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quinta-feira, 13 de junho de 2019

Despedidas, no Pragal...

Dia de Sto. António: 131º aniversário de Fernando Pessoa. Poesia e música. Assim começou a sessão, recorrendo à Internet, escutando e trauteando a meias...: Quando as crianças brincam.

Logo em seguida, voltámos às nossas leituras.
O 4º A aguardava um conto africano. De Angola - pediram. Escutaram então O Iran e a noiva. Um conto tradicional bem fantasioso!
O 4º B, esperava por uma lenda do Ceará (Brasil), escrita em jeito de lengalenga... E assim a lemos, a meias...
Houve mais, em ambas as turmas:
Um grão de café de Olinda Beja, escrito a partir de uma lenda chinesa, transposta para a ilha do Príncipe, deu a conhecer Paguê, menino trabalhador e honesto que foi recompensado - para contentamento das duas turmas.
Férias à vista, ideias para atividades? Palavras cruzadas, pois claro! Divertem, melhoram a ortografia, alargam vocabulário..., até permitem saber mais que os pais! Paulo Freixinho dá uma grande ajuda, em papel ou na Internet.
A última paragem rematou a sessão: uma história a convidar a ver a cidade, respeitar a vizinhança e ser solidário. (4ºB)
Acontece que o 4ºA conhecia esta história. Eles não se importavam de a ouvir novamente, mas substituímo-la por outra: Amigos do peito.

À despedida, evocaram-se livros que lemos e ficaram na memória. O Top+...
Formularam-se votos de êxito e de boas férias.
Muita ternura. Agradecimentos mútuos e sinceros.
Bem hajam!

Sessão anterior (maio): Aqui!


Webgrafia: 
Sítios de Paulo Freixinho:

Bibliografia:
Cláudio Thebas/Violeta Lópiz, Amigos do peito, bruaá editora
Eduardo Galeano/António Santos, História da ressurreição do papagaio, Kalandraka
Maria de Lourdes Tavares Soares e Maria Odete Tavares Tojal, Histórias de longe e de perto, Paulinas Editora
Matt de la Peña/Christian Robinson, A última paragem, Minotauro
Olinda Beja/Teresa Bondoso, Um grão de café, Edições Esgotadas
Sílvia Alves e Paulo Freixinho, Maria del Toro e Eunice Rosado, Sabe mais que os teus pais, Histórias ilustradas e palavras cruzadas, (Livros 1 e 2), Verbo


quinta-feira, 16 de maio de 2019

No Pragal, dia de reencontros...

4ºA
Os meninos chegaram bem cedinho e muito animados à sua biblioteca, com desejo de ouvir histórias. E com três livros (em cada sessão) se preencheu o tempo e se satisfez a curiosidade e esse desejo...
Para começar, um conto cigano (por sinal o mesmo, em ambas as turmas).
A história de Malala (promessa cumprida!) foi a 2ª leitura do 4ºA.
Para terminar, a lenda do Ceará.
Faltava um conto africano. Será lido na próxima vez. Não esqueceremos!

4ºB





Chegou de imediato o 4ºB.
Depois do conto cigano, elegeram uma história africana. A viagem? A tua canção? Tomé Bombom?  Votaram. Os dois últimos, os mais votados, ficaram a um voto de distância. Ora bem, lemos ambos.

A lenda do Ceará fica para a próxima. Está prometido o saltinho ao Brasil!

Temos data marcada: 13 de junho.
Sessão anterior: Aqui!


Bibliografia:
Eduardo Galeano/António Santos, História da ressurreição do papagaio, Kalandraka
Inês Castel-Branco/María Ella Carrera, A tua canção, Pequena Fragmenta
João Pedro Mésseder e Isabel Ramalhete (Seleção e reconto)/ Fátima Afonso, Contos e lendas de Portugal e do mundo, Porto Editora
Malala Yousafzai/Kerascoet, O lápis mágico de Malala, Presença
Olinda Beja/Teresa Bondoso, Tomé Bombom, Edições Esgotadas


quinta-feira, 9 de maio de 2019

Voltámos à Feliciano Oleiro...

A biblioteca escolar estava ocupada com provas de aferição, mas continuavam disponíveis as salas de aula… Foi só mudar de espaço.
Ordem habitual: primeiro, o 4ºA.  O Ler a meias mudou de sala, com os livros lidos na mão… Em seguida, o 4ºB.
Fizeram-se precisamente as mesmas leituras. Localizaram-se países, no mapa-múndi de cada sala. Em cada quadro ficou registada a "palavra mágica", UBUNTU: «Eu só sou feliz quando todos somos felizes.» Tudo tal e qual, aparentemente.
E acham que as sessões foram iguais? Não! Nunca é exatamente igual. A maneira como as turmas reagem aos livros, as suas preferências, as suas intervenções mudam tudo.
Por exemplo, de que livros lidos nas sessões anteriores se lembravam eles? (Fiquei encantada com a boa memória!) Houve diferenças entre o 4º A e o 4ºB. De que livro desta sessão gostaram mais? Foram diferentes as votações!...
Que lemos hoje?
- Um conto africano da Namíbia.
- Uma lengalenga escrita por um autor uruguaio, a partir de uma lenda do Brasil (do Ceará).
- Uma brincadeira de um brincador português…
- Um livro da biblioteca escolar (muito apreciado, por sinal): Quero ser escritor.

O Ler a meias... conclui: foi muito bom sentir quanto os meninos apreciam estes momentos de convívio à roda dos livros.
Voltaremos no dia 6 de junho.
A sessão anterior foi dia 21 de março.



Bibliografia:
Álvaro Magalhães/José de Guimarães, O brincador, ASA
Eduardo Galeano/António Santos, História da ressurreição do papagaio, Kalandraka

Inês Castel-Branco/Maria Ella Carrera, A tua canção, Pequena Fragmenta
Rosário Alçada Araújo/Catarina França, O menino escritor, Quid Novi



terça-feira, 7 de maio de 2019

De novo, na "Centenária" da Caparica...


4ºC

O mapa-múndi convidava à aventura. E havia histórias do mar e dos cinco continentes no saco do Ler a meias...!
4ºA
Já imaginaram como se criou o mundo: os animais terrestres, as aves, as árvores?... Pois bem, uma das lendas do embondeiro explica isso… Essa árvore ficou com as raízes viradas para cima, dizem, mas resiste e é valiosa!...
Alguma vez ouviram contar que cada pessoa tem uma canção só sua, que é cantada em todos os momentos importantes da sua vida, desde a gestação até à morte? (Um conto da Namíbia).
Já escutaram alguma história tradicional em que a mulher tenha um papel mais importante que o homem, em que haja igualdade de género?... Há uma velhinha história moçambicana assim. Certo pescador não deixava a filha ajudá-lo na pesca, mas quando os seus filhos, homens, partiram, foi ela quem passou a pescar. E foi ela quem salvou os seus irmãos e trouxe riquezas para casa...
Conhecem histórias em que a a astúcia vence a força (sem serem o lobo e a raposa)? Conta uma lenda guineense que um crocodilo ingrato e malvado queria comer o rapaz que o guiou até ao rio… mas este acabou por ser salvo, graças à ajuda de uma manhosa lebre!
E sabes aquela do papagaio que caiu na panela por ser curioso... o que causou tanta tristeza a todos... e o oleiro do Ceará fê-lo ressuscitar?
Já tiveram peças de artesanato africano à mão de semear? Em madeira, em vime, em tecido..., com missangas?...
Assim andámos, de manhã, na biblioteca, com o 4ºA e o 4ºC,  duas turmas interessadas e participativas...

4ºB


De tarde, foi uma viagem diferente, a do 4º B, que registou um recorde no número de livros lidos e contados. Saltitámos de continente em continente. Começámos por África, pela lenda do embondeiro.
Passámos à América do Sul, a uma lenda do Brasil, contada por um escritor do Uruguai.
Seguimos para  a Ásia, para os Himalaias, no Nepal, para ouvir um conto sobre o urso azul...
E ainda um conto cigano, o da galinha preta, ou seja o da bela rapariga enfeitiçada.
Havia possibilidades de ir à Oceania, mas optaram por terminar a viagem onde tinha começado, com mais um conto de África: A tua canção.
Ubuntu.
Sobrou tempo para conversar:
- Gostam de ler. (Há quem já tenha lido os livros de Harry Potter!)
- Uns poucos querem ser escritores.
- Gostam mais de ouvir contar do que de ouvir ler...
Gostaram de todos os livros. (E queriam ouvir ler outros tantos!)
Qualquer dos livros foi "o preferido" de alguém.
E não houve qualquer livro de que alguém não gostasse.
Que bom!

Sessão anterior, em fevereiro.


Bibliografia:
Eduardo Galeano/António Santos, História da ressurreição do papagaio, Kalandraka
Inês Castel-Branco/María Ella Carrera, A tua canção, Pequena Fragmenta
João Pedro Mésseder e Isabel Ramalhete (Seleção e reconto)/ Fátima Afonso, Contos e lendas de Portugal e do mundo, Porto Editora
Maria de Lourdes Tavares Soares e Maria Odete Tavares Tojal, Histórias de longe e de perto, Paulinas Editora
Marta Millà/Rebeca Luciani, Jatakas - Seis contos budistas, Pequena Fragmenta
Tatiana Pinto/Tomás Muchanga e Luís Cardoso, A viagem, Escola Portuguesa de Moçambique, Centro de Ensino e Língua Portuguesa e Fundação Contos para o mundo
Rafo Díaz/Ruth Bañón, O coração apaixonado do embondeiro, Escola Portuguesa de Moçambique, Centro de Ensino e Língua Portuguesa

terça-feira, 30 de abril de 2019

De regresso à EB1 Cardoso Pires

Dia quentinho de sol, mesmo bom para ir à Caparica.
Nas histórias e no artesanato, transportámos o calor de África, enquanto os alunos do 4º ano levaram até à biblioteca o calor da alegria...

No 4ºA, escutaram um conto africano, uma das lendas do embondeiro e cumpri a promessa, feita na sessão anterior, de lermos "Tomé Bombom".
Puderam novamente optar por outro livro, mas não, foi mesmo esse que quiseram! E foi mesmo desse que mais gostaram!




No 4º B, começámos pelo mesmo conto - da Namíbia. Seguiu-se a mesma lenda do embondeiro e depois ainda outra (do livro que eles próprios escolheram). Concluímos com uma original "lengalenga " do Nordeste brasileiro: a da ressurreição do papagaio.
As preferências dividiram-se: uns gostam mais de momentos poéticos, outros de animada participação...


Em ambas as sessões, registaram-se silêncios de escuta atenta e vozes alegres, cheias de prazer, intervindo ativamente.
Em conclusão:
                               «UBUNTU», 
ou seja, cada um de nós se sentiu feliz porque todos estávamos felizes!

SESSÃO ANTERIOR: aqui.

Bibliografia:
Eduardo Galeano/António Santos, História da ressurreição do papagaio, Kalandraka
Inês Castel-Branco/María Ella Carrera, A tua canção, Pequena Fragmenta
Olinda Beja/Teresa Bondoso, Tomé Bombom, Edições Esgotadas
Rafo Diaz/Ruth Bañón, O coração apaixonado do embondeiro, Escola Portuguesa de Moçambique, Centro de Ensino e Língua Poruguesa


sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Com escritores da Lusofonia..., no bairro de Santo António...

Completámos hoje a volta às escolas de 1º ciclo do Agrupamento da Caparica, indo à EB1 José Cardoso Pires.
Uma simpática receção, como sempre!...
Sessões com o mesmo tema das anteriores, como é natural. Mas realizando "viagens" diferentes, como também é costume...
Andámos pelo mapa mundo, contando com livro, saltitando entre países da Lusofonia, observando artesanato, escutando histórias e poesia.

No 4º A, acompanhámos Djuku que emigrou, tentando construir uma vida melhor... Em seguida, conhecemos Tomasinho-Cara-Feia que foi para a pesca da baleia (uma atividade muito perigosa que hoje em dia já não se pratica).
Uma boneca - uma mãe a moer grão no seu pilão (almofariz) - atraiu a atenção.

No 4º B, também demos um saltinho a Cabo Verde para conhecer Tomasinho-Cara-Feia (aliás, Tomasinho-Cara-Linda; Tomasinho-Arrojado...) e ficou assente: "E com a baleia voltará".
Na Ilha do Príncipe descobrimos Paguê, um menino trabalhador e honesto.
Escolhemos entre dois livros de autores brasileiros. André Neves foi a aposta vencedora. Assim  acompanhámos a professora Sofia. E até ouvimos um resumo de Amélia quer um cão, do mesmo autor/ilustrador.


Foi um prazer! Todos saímos satisfeitos.
Obrigada, senhores professores!
Obrigada, professora bibliotecária Cristina Cruz!
Obrigada, 4ºA e 4ºB, pela escuta, pela participação entusiasta e pelo lindo marcador!...
Bom Ano a todos!


Bibliografia:
Alain Corbel e Éric Lambé, A viagem de Djuku, Caminho
André Neves, A caligrafia de Dona Sofia, Paulinas (São Paulo)
Olinda Beja e Teresa Bondoso, Um grão de café, Edições Esgotadas
Sophia de Mello Breyner Andresen (Coord.), Primeiro livro de poesia, Caminho


quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

A ler a meias... na EB1 Feliciano Oleiro



Foi dia de regresso... e apresentações.
Foi dia de saber de onde são originários os pais e avós destes alunos do quarto ano e assim determinarmos o fio das leituras que faríamos através do mundo, ligando comunidades e culturas...
Os meninos têm família espalhada pelo mundo inteiro, mas os ascendentes estrangeiros são sobretudo de Angola, Brasil, Moçambique, Espanha, China... e mais, muito mais.

Então (em ambas as turmas) começámos por uma lengalenga e fomos pelo mar fora: Era uma vez/ um barquinho pequenino/ que andava/ sempre sempre/ a navegar. Passaram-se uma, duas, três........
Acostámos a Angola, e fomos à aldeia de Nga Maria e Sô Policarpo e seus filhos.
Demos à costa do Brasil e conhecemos a professora Dona Sofia e o carteiro, Seu Ananias...
Ouvimos falar do amigo espanhol (no 4ºA) e do amigo chinês (no 4ºB)...
Vimos bonecas africanas que serviram para ver capulanas, falar de costumes diferentes, comparar a vida da aldeia e da cidade, observar um pilão, abrir o apetite para outras comidas...

Um aluno do 4º B relacionou os colares da boneca sul-africana com os das mulheres tailandesas e leu-nos a justificação desse uso! (Um excelente momento do Ler a meias...)

E agora um segredo (shiu!): a professora Manuela, do 4ºA, foi minha aluna de Língua Portuguesa!...
Foi um dia em cheio, cheiinho de viagens e poesia...


Bibliografia:
André Neves, A caligrafia de Dona Sofia, Paulinas (São Paulo)
Leonel Neves, Amigos em todo o mundo, Livros Horizonte
Maria Celestina Fernandes/Filipe Goulão, A árvore dos Gingongos, Editora Grecima





segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Recomeçou o Ler a meias...

A 1ª sessão deste "ano letivo" teve lugar entre "gente grande".
Começámos com uma lengalenga, para testar a memória... e rir a bom rir!
A parábola As três peneiras, recontada por António Botto (em O Livro das crianças) suscitou interesse e conversa. Uma grande lição para crianças e... adultos.
A sessão continuou animada, com Almada Negreiros e desenhos de criança...; com uma opinião médica sobre histórias ao adormecer...; com o relato de um reformado sobre esta nova etapa da sua vida (do livro Os sonhos não têm rugas), o qual gerou comoção.
Havia quem se lembrasse da Nau Catrineta (ainda se puxou pela memória e se arriscaram alguns versos do romance); mas divertido, mesmo, foi ouvir a Nau Mentireta...
Demos um saltinho ao Brasil. André Neves ofereceu-nos A caligrafia de Dona Sofia. Uma história que espalhou muita poesia..., valorizou a amizade... e deu um "exemplo" que talvez germine... Agradou a particularidade de Sofia não ser avó! E, também por isso, foi a história preferida da Zulmira!...
Na "plateia", havia crescidos participativos. Novamente a Conceição Madeira trouxe canções que entoámos a meias: A fisga, dos Rio Grande, e uma outra: Avozinha, vá lá só mais uma...
Há que preencher o tempo da aposentação com convívio, atividades, novos interesses, novas aprendizagens...
Entre nós, assim aconteceu hoje. Convivemos. Partilhámos tempo, leituras, ideias, poesia. Alegria.

Sessões anteriores de Ler a meias...:
1ª - 31/7/2015  , Contos dos avós
2ª - 19/11/2015 , Receita para avós felizes
3ª - 3/5/2016 , Contos para todos
Esta, a 4ª, Contos e Recontos.


Qual o melhor título para esta atividade?...

Bibliografia:
A casa do João, Editora Replicação
Almada Negreiros, A invenção do dia claro, Assírio & Alvim
André Neves, A caligrafia de Dona Sofia, Paulinas
António Botto, O livro das crianças, Editorial Presença
Luísa Ducla Soares, A nau mentireta, Civilização
Maria do Rosário Gama et al., Os sonhos não têm rugas, Oficina do livro
Mário Cordeiro, Uma história ao adormecer... ou para adormecer, jornal i , 18/10/2016


segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Aventuras com crocodilos...

Na EB1 dos Caranguejais, viajámos hoje pelas lendas, ao lado de meninos e crocodilos... E então contei:
No tempo em que os animais falavam, um velho crocodilo esfomeado aventurou-se pelo mato dentro, em busca de um cão ou de um porco que pudesse comer, mas nada! Andou, andou, andou, e foi ficando cheio de sede, cada vez mais fraco, quase à beira da morte, sem forças para regressar ao mar... A certa altura, apareceu um menino. Que bom!... Foi este menino corajoso que o salvou, ajudando-o a voltar. Ficaram bons amigos e davam, juntos, muitos passeios pelo mar... 
Certo dia, o crocodilo, cheio de fome, teve uma grande tentação: e se comesse o rapaz? 
E depois...
Os meninos do 3ºA escutavam, atentos e incrédulos.
- Como é que ele cresceu tanto e se transformou numa ilha?
- Mas foi verdade?!...
Lá descobrimos o que haveria de verdadeiro na lenda e entendemos a fantástica imaginação de quem inventa, de quem conta e de quem escuta...
- Se não for fantástica, a história não tem graça! - rematou um deles.

Lemos então O menino e o crocodilo, uma outra lenda (da Guiné-Bissau), semelhante e muito diferente.
E com a ajuda da Net, partimos para  a descoberta da gastronomia à base de jacaré... E do artesanato...
A curiosidade crescia... Como nascem os jacarés? Jacaré e crocodilo é a mesma coisa?...
Há sempre quem esclareça isto ou aquilo que já viu na televisão...
Assim se desvendou alegremente um pouco mais deste nosso mundo, repleto de surpresas!...


Bibliografia:
Contos, lendas e fábulas daqui e dali, Texto Editora (na sua maioria extraídos de Histórias de longe e de perto, Paulinas)

Webgrafia:
http://kiakilir.blogspot.pt/2012/08/a-lenda-do-crocodilo-conto-e-lenda-de.html
https://www.youtube.com/watch?v=K-0RiaA7Wxc (teatro de sombras chinesas)
http://www.coocrijapan.com.br/index_br.asp
Imagens: Google


Mais, no blogue BiblioAlma.


terça-feira, 25 de março de 2014

De volta à "Anselmo"...

Festeja-se a Quinzena da Leitura, na EB 2.3 Anselmo de Andrade.
Por isso voltei: para Ler a meias..., em seis encontros marcados, ao longo desta semana. 
Século (e meio) de Literatura Infantil e Juvenil, no espaço da Lusofonia: eis o tema.
Para saltitarmos entre Europa, América do Sul, África e Oceania, os autores lidos foram João de Deus, José Fanha, Afonso Cruz, Carlos Drummond de Andrade, Fernando Sylvan, José Luandino Vieira, Manuel Rui, Ondjaki... uns ao 5º ano e outros ao 6º, conforme a reação e o tempo disponível.
Alternámos entre poesia e narrativa, em português - com e sem sotaque. 
Não nos esquecemos dos ilustradores...

1º dia, 25 de março

As primeiras sessões dirigiram-se ao 5ºA e 5ºE.
Uma das turmas participou mais ordenadamente do que a outra, mas constatei que todos se envolveram nesta atividade de leitura, intervindo, dando opiniões, sugerindo desfechos para a ação, confrontando-os com os acontecimentos das histórias..., com entusiasmo.
O 5ºA teve tempo para fazer a avaliação da sessão e deu-me razão: qualquer um dos autores (João de Deus, Drummond de Andrade, José Fanha, Luandino Vieira) mereceu a preferência de algum dos jovens presentes; e não houve nenhuma leitura que me aconselhassem a retirar, em sessões futuras!
Não poderia receber melhor incentivo, não acham?...



2º dia, 26 de março

Chegou a vez do 5ºC.
Houve diferenças...
Afonso Cruz retirou a vez a José Fanha e esteve presente, com o álbum A contradição humana. 
Foram outros os poemas de Carlos Drummond de Andrade que lemos: Suas mãos, Brincar na rua... (muito apreciados!)
De resto, tudo igual... 
No final, os meninos demonstraram bem o seu agrado e, a seu pedido, acabaram cantando a canção da fábula... em kimbundo!!!
O incentivo para repetir mantém-se...



3º dia, 27 de março

Foi a vez do 5ºB.
Com estes jovens (vá-se lá saber porquê!) o tempo esticou: lemos Afonso Cruz e José Fanha, mais a fábula de José Luandino Vieira. E (alternadamente) demos uma volta à Lusofonia, em poesia: João de Deus, Carlos Drummond de Andrade, Daniel Filipe, Francisco José Tenreiro, José Craveirinha...
Gostaram "de tudo", mas sobretudo das narrativas e do álbum... (José Fanha em especial, verdade seja dita...)

Com o 6ºC e o 6ºE


Mais uma vez, no 6º ano, se alternaram séculos, continentes, géneros literários..., momentos divertidos e emotivos.
Ambas as turmas, já minhas conhecidas, se divertiram com o enredo/leitura de excertos de Quem me dera ser onda e A bicicleta que tinha bigodes, dos autores angolanos Manuel Rui e Ondjaki, respetivamente. 
Impressionaram-se com o poema do timorense Fernando Sylvan, Meninas e meninos; com Miséria, de João de Deus.
Riram com Afonso Cruz e Drummond de Andrade: Quadrilha, No meio do caminho...
Uma viagem saltitante, nesta animada partilha de leituras. 
As despedidas foram de "velhos amigos" - que realmente somos!

Notas:
1) Trabalho idêntico ao já realizado em outras turmas de 2º ciclo de uma outra escola, na passada semana.

2) Já sabem: a biblioteca escolar tem vários destes títulos e irá adquirir alguns outros... Calma! Entretanto, não se esqueçam da Biblioteca Municipal ou mesmo das livrarias... Boas leituras!

sábado, 22 de março de 2014

Ler a meias… na “Conceição e Silva”…

Acorri aos “meninos crescidos”, pela primeira vez, este ano…
A preparação constituiu tarefa ciclópica!... Rebusquei estantes, li, reli, pesquisei… Esgotado o tempo de preparação, nada a fazer, compromisso é compromisso, era chegada a hora de decidir quais as obras, o alinhamento… E, à hora marcada, inseguranças à parte, tudo estava ok!
Ninguém diria que causou tanta hesitação. (Olhando para trás, nem a mim me parece!...)
Tudo óbvio:
João de Deus, 1ª leitura (obrigatória): Joaninha, Miséria…
Um saltinho ao Brasil, poesia de Carlos Drummond de Andrade: Revolta…
Alguns capítulos de O meu amigo Zeca Tum-Tum e os outros...: bons momentos, a meias com José Fanha e com o 5ºC!…
Em vez disso, o álbum A contradição humana, deu que pensar ao 6ºF…
A feliz surpresa foi a boa aceitação que mereceu a fábula angolana…
(Na dúvida, dera ao 6º ano a hipótese de escolherem um conto de Ondjaki - que foi preterido.)
A fábula de José Luandino Vieira surpreendeu e agradou a miúdos e graúdos, apenas gerando reflexões e reações diversas, oportunas.
Ou seja, provou-se que etiquetar histórias por idades e anos letivos pode constituir um entrave e uma grande perda! 
Não podia faltar a sugestão de visita à Ilustrarte 2014. Vêm aí as férias!
Despedidas encorajadoras!...
Soube bem…, para mais sendo na “minha escola", onde sobeja o afeto de todos.
Um abraço!

(A experiência correu bem, logo... a receita foi repetida na semana seguinte, no 2º Ciclo, numa outra escola... Tudo igual e tudo diferente!...)

Vídeo da Semana da Leitura, no blogue da escola.
  
Bibliografia:
Afonso Cruz, A contradição humana, Caminho
Carlos Drummond de Andrade, A senha do mundo, Dinalivro
João de Deus, Campo de flores, Livraria Bertrand;
Versos de João de Deus, Portugalmundo
José Fanha, O meu amigo Zeca Tum-Tum e os outros, Gailivro
José Luandino Vieira, Kaputu Kinjila e o sócio dele Kambaxi Kiaxi (Uma fábula angolana), Letras & Coisas


sexta-feira, 21 de março de 2014

Com duas turmas de 4º ano, na Cova da Piedade 2...

Primeiro o 4ºA, da professora Helena Salvado; em seguida o 4ºB, da professora Cláudia Guerreiro – assim viajámos juntos, a Ler a meias…, na Semana da Leitura.
Uma viagem através de um século (e meio) de Literatura Infantil, em português…
Uma viagem através do espaço da Lusofonia: Portugal, Angola, Brasil…
Nesta caminhada acompanharam-nos vários autores: João de Deus; José Luandino Vieira; Cecília Meireles.
O percurso foi semelhante, em ambas as turmas, mas o 4ºA teve ainda tempo para folhear um velho livro de João de Deus, daqueles que dantes se abriam com serra-livros!
Deixei-lhes a sugestão de uma visita à Ilustrarte 2014 (até 13 de abril).
Fizemos verdadeiramente uma viagem maravilhosa em que todos aprendemos e nos divertimos muito.
Agradeceram-me.
Fico grata, também.

Só uma coisinha mais: dantes a escola destes meninos pertencia ao AVE Comandante Conceição e Silva; hoje, pertence ao Mega-Agrupamento António Gedeão. Acolheu-me o Professor Bibliotecário Domingos, com a mesma simpatia com que sempre me recebeu a PB Leonor Fernandes… (Todos lhe mandam beijinhos… Ficam entregues!)


Bibliografia:
Cecília Meireles, Ou isto ou aquilo, Nova Fronteira
João de Deus, Campo de flores, Livraria Bertrand
José Luandino Vieira, Kaputu Kinjila e o sócio dele Kambaxi Kiaxi (Uma fábula angolana), Letras & Coisas



terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Ler a Meias... negociatas feias...

Voltámos ao Pragal, com cágados e outros animais...
Kaputu Kinjila e o sócio dele Kambaxi Kiaxi (Uma fábula angolana), de José Luandino Vieira, proporcionou farta diversão... e gerou forte discussão!
O contrato da ave e do cágado não resultou: Kaputu Kinjila foi ambicioso e desonesto; a reação de Kambaxi Kiaxi foi dura! Uns meninos acharam-na justa; outros pensaram que não seria necessário chegar a tanto!... Falou-se de prisão e de pena de morte, vejam lá!... Isto tudo no 3º ano, onde se contou uma história que veio a propósito... e pronto, acabou o tempo!...

No 2º ano, a conversa foi mais breve, portanto leu-se mais:
- versos de Sidónio Muralha: Macacos (uma zanga por uma ninharia!...); 
- O senhor Milhões, de Luísa Ducla Soares (não se esqueçam, falta agora imaginar um final para esta história!...)
Ainda observámos ilustrações de José Luandino Vieira, Júlio Pomar, e as de um velhinho livro infantil... Que diferença!

Eu gostei de ir à escola e de estar com os meninos...
Eles gostaram de me receber.
Despedimo-nos alegremente: 
«Até para o mês que vem!...»


Bibliografia:
José Luandino Vieira, Kaputu Kinjila e o sócio dele Kambaxi Kiaxi (Uma fábula angolana), Letras & Coisas
Luísa Ducla Soares, O meio galo, ASA
Sidónio Muralha, Bichos, bichinhos e bicharocos, Coleção Pássaro Livre, Livros Horizonte


segunda-feira, 18 de junho de 2012

Quando o futebol prodigaliza afetos...


Era dia de futebol.
Ao chegar a casa, deparei-me com festa nas proximidades, em local inusitado... Seguramente, mais de uma dúzia de pessoas sentadas à mesa, vozes alegres, crianças brincando, bandeiras da Lusofonia desfraldadas – Cabo Verde, Brasil e Portugal – lado a lado, unidas.
Torcia-se (sofria-se) por Portugal: quer sendo país natal quer país de acolhimento… Sensibilizou-me! Avistei gente conhecida. Aproximei-me. “Para um brasileiro «quantos mais, mais…»” (Fui bem acolhida.)
Reuniam-se ali várias famílias (parte delas, multiculturais), seus vizinhos e amigos, gente que por cá reside e resiste. Talvez fossem todos migrantes, até mesmo os portugueses! Como eu, inclusive.
Uma grande televisão ligada era o centro das atenções.
Emoção. (Maior entre os que se sentaram na 1ª fila; menos acentuada entre os conversadores da linha intermédia ou ainda entre o grupo das mães, lá atrás.)
Uma única voz discordante apoiava a equipa adversária, com assumida simpatia pela Holanda – e certamente também com desejo de espicaçar o nervosismo alheio, em jogo decisivo…
Cada golo (dos nossos) prodigalizou brados de alegria, palmas. Beijos, abraços, famílias enlaçadas. A vitória fez redobrar carinhos e manifestações de alegria, cada qual sentindo-a muito sua.
Comemoração à mesa. Sabores de aquém e além–mar. Chouriço assado na brasa, salgadinhos, salada; arroz, farinha de mandioca, em receita saborosa; pastéis de nata...
Por fim, arrumação e limpeza, com grande ligeireza e espírito de cooperação. O pátio rapidamente ficou “como novo”.
Era dia de aniversário, domingo, por sinal dia de futebol. 
Duplo pretexto para festejar, animadamente.
Data duplamente memorável.