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sábado, 23 de junho de 2018

Nos SSAP, Contos, recontos e quentes sorrisos...



Na sessão deste mês, fizemos leituras, recontos; houve espaço para a narrativa, a poesia, o provérbio, a filosofia, a biografia...; e não faltou humor!
Entre velhos amigos, uma presença nova. A senhora que escreveu a letra de um hino dedicado aos Serviços Sociais e que abriu (e no fim, a nosso pedido, encerrou) esta sessão, com a respetiva leitura.
Aproxima-se o final deste ano "letivo" e fizemos avaliação da atividade do Ler a meias... ou seja, dos Contos e Recontos...


De um modo geral, quem lá estava é presença assídua desde o início, que gosta destes nossos reencontros, e foi, pois, generoso na apreciação: a seleção dos textos, a partilha alegre, o convívio proporcionado.
A partir dos textos lidos são bem-vindos os comentários e opiniões livres, bem como as histórias que a memória vai soltando, ao longo da escuta... - como é habitual acontecer.
(Que bom é quando assim sucede!)
Ou seja, "passámos" todos de ano! :-)


Teremos uma sessão-extra, a 26 de julho, Dia dos Avós. Ficam convidados avós e netos.
Sessão de maio, aqui.

Bibliografia:
Carlos Drummond de Andrade, Contos plausíveis, José Olympio Editora
Erling Kagge, Silêncio na era do ruído, Quetzal
Maria Rosa Colaço, Fado Portugês (in Coletânea - particular - de Fernanda Andrade)
Vergílio Ferreira, Contos, Bertrand Editora
Lia Zatz e Inácio Zatz, O que você vai ser quando morrer?, Lê
Millor Fernandes, Pif-Paf (in Diário Popular)

quarta-feira, 23 de maio de 2018

De mãos dadas com histórias e memórias... II




Festejava-se hoje o 9º aniversário da Biblioteca Municipal José Saramago, em cuja inauguração Saramago esteve presente. Fora Prémio Nobel da Literatura, em 1998.
As nossas visitas para esta festa de anos vieram do Centro de Dia do Feijó. Foi o 2º encontro com as anfitriãs Carla Romeiro e Manuela Caeiro (representando a Universidade Popular Almada).
A sessão foi muito participada por todos os presentes.
Nós contámos histórias de fazer anos..., de João de Deus e Maria Rosa Colaço.
Poesias para sonhar e sorrir, foram lidas pela Cláudia.
Desfiaram-se memórias de dias de anos e de outros momentos da vida, alguns difíceis.
Houve quem levasse versos escritos, mas há quem os diga ou cante, de improviso...
A Bárbara não aprendeu a ler, mas canta o Romanceiro, e esteve particularmente entusiasmada com a ideia. E gostámos muito de a escutar!
Não faltaram anedotas...


Um livro de quadras de Fernando Pessoa circulou pela sala e cada qual leu quanto quis, em voz alta. Os olhos e a falta de óculos não permitiram que alguns o fizessem, mas a Drª Marta ajudou. Entretanto, descobrimos uma leitora  ótima, com voz sonora e pausada, e excelente dicção. Palmas!!!
Enquanto metade do grupo esperava pelo transporte, prosseguimos com anedotas de um livro bem velhinho...
À partida, António Matos Rodrigues cantou o seu Hino do Centro do Feijó.
E dedicou versos à biblioteca:

                                 Na verdade, isto
                                 é uma grande estaleca
                                 e é uma felicidade.
                                 Parabéns à biblioteca.

                                 É lindo é, sim senhor
                                 A biblioteca é um amor
                                 e não há coisa mais bela.
                                 E não há, não senhor!

Gostaram! Não tinham pressa para ir lanchar nem se regatearam abraços...
Passou-se um bom bocadinho - avaliou alguém.

SESSÃO ANTERIOR, aqui.

Bibliografia:
Fernando Pessoa, Quadras, Assírio & Alvim
Fernando Vale (org), Versos de João de Deus para o povo e para as creanças, Portugalmundo
Maria Rosa Colaço, Não quero ser grande, Crónicas, Escritor
Maria Rosa Colaço, Versos diversos para meninos travessos, Europress
Salomé de Almeida, Anedotas e adivinhas, Coleção Céu Azul


quinta-feira, 22 de março de 2018

...De novo, Poesia, cantos, contos e recontos...

Reencontros felizes e novos encontros nos SSAP, à roda dos livros...
O lugar do primeiro amor, livro original de uma ceramista que é "uma grande artista" (tal como diz a sua avó) despertou interesse e evocou velhos tabus e preconceitos, hoje felizmente ultrapassados, de que nos lembramos bem!...
O Poema à mãe veio mesmo a propósito de uma das ilustrações: o filho que cresceu e parte, livre como as aves...
O Dicionário do nome das terras serviu para procurar o significado de Castro Verde (local onde vive Vanda Palma) e em seguida outros locais, sugeridos pelos presentes: Penamacor, Lisboa...
Então vimos passar Uma jovem no Chiado... E constatámos que há atitudes que nunca mudam! Quem vê esta jovem descontraída sorri, sussurra... Não terão mais o que fazer?... (Das pastelarias Bénard e Ferrari, raros se lembram. Estarão ainda lá?!... Temos de descobrir isso!)
Inesquecível é a jovem Sam Doló : «...perna de lagaia (raposa) / peito de fruteira / sorriso de goiaba /  rebolar de maré... Ai, Sam Dóló... Sam Dóló!»
Uma última história "de almanaque"...: Era uma vez... dois. Ela morava num incêndio. Ele, numa gota de chuva... Um conto de amor e separação.


Hoje foi este o fio das histórias e poemas. A Conceição, prosseguindo a fiada de amor e sedução, trouxe-nos Feiticeira. (Mesmo quem não conhecia a canção, à 2ª estrofe já alinhou na cantoria!...)
Uma horita e picos muito bem passada! 

Próxima sessão, dia 23 de abril!

Sessão anterior, 28 de fevereiro.



Bibliografia: 
António Torrado e Espiga Pinto, Almanaque lacónico, O Jornal
Eugénio de Andrade, Primeiros poemas - As mãos e os frutos - Os amantes sem dinheiro, Assírio & Alvim
João Fonseca, Dicionário do nome das terras, Casa das Letras
Maria Judite de Carvalho, A janela fingida, Seara nova
Olinda Beja, Aromas de Cajamanga, Escrituras
Vanda Palma, O lugar do primeiro amor, 100 Luz



quinta-feira, 8 de março de 2018

De mãos dadas com histórias e memórias...




O encontro marcado com seniores do Centro Comunitário do Laranjeiro/Feijó teve lugar, pela primeira vez. Ou seja, concretizou-se finalmente a parceria da Rede das Bibliotecas Municipais de Almada e da Universidade Popular Almada, com apoio do projeto Ler a meias..., em plena Semana da Leitura, no Dia Internacional da Mulher.
Uma simpática e participativa assistência que contou histórias, anedotas, adivinhas... falou de família e de saudade.
E nós, o que lhes oferecemos?
Uma notícia do dia: Sem as mulheres, o mundo para (a greve das mulheres, em Espanha). O conto tradicional Os dez anõezinhos da tia Verde Água (e uma conversinha sobre igualdade de género e partilha de tarefas domésticas). A Calçada de Carriche de António Gedeão... A tia Miséria...
Cláudia Pulquério trouxe rimas infantis. Cantámos (juntos) uma lengalenga. E ficámos com vontade de dançar como os Avós, de Chema Heras.
À entrada e à despedida, um destes amigos disse poesia, de sua autoria.
Foi uma sessão de que todos saímos muito satisfeitos e mais ricos.
Até à próxima!






terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Poesia, cantos, contos e recontos...


Com um Alforge de Heranças, iniciámos a viagem… De um poema que evoca a sesta de um pai num tosco abrigo, na planície alentejana, partimos para as nossas recordações. Os lisboetas presentes relembraram, sobretudo, banhos de mar na Linha ou na Costa (era obrigatório aproveitar os escudos pagos pela viagem), aprender ou não a nadar, piqueniques na mata com os pesados cozinhados da época…, idas em família ao Jardim Zoológico… E, claro, estabeleceram-se comparações.

Ruy Belo lembrou-nos: crianças e infância coincidem!…
Marina Colasanti maravilhou-nos com contos de fadas dos tempos modernos, explicando a origem da voz do mar escutada numa concha ou fazendo-nos acreditar na magia de um tear (A moça tecelã).
De passagem, questionou-se - e defendeu-se - o Acordo Ortográfico.
A crua atualidade apresentou-se: conflitos na Palestina, dramas na Síria, migrantes no mundo…
Para desanuviar o ambiente, rimos com contos tradicionais, divertidamente recriados por Roald Dahl.
Por fim, uma canção. Em coro, como sempre. Celebrando a amizade.



Bibliografia:
Fernando Fitas, Alforge de heranças, Associação Cultural Manuel da Fonseca
Marina Colasanti, Doze reis e a moça no labirinto do vento, Global
Roald Dahl e Quentin Blake, Histórias em verso para meninos perversos, Teorema
Ruy Belo, Antologia poética, Cidadão de longe e de ninguém, Círculo de Leitores

Na Trafaria, com o 9º A...



Decorreu assim a sessão:
- Um apelo à escuta e à emoção: as histórias são máquinas de passar por dentro
- Há dias maus… Shaun Tan ilustra-o bem, em A árvore vermelha.
- Antero de Quental dissera o mesmo, com algum pessimismo, em O palácio da ventura… (Vimos as diferenças.)
- Histórias com gatos? Sim, conheciam a de Jorge Amado. Menos, a de Luís Sepúlveda. 
Afinal o gato Zorbas existiu mesmo, adoeceu gravemente e a família teve de tomar uma decisão dolorosa que o escritor nos conta em As rosas de Atacama. (A eutanásia esteve em debate.)
- Evocação de Cesária Évora e Tito Paris - para desanuviar.
Poesia – para rematar. Xico Braga deu-nos duas belas receitas poéticas.


O 2º tempo (de um bloco de 90m), foi para os jovens escolherem livros de poesia da biblioteca escolar e selecionarem versos que leram em voz alta e com os quais se criou este cadáver esquisito:

«Manda ao ar uma mensagem
Onde desejas poder flutuar, sonhar
És feliz porque és assim
Coração de mulher que abrange a Natureza
O Mundo deve-me algumas coisas belas
No mel de loucas candeias
Como se lágrima fosse
Tristeza não tem fim, felicidade sim
Bebo à tua glória, meu Deus
E olha ao abandono dos deuses
Em seu luto embiocadas
São pedaços de alma
Na máscara desta tua voz leio o fogo que sente o teu sustento
É através de ti, ó árvore que celebra os esponsais entre mim e a Natureza
É certo que no primeiro dia não avancei muito»


Bibliografia:
Antero de Quental, Sonetos, Sá da Costa
José Fanha e Rui Ricardo, Era uma vez eu, Booksmile
Luís Sepúlveda, As rosas de Atacama, Porto Editora
Shaun Tan, A árvore vermelha, Kalandraka
Xico Braga e Isabel Teixeira de Sousa, Receitas poéticas, Edição de Autor

domingo, 28 de janeiro de 2018

Ler a meias... em colaboração com a UP Almada



“A vida é feita de nadas”, proclama o poeta.
“ - Está tudo bem!... Agora, está tudo bem!…” – crê uma mãe contemplando o seu menino, calando mágoas.
“ – Não vai ser nada… Não vai ser nada…“, consola-a um amigo inquieto, em hora determinante de um momento difícil.
Uma sessão plena de “máquinas de passar por dentro” de gente adulta que comprovou acalentar a magia da infância. Afinal, nós, os adultos, é que “mudámos de tamanho”, lembrava Pina.
Desfiou-se o fio das leituras da primeira Tertúlia Literária em colaboração com a Universidade Popular Almada, realizada na Sociedade Recreativa União Pragalense. (Em boa verdade, sem associados da SRUP – os quais preferiram prosseguir o despique dos seus jogos de eleição, situação esta perfeitamente compreensível.)
Estivemos, pois, entre amigos de longa e curta data, com uma colega dos bancos da Universidade; com colegas de escola, uns desde a 1ª hora e outros bem mais recentemente; com uma ex-aluna…; com a minha neta gigante… e a pequenina " filha do meio"; com raros desconhecidos e bons amigos, de muitas esquinas. Da Comunidade Saramaguiana de Leitores, designadamente. E muitos outros não lograram estar fisicamente, mas fizeram sentir o seu abraço.
Aconteceu num ambiente (aparentemente) secreto e (efetivamente) intimista de catacumbas, numa simpática salinha pela qual optámos, em detrimento do anfiteatro contíguo, na cave da SRUP.
Seguimos contemplando o presente. Sentindo, imaginando. Denunciando. Com esperança na Humanidade e no futuro. Na companhia de livros, de escritores ausentes e presentes. Entre palavras e lembranças. Com emoção. Festejando a literatura. Com património oral e livros de Autor, evocando os escritores: 
Afonso Cruz
Alexandre Castanheira
Fernando Fitas
Graça Lobo
Ilse Losa
José Fanha
Manuel António Pina
Miguel Torga
Philippe Ug
Roald Dahl
Xico Braga.


(A próxima tertúlia está prevista para 24 de fevereiro.)


quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Natal... nos SSAP...

Tanto livro, tanta diversidade, tanta opção... e, está bom de ver, enveredámos pelo espírito natalício!
Vieram de mão dada o Pai Natal e o Menino Jesus, em narrativas de Matilde Rosa Araújo e Manuel António Pina, cheias de ternura e poesia... (Literatura para miúdos que nós, graúdos, apreciamos!)
Luísa Costa Gomes, com o seu conto Sentado no deserto, trouxe-nos uma noite de natal com uma visita indesejada, notícias tristes na televisão, uma família reunida por rotineiras razões... e várias contradições...
Formas diversas e solidárias de se passar o Natal, também passámos algumas em revista!
Rebuscando a memória, contámos histórias dos natais frugais e simples da nossa infância: sapatos à chaminé na esperança de se encontrarem presentes, ao acordar...; prendas de brinquedos artesanais; bonecas de pano feitas pelas nossas mães ou avós, as quais chegavam nuas, devendo-se ainda  confecionarem-se-lhes roupinhas...;  e, certa vez, uma boneca de papelão foi ao banho antes de ser vestida e... houve lágrimas!
Descobrimos que na Croácia também há a tradição do bacalhau com batatas... e lemos a saborosa receita. (Mas falta hortaliça!)
A árvore de Natal e os mercados de Natal que, segundo dizem, tiveram origem na Alemanha, também foram tema de conversa. Aliás, o bate-papo prosseguiu, mesmo depois da despedida com poesia: Luxo (Lixo) e Suas mãos, de Drummond. E de uma canção pelo nosso coro: É Natal!
Mais do que uma sessão de Contos e Recontos, trata-se já de um reencontro de amigos.
- Bom Natal! Ano Feliz!


Bibliografia:
Edith Vieira Phillips, Natal na Europa, receitas e curiosidades, Feitoria dos livros
Italo Moriconi (coord.), Os cem melhores poemas do século, Objetiva
João de Melo (coord.), Antologia do conto português, Dom Quixote
Manuel António Pina/ DanutaWojciechowska, O cavalinho de pau do Menino Jesus, Expresso
Matilde Rosa Araújo & Maria Keil, Florinda e o Pai Natal, Rainho e Neves, Lda

Webgrafia:
Carlos Drummond de Andrade, Suas mãos

Sessão de novembro; aqui.


 

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Entre maiores, com memórias...

Estivemos de novo juntos no Centro de convívio.

Recordando os tempos de escola e o primeiro beijo.
Falando de amor, mas também de paz e de guerra.
Entre histórias pessoais em diálogo com as dos livros para Ler a meias...
Evocando outros tempos, com narrativas e poemas. Nem faltou a leitura de uma fábula angolana, com o respetivo sotaque. Nem também o habitual coro final, desta vez cantando A fisga.
Uma sessão passada ora rindo ora muito sérios; ora tagarelando ora em comovido silêncio...
Das memórias dos participantes, realço certo primeiro beijo que foi dado de sopetão, apanhando de  surpresa a jovem de 14 anos que só pensou: "Ai se a minha mãe sabe!"... E não é que ele foi mesmo o futuro marido, o seu companheiro de toda a vida?...
História divertida foi também a daquele neto que perguntava às meninas, saltando etapas, se queriam casar com ele e se surpreendia com a resposta negativa! Por sua vez, quando uma delas lhe pediu dois beijos, ele estranhou e recusou: um bastaria!...
As conversas são como as cerejas...

Uma sessão de que nos despedimos escutando manifestações de simpatia e prazer.
A próxima já tem data: 13 de dezembro.
Até lá, amigos!

Em outubro, foi assim...


Bibliografia:
António Gedeão, Poesias completas, Sá da Costa
João Pedro Mésseder/Ana Biscaia, Que luz estarias a ler?, Xerefé Edições
Jorge Araújo, Beija-mim, Aletheia Editores
José Luandino Vieira, Kaputu Kinjila e o sócio dele Kambaxi Kiaxi, Uma fábula angolana, Letras & Coisas 
Sara Guerra/Marta Inês, Bilhete postal, Pé-coxinho



terça-feira, 24 de outubro de 2017

Recomeço nos SSAP

Passámos hoje uma bela tarde, no Centro de convívio.
Uma sessão na senda do tema das bibliotecas escolares: Ligando comunidades e culturas; e sem esquecer o desafio de partilharmos as nossas próprias histórias.
Álbuns de imagens, narrativa de memórias, poemas, contos e recontos..., sustentaram a nossa imaginação, reflexões e emoções, em torno do quotidiano no nosso mundo, das migrações, da esperança no futuro, da generosidade e dura ação de voluntários...
Para despoletar a partilha das nossas memórias, Romeu Correia foi o primeiro a ter a palavra: O primeiro dia de escola. Tanto bastou para que várias histórias surgissem da plateia.
Assim recordámos a nossa infância, a escola e os castigos físicos, medos e aventuras. E mais, muito mais. Até tivemos uma galinha de Trancoso, inesquecível. E um piano tocado por algum fantasma numa sala de espera cheia de zombies! Não faltaram recordações, risos e palmas!
Olhos abertos, silêncio atento, emoções despertas... a nossa hora voou.
Muito afeto, à despedida.
Até novembro!

Na sessão anterior, foi assim...

Bibliografia:
Isabel Minhós Martins/Bernardo Carvalho, O mundo num segundo, Planeta Tangerina
Mariana Chiesa Mateos, Migrando, Orfeu Mini
Miguel Torga, poemas
Vários, Histórias para não adormecer, Relatos dos voluntários da AMI em diversos pontos do mundo, Fundação da AMI


terça-feira, 20 de junho de 2017

Contos, cantos, poemas e recontos

Uma vez mais, lemos a meias nos Serviços Sociais.
Um desafio (uma ideia da Ilda, na última sessão) foi lançado: vamos dedicar minutos a contar as nossas memórias alegres ou tristes..., divertidas?... Vamos ouvi-las, talvez escrevê-las...?
Diz um provérbio indiano: "Cada vez que morre um idoso, desaparece uma biblioteca". É preciso tentar evitá-lo! Vamos a isso?...
Xico Braga serviu de modelo, com a leitura de algumas das histórias em que recorda os seus tempos de menino.
António Gedeão ofereceu-nos poesia...
Lemos, depois, um conto de Joaquim Letria: Era uma vez uma menina que tinha um galo... Um galo que foi vendido para que pudesse aprender a ler.
Daí até à Cartilha de João de Deus foi um saltinho. Vinte e cinco lições para aprender a ler. E um texto que a Aida sabia de cor. Um texto que hoje, no nosso sistema de educação laico, não faria parte dos nossos manuais.
Por fim, um pedido: que contasse, de novo, Apesar de tudo.
Neste Dia Mundial do Refugiado, fazia todo o sentido. Assim foi. E, como de costume, a história acabou numa roda.
A fechar, a Conceição cantou a canção do costume... e nós fizemos coro.
Mais uma sessão cheia de leituras, conversas e prazer, com despedidas calorosas.

AQUI: Sessão anterior, de 15 de maio.

Bibliografia:
António Gedeão, Poemas escolhidos, Edições João Sá da Costa 
Ilse Losa, A minha melhor história, Editora Nova Crítica
João de Deus, Cartilha maternal ou Arte da leitura, Edição Expresso
Joaquim Letria, Histórias para ler e deitar fora, Círculo de Leitores
Xico Braga, Estórias para um neto, edição de autor, com apoio da Câmara Municipal do Seixal



terça-feira, 29 de junho de 2010

Parabéns, Principezinho!

110 anos é motivo para festejar...
Parabéns, Saint-Exupéry e Principezinho!
Desta obra (de que só passei a gostar em crescida), evoco, em especial, o encontro do Principezinho com a Raposa... e esta perene e vital aprendizagem de "cativar"...

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Prémio Nobel da Literatura 2009

A Academia sueca já decidiu o vencedor do ano. Aliás, a vencedora: Herta Muller, escritora alemã de origem romena. A notícia aqui está, à distância de um clique:

domingo, 13 de setembro de 2009

Leituras de Verão...


Impõe-se um comentário aos livros lidos. E não basta dizer "Gostei" ou, menos ainda, "É bonito" ou coisa do género. Já no Liceu, há muitos, muitos anos, aprendi que não, isso nunca!...
Acontece que não estou a fazer nenhum trabalho escolar e muito menos uma crítica para um qualquer meio de comunicação social... Não se trata de trabalho! Sorte a minha!...

O que irei referir em torno do tema que livremente escolhi é decisão pessoal. Despretensiosa, como sempre. Simples apontamentos.

Questiono-me sobre a intenção com que falo das minhas leituras de Verão: quatro livros que saltaram um tanto ao acaso de entre pesadas pilhas em fila de espera, vendo consumado o paciente e mudo desejo de que chegasse a sua vez. Casualmente, escolhi dois autores portugueses, dois estrangeiros, todos contemporâneos, vivos.

Antes do mais, este meu acto de escrita constitui um momento de síntese sobre as cerca de mil páginas lidas. Não nego igualmente a intenção de, eventualmente, por este meio, colaborar na respectiva divulgação...
Não será essa, afinal, a vocação de um blogue?




A gaiola de ouro, de Shirin Ebadi, explica-nos a História recente do Irão. As Travessuras da menina má, de Mario Vargas Llosa, fala-nos da História recente do Peru.
Se dantes talvez adormecêssemos ao ler os manuais de História, agora temos a oportunidade de saber mais, sem esforço e com prazer...

Ambos os romances tecem uma história que nos prende a atenção e nos ajuda a compreender a política do mundo em que vivemos, enquanto as personagens destes dois romances se movem por entre a ficção, bem assentes na realidade da nossa época, na sua terra.

Mario Vargas Llosa apimenta a narrativa em torno das relações de uma "menina má" e de um "menino bom", deixando o leitor sempre em suspenso, tentando descortinar o surpreendente desfecho daquela inexplicável história de amor... tão particular quanto qualquer outra.

Shirin Ebadi, advogada e activista dos direitos humanos, Nobel da Paz em 2003, adopta uma atitude de denúncia: centra a sua história numa família, cada um dos irmãos seguindo um ideal de vida e um percurso diferente, cada qual preso em seu beco sem saída... como o seu país natal.

Nos romances nacionais, a História não é tema de eleição. Naturalmente.

Manuel Córrego (pseudónimo literário de Manuel Pereira da Costa) é advogado ligado às Letras, por diversas vezes galardoado. O seu livro Vento de Pedra foi distinguido com o prémio literário Ordem de Advogados, 2008.
A ênfase deste seu romance é dada à condição humana, com destaque para a condição feminina, em gerações sucessivas de um passado recente, no norte do país. Muitas histórias se entrelaçam no seu fio condutor. As peripécias sucedem-se e os valores questionados não nos deixam sentir indiferentes. Uma narrativa densa e bem escrita conduzida por narradores que alternam sem aviso, o que nos espicaça a atenção e a curiosidade, até ao inevitável final.

Em No teu deserto, Miguel Sousa Tavares evoca memórias, mais ou menos romanceadas. Relata uma viagem pelo deserto, em que "ele" segue com duas máquinas fotográficas e outra de filmar, em riste, decidido a respeitar o compromisso de fazer reportagens para periódicos e televisão, tendo por companhia, meio acidental, uma jovem com quem con-viveu intensamente um «quase romance».
Surpreendentemente, o desenlace é desvendado logo de início, mas a expectativa não decresce pois as circunstâncias e motivos conservam o seu segredo e a curiosidade acelera, pelo contrário, o ritmo de leitura, na esperança de descobrirmos rapidamente o que falta saber (tanto mais que o livro é curto... e se lê bem...)

Quatro livros, quatro convites à leitura:
  • Córrego, Manuel, Vento de Pedra, Sopa de Letras, 2008
  • Ebadi, Shirin, A gaiola de ouro, A Esfera dos Livros, 2009
  • Llosa, Mario Vargas, Travessuras da menina má, Dom Quixote, 2006
  • Tavares, Miguel Sousa, No teu deserto, Oficina do Livro, 2009
Pessoalmente, não saberei aconselhar qual deles não perder... nem por qual começar...
A cada um, a sua livre opção. Fruto do acaso ou da vontade.