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domingo, 21 de outubro de 2018

Contos e Recontos, poemas e cantos... com picante, sem pecado...

O tema fora escolhido antes das férias, em junho, e confirmado em julho. Houve tempo para a mediadora reunir material, ler, optar, excluir..., hesitar e decidir.
Qual era então esse tema? Erotismo, sexualidade... por aí. Tema picante.

Começámos pela visão de um adolescente: o desenho de um beijo, símbolo de um amor idílico a que não faltavam Sol e um aconchegante arco-íris.

Ana Hatherly definiu o amor pela negativa: Viver sem amor/ É como não ter para onde ir/ Em nenhum lugar/ Encontrar casa ou mundo. (...)

Remontámos aos antigos mitos gregos e romanos e à lenda de Eros e Psique. A paixão do deus do amor (Eros/Cupido) e de uma bela princesa (Psique, a mente), de cuja união - dizem - nasceu a Volúpia.

Valeu-nos Miguel Real, e a alusão à sua Nova teoria do pecado, para nos libertar de algum pé atrás perante o que se seguiria; pé ante pé.

Uma Banda Desenhada (sobre adolescentes) fez-nos rir a bandeiras despregadas: Paixão e outros usos para hormonas em excesso. Escolhemos tópicos tais como: diferenças de género (o que eles e elas dizem /  o que eles e elas pensam...); desejos e inexperiência (os abracinhos no pátio - dos principiantes, do nível médio e dos especialistas...; as fantasias...); incompreensões de pais e filhos...

Literatura de cordel, de Thomas Bakk, trouxe sexo puro e duro... de lagartixas. Forte risada!

Seguiram-se memórias autobiográficas de uma jovem que partiu em viagem com o seu primeiro namorado, deixando um exame por fazer... Um texto de Gaelle Istanbul que foi escutado com emoção. Todos concordámos que valeu a pena toda aquela sua experiência e aventura. Rimos a bom rir com o comentário: "Estamos sempre a tempo, Manuela!"

Saltámos para a culinária. Rubem Alves falou-nos de suflé. Mas o que pretendia era estabelecer uma comparação. Aliás, a crónica intitulava-se A idade do suflé. E tal como o autor afirma, não vale a pena enumerar as partes do corpo que caem com o sopro do tempo - tanto na mulher como no homem. (Mas nada obsta...)

Faltava a canção. A condizer: António Zambujo, Flagrante. Cada qual com sua  cópia da letra; e toca a  cantar (mesmo que desafinando).

Despedidas. Com a promessa de passarmos ao "nível médio", em novembro. Tal a profusão de materiais, em atitude de espera... e o êxito, pois claro, que transpareceu em boa disposição.
Já temos data:
20 de novembro.

Outras leituras:
Poemas de Ana Hatherly
Mito de Eros e Psique
YouTube - António Araújo (letra de Maria do Rosário Pedreira): Flagrante


sexta-feira, 27 de julho de 2018

Contos e Recontos... para Netos e Avós


Em jeito de... PRÓLOGO
Reencontro nos SSAP.
Encerramento deste "ano letivo" (que, curiosamente, aí começou também).
Dia de aniversário: as nossas sessões tiveram início no dia 31 de julho de 2015. (O blogue assegura-o com precisão.)
A princípio, recorríamos sobretudo à literatura infantojuvenil, esperando ajudar os avós presentes na escolha de livros para ler aos netos... Gradualmente, passámos a tertúlias em torno de obras para "gente grande".
Tratando-se do 3º aniversário, festejado em pleno Dia Mundial dos Avós, e tendo sido convidados os netos, a seleção de textos recuou aos primórdios... Quanta emoção perpassa nas histórias tradicionais, nos álbuns de imagens, em histórias curtas!
Entre a assistência generosa, apenas dois netos: a Andressa Barichello e o Paulo Andrade. (É que a galeria de netos da Manuela cresce..., ao ritmo dos afetos.)

Recordando a SESSÃO
Percorremos um fio de palavras de:
José Fanha, Antigamente;
José Saramago, As pequenas (grandes) memórias - dos seus avós e do seu nome;
Roald Dahl, O feijoeiro mágico;
Cecília Meireles, Ou isto ou aquilo e A língua de nhem;
Roberto Innocenti/ J. Patrick Lewis, A casa;
Maria Judite de Carvalho, Casas;
Natalia Chernysheva, O regresso.
Seguindo estes livros e com este alinhamento, entremeando as leituras com comentários vários, histórias e memórias dos presentes, a sessão decorreu em caloroso e descontraído ambiente de prazer.
Tivemos uma Bruxinha a assistir, a qual nos desejou sorte e felicidades, a todos... (Pareceu mesmo uma fada, voando na vassoura das palavras...)
Por fim, lemos um lindo e comovente poema de um dos filhos da Aida: Aos avós.
Desta vez, com a maestra Alice a comandar, despedimo-nos novamente a cantar: Avozinha, vá lá, só mais uma...
Ninguém tinha pressa de sair!...
Obrigada!
Boas férias!

(Em junho, foi assim...)


BIBLIOGRAFIA:
Cecília Meireles/Thais Linhares, Ou isto ou aquilo, Editora Nova Fronteira
José Fanha/Rui Ricardo, Era uma vez eu, Booksmile
José Saramago, As pequenas memórias, Porto Editora
Maria Judite de Carvalho, A janela fingida, Seara Nova
Natalia Chernysheva, O regresso, Bruaá
Roald Dahl, Histórias em verso para meninos perversos, Teorema
Roberto Innocenti/J. Patrick Lewis, A casa, Kalandraka


sábado, 23 de junho de 2018

Nos SSAP, Contos, recontos e quentes sorrisos...



Na sessão deste mês, fizemos leituras, recontos; houve espaço para a narrativa, a poesia, o provérbio, a filosofia, a biografia...; e não faltou humor!
Entre velhos amigos, uma presença nova. A senhora que escreveu a letra de um hino dedicado aos Serviços Sociais e que abriu (e no fim, a nosso pedido, encerrou) esta sessão, com a respetiva leitura.
Aproxima-se o final deste ano "letivo" e fizemos avaliação da atividade do Ler a meias... ou seja, dos Contos e Recontos...


De um modo geral, quem lá estava é presença assídua desde o início, que gosta destes nossos reencontros, e foi, pois, generoso na apreciação: a seleção dos textos, a partilha alegre, o convívio proporcionado.
A partir dos textos lidos são bem-vindos os comentários e opiniões livres, bem como as histórias que a memória vai soltando, ao longo da escuta... - como é habitual acontecer.
(Que bom é quando assim sucede!)
Ou seja, "passámos" todos de ano! :-)


Teremos uma sessão-extra, a 26 de julho, Dia dos Avós. Ficam convidados avós e netos.
Sessão de maio, aqui.

Bibliografia:
Carlos Drummond de Andrade, Contos plausíveis, José Olympio Editora
Erling Kagge, Silêncio na era do ruído, Quetzal
Maria Rosa Colaço, Fado Portugês (in Coletânea - particular - de Fernanda Andrade)
Vergílio Ferreira, Contos, Bertrand Editora
Lia Zatz e Inácio Zatz, O que você vai ser quando morrer?, Lê
Millor Fernandes, Pif-Paf (in Diário Popular)

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Entre amigos, nos SSAP...


A Feira do Livro de Lisboa fica mesmo ali, a dois passos deste Centro de Convívio da Administração Pública. Espreitámos o jornal da sua 88ª edição, o qual nos conta a sua História, os locais por onde andou, acontecimentos por que passou, desde 1930.
Um outro jornal abriu-nos o apetite para irmos, em junho, às cerejas do Fundão, com a CP...
Seguidamente, o conto de Teolinda Gersão, Segurança, manteve-nos atentos e inquietos, até ao final... (Não cumprir uma promessa pode tornar-se angustiante!)
Um livro de Isabel Minhós Martins (que nos ajuda a abordar o tema da morte, junto de crianças) veio a propósito: Para onde vamos quando desaparecemos. Uma reflexão terna, simples e comovente.
(É desta autora o Pê de pai, considerado recentemente um dos dez melhores livros portugueses da literatura para menores de 16, dos últimos cinquenta anos!)
Quadras de Fernando Pessoa, foram lidas por todos. Aliás, desta vez, livros e jornais circularam de mão em mão... Quem tinha óculos, leu em voz alta.
Concluímos contando e lendo anedotas.
Uma sessão muito animada e participada.
(Desta vez, faltou o coro... Falta justificada!)
Regressaremos a 22 de junho!



Bibliografia:
Periódicos:
Destak, 25 de maio de 2018
Jornal da Feira do Livro 2018
...
Ficção:
Fernando Pessoa, Quadras, Assírio & Alvim
Isabel Minhós Martins/Bernardo Carvalho, Para onde vamos quando desaparecemos, Planeta Tangerina
João de Melo (Coord.), Antologia do conto português, Dom Quixote
Samomé de Almeida, Anedotas e adivinhas, Coleção Azul


segunda-feira, 23 de abril de 2018

Contos, cantos, poemas e recontos... em abril

 Assim celebrámos o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor: entre gente crescida, melhor, entre amigos de longa data.

A carteira, de Machado de Assis, foi o conto que abriu a sessão. Alguém, com dívidas, encontra uma carteira recheada... Que tentação! E quantos problemas de consciência?!...
Questões análogas, com diferente desenvolvimento, surgem em contos coligidos na Nova tertúlia de mentirosos. Lemos A bolsa certa (o dono de uma carteira perdida não queria dar a recompensa prometida!) e A verdadeira renúncia (ou seja, o mais fácil é... renunciar à renúncia!).

Uma grande feira (certamente o Roque Santeiro, em Luanda) - e as condições sócio-económicas de vendedores e clientes desse enorme mercado - é o cenário da história que contámos seguidamente: O caderno. Estivemos lá, de alma e coração, com Nelinha e sua mãe... no dia em que veio a polícia e se perdeu a ginguba (o amendoim) e o tal caderno de folhas por escrever...


A Ilda recordou uma ida à Feira Popular e um episódio de troca (involuntária e momentânea) de marido...  O verdadeiro marido presenciou a cena e riu a bom rir! O outro é que nem por isso!... (Aconteceu algo muito parecido à Emília...)

Ouvimos um poema de Almada Negreiros e também anedotas de um velhinho livro da Coleção Céu Azul.

Evocámos José Afonso: o cantor, o político. Mas também o pai. Lemos uma carta que escreveu à filha, na prisão de Caxias, que nos enterneceu a todos.

 A sessão encerrou com o nosso coro. Votámos para escolher a canção! Menina estás à janela...


Próxima sessão, dia 29 de maio.
No mês seguinte, 22 de junho.

Bibliografia:
Jean-Claude Carrière,  Nova tertúlia de mentirosos, Contos filosóficos do mundo inteiro, Teorema
José de Almada Negreiros, Poemas Escolhidos, Assírio & Alvim 
José Jorge Letria, Zeca Afonso, O que faz falta, Uma memória plural, Guerra e Paz
Machado de Assis, Contos, Livros do Brasil, Limitada, Lisboa
Manuel Rui, Da palma da mão, estórias infantis para adultos,  Cotovia, Luanda / Lisboa
Salomé de Almeida, Anedotas e adivinhas, Coleção Céu Azul, Editorial Minerva



quinta-feira, 22 de março de 2018

...De novo, Poesia, cantos, contos e recontos...

Reencontros felizes e novos encontros nos SSAP, à roda dos livros...
O lugar do primeiro amor, livro original de uma ceramista que é "uma grande artista" (tal como diz a sua avó) despertou interesse e evocou velhos tabus e preconceitos, hoje felizmente ultrapassados, de que nos lembramos bem!...
O Poema à mãe veio mesmo a propósito de uma das ilustrações: o filho que cresceu e parte, livre como as aves...
O Dicionário do nome das terras serviu para procurar o significado de Castro Verde (local onde vive Vanda Palma) e em seguida outros locais, sugeridos pelos presentes: Penamacor, Lisboa...
Então vimos passar Uma jovem no Chiado... E constatámos que há atitudes que nunca mudam! Quem vê esta jovem descontraída sorri, sussurra... Não terão mais o que fazer?... (Das pastelarias Bénard e Ferrari, raros se lembram. Estarão ainda lá?!... Temos de descobrir isso!)
Inesquecível é a jovem Sam Doló : «...perna de lagaia (raposa) / peito de fruteira / sorriso de goiaba /  rebolar de maré... Ai, Sam Dóló... Sam Dóló!»
Uma última história "de almanaque"...: Era uma vez... dois. Ela morava num incêndio. Ele, numa gota de chuva... Um conto de amor e separação.


Hoje foi este o fio das histórias e poemas. A Conceição, prosseguindo a fiada de amor e sedução, trouxe-nos Feiticeira. (Mesmo quem não conhecia a canção, à 2ª estrofe já alinhou na cantoria!...)
Uma horita e picos muito bem passada! 

Próxima sessão, dia 23 de abril!

Sessão anterior, 28 de fevereiro.



Bibliografia: 
António Torrado e Espiga Pinto, Almanaque lacónico, O Jornal
Eugénio de Andrade, Primeiros poemas - As mãos e os frutos - Os amantes sem dinheiro, Assírio & Alvim
João Fonseca, Dicionário do nome das terras, Casa das Letras
Maria Judite de Carvalho, A janela fingida, Seara nova
Olinda Beja, Aromas de Cajamanga, Escrituras
Vanda Palma, O lugar do primeiro amor, 100 Luz



terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Poesia, cantos, contos e recontos...


Com um Alforge de Heranças, iniciámos a viagem… De um poema que evoca a sesta de um pai num tosco abrigo, na planície alentejana, partimos para as nossas recordações. Os lisboetas presentes relembraram, sobretudo, banhos de mar na Linha ou na Costa (era obrigatório aproveitar os escudos pagos pela viagem), aprender ou não a nadar, piqueniques na mata com os pesados cozinhados da época…, idas em família ao Jardim Zoológico… E, claro, estabeleceram-se comparações.

Ruy Belo lembrou-nos: crianças e infância coincidem!…
Marina Colasanti maravilhou-nos com contos de fadas dos tempos modernos, explicando a origem da voz do mar escutada numa concha ou fazendo-nos acreditar na magia de um tear (A moça tecelã).
De passagem, questionou-se - e defendeu-se - o Acordo Ortográfico.
A crua atualidade apresentou-se: conflitos na Palestina, dramas na Síria, migrantes no mundo…
Para desanuviar o ambiente, rimos com contos tradicionais, divertidamente recriados por Roald Dahl.
Por fim, uma canção. Em coro, como sempre. Celebrando a amizade.



Bibliografia:
Fernando Fitas, Alforge de heranças, Associação Cultural Manuel da Fonseca
Marina Colasanti, Doze reis e a moça no labirinto do vento, Global
Roald Dahl e Quentin Blake, Histórias em verso para meninos perversos, Teorema
Ruy Belo, Antologia poética, Cidadão de longe e de ninguém, Círculo de Leitores

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Natal... nos SSAP...

Tanto livro, tanta diversidade, tanta opção... e, está bom de ver, enveredámos pelo espírito natalício!
Vieram de mão dada o Pai Natal e o Menino Jesus, em narrativas de Matilde Rosa Araújo e Manuel António Pina, cheias de ternura e poesia... (Literatura para miúdos que nós, graúdos, apreciamos!)
Luísa Costa Gomes, com o seu conto Sentado no deserto, trouxe-nos uma noite de natal com uma visita indesejada, notícias tristes na televisão, uma família reunida por rotineiras razões... e várias contradições...
Formas diversas e solidárias de se passar o Natal, também passámos algumas em revista!
Rebuscando a memória, contámos histórias dos natais frugais e simples da nossa infância: sapatos à chaminé na esperança de se encontrarem presentes, ao acordar...; prendas de brinquedos artesanais; bonecas de pano feitas pelas nossas mães ou avós, as quais chegavam nuas, devendo-se ainda  confecionarem-se-lhes roupinhas...;  e, certa vez, uma boneca de papelão foi ao banho antes de ser vestida e... houve lágrimas!
Descobrimos que na Croácia também há a tradição do bacalhau com batatas... e lemos a saborosa receita. (Mas falta hortaliça!)
A árvore de Natal e os mercados de Natal que, segundo dizem, tiveram origem na Alemanha, também foram tema de conversa. Aliás, o bate-papo prosseguiu, mesmo depois da despedida com poesia: Luxo (Lixo) e Suas mãos, de Drummond. E de uma canção pelo nosso coro: É Natal!
Mais do que uma sessão de Contos e Recontos, trata-se já de um reencontro de amigos.
- Bom Natal! Ano Feliz!


Bibliografia:
Edith Vieira Phillips, Natal na Europa, receitas e curiosidades, Feitoria dos livros
Italo Moriconi (coord.), Os cem melhores poemas do século, Objetiva
João de Melo (coord.), Antologia do conto português, Dom Quixote
Manuel António Pina/ DanutaWojciechowska, O cavalinho de pau do Menino Jesus, Expresso
Matilde Rosa Araújo & Maria Keil, Florinda e o Pai Natal, Rainho e Neves, Lda

Webgrafia:
Carlos Drummond de Andrade, Suas mãos

Sessão de novembro; aqui.


 

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Entre maiores, com memórias...

Estivemos de novo juntos no Centro de convívio.

Recordando os tempos de escola e o primeiro beijo.
Falando de amor, mas também de paz e de guerra.
Entre histórias pessoais em diálogo com as dos livros para Ler a meias...
Evocando outros tempos, com narrativas e poemas. Nem faltou a leitura de uma fábula angolana, com o respetivo sotaque. Nem também o habitual coro final, desta vez cantando A fisga.
Uma sessão passada ora rindo ora muito sérios; ora tagarelando ora em comovido silêncio...
Das memórias dos participantes, realço certo primeiro beijo que foi dado de sopetão, apanhando de  surpresa a jovem de 14 anos que só pensou: "Ai se a minha mãe sabe!"... E não é que ele foi mesmo o futuro marido, o seu companheiro de toda a vida?...
História divertida foi também a daquele neto que perguntava às meninas, saltando etapas, se queriam casar com ele e se surpreendia com a resposta negativa! Por sua vez, quando uma delas lhe pediu dois beijos, ele estranhou e recusou: um bastaria!...
As conversas são como as cerejas...

Uma sessão de que nos despedimos escutando manifestações de simpatia e prazer.
A próxima já tem data: 13 de dezembro.
Até lá, amigos!

Em outubro, foi assim...


Bibliografia:
António Gedeão, Poesias completas, Sá da Costa
João Pedro Mésseder/Ana Biscaia, Que luz estarias a ler?, Xerefé Edições
Jorge Araújo, Beija-mim, Aletheia Editores
José Luandino Vieira, Kaputu Kinjila e o sócio dele Kambaxi Kiaxi, Uma fábula angolana, Letras & Coisas 
Sara Guerra/Marta Inês, Bilhete postal, Pé-coxinho



terça-feira, 24 de outubro de 2017

Recomeço nos SSAP

Passámos hoje uma bela tarde, no Centro de convívio.
Uma sessão na senda do tema das bibliotecas escolares: Ligando comunidades e culturas; e sem esquecer o desafio de partilharmos as nossas próprias histórias.
Álbuns de imagens, narrativa de memórias, poemas, contos e recontos..., sustentaram a nossa imaginação, reflexões e emoções, em torno do quotidiano no nosso mundo, das migrações, da esperança no futuro, da generosidade e dura ação de voluntários...
Para despoletar a partilha das nossas memórias, Romeu Correia foi o primeiro a ter a palavra: O primeiro dia de escola. Tanto bastou para que várias histórias surgissem da plateia.
Assim recordámos a nossa infância, a escola e os castigos físicos, medos e aventuras. E mais, muito mais. Até tivemos uma galinha de Trancoso, inesquecível. E um piano tocado por algum fantasma numa sala de espera cheia de zombies! Não faltaram recordações, risos e palmas!
Olhos abertos, silêncio atento, emoções despertas... a nossa hora voou.
Muito afeto, à despedida.
Até novembro!

Na sessão anterior, foi assim...

Bibliografia:
Isabel Minhós Martins/Bernardo Carvalho, O mundo num segundo, Planeta Tangerina
Mariana Chiesa Mateos, Migrando, Orfeu Mini
Miguel Torga, poemas
Vários, Histórias para não adormecer, Relatos dos voluntários da AMI em diversos pontos do mundo, Fundação da AMI


domingo, 22 de outubro de 2017

O prometido é devido...


Alô, SSAP!
Combinámos partilhar memórias. Falar delas, talvez escrevê-las. (Estão lembrados?)
O nosso reencontro vem aí, muito em breve...
Pensei nisso. Lembrei-me de como a minha mãe me ajudou a gostar de ler...
Uma memória de gratidão.
Aqui vai!


Oiço muito boa gente falar de histórias que lhes contavam na infância, de poemas que aprenderam a recitar e que sabem de cor. De grandes bibliotecas que havia lá em casa e de pais leitores. De livros proibidos, alguns fechados à chave, que aguçavam o prazer de ler. De como isso contribuiu para o seu gosto pela literatura.
Posso estar a ser injusta, mas creio que não tive essa sorte. Na verdade, não conservo sequer a memória de escutar histórias ao deitar. Tal não me surpreende: a minha mãe sempre pôs em primeiro lugar ter a casa num brinquinho, não deixar nada à espera do dia seguinte, despachar-se para finalmente repousar, gemendo de cansaço até dar por findas as tarefas de cada dia.
Esta mãe, professora que o marido não quis que trabalhasse “fora de casa”, exercendo a sua profissão, tornou-se doméstica exímia. Não deixou, contudo, de ser uma grande promotora de leitura. Era escasso o plafond financeiro, oh se era!, mas comprava-me livros, quando eu pedia e ela podia. Não arranjava tempo para os ler comigo, realmente não, mas dispunha-se a ouvi-los; ela lidando e eu lendo. Lembro-me de, por norma, eu o fazer sentada na mesa da cozinha. Ou então na varanda. De ler com prazer, acreditando dar-lhe esse mesmo prazer, enquanto cozinhava ou cosia. Provava-me estar atenta. Pelo meio, dava-me um sinónimo, respondia-me a alguma dúvida, rematava a leitura com um provérbio…: Querer é poder. Devagar se vai ao longe. Mais vale um pássaro na mão do que dois a voar. Quem ri por último, ri melhor. 
A estrutura de uma carta e de um envelope, também as apreendi com a sua ajuda. Era escrita regular para família que vivia a duas semanas de viagem de navio a vapor, isto é, além-mar, a milhas de distância… Começava-se pelo rascunho - que era depois corrigido e passado a limpo. E a seguir passado a limpo tantas vezes quantas as necessárias, até ficar sem erros de ortografia nem rasuras, e sem apresentar nenhum dos temíveis borrões da caneta de aparo ou da de tinta permanente que eram usadas nesse tempo. Tudo a ser reescrito cada vez com maior sacrifício e com mais ralhetes pelo meio. Até vir o suspiro libertador: “Enganaste-te outra vez aqui…, mas pronto, fica assim!”… (Ainda oiço esse suspiro.)
Era professora, daquele tempo, pois. (Já disse, não é verdade?...)
Ora a minha mãe, com a sua formação e recursos, a seu modo, foi a minha mediadora de leitura e escrita. Conservo esta paixão.
Sempre é verdade que todos os caminhos vão dar a Roma.

terça-feira, 20 de junho de 2017

Contos, cantos, poemas e recontos

Uma vez mais, lemos a meias nos Serviços Sociais.
Um desafio (uma ideia da Ilda, na última sessão) foi lançado: vamos dedicar minutos a contar as nossas memórias alegres ou tristes..., divertidas?... Vamos ouvi-las, talvez escrevê-las...?
Diz um provérbio indiano: "Cada vez que morre um idoso, desaparece uma biblioteca". É preciso tentar evitá-lo! Vamos a isso?...
Xico Braga serviu de modelo, com a leitura de algumas das histórias em que recorda os seus tempos de menino.
António Gedeão ofereceu-nos poesia...
Lemos, depois, um conto de Joaquim Letria: Era uma vez uma menina que tinha um galo... Um galo que foi vendido para que pudesse aprender a ler.
Daí até à Cartilha de João de Deus foi um saltinho. Vinte e cinco lições para aprender a ler. E um texto que a Aida sabia de cor. Um texto que hoje, no nosso sistema de educação laico, não faria parte dos nossos manuais.
Por fim, um pedido: que contasse, de novo, Apesar de tudo.
Neste Dia Mundial do Refugiado, fazia todo o sentido. Assim foi. E, como de costume, a história acabou numa roda.
A fechar, a Conceição cantou a canção do costume... e nós fizemos coro.
Mais uma sessão cheia de leituras, conversas e prazer, com despedidas calorosas.

AQUI: Sessão anterior, de 15 de maio.

Bibliografia:
António Gedeão, Poemas escolhidos, Edições João Sá da Costa 
Ilse Losa, A minha melhor história, Editora Nova Crítica
João de Deus, Cartilha maternal ou Arte da leitura, Edição Expresso
Joaquim Letria, Histórias para ler e deitar fora, Círculo de Leitores
Xico Braga, Estórias para um neto, edição de autor, com apoio da Câmara Municipal do Seixal



segunda-feira, 15 de maio de 2017

Contos, cantos, poemas e recontos...


Dia para "ler a meias", no centro de convívio dos Serviços Sociais.
À medida que nos vamos conhecendo, são mais alegres e descontraídos os nossos reencontros.

Iniciámos a sessão com o reconto de uma lenda: a da Europa.
Recordámos, de caminho, etapas da História da União Europeia.

Escutámos, em seguida, "a casa das vinte mil histórias" falar-nos da sua vida, ao longo do século XX. E assim atravessámos os seus tempos de paz e de guerra, momentos de alegria e de tristeza; acompanhámos o devir das estações e o crescimento das crianças que ali nasceram; vimos aligeirar o guarda-roupa e subir a altura das saias; a troca do carro de bois pelo automóvel, o abandono do campo e a demanda da cidade... E , entretanto, a casa cada vez mais em ruínas, sem vislumbre de restauro...
A Conceição contou o fim feliz de uma casa do Piódão (tal como teve a do livro).

Bem a propósito, lemos, a seguir, pequenas memórias de José Saramago: o seu nome, casas... e a sua pesca no rio. E depois, pelas ilustrações de Manuel Estrada, fizemos o reconto deste mesmo episódio.

Por fim, como se aproxima o Dia Internacional dos Museus, recordámos famosas obras de pintores e escultores, e pensámos em como a arte nos desperta emoções.

Satisfeitos, despedimo-nos.
Até junho!

A posterior conversa particular com a Ilda, sobre livros e experiências vividas, despertou a ideia de contarmos, também nós, algumas pequenas memórias... (Vamos lançar o desafio!)


Sessão de abril: AQUI.


Bibliografia:
Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, A Europa dá as mãos, Centro de Informação Jacques Delors
J. Patrick Lewis / Roberto Innocenti, A casa, Kalandraka
José Saramago, As pequenas memórias, Porto Editora
José Saramago / Manuel Estrada, O silêncio da água, Caminho
Susan Verde / Peter Reynolds, O museu, Editorial Presença


sexta-feira, 7 de abril de 2017

Em abril, a Liberdade...

Dia de regresso aos SSAP...
Muita gente conhecida, alguns de novo... Uma breve apresentação e começou a sessão. Com uma adivinha. (O trabalho artesanal de Bru Junça, com os seus livros de tecido, foi elogiado - por quem sabe dar valor àquele labor.)
A pedido da Conceição, eu preparara, de novo, o conto Apesar de tudo. E (re)contei-o. (Ainda hesitei, pois a Conceição esteve ausente...). Fiz bem: Ilse Losa emocionou!
Para desanuviar..., poemas de Eugénio de Andrade (dos que ele escreveu para o neto Miguel): Não quero, não! e outros.
Onde estávamos no 25 de abril?... Desfiámos memórias de vida. Falámos desse momento da História de Portugal. Opinámos. E vimos, de seguida, um livro de fotografia e poesia. Evocámos Eduardo Gageiro, um fotógrafo português de renome.
Por fim, O conto da ilha desconhecida, de Saramago, pleno de imaginação e de ironia, encantou e divertiu... Derrubou preconceitos. Fez despertar vontade de ler o conto, de conhecer o autor.
A "plateia" foi participativa, calorosa... fantástica.
Também eu agradeço os bons momentos que passámos juntos.
Páscoa feliz!


Bibliografia:
Bru Junça, ?, Conto por ponto
Eduardo Gageiro, 30 anos de esperanças, 25 de abril - 1974-2004, Câmara Municipal de Loures e Museu Municipal de Loures
Eugénio de Andrade, Aquela nuvem e outras, Edições ASA
Ilse Losa, A minha melhor história, Editora Nova Crítica
José Saramago, O conto da ilha desconhecida, Caminho


Sessão anterior, AQUI.

quinta-feira, 9 de março de 2017

Num dos SSAP, no Dia da Mulher...


A sala de convívio tinha muitos velhos amigos bem como caras desconhecidas que foram aos Contos e Recontos pela primeira vez.


Ambiente amistoso e familiar. Na assistência, mulheres, sobretudo.
Bom pretexto para começar com a narração de Os dez anõezinhos da Tia Verde-Água. Uma provocação. Hoje ninguém contaria esta história aos netos, mas contaram-no-la a nós, em criança... "As tarefas são partilhadas", disse a Conceição, sem gerar contraditório. E, sobretudo, a violência doméstica não se tolera!
Grandes passos, embora haja ainda um longo caminho a percorrer.
Veio uma boneca: uma mamana moçambicana, com seu filho às costas e trouxa de roupa à cabeça: para evocar outras realidades...
Depois...
Chegou a voz de Matilde Rosa Araújo: Mise.
Uma crónica de Maria Rosa Colaço: Mãe.
Uma fábula: O sol e o vento. ( O Sol teve habilidade feminina!) Como eram diferentes os livros infantis de outrora!!!
Dois poemas de Alice Vieira. (O que acham mais fácil? Dizer "Amo-te" ou "Adoro-te"?... :-)
A propósito, Fernando Pessoa foi citado e apontámos itinerários para visitar as suas casas, em Lisboa...
Terminámos com Heroínas portuguesas, mulheres que fizeram algo de novo e ajudaram a mudar mentalidades, participando na batalha pela igualdade entre os géneros.
Conhecem Lourdes Sá Teixeira?
Foi a 1ª mulher portuguesa com curso de piloto, em 1928. (E nunca mais pôde voar!)
Bom fecho para esta sessão (já com a próxima agendada para abril).
Mas antes, claro, tivemos uma Melodia de sempre, da Conceição. Começou por ser um dueto; acabou em coro geral... como de costume.

 Sessão anterior, aqui. 

Bibliografia:
Alice Vieira, Os armários da noite, Caminho
Fina d'Armada, Heroínas Portuguesas, Mulheres que enganaram o poder e a História, Ésquilo
Maria de Lourdes Varanda & Maria Manuela Santos, Poetas de hoje e de ontem, Escritório Editora
Maria Rosa Colaço, Não quero ser grande, Crónicas, Escritor
O cão fiel e outros contos para crianças, Editorial Infantil Majora


sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Ler a meias..., entre gente grande...


Uma vez mais, nos Serviços Sociais. Entre gente grande que me recebe de braços abertos. Entre amigos. Com livros para todas as idades.
Poesia, contos e recontos a criar as pontes que nos ligam.

Mário Castrim fez-nos rir com A cómoda incómoda.
Chema Heras enterneceu-nos com os Avós. E pôs à prova a nossa memória!
Ilse Losa emocionou-nos com o seu conto Apesar de tudo. Uma história que nos transportou à atualidade, aos refugiados, à dura luta pela sobrevivência..., à esperança que nos move.
Sebastião da Gama trouxe o Sonho.
Afonso Cruz definiu a Felicidade... (e gerou polémica!)
Falou-se de "Risodinâmica", do poder e dos benefícios do riso.
E ainda pensámos em exílio, emigração, saudades - tudo a partir de um conto de Natal de Manuel Alegre: A estrela.


A nossa despedida aconteceu como é habitual: cantando. Seleção da Conceição. Juntaram-se ao coro a Aida e a Assunção. Mais a Manuela... E muitas outras vozes... O Vinho Verde vinha mesmo a propósito da conversa... (e a canção era conhecida!)
- Feliz Natal!
- Até para o ano!

( Sessão anterior: aqui.)

Bibliografia:
Afonso Cruz, Enciclopédia da estória universal, Recolha de Alexandria, Alfaguara
Chema Heras/Rosa Osuna, Avós, Kalandraka
Ilse Losa, A minha melhor história, Editora Nova Crítica
Mário Castrim, Histórias com juízo, Plátano Editora
Sebastião da Gama, Pelo sonho é que vamos, Edições Ática
Vários, Vésperas de Natal, Contos, Dom Quixote 


segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Recomeçou o Ler a meias...

A 1ª sessão deste "ano letivo" teve lugar entre "gente grande".
Começámos com uma lengalenga, para testar a memória... e rir a bom rir!
A parábola As três peneiras, recontada por António Botto (em O Livro das crianças) suscitou interesse e conversa. Uma grande lição para crianças e... adultos.
A sessão continuou animada, com Almada Negreiros e desenhos de criança...; com uma opinião médica sobre histórias ao adormecer...; com o relato de um reformado sobre esta nova etapa da sua vida (do livro Os sonhos não têm rugas), o qual gerou comoção.
Havia quem se lembrasse da Nau Catrineta (ainda se puxou pela memória e se arriscaram alguns versos do romance); mas divertido, mesmo, foi ouvir a Nau Mentireta...
Demos um saltinho ao Brasil. André Neves ofereceu-nos A caligrafia de Dona Sofia. Uma história que espalhou muita poesia..., valorizou a amizade... e deu um "exemplo" que talvez germine... Agradou a particularidade de Sofia não ser avó! E, também por isso, foi a história preferida da Zulmira!...
Na "plateia", havia crescidos participativos. Novamente a Conceição Madeira trouxe canções que entoámos a meias: A fisga, dos Rio Grande, e uma outra: Avozinha, vá lá só mais uma...
Há que preencher o tempo da aposentação com convívio, atividades, novos interesses, novas aprendizagens...
Entre nós, assim aconteceu hoje. Convivemos. Partilhámos tempo, leituras, ideias, poesia. Alegria.

Sessões anteriores de Ler a meias...:
1ª - 31/7/2015  Contos dos avós
2ª - 19/11/2015 , Receita para avós felizes
3ª - 3/5/2016 Contos para todos
Esta, a 4ª, Contos e Recontos.


Qual o melhor título para esta atividade?...

Bibliografia:
A casa do João, Editora Replicação
Almada Negreiros, A invenção do dia claro, Assírio & Alvim
André Neves, A caligrafia de Dona Sofia, Paulinas
António Botto, O livro das crianças, Editorial Presença
Luísa Ducla Soares, A nau mentireta, Civilização
Maria do Rosário Gama et al., Os sonhos não têm rugas, Oficina do livro
Mário Cordeiro, Uma história ao adormecer... ou para adormecer, jornal i , 18/10/2016


domingo, 31 de julho de 2016

Balanço: mais um ano a ler a meias...

Ler a meias... mantém-se um projeto em regime de voluntariado, desenvolvido sobretudo em estabelecimentos escolares, em estreita colaboração com professores bibliotecários ou outros responsáveis por  atividades de promoção do livro e da leitura.



No ano escolar findo, foram três as escolas em que continuei a desenvolver um trabalho regular:
- Agrupamento Anselmo de Andrade22 sessões
·         EB1/JI do Pragal – 4º A e 4º B (3º A e 3º B, apenas uma vez, no “Dia da Escola”);
·         EB1/JI Feliciano Oleiro - 4º A e 4º B.
- Agrupamento Emídio Navarro16 sessões
·         EB1/JI nº 3 da Cova da Piedade (“Escola dos Caranguejais”) – 3º A e 4º A.



Como seria de esperar, voltei à EB1 Casal de Bolinhos; fiz também uma estreia na EB1 de Vila Fresca (5 sessões nestas duas escolas do Agrupamento de Azeitão).
Uma segunda estreia aconteceu em duas turminhas de um Jardim Infantil, em Sapadores: 2 sessões inesquecíveis.
Retornei, por duas vezes, ao Centro de Convívio dos Serviços Sociais da Administração Pública, onde se alternam histórias para netos e avós (e não-avós), muito ternos e interessados.

Feitas as contas, foram realizadas 47 sessões de mediação de leitura, ao longo de 2015/2016.
(O número de sessões continua a reduzir, o que parece justo..., mas, em boa verdade, atribulações várias impediram a minha ida a Vila Nogueira de Azeitão e ao Agrupamento Castelo-Poente, em Sesimbra, como estava previsto.)

Escutar os meninos dizendo que passaram a "gostar mais dos livros", e que leem - "o que era raro", faz sentir que cumpri objetivos.
Valeu a pena!

(Principalmente ao ler, mais tarde, o balanço dos meninos do Agrupamento da Anselmo).


terça-feira, 3 de maio de 2016

Contos para todos...

Foram muitos os contos hoje lidos nos Serviços Sociais da Administração Pública, para avós (ou talvez não) muito atentos... Não faltou variedade nem livros para todas as idades.
Ora vejam:
Um assustador assaltante - que apenas queria atenção e ouvir histórias... (Mia Couto);
Destrava-línguas (Luísa Ducla Soares);
Palavras cruzadas e histórias, para "saber mais que os pais (e os avós)"... (Sílvia Alves e Paulo Freixinho);
"Adivinha": Será... um caracol? (álbum desdobrável de Guido Van Genechten);
Um mercador de coisa nenhuma, vendedor de sonhos... (António Torrado);
A cabeça no ar, Basta imaginar... (poesias de Manuel António Pina);
O nascimento das estrelas (em livro pop-up);
Memórias de infância, em jeito de diário... (José Fanha).
Pelo meio, entrelaçámos conversas sobre os autores, as diferentes edições, a nova ilustração, curiosidades várias.
Mais seria impossível, apesar de ninguém dar mostras de cansaço.
As manifestações de agrado foram muitas, de parte a parte. Tudo graças ao poder da Literatura e da leitura a meias.
Que prazer!


SESSÃO ANTERIOR: aqui.



quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Ler a meias...: "Receita para avós felizes..."

Ingredientes:
Histórias,
poesias,
canções,
conversas sérias e vadias...

Preparação:
Pensar no público-alvo,
selecionar livros,
ler, ler e reler, dias e dias...

Confeção:
Cria-se um ambiente familiar,
convertem-se os livros em palavras
que se elevam pelo ar,
seja informação, ficção ou poesia,
talvez também uma pitada de filosofia...
Entremeiam-se emoções como cores do arco-íris.
Entrelaça-se realidade e fantasia:
notícia, poema, narração, canção, biografia...
A palavra tem magia.
Faz nascer sorrisos ou uma lágrima atrevida...
E a despedida rejubila de alegria!

Foi assim tal e qual, hoje, num certo centro de convívio de Serviços Sociais  da Administração Pública, em que estive pela segunda vez, com "gente grande"...
Voltei. 
À despedida, surpreenderam-me com uma velha canção de Maria de Lurdes Resende: 
Avozinha. 
«Avózinha, vá lá só mais uma
Conta que eu não faço oó
Conta aquela da Fada de Espuma
Conta alguma, querida avó (...)»
Cativámo-nos mutuamente.
Foi um prazer! 
Obrigada! E até mais ver...


Bibliografia:
Livrinhos da coleção Formiguinha, da Editorial Infantil Majora
Antoine Saint-Exupéry, O principezinho, Editorial Aster
Benjamin Lacombe, Cuentos silenciosos, Edelvives
Poemas para um dia feliz, org. José Fanha, Gailivro
Ilse Losa, A minha melhor história (e outras histórias), Editora Nova crítica
Mariana Chiesa Mateos, Migrando, Orfeu Mini
Sandol Stoddard, Estava a pensar..., bruaá editora


Sessão anterior, AQUI.