quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Uma frase especial...

A melhor frase que ouvi na semana passada (e muitas foram!) tinha cinco palavras e faltavam-lhe outras tantas. Não era gramaticalmente aceitável, mas estava impregnada de sentido e sentimento, e portanto os erros de sintaxe não contaram para nada.
Foi proferida com um profundo suspiro... (Saudoso, acrescento eu.) Dizia-me respeito, sem dúvida! E eu nem estava presente para a ouvir.
Quem a disse foi o meu neto, de 27 meses.
Suspirou ao ir para a escola, na 2ª feira de manhã (pormenor relevante). E explicou à mãe, de seguida, a razão do seu suspiro: 
«Abó b'incai João chão Legos.» (ou seja, literalmente, «Avó brincar João chão Legos.»)
O que falta, depreende-se:  "...a avó a brincar com o João, no chão, com Legos."
Creio ser capaz de entender o que ele não disse e prolongar-lhe a frase: "Queria ficar com a avó a brincar..."
E arrisco mais, rindo descaradamente: "Queria ficar com a avó a brincar com o João, no chão, com Legos..., em vez de ir agora para a escola... (logo hoje que é 2ª feira!)"
Fosse o que fosse que o João sentisse e quisesse, a lembrança da brincadeira com a sua avó acompanhava-o e exprimiu bem o seu desejo de um reencontro. A tal avó que se senta com ele no chão, para brincar, ficou enternecida...
Apenas cinco palavras carregadas de afeto, ingenuidade, pureza.
Foi ou não a melhor frase? 

10 comentários:

Anónimo disse...

é de uma completa insconsciência publicar na net uma foto de uma criança (ainda por cima neto) com esta definição e possibilidade de identificação
(desculpe o anonimato!)

Judite disse...

Pois eu achei o texto muito ternurento! Traduz bem os sentimentos de uma avó babada com a preferência do seu menino.
E que neto não preferiria ficar com uma avó que brinca com ele no chão?
Quem se divertirá mais? O neto, ou a avó?
Sei muito bem a resposta, Manela.

Manuela Caeiro disse...

Às vezes as avós são ingénuas... como os netos... À esquina pode haver um perigo ou estar Alguém a avisar-nos, mesmo que seja no anonimato. Intervim. Obrigada, Anónimo (-a?)!

Manuela Caeiro disse...

Judite, olá!... Obrigada por teres salientado, com olhos de Amiga, a ternura e a alegria... (Afinal continuam intactas... e eu fico mais em paz...)

Leonor disse...

Foi a melhor frase sim, Manuela!
É por essas e por outras que acho que ser avó deve ser muuuuuiiiiito bom.

Um grande beijinho
Leonor

Haiku disse...

Gostei muito do que vi por aqui :-))
Desta vez foram mais as fotos que achei muito interessantes.
Voltarei a este blog desta avó "babada" e ... com razão para! :-))

Francisquinho disse...

O texto é lindo e comovente para quem conhece avó e neto. No meu caso, padrinho, tenho pena de não conviver mais com ele e de não o ver a brincar mais com o primo Kiko. Ao anónimo podia-se perdoar muita coisa mas não o anonimato. Quem dá, ou pretende dar, um bom conselho anonimamente? Será que precisamente o que anda a mirar as criancinhas na net e que origina a consequente inconsciência? Vamos ver, cá estaremos para o defender. Na net e fora dela. Agora e sempre.

Anónimo disse...

Os bons conselhos são como mas esmolas (não me surge nenhuma comparação melhor) dão-se por vezes anonimamente para não ferir susceptibilidades.
Dei o conselho anonimamente para não parecer pretenciosa pois sou também profª. Mas a colega entendeu. E eu que nunca tinha vindo a este blogue antes voltei apenas agora e via a lista da RBE.
Esclarecido sr. Francisquinho?

Francisquinho disse...

Caro(a) anonino(a), aqui ninguém precisa de esmolas, graças a Deus e a pais que durante várias gerações educaram os seus filhos para não precisarem delas. Já agora, aqui fala o Franciscão. O Francisquinho é só para a familia e os amigos. Se tem dúvidas saia do anonimato cobarde e vamo-nos encontrar em qualquer que seja a parte do planeta que quiser. Agradeço ter aqui voltado porque agora entende-se que aparece aqui ou na condição de pedofilo(a) ou de abusado nessa idade. No entanto não se preocupe porque na nossa família ensinamos as nossas crianças a não aceitar doces de estranhos. Cresca e apareça. Literalmente.

Manuela Caeiro disse...

É bom que haja debate de ideias: "Da discussão nasce a luz".
O Padrinho Francisco, pai do neto Francisquinho, não gostou que chamassem "inconsciente" à sua mãe...
Anónimo(-a), não se deixe susceptibilizar! E... comigo não receie dizer frontalmente o que pensa. Saberei entender.
Aceno a bandeira branca...