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domingo, 21 de outubro de 2018

A caminhada continua...


Foi em 2008/2009 que a minha caminhada de mediação de leitura voluntária deu o primeiro passo, de mão dada com Leonor Fernandes, na Escola da Fundação (Agrupamento Conceição e Silva, atualmente Agrupamento António Gedeão, Almada).
Foi nesse ano letivo que, com Fernanda Ataíde, gizei um projeto de voluntariado da leitura, o qual começou organizadamente em outubro/novembro de 2009, na Escola Conde Ferreira (Agrupamento Anselmo de Andrade, Almada).
Passaram-se dez anos de uma aposentação ativa (por vezes cansativa, mas sempre produtiva) e feliz.
Dobrada a primeira década de voluntariado, e cumprida mais uma de idade, não hesito em afirmar que aceito prosseguir a viagem.
Com passo menos estugado, desejo eu.
Passo a passo, assim vamos!
«Caminhante, não há caminho.
Faz-se caminho ao andar.»

Webgrafia:
https://poesiaspreferidas.wordpress.com/2013/09/17/caminhante-antonio-machado/
Imagem: Câmara Municipal de Alvito

sábado, 23 de junho de 2018

Nos SSAP, Contos, recontos e quentes sorrisos...



Na sessão deste mês, fizemos leituras, recontos; houve espaço para a narrativa, a poesia, o provérbio, a filosofia, a biografia...; e não faltou humor!
Entre velhos amigos, uma presença nova. A senhora que escreveu a letra de um hino dedicado aos Serviços Sociais e que abriu (e no fim, a nosso pedido, encerrou) esta sessão, com a respetiva leitura.
Aproxima-se o final deste ano "letivo" e fizemos avaliação da atividade do Ler a meias... ou seja, dos Contos e Recontos...


De um modo geral, quem lá estava é presença assídua desde o início, que gosta destes nossos reencontros, e foi, pois, generoso na apreciação: a seleção dos textos, a partilha alegre, o convívio proporcionado.
A partir dos textos lidos são bem-vindos os comentários e opiniões livres, bem como as histórias que a memória vai soltando, ao longo da escuta... - como é habitual acontecer.
(Que bom é quando assim sucede!)
Ou seja, "passámos" todos de ano! :-)


Teremos uma sessão-extra, a 26 de julho, Dia dos Avós. Ficam convidados avós e netos.
Sessão de maio, aqui.

Bibliografia:
Carlos Drummond de Andrade, Contos plausíveis, José Olympio Editora
Erling Kagge, Silêncio na era do ruído, Quetzal
Maria Rosa Colaço, Fado Portugês (in Coletânea - particular - de Fernanda Andrade)
Vergílio Ferreira, Contos, Bertrand Editora
Lia Zatz e Inácio Zatz, O que você vai ser quando morrer?, Lê
Millor Fernandes, Pif-Paf (in Diário Popular)

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Entre amigos, nos SSAP...


A Feira do Livro de Lisboa fica mesmo ali, a dois passos deste Centro de Convívio da Administração Pública. Espreitámos o jornal da sua 88ª edição, o qual nos conta a sua História, os locais por onde andou, acontecimentos por que passou, desde 1930.
Um outro jornal abriu-nos o apetite para irmos, em junho, às cerejas do Fundão, com a CP...
Seguidamente, o conto de Teolinda Gersão, Segurança, manteve-nos atentos e inquietos, até ao final... (Não cumprir uma promessa pode tornar-se angustiante!)
Um livro de Isabel Minhós Martins (que nos ajuda a abordar o tema da morte, junto de crianças) veio a propósito: Para onde vamos quando desaparecemos. Uma reflexão terna, simples e comovente.
(É desta autora o Pê de pai, considerado recentemente um dos dez melhores livros portugueses da literatura para menores de 16, dos últimos cinquenta anos!)
Quadras de Fernando Pessoa, foram lidas por todos. Aliás, desta vez, livros e jornais circularam de mão em mão... Quem tinha óculos, leu em voz alta.
Concluímos contando e lendo anedotas.
Uma sessão muito animada e participada.
(Desta vez, faltou o coro... Falta justificada!)
Regressaremos a 22 de junho!



Bibliografia:
Periódicos:
Destak, 25 de maio de 2018
Jornal da Feira do Livro 2018
...
Ficção:
Fernando Pessoa, Quadras, Assírio & Alvim
Isabel Minhós Martins/Bernardo Carvalho, Para onde vamos quando desaparecemos, Planeta Tangerina
João de Melo (Coord.), Antologia do conto português, Dom Quixote
Samomé de Almeida, Anedotas e adivinhas, Coleção Azul


sexta-feira, 11 de maio de 2018

Ler a meias... em Casal do Sapo...

Uma escola onde nos sentimos no meio da natureza e em família; onde há muitas árvores e animais;  onde se vivencia serenidade, simpatia e alegres sorrisos... - sim, existe! É a EB1/JI de Casal do Sapo. Aí lemos a meias, com as turmas de 1º e 2º anos e, por fim, com a dos mais pequenitos. (Quais deles os mais interessados!?...)

Um conto tradicional que José Afonso reescreveu em verso, musicou e cantou, foi leitura comum às três turmas: O homem da gaita. Escutaram essa canção pela voz do cantor - que era ainda desconhecido da maioria.

Outros livros encantaram os meninos:
No 1º ano, Avós.

No, Tanto, tanto! 










Houve também tempo para todos os alunos lerem, a seguir escutarem um conto tradicional, O aprendiz de mago, e imaginarem outros desenvolvimentos para esta história, qual deles o mais engenhoso e criativo!!!

Na Pré, entre dois livros à escolha, optaram por Super Beige. Muito atentos e participativos, os pequenitos. E, apesar da tenra idade, imaginaram novos finais para a narrativa, todos muito curiosos e alguns deles bem românticos!...


Difícil foi, no fim de cada sessão, os alunos elegerem o que tinham gostado mais. "Gostei de tudo", é resposta comum. No entanto, há quem justifique perfeitamente a sua preferência. E há quem concorde e quem discorde...


Trouxe miminhos, a assinalar a feliz passagem por esta escola.
Foi um prazer... Obrigada!

Bibliografia: 
Chema Heras / Rosa Osuna, Avós, Kalandraka
José Afonso, O homem da gaita, Barca do Inferno
Samuel Ribeyron, Super Beige, cuatro azules
Teófilo Braga, Contos tradicionais do povo português, Porto Editora
Trish Cooke / Helen Oxenbury, Tanto, tanto!, GATAfunho


segunda-feira, 23 de abril de 2018

Contos, cantos, poemas e recontos... em abril

 Assim celebrámos o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor: entre gente crescida, melhor, entre amigos de longa data.

A carteira, de Machado de Assis, foi o conto que abriu a sessão. Alguém, com dívidas, encontra uma carteira recheada... Que tentação! E quantos problemas de consciência?!...
Questões análogas, com diferente desenvolvimento, surgem em contos coligidos na Nova tertúlia de mentirosos. Lemos A bolsa certa (o dono de uma carteira perdida não queria dar a recompensa prometida!) e A verdadeira renúncia (ou seja, o mais fácil é... renunciar à renúncia!).

Uma grande feira (certamente o Roque Santeiro, em Luanda) - e as condições sócio-económicas de vendedores e clientes desse enorme mercado - é o cenário da história que contámos seguidamente: O caderno. Estivemos lá, de alma e coração, com Nelinha e sua mãe... no dia em que veio a polícia e se perdeu a ginguba (o amendoim) e o tal caderno de folhas por escrever...


A Ilda recordou uma ida à Feira Popular e um episódio de troca (involuntária e momentânea) de marido...  O verdadeiro marido presenciou a cena e riu a bom rir! O outro é que nem por isso!... (Aconteceu algo muito parecido à Emília...)

Ouvimos um poema de Almada Negreiros e também anedotas de um velhinho livro da Coleção Céu Azul.

Evocámos José Afonso: o cantor, o político. Mas também o pai. Lemos uma carta que escreveu à filha, na prisão de Caxias, que nos enterneceu a todos.

 A sessão encerrou com o nosso coro. Votámos para escolher a canção! Menina estás à janela...


Próxima sessão, dia 29 de maio.
No mês seguinte, 22 de junho.

Bibliografia:
Jean-Claude Carrière,  Nova tertúlia de mentirosos, Contos filosóficos do mundo inteiro, Teorema
José de Almada Negreiros, Poemas Escolhidos, Assírio & Alvim 
José Jorge Letria, Zeca Afonso, O que faz falta, Uma memória plural, Guerra e Paz
Machado de Assis, Contos, Livros do Brasil, Limitada, Lisboa
Manuel Rui, Da palma da mão, estórias infantis para adultos,  Cotovia, Luanda / Lisboa
Salomé de Almeida, Anedotas e adivinhas, Coleção Céu Azul, Editorial Minerva



quinta-feira, 19 de abril de 2018

Na APISAL... entre bebés…



Coisa rara, sentir-me rodeada por bebés que brincavam livremente na sua sala, mal o dia começara... Vê-los depois acorrer ao meu livro…, e permanecerem de olhinhos fixos (alguns um tanto ensonados), interagirem e participarem, fazendo jus ao título: Este livro está a chamar-te!

Uma vez reunida toda a turminha (dúzia e meia - bem contada - de pequenitos), no cantinho reservado para tal, ouviram duas histórias.
Primeiro, um jogo de faz-de-conta: Não é uma caixa. (A Giovana respondia sem hesitação: Não é, não!)

Em seguida, uma narrativa: Vamos fazer amigos.
Para a despedida, em jeito de apresentação dos presentes, uma cantilena com o nome de cada um, ritmada por palmas, orquestrada pela Educadora Sara Calisto, com o apoio da Rosa. (Como eu aprecio estes momentos!)
Ainda houve um menino que veio pedir “Mais!”. 
(Seria demais!)
Os bebés seguiram para o programado recreio. Era(m) Sol! 
Comigo, trouxe a manhã de pura ternura!


Nota: agradeço ao bom amigo Maurício Leite (sim..., da Mala de Leitura) e à querida Ana Pulido a oferta de dois livros essenciais nesta sessão: Não é uma caixa e Este livro está a chamar-te (Não ouves?).
Obrigada!


Bibliografia:
Adam Relf, Vamos fazer amigos, Âmbar
Antoinette Portis, Não é uma caixa, COSAC Naify
Isabel Minhós Martins / Madalena Matoso, Este livro está a chamar-te (Não ouves?), Planeta Tangerina 


quarta-feira, 21 de março de 2018

No Dia Mundial da Poesia, com os nossos poetas...

Fomos à escola Feliciano Oleiro.
O 4º A cedeu a vez ao 3º A da professora Rosa, que há muito aguardava uma oportunidade... Por isso começámos com apresentações. E logo de seguida José Fanha divertiu toda a gente com os seus jogos com números e letras, palavras, ideias e sons, sempre cheios de humor!...
Fernando Pessoa também escreveu poemas para gente miúda. Lemos alguns bem engraçados que fizeram rir a bom rir!...
Para finalizar, até Camões esteve presente, com uma alegre adaptação de Os Lusíadas.
Saíram felizes!  Que bom ter vindo à biblioteca!


O 4º A  já estava à espera. Dispúnhamos de uma hora e começámos sem demora.
Primeiro, Os Lusíadas.
Em seguida, poemas de Fernando Pessoa - para mais crescidos..., como O mostrengo (mas não só!)

Depois, a turma formou pequenos grupos, cada um escolheu seu livro de poesia, selecionaram versos que apresentaram à turma em voz alta, a professora registou-os... e imaginam o cadáver esquisito que dali resultou?... Palmas!...


Tudo feito! Todos satisfeitos! Mas então... e  Bartolomeu Marinheiro que estava mesmo ali à mão? Um resumo breve... e a leitura de uns versos, para encerrar a sessão, orgulhosamente:

«Que era dantes o mar? Um quarto escuro
onde os meninos tinham medo de ir...
E agora o mar é livre e é seguro
- e foi um Português que o foi abrir.

(...) Viva o navegador
que venceu
o Gigante Adamastor!»

Sessões anteriores:
 1ª - 
 2ª -



Bibliografia:
Afonso Lopes Vieira e Raul Lino, Bartolomeu Marinheiro, Livros Cotovia 
Alexandre Honrado e Maria João Lopes, "Os Lusíadas" para os mais pequenos, Âmbar
José Fanha e João Fanha, Cantigas e cantigos para formigas e formigos, Terramar
Manuela Júdice e Pedro Proença, O meu primeiro Fernando Pessoa, Dom Quixote 





quinta-feira, 15 de março de 2018

E mais uma vez na "Anselmo"...

Por fim, chegou a vez do 5ºC.
Poesia de Mário Castrim.
Páginas soltas de Pássaro que voa, isto é, relatos de migrantes que nos falam da sua vida, dos seus sonhos, dos seus encontros e desencontros... Com quatro leitores/personagens criámos um bonito momento de leituras encenadas pelos alunos: Ali, Maria, José, Amir...
Faltavam dez minutos. E Gianni Rodari contou-nos uma das suas histórias ao telefone...
Saímos muito satisfeitos!

5ºC e professora Sandra
(O 5º D e o 5º A ficaram adiados. Veremos se... dá!...)


Bibliografia:
Alice Vieira (Coord.), O meu primeiro álbum de poesia, Dom Quixote
Claudio Hochman e Carlota Madeira Lopes, Pássaro que voa, Livros Horizonte
Gianni Rodari, Histórias ao telefone, Teorema
 


quarta-feira, 14 de março de 2018

Na Anselmo de Andrade, para finalizar a "Quinzena da Leitura"...

Chegou a vez do 5º B.
Um tempo recheado de poesia e narrativas, entre viagens e pássaros da imaginação.
Meninos curiosos e atentos, com intervenções oportunas que permitiram falar de impressões digitais, ver um antigo Bilhete de Identidade, observar pormenores das ilustrações para ir mais adiante na interpretação, etc, etc...
A hora passou ligeira e deu para muitas leituras e recontos!
O livro preferido? Foi (mesmo) A viagem de Djuku!
Um livro ao qual voltámos, pela adesão que tem recolhido, e ao qual voltaremos, seguramente...

5o B e professora Sandra

Bibliografia:
Alain Corbel e Éric Lambé, A viagem de Djuku, Caminho
Alice Vieira (Coord.), O meu primeiro álbum de poesia, Dom Quixote
Claudio Hochman e Carlota Madeira Lopes, Pássaro que voa, Livros Horizonte
Manuel António Pina, O pássaro da Cabeça e mais versos para crianças, Porto Editora 

quinta-feira, 1 de março de 2018

A viagem do 5ºE da Anselmo...

Ler foi viagem de prazer.
Com o Jogo de Nuno Júdice, atravessámos estações do ano.
Com a avó Maria Trigueira andámos pelo Alentejo, seguimos até ao mar… e falámos de outros tempos.
Assistimos a encontros e desencontros de duas meninas migrantes, vivento atribulações e alegrias…
Um caranguejo decidido seguiu em frente, em viagem solitária, e desejámos-lhe Boa sorte!
Espreitámos as aventuras do Cavaleiro Coragem
Despedimo-nos escutando o vento… (com poesia de Ruy Belo).
Conversas, muita imaginação e decididas tomadas de posição.
Alguém exclamou, no final: «Por mim, eu continuava aqui!»



Bibliografia:
Alice Vieira (Coordenação), O meu primeiro álbum de poesia, Dom Quixote
Claudio Hochman e Carlota Madeira Lopes, Pássaro que voa, Livros Horizonte
Delfine Chedru, O cavaleiro coragem!, Orfeu Mini
Gianni Rodari, Histórias ao telefone, Teorema
Ivone Gonçalves, Maria Trigueira, Kalandraka

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Tertúlia Literária, entre marinheiros...



A 2ª Tertúlia Literária da Universidade Popular Almada teve lugar no Clube de Sargentos da Armada, no Feijó. Receção generosa, de braços abertos.
Assistência amistosa de militares, suas esposas, alguns amigos. Escuta atenta. Participação oportuna e bem-vinda.
Um amigo levou um livro: A menina gotinha de água. Leu um excerto, ideia a acarinhar e multiplicar.
Estas tertúlias têm, na verdade, o objetivo de estabelecer um diálogo informal com os “tertulianos”, recordar/divulgar património oral e obras de autor  (crossover, isto é, passíveis de agradar a um largo espetro de idades): histórias, poemas e outros tipos de texto (do agrado de quem faz a proposta de se Ler a meias...)
Atendendo ao contexto, a mediadora “meteu muita água”!

Começámos em terra firme. Com Fernando Fitas e o seu Alforge de Heranças. Com a sua voz.
Navegámos em A nau Catrineta e presenciámos o reencontro do Capitão-General com a Bela Infanta… (Depois de fundear.)
Assistimos à aventura da busca da ilha desconhecida, do conto de Saramago. Fomos lendo partes; despertou curiosidade; fizemos a leitura integral.
Finalizámos com poesia de Alexandre Honrado (retirada da Web).
Hora e meia de mão dada com a Literatura. Em alegre convívio.


1ª sessão, na SRUP: AQUI.




Bibliografia:
Alice Vieira (Coordenação), Eu bem vi nascer o sol, Antologia da poesia popular portuguesa, Círculo de Leitores
Fernando Fitas, Alforge de heranças, Associação Cultural Manuel da Fonseca
José Saramago, O conto da ilha desconhecida, Caminho

WEBgrafia:
Alexandre Honrado, sem título (Facebook)
Dicionário Priberam da Língua Portuguesa on-line



terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Na Trafaria, com o 5º B...



Começámos com poemas a conta-gotas.
Conhecemos a avó Maria Trigueira; acompanhámos a sua vida pacata no Alentejo, o seu sonho e a sua aventura… e imaginámos a continuação da história.
Passeámos pelos céus, entre constelações e lendas.
Fomos a São Tomé, conhecer a história Um grão de café.
O 2º tempo (de um bloco de 90m) foi destinado a uma atividade prática.  A partir de livros de poesia da biblioteca escolar, os alunos - e professores - selecionaram versos, ordenados ao acaso, para um verdadeiro cadáver esquisito:

«Gato que brincas na rua
Dia e noite aberta ao mar
Uma joaninha entrou no meu quarto
Chamar à atenção do seu ouvinte
A fada boa pôs-lhe o telhado, o telhado fez lá um sótão com um triângulo
Vénus azul, luz do céu
Agora quase sei porque razão não atacou o Infante em Penacova
Os meus frutos eram negros
Que segreda o vento
É roxa a porta da entrada
A estrela do mar voltou
Lento, lento os dias de Verão
Pela janela o Sol espreitava
Como uma nuvem
Era uma senhora tão bela
Nunca foi tão depressa noite naquele bairro»

Sobrava tempo. Os jovens mais corajosos leram poemas em voz alta. Bisaram. A coragem foi crescendo. Queriam mais! 
A campainha não deixou!!!


Bibliografia:
Ivone Gonçalves, Maria Trigueira, Kalandraka
Olinda Beja, Um grão de café, Edições Esgotadas
Philippe Ug, Big Bang POP, Les grandes personnes
Wil Tirion e Milton Heifetz, Um passeio pelos céus, Gradiva



Na Trafaria, com o 9º A...



Decorreu assim a sessão:
- Um apelo à escuta e à emoção: as histórias são máquinas de passar por dentro
- Há dias maus… Shaun Tan ilustra-o bem, em A árvore vermelha.
- Antero de Quental dissera o mesmo, com algum pessimismo, em O palácio da ventura… (Vimos as diferenças.)
- Histórias com gatos? Sim, conheciam a de Jorge Amado. Menos, a de Luís Sepúlveda. 
Afinal o gato Zorbas existiu mesmo, adoeceu gravemente e a família teve de tomar uma decisão dolorosa que o escritor nos conta em As rosas de Atacama. (A eutanásia esteve em debate.)
- Evocação de Cesária Évora e Tito Paris - para desanuviar.
Poesia – para rematar. Xico Braga deu-nos duas belas receitas poéticas.


O 2º tempo (de um bloco de 90m), foi para os jovens escolherem livros de poesia da biblioteca escolar e selecionarem versos que leram em voz alta e com os quais se criou este cadáver esquisito:

«Manda ao ar uma mensagem
Onde desejas poder flutuar, sonhar
És feliz porque és assim
Coração de mulher que abrange a Natureza
O Mundo deve-me algumas coisas belas
No mel de loucas candeias
Como se lágrima fosse
Tristeza não tem fim, felicidade sim
Bebo à tua glória, meu Deus
E olha ao abandono dos deuses
Em seu luto embiocadas
São pedaços de alma
Na máscara desta tua voz leio o fogo que sente o teu sustento
É através de ti, ó árvore que celebra os esponsais entre mim e a Natureza
É certo que no primeiro dia não avancei muito»


Bibliografia:
Antero de Quental, Sonetos, Sá da Costa
José Fanha e Rui Ricardo, Era uma vez eu, Booksmile
Luís Sepúlveda, As rosas de Atacama, Porto Editora
Shaun Tan, A árvore vermelha, Kalandraka
Xico Braga e Isabel Teixeira de Sousa, Receitas poéticas, Edição de Autor

Em viagem... pela Feliciano Oleiro...



«Com três livrinhos apenas,
Poesia, narrativa e informação,
De palavras soltas e leituras
Se fez magia e reflexão.»

Esta quadra resume tudo. Foi mesmo assim! Ou seja:
- Poesia de Mésseder, encorajando a chuva…
- Uma viagem de autocarro de um neto e de sua avó, solidária e alegre, até aos subúrbios da sua cidade…
- Um outro passeio ao ar livre, para conhecer as borboletas e observar bem o arco-íris.
Duas sessões que passaram num instante. Muito interesse e participação, tanto no 4º A como no 4º B.
Gostámos todos. 
Até à próxima!

Bibliografia:
João Pedro Mésseder e Ana Biscaia, Poemas do conta-gotas, Xerefé
Maria Ana Peixe Dias, Inês Teixeira do Rosário e Bernardo Carvalho, Lá fora, Planeta Tangerina
Matt de la Peña e Christian Robinson, A última paragem, Minotauro/Almedina



terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

No Monte da Caparica, entre mães e filhos...


A professora Ludovina desafiou alunos de 5º ano e seus pais a irem à biblioteca. E, para esta 1ª sessão, convidou o Ler a meias para falar de livros, ler... e dar aos pais dicas sobre leitura…
Conversámos, pois, sobre possíveis formas de apoiar os filhos em Língua Portuguesa, exemplificando com um relato gráfico de férias e um caderninho para cópia de poemas…
Intercalámos leituras e narração de histórias, lendas, páginas de diário, textos informativos. Não faltaram sugestões de recurso à Net para pesquisas.
Utilizámos tradicionais jogos de palavras e de construção de histórias. Estes últimos exerceram um especial fascínio sobre os miúdos e graúdos presentes. 
Criar histórias, que prazer!
No final da sessão, todos requisitaram livros da biblioteca e escolheram livremente títulos (para oferta) que aguardavam pacientemente mãos interessadas, no escaparate do Leva e traz
Um chazinho e bolachinhas, à despedida, não poderiam vir mais a calhar para aquecer a noite gelada que fazia lá fora. E para alegrar ainda mais os sorrisos.
A anfitriã, a professora bibliotecária, estava satisfeita. Nós também.
(Consta que vamos voltar...)

Bibliografia:
José Fanha, Era uma vez eu, Booksmile
Olinda Beja, Um grão de café, Edições Esgotadas
Philippe Ug, Big Bang POP, Les grandes personnes
Wil Tirion e Milton Heifetz, Um passeio pelos céus, Gradiva

Jogos:
Diamino
Storycubes




sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Com escritores da Lusofonia..., no bairro de Santo António...

Completámos hoje a volta às escolas de 1º ciclo do Agrupamento da Caparica, indo à EB1 José Cardoso Pires.
Uma simpática receção, como sempre!...
Sessões com o mesmo tema das anteriores, como é natural. Mas realizando "viagens" diferentes, como também é costume...
Andámos pelo mapa mundo, contando com livro, saltitando entre países da Lusofonia, observando artesanato, escutando histórias e poesia.

No 4º A, acompanhámos Djuku que emigrou, tentando construir uma vida melhor... Em seguida, conhecemos Tomasinho-Cara-Feia que foi para a pesca da baleia (uma atividade muito perigosa que hoje em dia já não se pratica).
Uma boneca - uma mãe a moer grão no seu pilão (almofariz) - atraiu a atenção.

No 4º B, também demos um saltinho a Cabo Verde para conhecer Tomasinho-Cara-Feia (aliás, Tomasinho-Cara-Linda; Tomasinho-Arrojado...) e ficou assente: "E com a baleia voltará".
Na Ilha do Príncipe descobrimos Paguê, um menino trabalhador e honesto.
Escolhemos entre dois livros de autores brasileiros. André Neves foi a aposta vencedora. Assim  acompanhámos a professora Sofia. E até ouvimos um resumo de Amélia quer um cão, do mesmo autor/ilustrador.


Foi um prazer! Todos saímos satisfeitos.
Obrigada, senhores professores!
Obrigada, professora bibliotecária Cristina Cruz!
Obrigada, 4ºA e 4ºB, pela escuta, pela participação entusiasta e pelo lindo marcador!...
Bom Ano a todos!


Bibliografia:
Alain Corbel e Éric Lambé, A viagem de Djuku, Caminho
André Neves, A caligrafia de Dona Sofia, Paulinas (São Paulo)
Olinda Beja e Teresa Bondoso, Um grão de café, Edições Esgotadas
Sophia de Mello Breyner Andresen (Coord.), Primeiro livro de poesia, Caminho


quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Com escritores da Lusofonia, em Vila Nova de Caparica...

Regressámos à Caparica. Desta vez, a Vila Nova.
A 1ª sessão, com o 4ºA, foi feita de mão dada com Mia Couto (moçambicano), José Eduardo Agualusa (angolano), Jorge Amado (brasileiro) e Daniel Filipe (cabo-verdiano).
O planisfério ajudou-nos a visualizar o percurso desta longa “viagem”, durante a qual apreciámos artesanato, distinguimos a vida nas aldeias e nas cidades (diferentes, lá como cá), saboreámos pratos (mas só em fotografias, que pena!).
No “regresso”, surpresa! O 4º A tinha uma história de sua autoria para nos apresentar, ler e oferecer! Lemos (mesmo) a meias…! Que recordação fantástica!


O 4ºB veio em seguida à biblioteca, com o mesmo propósito: conhecer autores da Lusofonia, “ligando comunidades e culturas”.
Cada turma pode optar entre alguns livros. Por isso, a 2ª viagem seguiu um rumo diverso, pela mão de outros grandes escritores: José Luandino Vieira (angolano), Olinda Beja (são-tomense), Fátima Bettencourt (cabo-verdiana) e, de novo, Jorge Amado (autor escolhido por ambas as turmas).
O falhado milésimo golo de Pelé, o melhor jogador de futebol do século XX, foi a leitura comum a ambas as turmas; e, como afirmou um aluno, “as meninas não queriam uma história de futebol e afinal gostaram”. Verdade! (Também é verdade que, no 4ºB, conseguimos, em conjunto, imprimir mais emoção a este desafio Vasco da Gama-Santos. Estivemos verdadeiramente em campo! Em direto!)
Elas interessaram-se também por um colar de animais ferozes da savana… domesticados (e pendurados ao peito).

Duas sessões diferentes e em tudo idênticas, participadas com visível prazer.
Obrigada!
Bom Ano, meninas e meninos!


Bibliografia:
4ºA e professora Sandra, Um novo amigo, EB1/JI de Vila Nova de Caparica
Fátima Bettencourt e Felipe Alçada, A cruz do Rufino, Centro Cultural Português Praia-Mindelo
Jorge Amado e Aldemir Martins, A bola e o goleiro, Contexto & Imagem
José Eduardo Agualusa e Henrique Cayatte, Estranhões & Bizarrocos, D. Quixote
José Luandino Vieira, Kaputu Kinjila e o sócio dele Kambaxi Kiaxi, Letras &Coisas
Mia Couto e Danuta Wojciechowska, O beijo da palavrinha, Caminho
Olinda Beja e Teresa Bondoso, Um grão de café, Edições Esgotadas
Sophia de Mello Breyner Andresen (Coord.), Primeiro livro de poesia, Caminho





quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Natal... nos SSAP...

Tanto livro, tanta diversidade, tanta opção... e, está bom de ver, enveredámos pelo espírito natalício!
Vieram de mão dada o Pai Natal e o Menino Jesus, em narrativas de Matilde Rosa Araújo e Manuel António Pina, cheias de ternura e poesia... (Literatura para miúdos que nós, graúdos, apreciamos!)
Luísa Costa Gomes, com o seu conto Sentado no deserto, trouxe-nos uma noite de natal com uma visita indesejada, notícias tristes na televisão, uma família reunida por rotineiras razões... e várias contradições...
Formas diversas e solidárias de se passar o Natal, também passámos algumas em revista!
Rebuscando a memória, contámos histórias dos natais frugais e simples da nossa infância: sapatos à chaminé na esperança de se encontrarem presentes, ao acordar...; prendas de brinquedos artesanais; bonecas de pano feitas pelas nossas mães ou avós, as quais chegavam nuas, devendo-se ainda  confecionarem-se-lhes roupinhas...;  e, certa vez, uma boneca de papelão foi ao banho antes de ser vestida e... houve lágrimas!
Descobrimos que na Croácia também há a tradição do bacalhau com batatas... e lemos a saborosa receita. (Mas falta hortaliça!)
A árvore de Natal e os mercados de Natal que, segundo dizem, tiveram origem na Alemanha, também foram tema de conversa. Aliás, o bate-papo prosseguiu, mesmo depois da despedida com poesia: Luxo (Lixo) e Suas mãos, de Drummond. E de uma canção pelo nosso coro: É Natal!
Mais do que uma sessão de Contos e Recontos, trata-se já de um reencontro de amigos.
- Bom Natal! Ano Feliz!


Bibliografia:
Edith Vieira Phillips, Natal na Europa, receitas e curiosidades, Feitoria dos livros
Italo Moriconi (coord.), Os cem melhores poemas do século, Objetiva
João de Melo (coord.), Antologia do conto português, Dom Quixote
Manuel António Pina/ DanutaWojciechowska, O cavalinho de pau do Menino Jesus, Expresso
Matilde Rosa Araújo & Maria Keil, Florinda e o Pai Natal, Rainho e Neves, Lda

Webgrafia:
Carlos Drummond de Andrade, Suas mãos

Sessão de novembro; aqui.


 

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

A ler a meias... na EB1 Feliciano Oleiro



Foi dia de regresso... e apresentações.
Foi dia de saber de onde são originários os pais e avós destes alunos do quarto ano e assim determinarmos o fio das leituras que faríamos através do mundo, ligando comunidades e culturas...
Os meninos têm família espalhada pelo mundo inteiro, mas os ascendentes estrangeiros são sobretudo de Angola, Brasil, Moçambique, Espanha, China... e mais, muito mais.

Então (em ambas as turmas) começámos por uma lengalenga e fomos pelo mar fora: Era uma vez/ um barquinho pequenino/ que andava/ sempre sempre/ a navegar. Passaram-se uma, duas, três........
Acostámos a Angola, e fomos à aldeia de Nga Maria e Sô Policarpo e seus filhos.
Demos à costa do Brasil e conhecemos a professora Dona Sofia e o carteiro, Seu Ananias...
Ouvimos falar do amigo espanhol (no 4ºA) e do amigo chinês (no 4ºB)...
Vimos bonecas africanas que serviram para ver capulanas, falar de costumes diferentes, comparar a vida da aldeia e da cidade, observar um pilão, abrir o apetite para outras comidas...

Um aluno do 4º B relacionou os colares da boneca sul-africana com os das mulheres tailandesas e leu-nos a justificação desse uso! (Um excelente momento do Ler a meias...)

E agora um segredo (shiu!): a professora Manuela, do 4ºA, foi minha aluna de Língua Portuguesa!...
Foi um dia em cheio, cheiinho de viagens e poesia...


Bibliografia:
André Neves, A caligrafia de Dona Sofia, Paulinas (São Paulo)
Leonel Neves, Amigos em todo o mundo, Livros Horizonte
Maria Celestina Fernandes/Filipe Goulão, A árvore dos Gingongos, Editora Grecima





quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Prazer em conhecer, EB1 nº2 da Caparica!


Nova estreia, desta vez na Costa de Caparica.
Como fomos parar a esta escola? Eu explico! Tenho uma ex-aluna que é minha colega e que agora aí se encontra colocada como professora bibliotecária. Convidou-me. Um convite irrecusável, está bem de ver! E fui tão bem recebida, tão acarinhada que apraz voltar... na Semana da Leitura.
As sessões destinaram-se ao 4º B (de manhã) e ao 4º A (de tarde). E duraram 90 minutos, sem mostras de cansaço. (Queriam mais!)
Com autores da lusofonia, saímos de Portugal e percorremos países de onde vieram os meninos ou os seus progenitores: Cabo Verde, Angola, Moçambique, Brasil... Viajámos felizes, por entre mapas, histórias, versos e ilustrações. Demos a volta ao mundo: até demos um saltinho à China!


Trouxe de prenda um marco de correio de natal, feito pelo 4º B.
Chovia que Deus a dava, o que deveria ser motivo de satisfação..., mas talvez tenha atrapalhado a faina dos familiares de muitos destes meninos que são pescadores. Até uma menina pescadora nós descobrimos nesta escola! 
(O nosso desejado passeio à beira-mar também ficou adiado...)



Bibliografia:
André Neves, Obax, Paleta de Letras 
Bru Junça, ? , Conto por Ponto
Chico Buarque/André Letria, Chapeuzinho Amarelo, Quasi
Clovis Levi, O pinguim que morria de frio e outras histórias, Viajante do tempo
Eunice Meneses/Sónia Trigueirão, O tempero da morena, O melhor da cozinha africana, Marcador
Fátima Bettencourt/Felipe Alçada, A cruz do Rufino, Embaixada de Portugal em Cabo Verde e Instituto Camões, Centro Cultural Praia-Mindelo
Leonel Neves, Amigos em todo o mundo, Livros Horizonte
Luísa Coelho/Ana Cristina Dias, Nkuma e Chem-Chem, Contra-Margem
Maria Celestina Fernandes, A árvore dos gingongos, Editora Grecima 
Maria Isabel de Mendonça Soares (Coordenação)/Pedro Leitão, O Mar na cultura popular portuguesa, Terramar
Sónia Sultuane, A lua de N'Weti, Editorial Novembro