A cidade revela bem que é Dezembro...
Saibamos preparar-nos para acolher o Natal...
Natal, e não Dezembro (1962)
Entremos, apressados, friorentos,
numa gruta, no bojo de um navio,
num presépio, num prédio, num presídio,
no prédio que amanhã for demolido...
Entremos, inseguros, mas entremos.
Entremos, e depressa, em qualquer sítio,
porque esta noite chama-se Dezembro,
porque sofremos, porque temos frio.
Entremos, dois a dois: somos duzentos,
duzentos mil, doze milhões de nada.
Procuremos o rastro de uma casa,
a cave, a gruta, o sulco de uma nave...
Entremos, despojados, mas entremos.
Das mãos dadas talvez o fogo nasça,
talvez seja Natal e não Dezembro,
talvez universal a consoada.
David Mourão-Ferreira, Cancioneiro de Natal, Editorial Verbo, 2ª edição
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segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Um exemplo e conselho
Dedicatória:
À Ana Santos, minha jovem leitora
E a todos os jovens e menos jovens leitores que me visitam.
.........
A ave baloiçava feliz
num ramo de coqueiro sacudido pelo vento...
Não se sentia em perigo
e achava divertido tanto balanço e movimento...
- Nada é seguro na vida, nem sequer para os humanos,
e é preciso, portanto, dar-lhes exemplo e conselho:
«Saibamos saborear cada momento!»
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Manuela Caeiro,
rimas infantis
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