Mostrar mensagens com a etiqueta seniores. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta seniores. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

Na ARPILF, de mãos dadas com histórias e memórias


Nesta associação, foi a nossa primeira vez.
Houve apresentações: o projeto, o nome de cada um, uma ou outra curiosidade... E assim se estabeleceu um clima de diálogo com à vontade para qualquer um intervir quando quisesse. E assim foi!
Estava um perfeito dia de outono, cinzento e húmido. As folhas amarelecidas de plátanos trouxeram restos de Sol até ao salão...
Poesia? Fernando Pessoa, o autor que criou heterónimos e de quem se continuam a encontrar poemas inéditos, dentro da sua arca!
Histórias? António Mota e as meias artesanais quentinhas que aqueceram os pezitos de alunos e professor, naquela sua escola perdida na serra…
Uma história real  foi a do Sr. Álvaro Justino Matias que, há 70 anos, conseguiu fazer os rebuçados do Dr. Bayard, em Lisboa. E ainda hoje há sempre alguém que traz algum no bolso!
Adivinhas? Duas! A primeira, adivinharam; a segunda..., foi por pouco!
Meias de agulha? Sim, há quem as saiba fazer! (E já ajudaram a aquecer muitos pés!)
Receitas? Também. Dantes faziam sempre. Agora, hum..., às vezes… ou nem por isso.
Por fim, armámos um presépio. Nada parecido - e em tudo semelhante - ao da avó Margarida de Manuel Alegre. A estrela: uma história comovente .
Cantámos ao Menino.
E despedimo-nos, entregando um postal de natal.

(Voltaremos? Sim, lá para... janeiro!)


Bibliografia:
António Mota, Prendas de natal, in Abada de histórias, Desabrochar Contos, nº 3, pp. 50-52, Desabrochar Editorial Lda
Clarinda Matos e João Monge (Coordenação) e Turma 6ºC, Receitas da minha avó “Em busca da memória perdida”, Escola Básica 2+3 da Alembrança, Feijó e CMA
Fernando Pessoa, Chove. É dia de Natal, in Obra Poética, I Volume, p. 227, Círculo de Leitores
Inês Fonseca Santos e Marta Monteiro, Um milhão de rebuçados, Pato Lógico
Manuel Alegre, A estrela, in Vésperas de natal, Contos, pp-89-99, Dom Quixote
Salomé de Almeida, Anedotas e Adivinhas, Coleção Céu Azul, nº 7

terça-feira, 17 de dezembro de 2019

De mãos dadas com histórias e memórias - V

Regressámos, esta tarde, ao Centro Comunitário do Laranjeiro/Feijó.
Seria uma sessão para avós e "netos", mas estes não puderam vir; talvez se juntem a nós na próxima vez...
O dia estava ameno e luminoso, um belo dia de finais de outono. As folhas de plátano eram mesmo restos de Sol ressequido… As leituras falaram desta quadra: frio, chuva, rebuçados peitorais, natal e outras coisas mais…  E houve histórias, adivinhas, receitas… poesia e memórias, pois claro!
Os rebuçados peitorais do Dr. Bayard afinal têm concorrência: ofereceram-me um do Dr. Bentes, muito parecido no sabor e até no papel de embrulho!


Não faltaram conversas e sorrisos nem despedidas com abraços e carinhos.
Feliz Natal!
Boas entradas!
Até janeiro!

Sessão anterior: AQUI.


Bibliografia:

Alexandre Honrado, Um belo dia de inverno, in Quem conta um conto, pp. 44-45, Raiz Editora
Alice Vieira (coordenação), Os três Reis, in Eu bem vi nascer o Sol, Antologia da poesia popular portuguesa, pp. 139-140, Círculo de leitores
António Mota, Prendas de natal, in Abada de histórias, Desabrochar Contos, nº 3, pp. 50-52, Desabrochar Editorial Lda

Clarinda Matos e João Monge (Coordenação) e Turma 6ºC, Receitas da minha avó “Em busca da memória perdida”, Escola Básica 2+3 da Alembrança, Feijó e Câmara Municipal de Almada
Fernando Pessoa, Chove. É dia de Natal, in Obra Poética, I Volume, p. 227, Círculo de Leitores
Inês Fonseca Santos e Marta Monteiro, Um milhão de rebuçados, Pato Lógico

Salomé de Almeida, Anedotas e Adivinhas, Coleção Céu Azul, nº 7
………………………………….
E ainda: Artesanato (peúgas de lã)
Rebuçados do Dr. Bayard e do Dr. Bentes
 
 

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Entre amigos, nos SSAP...


A Feira do Livro de Lisboa fica mesmo ali, a dois passos deste Centro de Convívio da Administração Pública. Espreitámos o jornal da sua 88ª edição, o qual nos conta a sua História, os locais por onde andou, acontecimentos por que passou, desde 1930.
Um outro jornal abriu-nos o apetite para irmos, em junho, às cerejas do Fundão, com a CP...
Seguidamente, o conto de Teolinda Gersão, Segurança, manteve-nos atentos e inquietos, até ao final... (Não cumprir uma promessa pode tornar-se angustiante!)
Um livro de Isabel Minhós Martins (que nos ajuda a abordar o tema da morte, junto de crianças) veio a propósito: Para onde vamos quando desaparecemos. Uma reflexão terna, simples e comovente.
(É desta autora o Pê de pai, considerado recentemente um dos dez melhores livros portugueses da literatura para menores de 16, dos últimos cinquenta anos!)
Quadras de Fernando Pessoa, foram lidas por todos. Aliás, desta vez, livros e jornais circularam de mão em mão... Quem tinha óculos, leu em voz alta.
Concluímos contando e lendo anedotas.
Uma sessão muito animada e participada.
(Desta vez, faltou o coro... Falta justificada!)
Regressaremos a 22 de junho!



Bibliografia:
Periódicos:
Destak, 25 de maio de 2018
Jornal da Feira do Livro 2018
...
Ficção:
Fernando Pessoa, Quadras, Assírio & Alvim
Isabel Minhós Martins/Bernardo Carvalho, Para onde vamos quando desaparecemos, Planeta Tangerina
João de Melo (Coord.), Antologia do conto português, Dom Quixote
Samomé de Almeida, Anedotas e adivinhas, Coleção Azul


segunda-feira, 23 de abril de 2018

Contos, cantos, poemas e recontos... em abril

 Assim celebrámos o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor: entre gente crescida, melhor, entre amigos de longa data.

A carteira, de Machado de Assis, foi o conto que abriu a sessão. Alguém, com dívidas, encontra uma carteira recheada... Que tentação! E quantos problemas de consciência?!...
Questões análogas, com diferente desenvolvimento, surgem em contos coligidos na Nova tertúlia de mentirosos. Lemos A bolsa certa (o dono de uma carteira perdida não queria dar a recompensa prometida!) e A verdadeira renúncia (ou seja, o mais fácil é... renunciar à renúncia!).

Uma grande feira (certamente o Roque Santeiro, em Luanda) - e as condições sócio-económicas de vendedores e clientes desse enorme mercado - é o cenário da história que contámos seguidamente: O caderno. Estivemos lá, de alma e coração, com Nelinha e sua mãe... no dia em que veio a polícia e se perdeu a ginguba (o amendoim) e o tal caderno de folhas por escrever...


A Ilda recordou uma ida à Feira Popular e um episódio de troca (involuntária e momentânea) de marido...  O verdadeiro marido presenciou a cena e riu a bom rir! O outro é que nem por isso!... (Aconteceu algo muito parecido à Emília...)

Ouvimos um poema de Almada Negreiros e também anedotas de um velhinho livro da Coleção Céu Azul.

Evocámos José Afonso: o cantor, o político. Mas também o pai. Lemos uma carta que escreveu à filha, na prisão de Caxias, que nos enterneceu a todos.

 A sessão encerrou com o nosso coro. Votámos para escolher a canção! Menina estás à janela...


Próxima sessão, dia 29 de maio.
No mês seguinte, 22 de junho.

Bibliografia:
Jean-Claude Carrière,  Nova tertúlia de mentirosos, Contos filosóficos do mundo inteiro, Teorema
José de Almada Negreiros, Poemas Escolhidos, Assírio & Alvim 
José Jorge Letria, Zeca Afonso, O que faz falta, Uma memória plural, Guerra e Paz
Machado de Assis, Contos, Livros do Brasil, Limitada, Lisboa
Manuel Rui, Da palma da mão, estórias infantis para adultos,  Cotovia, Luanda / Lisboa
Salomé de Almeida, Anedotas e adivinhas, Coleção Céu Azul, Editorial Minerva



quinta-feira, 22 de março de 2018

...De novo, Poesia, cantos, contos e recontos...

Reencontros felizes e novos encontros nos SSAP, à roda dos livros...
O lugar do primeiro amor, livro original de uma ceramista que é "uma grande artista" (tal como diz a sua avó) despertou interesse e evocou velhos tabus e preconceitos, hoje felizmente ultrapassados, de que nos lembramos bem!...
O Poema à mãe veio mesmo a propósito de uma das ilustrações: o filho que cresceu e parte, livre como as aves...
O Dicionário do nome das terras serviu para procurar o significado de Castro Verde (local onde vive Vanda Palma) e em seguida outros locais, sugeridos pelos presentes: Penamacor, Lisboa...
Então vimos passar Uma jovem no Chiado... E constatámos que há atitudes que nunca mudam! Quem vê esta jovem descontraída sorri, sussurra... Não terão mais o que fazer?... (Das pastelarias Bénard e Ferrari, raros se lembram. Estarão ainda lá?!... Temos de descobrir isso!)
Inesquecível é a jovem Sam Doló : «...perna de lagaia (raposa) / peito de fruteira / sorriso de goiaba /  rebolar de maré... Ai, Sam Dóló... Sam Dóló!»
Uma última história "de almanaque"...: Era uma vez... dois. Ela morava num incêndio. Ele, numa gota de chuva... Um conto de amor e separação.


Hoje foi este o fio das histórias e poemas. A Conceição, prosseguindo a fiada de amor e sedução, trouxe-nos Feiticeira. (Mesmo quem não conhecia a canção, à 2ª estrofe já alinhou na cantoria!...)
Uma horita e picos muito bem passada! 

Próxima sessão, dia 23 de abril!

Sessão anterior, 28 de fevereiro.



Bibliografia: 
António Torrado e Espiga Pinto, Almanaque lacónico, O Jornal
Eugénio de Andrade, Primeiros poemas - As mãos e os frutos - Os amantes sem dinheiro, Assírio & Alvim
João Fonseca, Dicionário do nome das terras, Casa das Letras
Maria Judite de Carvalho, A janela fingida, Seara nova
Olinda Beja, Aromas de Cajamanga, Escrituras
Vanda Palma, O lugar do primeiro amor, 100 Luz



quinta-feira, 1 de março de 2018

+ Leitura, + Sucesso



Almada abrirá a Semana da Leitura/2018 apresentando, no dia 5 de março, o seu Plano Municipal de promoção do Sucesso Educativo: + Leitura, +  Sucesso.
Ao longo da Semana, a Rede das Bibliotecas Municipais irá desenvolver um vasto programa de atividades.


Os Miminhos e leituras, para bebés, as sessões de leitura para famílias, as Horas do Conto para público escolar, Os livros da minha vida e Leituras em voz alta, para adultos e seniores, oficinas várias, uma Comunidade de leitores - tudo vai sendo prática regular.
Trazer à biblioteca utentes de Centros de Dia ou Lares é um novo desafio, o qual se tem revelado mais difícil do que se esperava.


O projeto De mãos dadas com histórias e memórias deveria ter começado a 16 de janeiro, mas veio a gripe. Teria tido lugar no passado dia 27 de fevereiro, mas para um grupo de idosos falhou o transporte e, para outro, a falta de uma funcionária inviabilizou a deslocação ao Feijó. Talvez se juntem, no dia 8 de março, a uma sessão de contos para seniores (também na Biblioteca Municipal José Saramago).

A Biblioteca convidou-nos.
A Universidade Popular Almada abraçou o projeto De mãos dadas com histórias e memórias... e, para esta parceria, conta connosco.

Por isso lá estaremos, celebrando o Dia da Mulher, fruindo da arte da escrita e festejando a leitura.