Verdade e humor, promovendo Sua Excelência, o Livro! Tanto mais que "está na moda"!...
Ler, citar, contar, escrever... Partilhar experiências de mediação de leitura e de vida...
sábado, 10 de abril de 2010
segunda-feira, 22 de março de 2010
Poesia à solta... II
O Centro Cultural de Belém esteve ontem apinhado de gente mobilizada pela comemoração do Dia Mundial da Poesia e pelo vasto programa que aí teve lugar.
O livre acesso e a cerimónia de distribuição de prémios de um concurso de poesia, do Plano Nacional de Leitura, certamente contribuíram para que muitas crianças e suas famílias acorressem ao CCB.
Entusiasma ver tantos meninos, com os seus pais ou avós, envolverem-se, com manifesto prazer, em actividades como as que aí decorreram, a um domingo, num dia em que chegar a Belém não foi particularmente cómodo: realizara-se a Meia Maratona de Lisboa, encerrou a ponte 25 de Abril, houve condicionamentos de trânsito na Marginal de Lisboa, mudanças de sentido, estacionamentos interditos; até o sol finalmente nos visitou, desafiando-nos para actividades de ar livre...
Percebe-se que os interesses culturais se multiplicam; quero crer que se abrem perspectivas optimistas para o futuro...
Ali, em pleno evento, era preciso optar...
Todos sentimos o dilema "É uma grande pena que não se possa estar ao mesmo tempo nos dois lugares!" (Ou isto ou aquilo, Cecília Meireles).
Eu não fui excepção. E lá fui singrando por entre corredores e decisões, em consensual conflito com os ponteiros do relógio.
Uns poemas de Sophia de Mello Breyner Andresen, ditos por Luísa Cruz, a 1ª parte do concerto do Buscapólos (poesia infanto-juvenil musicada e cantada), a exposição de Salette Tavares, a Feira do Livro de poesia, a exposição-venda da Editora Eterogemeas; conhecer o Gémeo Luís, ver a sua banca de livros... Ora o meu interesse supremo foram as Oficinas. Brincar, fazer, criar...
Era ver-me tão entusiasmada e feliz quanto uma criança!...
Foto: Criando o meu auto-retrato, unicamente com as letras do meu nome. (Oficina: «Quem é quem?»)
O livre acesso e a cerimónia de distribuição de prémios de um concurso de poesia, do Plano Nacional de Leitura, certamente contribuíram para que muitas crianças e suas famílias acorressem ao CCB.
Entusiasma ver tantos meninos, com os seus pais ou avós, envolverem-se, com manifesto prazer, em actividades como as que aí decorreram, a um domingo, num dia em que chegar a Belém não foi particularmente cómodo: realizara-se a Meia Maratona de Lisboa, encerrou a ponte 25 de Abril, houve condicionamentos de trânsito na Marginal de Lisboa, mudanças de sentido, estacionamentos interditos; até o sol finalmente nos visitou, desafiando-nos para actividades de ar livre...
Ali, em pleno evento, era preciso optar...
Todos sentimos o dilema "É uma grande pena que não se possa estar ao mesmo tempo nos dois lugares!" (Ou isto ou aquilo, Cecília Meireles).
Eu não fui excepção. E lá fui singrando por entre corredores e decisões, em consensual conflito com os ponteiros do relógio.
Uns poemas de Sophia de Mello Breyner Andresen, ditos por Luísa Cruz, a 1ª parte do concerto do Buscapólos (poesia infanto-juvenil musicada e cantada), a exposição de Salette Tavares, a Feira do Livro de poesia, a exposição-venda da Editora Eterogemeas; conhecer o Gémeo Luís, ver a sua banca de livros... Ora o meu interesse supremo foram as Oficinas. Brincar, fazer, criar...
Foto: Criando o meu auto-retrato, unicamente com as letras do meu nome. (Oficina: «Quem é quem?»)
Poesia à solta...
A poesia - dita, cantada, lida, interpretada... - atraiu um numeroso público de todas as idades; acolheu os mais jovens; uniu famílias; reuniu muitos velhos amigos; foi vivida no prazer da palavra, da música, dos sabores e na alegria dos reencontros.
Um mar de gente em ambiente "familiar"; uma festa a reviver ainda, no próximo fim de semana.
Eu sei, estive lá...
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1º Encontro Poetas do Mundo em Almada,
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sexta-feira, 19 de março de 2010
quarta-feira, 17 de março de 2010
Promoção da leitura... emoção que perdura...
Mais um período escolar chega ao fim… E eu sinto bem as férias a aproximarem-se.
Promoção da leitura e escrita: treze sessões realizadas, desde Janeiro. Conto chegar à dúzia e meia, com as da semana que vem.
Muitas sessões, muitas emoções...
Voluntariado puro e duro, isto é, trabalho não remunerado, o que surpreende colegas e amigos: “Não ganhas mesmo nada?”…
Claro que seria juntar o útil ao agradável beneficiar de um rendimento extra. Confesso! Mas pondero, mais do que isso, os benefícios não pecuniários desta minha actividade, efectivamente voluntária, que me dá tanto trabalho quanto prazer, facilita o convívio com os meus pares e com as crianças e jovens, me mantém activa, informada… me traz reconhecimento, estima e auto-estima…
Uma actividade em que estou tão empenhada que me fez prosseguir a minha autoformação, realizando diversas jornadas de trabalho, em torno da promoção e mediação da leitura, e fazendo, neste momento, um curso de “Mediador de Leitura” (pago, obviamente, fora as deslocações).
As sessões que tenho desenvolvido nas bibliotecas têm corrido muito bem... Sinto a atenção e o interesse dos presentes, miúdos ou graúdos. Vejo depois, com agrado, os meninos, com quem trabalho regularmente, acorrerem espontaneamente à biblioteca escolar, no seu intervalo, para relerem as histórias e poemas que me ouviram ler e/ou procurarem obras que os motivei a “espreitar”…
“Saí daqui com ideias novas…” - afirmou, com simpatia, a professora Graça (4º ano), à despedida.
“A colega sabe cativar os alunos!…” - declarou a professora Ana (6º ano), pedindo-me que repetisse a sessão para outra... e depois ainda mais outra... turma sua.
Etc...
São igualmente gratificantes os comentários espontâneos dos meninos…
“A professora lê, mas parece que faz teatro…” - opinou uma menina de 3º ano.
“Só de ter lido tantas poesias para escolher a que apresentei aqui, hoje, fiquei a gostar de poesia!”… - confessou alegremente uma outra menina do 3º ano. (Como foi bom ouvir!)
A Catarina e a Yasmin (do 4º ano), que estiveram no 1º ateliê que realizei, escreveram:
«Foi muito interessante esta experiência de escrita porque soltámos a nossa imaginação com a escritora Luísa Ducla Soares. Nós recomendamos esta experiência a todos os alunos desta região. Só desta região porque a professora Manuela Caeiro não pode ir a todo o mundo nem a todo o Portugal. Muito obrigada. Nós adorámos. Obrigada e volte sempre!!!»
“A professora lê, mas parece que faz teatro…” - opinou uma menina de 3º ano.
“Só de ter lido tantas poesias para escolher a que apresentei aqui, hoje, fiquei a gostar de poesia!”… - confessou alegremente uma outra menina do 3º ano. (Como foi bom ouvir!)
A Catarina e a Yasmin (do 4º ano), que estiveram no 1º ateliê que realizei, escreveram:
Recompensa suficiente! Não concordam?!… Eu acho!...
Nem sequer me habilito a um qualquer título, por exemplo o de “Professora reformada do ano”… :-)
Aliás, quais seriam os critérios de avaliação para tal, se nem percebi nunca ao certo quais os critérios para se distinguir o "Professor (no activo) do ano”?!...
Uma curiosidade a satisfazer, agora que acaba de ser anunciado mais um, o professor (almadense) Alexandre Costa, indubitavelmente com grande mérito... seguramente difícil de medir e comparar...
Uma curiosidade a satisfazer, agora que acaba de ser anunciado mais um, o professor (almadense) Alexandre Costa, indubitavelmente com grande mérito... seguramente difícil de medir e comparar...
quinta-feira, 11 de março de 2010
A escola 2.0... para a geração nado-digital...
Um powerpoint (pp) que nos faz repensar a escola que temos... (Retirado de SlideShare)
TEDxNYED
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Eu vi alunos correrem para o intervalo com os seus portáteis, sentarem-se em fila num corredor mal iluminado e ali passarem o recreio, animadíssimos, teclando e conversando entre si... até ao toque de campainha que os obrigou a voltar para a sua sala de aula, em tudo parecida com as de há um bom par de anos atrás... (Surpreendi-me!)
Aqui deixo, com este pp de Chris Lehmann, alguns tópicos de reflexão...
Creio que o livro não deixará de existir -seguramente..., tanto quanto enxergo o horizonte...-, mas concordo que tem de coabitar com a informação veiculada por meio de outros suportes, nesta era da Web 2.0.
Têm de se adequar métodos e renovar estratégias para uma nova geração que nos coloca novos desafios...
Ora os meios tecnológicos nas nossas escolas têm-se multiplicado.
O datashow, portáteis e quadros interactivos são já rotina em muitas salas de aula.
Dir-se-ia que, com tantos Magalhães vendidos (e até mesmo dados, aos alunos mais desfavorecidos), as condições para se tirar o máximo partido destas tecnologias estão criadas, entre nós.
Ora os meios tecnológicos nas nossas escolas têm-se multiplicado.
O datashow, portáteis e quadros interactivos são já rotina em muitas salas de aula.
Dir-se-ia que, com tantos Magalhães vendidos (e até mesmo dados, aos alunos mais desfavorecidos), as condições para se tirar o máximo partido destas tecnologias estão criadas, entre nós.
Pois, dir-se-ia...

Eu vi alunos correrem para o intervalo com os seus portáteis, sentarem-se em fila num corredor mal iluminado e ali passarem o recreio, animadíssimos, teclando e conversando entre si... até ao toque de campainha que os obrigou a voltar para a sua sala de aula, em tudo parecida com as de há um bom par de anos atrás... (Surpreendi-me!)
Soube depois que há escolas em que está estipulado um determinado dia semanal para se trabalhar com o Magalhães e, nesse dia, as crianças levam-nos e usam-nos para fins didácticos, em sala de aula, com o necessário acompanhamento do professor. (O que julgo ser muito mais correcto!...)
Ora a minha grande surpresa foi saber que é proibido (PROIBIDO, literalmente) levar Magalhães para o interior de uma determinada escola!!!
Ora a minha grande surpresa foi saber que é proibido (PROIBIDO, literalmente) levar Magalhães para o interior de uma determinada escola!!!
(Uma - que eu saiba!)
Claro que, caso não se pretenda usá-los pedagogicamente, tornando-se estes, apenas, uma eventual fonte de problemas, há que o evitar! Entendo.
Mas...?!!!...
Às vezes somos exímios a remar contra a maré...
...Uma pena!
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segunda-feira, 8 de março de 2010
segunda-feira, 1 de março de 2010
Música e dança em cenário com livros...
Trata-se de um filme publicitário gravado em Dezembro de 2009, na escola Ocoee Middle School - Orange County (Florida, EUA), que envolveu artistas de renome e 1600 alunos, dançando e empunhando livros, ao som de «Gotta Keep Reading/ ´Cause this book’s gonna be a good book (...)/to read.»
A canção original é "I Gotta Feeling" dos Black Eyed Peas.
O modelo reproduzido, no filme publicitário da leitura, foi decalcado da apresentação da 24ª época do The Oprah Winfrey Show, em Chicago, nos Estados Unidos, em Setembro de 2009, onde 21 mil pessoas dançaram ao som da canção que anunciava o feeling de que aquele seria um bom dia precedendo uma boa noite...
Neste caso, em foco é colocada a importância da leitura:
«Pick up that book
And turn the page
You’ll never know
Just what you’ll find
Information
Or Fantasy
Drama and Art
All make you
Just what you’ll find
Information
Or Fantasy
Drama and Art
All make you
smart!
(...)
Action, Sci-Fi, Humor, Adventure
Biography, Reality, Mystery and Fantasy
Read read read read read it up
What ever you like
Read those Sunshine States
Take those Reading Counts
Gotta Keep Reading (...)»
What ever you like
Read those Sunshine States
Take those Reading Counts
Gotta Keep Reading (...)»
Desperta certamente a Atenção. Não estou tão segura quanto ao Interesse e Desejo pelo produto em si... Permite a Memorização. Como em todas as campanhas publicitárias, creio que esta, isoladamente, não basta para levar à Acção...
Concordo que é uma ideia original... uma coreografia oportuna e divertida... e há quem dela beneficie...
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Uma biblioteca mundial, ao dispor...
Temos a Biblioteca Digital Mundial (World Digital Library ou WDL) ao alcance de um clique; gratuitamente, até agora...
As constantes polémicas em torno de direitos de autor (e editor), em vários países, os sucessivos processos judiciais e multas aplicadas à Google, enfim, a Economia em acção, alertam-nos para previsíveis mudanças no acesso a determinados conteúdos da referida Biblioteca, num futuro mais ou menos próximo.
Nada que altere a clara Missão para que foi criada (esperamos nós)...
« Missão
A Biblioteca Digital Mundial disponibiliza na Internet, gratuitamente e em formato multilingue, importantes fontes provenientes de países e culturas de todo o mundo.
Os principais objectivos da Biblioteca Digital Mundial são:
- Promover a compreensão internacional e intercultural;
- Expandir o volume e a variedade de conteúdo cultural na Internet;
- Fornecer recursos para educadores, académicos e o público em geral;
- Desenvolver capacidades em instituições parceiras, a fim de reduzir a lacuna digital dentro dos e entre os países. »
Bibliotecas em equação...
Relativamente a bibliotecas, esta menina australiana de 3 anos tem ideias bem claras!...
Se as crianças são o futuro, temos de as saber ouvir...
Se as crianças são o futuro, temos de as saber ouvir...
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Biblioteca Digital,
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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Jogo...
Um saltinho até à Primavera, assim, num abrir e fechar de olhos, como quem joga o "Jogo da Glória"?!
Eu quero!...
Eu quero!...
JOGO
Abro a caixa do Inverno. Tiro os ventos,
as rajadas de chuva, os bancos de neve de onde
fugiram todos os pássaros. Desenrolo à minha
frente os pântanos do Inverno. Ando à volta
deles para desentorpecer as pernas; sacudo
o frio das mãos; limpo a chuva que se me colou
aos cabelos. Depois volto a lançar os dados
- e avanço até à Primavera.
Nuno Júdice
"A poesia é a mínima distância entre o sentimento e o papel", afirmou Levi Trevisan.
Estou tentada a acreditar...
Os poetas surpreendem pela forma como manipulam as palavras, exprimem ideias e emoções.
Mas...
Então não há poesia oral?
...Nas imagens?
Nos seres?
Na vida?
(Como concordar?!...)
Os poetas surpreendem pela forma como manipulam as palavras, exprimem ideias e emoções.
Mas...
Então não há poesia oral?
...Nas imagens?
Nos seres?
Na vida?
(Como concordar?!...)
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poesia
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Meia dúzia de regras para promoção da leitura...
Buscando arduamente ideias para me inspirar, recriar e pôr em prática com os "meus meninos", naveguei até um blogue onde me perdi, tantos foram os motivos de interesse: estudos vários, histórias animadas, poemas, sugestões para construção de curiosos livros, aplicativos vários, enfim, um sem número de ideias...
Que blogue? Este!
Partilho meia dúzia de "regras" curiosas, não necessariamente novas (mas têm sempre mais impacto ditas por outros)..., em língua estrangeira, mas não estranha...
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Que blogue? Este!
Partilho meia dúzia de "regras" curiosas, não necessariamente novas (mas têm sempre mais impacto ditas por outros)..., em língua estrangeira, mas não estranha...
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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Promoção da leitura... que perdura...
"A cena é muda e breve" (como disse Miguel Torga), se nos limitarmos a olhar para as fotografias.
Na realidade, houve palavras, muitas palavras... lidas, escutadas, repetidas, multiplicadas...
No centro das atenções, um livro.
Os pequenos leitores, meninos e meninas de idades várias: João (15 meses); Sara, Francisco e Rita (4, 3 e 5 anos); Francisco (2 anos e meio). (A boneca atenta, ali pelo meio, talvez tenha "nascido" no Natal...)
O contexto foi casual: uma festa de anos, um primeiro aniversário.
Quanto ao livro, esse circulou de mãozita em mãozita... e guarda marcas de tanto entusiasmo!...
Na realidade, houve palavras, muitas palavras... lidas, escutadas, repetidas, multiplicadas...
No centro das atenções, um livro.
Os pequenos leitores, meninos e meninas de idades várias: João (15 meses); Sara, Francisco e Rita (4, 3 e 5 anos); Francisco (2 anos e meio). (A boneca atenta, ali pelo meio, talvez tenha "nascido" no Natal...)
O contexto foi casual: uma festa de anos, um primeiro aniversário.
Quanto ao livro, esse circulou de mãozita em mãozita... e guarda marcas de tanto entusiasmo!...
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Certeza
Sereno, o parque espera
Mostra os braços cortados,
E sonha a Primavera
Com seus braços gelados.
É um mundo que há-de vir
Naquela fé dormente;
Um sonho que há-de abrir
Basta que um novo Sol
Desça do velho céu,
E diga ao Rouxinol
Que a vida não morreu.
Miguel Torga
Fotos da Net
Música - Keith Jarrett, Life, Memories of tomorrow:
http://www.youtube.com/watch?v=lNfP3_KoVJU
Música - Keith Jarrett, Life, Memories of tomorrow:
http://www.youtube.com/watch?v=lNfP3_KoVJU
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poesia
domingo, 10 de janeiro de 2010
Parabéns, Tintim!
Mais um aniversário de um veterano que, embora nascido em papel, ganhou vida e foi companheiro de aventura de sucessivas gerações, sem perder a sua juventude.
Tintim nasceu a 10 de Janeiro de 1929. Faz hoje 81 anos.
PARABÉNS!
Para saberes mais, vai aqui.
Se lês francês, até podes descobrir por que razão não aparecem raparigas nesta BD... (uma injustiça reparada, aliás!) Ora vê.
Tintim nasceu a 10 de Janeiro de 1929. Faz hoje 81 anos.
PARABÉNS!
Para saberes mais, vai aqui.
Se lês francês, até podes descobrir por que razão não aparecem raparigas nesta BD... (uma injustiça reparada, aliás!) Ora vê.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Poema de Ano Novo
Para você ganhar
belíssimo Ano Novo cor do arco-íris,
ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação
com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo,
remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior) novo,
belíssimo Ano Novo cor do arco-íris,
ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação
com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo,
remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior) novo,
espontâneo,
que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come,
se passeia,
se ama,
se compreende,
se trabalha,
você não precisa beber champanha
ou qualquer outra birita,
não precisa expedir
nem receber mensagens
(planta recebe mensagens? passa telegramas?)
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade,
recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados,
começando pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro,
tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo,
eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você
que o Ano Novo cochila
e espera desde sempre.
Carlos Drummond de Andrade
que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come,
se passeia,
se ama,
se compreende,
se trabalha,
você não precisa beber champanha
ou qualquer outra birita,
não precisa expedir
nem receber mensagens
(planta recebe mensagens? passa telegramas?)
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade,
recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados,
começando pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro,
tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo,
eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você
que o Ano Novo cochila
e espera desde sempre.
Carlos Drummond de Andrade
Foto: "Planeando um novo voo"
2010/01/01
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poesia
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Dedicatória de Luís Sepúlveda, mensagem de Ano Novo...
A sombra do que fomos é o último livro de Luís Sepúlveda, editado entre nós.
A abri-lo, uma Dedicatória:
«Às minhas companheiras e companheiros que caíram, se levantaram, curaram as feridas, conservaram o riso, resgataram a alegria e continuaram a caminhar.»
Registe-se: um livro dedicado a companheiros heróicos - gente apta a viver ao sabor de ventos e marés de ideais e contrariedades, teimando em resistir... Gente digna de admiração.
Hoje é o primeiro de Janeiro, dia de Ano Novo.
Tempo de fazer votos...
Sabemos bem que, na vida, nem tudo depende de nós; o factor sorte pesa nas oportunidades que se nos deparam, ao longo da caminhada... (logo à partida determinadas pelo contexto espácio-temporal e sociofamiliar em que nascemos). Contudo, muito do que nos acontece, dia após dia, ano após ano, é fruto da nossa vontade, por opções que fizemos, em determinado momento ou circunstância...
Fado? Não!
Saibamos sonhar, optar, planear, concretizar, fruir... adaptar, contornar, resistir... recomeçar.
Fado? Não!
Saibamos sonhar, optar, planear, concretizar, fruir... adaptar, contornar, resistir... recomeçar.
Quais os meus votos para 2010?
Que os desconhecidos companheiros e companheiras do Autor nos seduzam com o seu exemplo de coragem e persistência; que nos contagiem com o seu riso e alegria...
Sábias vozes anónimas ditam:
"Não há bem que sempre dure nem mal que nunca acabe."
"Façamos das tristezas, forças... e das forças, alegrias."
Sábias vozes anónimas ditam:
"Não há bem que sempre dure nem mal que nunca acabe."
"Façamos das tristezas, forças... e das forças, alegrias."
Transformo a dedicatória de Luís Sepúlveda numa mensagem de Ano Novo, síntese dos meus votos para 2010, para a próxima década, para o Porvir...
Foto: "Renascer" (01/01/2010)
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Manuela Caeiro
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Imagina como seria...
"(...) sempre que o Homem sonha
O mundo pula e avança
Como bola colorida
Entre as mãos de uma criança.»
O mundo pula e avança
Como bola colorida
Entre as mãos de uma criança.»
António Gedeão
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