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quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Ler a Meias... chega às 200 sessões!

Chegou o dia de promover o livro e a leitura em mais duas turmas de 5º ano da Anselmo de Andrade. (No 1º período, já só faltam duas sessões.)
Mais uma vez, aí encontrei muitos meninos meus conhecidos das várias bibliotecas escolares de Almada, por onde tenho passado...
O plano de trabalho deste 1º encontro tem sido idêntico em todas as turmas, mas no 5º E tinha forçosamente de haver diferenças: a aula era de 45m, em vez dos 90m das restantes turmas.
Foi curioso verificar que, condensando umas coisinhas aqui e acelerando outras coisinhas acolá, conseguimos fazer um trabalho idêntico!
Percorremos as gavetas do tempo e circulámos por entre objetos e livros do passado e presente... 
Quanto ao futuro, hum, que grande incógnita! Permanecerá a literatura tradicional, alguns clássicos, surgirão novos autores...; o suporte, enfim, logo se verá. 
A muitos alunos agrada a ideia da leitura em ecrã, dos livros digitais...
Houve quem imaginasse, no futuro, um livro ligado à eletricidade, recitando o seu conteúdo para um leitor atento... (Ideia curiosa!...)
Nestas sessões  poderia haver uma grande diferença: bastava que os meninos optassem por uma obra diversa entre as duas que lhes dou à escolha. Nem assim! 


- Querem Os ciganos, de Sophia de Mello Breyner Andresen e do seu neto Pedro Sousa Tavares, ou O príncipe Nabo, de Ilse Losa? - pergunto.
- Os ciganos!!! - elegem, quase por unanimidade. 
Ninguém se arrependeu! 

Curiosamente, outro livro que folheámos e que muito apreciaram foi uma biografia de Einstein, "Um rapaz invulgar". 
Todos se entusiasmaram com esta passagem pela biblioteca escolar e desejam o reencontro previsto para janeiro.



Querem saber uma novidade? 
O projeto Ler a Meias chegou hoje, no 5ºB, às 200 sessões...
É dia de cantarmos: 
«Parabéns a você...»


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Ler a meias, pelo fio da tradição oral...

À chegada à biblioteca, os meninos tiveram uma surpresa: os seus livros voltaram da Biblioteca Municipal para as estantes! Que entusiasmo, voltar a requisitar!
Na nossa sessão, foi tempo de falar de amor e afeto. Recorremos à tradição oral onde todos "casaram e foram felizes para sempre"!...  Mas lemos ainda outras histórias onde nem tudo foi assim tão simples, como alguns meninos bem sabem. Neste caso, com reconciliação!
Havia vários livros por onde escolher; foram eleitos (com diferenças, de turma para turma) os de Alice Vieira, António Torrado, Anthony Browne e de Adelheid Dahimène &Heide Stollinger, ou seja, 
Eu bem vi nascer o sol;
Fita, pente e espelho;
A Nau Catrineta (in Histórias tradicionais portuguesas contadas de novo);
Pela floresta;
Burros.
Este último foi o preferido da maioria. Contudo, não houve unanimidade!
Compararam-se ilustrações de velhos e novos livros. Que diferença entre as de Leal da Câmara (de 1897) e as de Maria João Lopes (2002)! Manuela Bacelar também nos visitou, de novo.
Foram duas sessões repletas de poesias e histórias, cheias de afeto, emoções, com muitos sorrisos e gargalhadas...




quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Quero mais Natal... venha a Befana!

Hoje é feriado. Não cá, mas acontece em Espanha, na Roménia, em Itália… E não só na Europa. É feriado também na República Dominicana, por exemplo.
Em Itália, associa-se a Epifania, a festa religiosa da revelação de Jesus aos reis gentios (isto é, não judeus), relembrada no Dia de Reis, uma outra festa profana: a da Befana. Esta surge como uma velha muito feia, mas muito generosa, que distribui doces e brinquedos às crianças, reforçando os presentes trazidos há poucos dias pelo Babo Natal. Os italianos conservam em suas casas pequenas bruxas, geralmente suspensas nos cortinados, ao longo de cada novo ano que recomeça, pois afugentará os maus espíritos e trará sorte…
Quem é a Befana?
Segundo a lenda, é uma velhinha que indicou o caminho aos Reis Magos quando estes se dirigiam a Belém e se encontravam perdidos no caminho. Ela deu-lhes informações e, agradecidos pela ajuda, os Reis convidaram-na a acompanhá-los, mas recusou. Mais tarde, arrependeu-se, preparou um cesto com doces e foi procurar os Reis, em vão. Na esperança de ver Jesus, foi distribuindo doces em todas as casas onde encontrava meninos. Desde então, dá a volta ao mundo no Dia de Reis, dando presentes a todas as crianças.
O meu pequeno João, de 2 anos e três meses, vai ampliando os seus conhecimentos sobre o mundo… Recentemente, o Natal fê-lo extrair conclusões e albergar desejos que, estando cada vez mais vivaço e conversador, já é capaz de exprimir bem… Uma coisa é certa: ele hoje teria apreciado estar em Itália, com a sua tia Aline…
Ultimamente repete, com frequência, com uma entoação comovida e  intencionalmente comovedora (suprimindo os erres):
- Que'o natal..., que'o p'endas... 


Uma velha canção, de Gianni Morandi:



sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Velhas técnicas... renovados encantos...

É velha a notícia, sim, e mais velha ainda a técnica japonesa de contar histórias da tradição oral: kamishibai.
Vejam como este contador de histórias se dedicou a renovar a velhinha tradição e como, por esse processo, consegue despertar o entusiasmo de todo um vasto auditório...