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segunda-feira, 19 de março de 2012

Ler a meias... no Dia do Pai...

Hoje regressei a Casal de Bolinhos. (Que saudades!...)
Era Dia do Pai, tema por vezes sensível, mas incontornável. Vamos a isso!


O 1º ano da professora Amélia recebeu-me na sua sala. Os meninos perguntaram-me o meu nome, o que eu ia fazer, o que eu ia ler ("chiu, segredo!")... e fizeram questão de se apresentar.
Seguimos então para a biblioteca.
Para começar, cada um fez um gesto, evocando o seu pai (com ou sem som). 
Houve beijinhos, abraços, caretas, jogo da bola, cavalitas, bricolage, arrumações, palmadas..., jornal, TV... Afinal, um só pai pode fazer tudo isso, concluímos!
O Pê de pai, de Isabel Minhós Martins e Bernardo Carvalho, agradou muito... Era um pai igual aos deles! E ainda fazia outras coisas!
A sessão terminou com Poemas da mentira e da verdade, de Luísa Ducla Soares. Um poema bem-humorado, outro sério... 
Curiosamente, uns preferiram o primeiro e outros, o segundo. (A maioria preferiu o álbum do Planeta Tangerina.)
Manifestaram a sua opinião e despediram-se, animados. Era tempo de voltar a trabalhar na sua sala. 


Claro, eram horas de entrar o 2º ano da professora Sónia. 
Os meninos cresceram tanto!
Vinham todos felizes. Ainda se lembram dos livros que lemos no ano passado!
Sem mais demoras, começámos  pela leitura do Pê de pai. Em seguida, acrescentaram "pais", àquela história: o pai livro (que conta histórias), o pai jornal..., o pai cogumelo e o pai casa (que abrigam), o pai ouriço (que pica)... 
Houve desabafos de pais ausentes... e tentativa de justificação e consolo...
Tanto, tanto!, de Trish Cooke, proporcionou momentos divertidos e, aqui e ali, uma leitura a meias, como uma lengalenga. Uma alegre família negra vai chegando, um após outro..., cada qual interagindo com o bebé..., e por fim descobre-se que iam fazer uma festa surpresa ao pai...
Finalmente, perguntei: Qual a tua personagem preferida? E as simpatias dividiram-se: o bebé, a mãe, o primo Cacá, o pai, a Vovó...
Luísa Ducla Soares fechou a sessão com chave de ouro. 
TRRIM! TRRIM!...

A correr, todos muito excitados, chegou um grupo de alunos do 1º ano com um livro na mão. Tinham feito ilustrações... Mais! Tinham escrito  mensagens que me deram, orgulhosos... 
E eu? Que vaidosa fiquei!!!
« A Manuela conta bem histórias.
Gostei de ouvir as histórias. 

Gosto muito de ti.
Adorei a professora Manuela.
A professora Manuela é muito bonita.
A Manuela é querida.
Adorei as histórias. »
.
(Alguém tem um babete...?!)


Claro que tive de ver, de ler... Cada um me dava a conhecer a sua página... Não apenas o André, o reconhecido artista plástico da turma.
Parabéns a todos!
Obrigada!
Voltarei!



Citação: Dia do Pai Afetivo...

 « São José tinha muita pinta, e às vezes parece que certa igreja se esquece do que representa simbolicamente a Sagrada Família: uma mãe adolescente, com a coragem de enfrentar a gravidez e a educação de um filho, contra toda a má língua da vizinhança, baseada apenas na sua imensa fé em Deus (pai “biológico”) que confia a guarda de Maria e de seu filho Jesus a um pai adoptivo. E José, carpinteiro, que assume o papel de verdadeiro pai até ao fim. 
2008 anos depois, não  pode ser por acaso (mas, talvez passe por mais um desígnio celeste) que se celebra o dia do Pai no dia que o calendário religioso atribui a S. José. Ou seja, para todos os efeitos, no dia do Pai Afectivo. » 


Isabel Stillwell, Jornal DESTAK, 19 de Março de 2008