sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Jogo...


Um saltinho até à Primavera, assim, num abrir e fechar de olhos, como quem joga o "Jogo da Glória"?! 
Eu quero!...













JOGO


Abro a caixa do Inverno. Tiro os ventos, 
as rajadas de chuva, os bancos de neve de onde 
fugiram todos os pássaros. Desenrolo à minha 
frente os pântanos do Inverno. Ando à volta 
deles para desentorpecer as pernas; sacudo 
o frio das mãos; limpo a chuva que se me colou 
aos cabelos. Depois volto a lançar os dados 
- e avanço até à Primavera.
Nuno Júdice



"A poesia é a mínima distância entre o sentimento e o papel", afirmou Levi Trevisan. 
Estou tentada a acreditar...
Os poetas surpreendem pela forma como manipulam as palavras, exprimem ideias e emoções.
Mas...
Então não há poesia oral?
...Nas imagens?
Nos seres?
Na vida?
(Como concordar?!...)

2 comentários:

Judite disse...

Pode haver Poesia em tudo...só depende do nosso Olhar!

joaquim disse...

A poesia é um estado de alma, diria eu.
Um objecto cultural.
Exprime sentimentos, desejos, pensamentos.
A poesia oral é o sumo da comunicação
Quando ultrapassa a rima e entra na metáfora.
Se a poesia oral não é espontânea
Resulta da coexistência com a escrita.
Com a literatura, a letra da música.
A poesia oral requer um preparo vocal, rítmico.
A escrita joga com a página, a oral com os sons.
O vocal, a dicção
A escrita é para os olhos
A vocal para o ouvido.
E quando não dissociamos a voz da escrita?
O poeta trabalha com a escrita
O cantor com a oralidade
Dicotomias
A poesia julgo, é a mínima distancia entre o sentimento e a comunicação
num sentido cada vez mais lato.