
Não tenho "falta de bases"... nem necessidades educativas especiais de qualquer género...
E até tive quem me encorajasse! (Bem-haja!)

Apraz-me sentir entusiasmo ao realizar tarefas que me despertam a curiosidade e aguçam a criatividade. Que me exigem esforço, possibilitando-me "ser capaz", isto é, ter sucesso.
Revivo o prazer de aprender.

Vivencio a situação de ser discente.
Avalio, comparo.
Dia a dia, aula a aula, abordam-se temáticas diversas, acumula-se bibliografia.
Há momentos em que a simples organização da papelada na secção certa do dossiê nos confunde!...

Por vezes, o ritmo das aulas parece-nos acelerado, outras vezes, lento...
As matérias são-nos mais ou menos gratas...
Temos os professores que nos despertam mais ou menos empatia... talvez inexplicavelmente...
Os colegas que passam despercebidos e os que se salientam; os que toleramos ou aqueles com quem simpatizamos...

Voa a semana e às vezes não se completou a leitura em casa... ou ficou esquecido um trabalho que já devia estar pronto... Ai os TPCs!...
Paira a inquietação da avaliação, dos trabalhos individuais que se aproximam...

Aquelas turmas são um espelho (ainda assim desfocado) do que vivem os nossos estudantes.
E concluo que ser aluno não é fácil!

Nós, professores, temos que ver o prisma pela outra face, entender atitudes e reacções; inovar soluções.
Isto também é aprender!

E "quem não quer aprender..."