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terça-feira, 17 de dezembro de 2019

De mãos dadas com histórias e memórias - V

Regressámos, esta tarde, ao Centro Comunitário do Laranjeiro/Feijó.
Seria uma sessão para avós e "netos", mas estes não puderam vir; talvez se juntem a nós na próxima vez...
O dia estava ameno e luminoso, um belo dia de finais de outono. As folhas de plátano eram mesmo restos de Sol ressequido… As leituras falaram desta quadra: frio, chuva, rebuçados peitorais, natal e outras coisas mais…  E houve histórias, adivinhas, receitas… poesia e memórias, pois claro!
Os rebuçados peitorais do Dr. Bayard afinal têm concorrência: ofereceram-me um do Dr. Bentes, muito parecido no sabor e até no papel de embrulho!


Não faltaram conversas e sorrisos nem despedidas com abraços e carinhos.
Feliz Natal!
Boas entradas!
Até janeiro!

Sessão anterior: AQUI.


Bibliografia:

Alexandre Honrado, Um belo dia de inverno, in Quem conta um conto, pp. 44-45, Raiz Editora
Alice Vieira (coordenação), Os três Reis, in Eu bem vi nascer o Sol, Antologia da poesia popular portuguesa, pp. 139-140, Círculo de leitores
António Mota, Prendas de natal, in Abada de histórias, Desabrochar Contos, nº 3, pp. 50-52, Desabrochar Editorial Lda

Clarinda Matos e João Monge (Coordenação) e Turma 6ºC, Receitas da minha avó “Em busca da memória perdida”, Escola Básica 2+3 da Alembrança, Feijó e Câmara Municipal de Almada
Fernando Pessoa, Chove. É dia de Natal, in Obra Poética, I Volume, p. 227, Círculo de Leitores
Inês Fonseca Santos e Marta Monteiro, Um milhão de rebuçados, Pato Lógico

Salomé de Almeida, Anedotas e Adivinhas, Coleção Céu Azul, nº 7
………………………………….
E ainda: Artesanato (peúgas de lã)
Rebuçados do Dr. Bayard e do Dr. Bentes
 
 

terça-feira, 15 de outubro de 2019

De mãos dadas com histórias e memórias... III

No Centro Comunitário do Laranjeiro/Feijó, muitos deram as mãos para ouvir histórias e desfiar memórias…
Havia quem nos conhecesse, outros não: fez-se a apresentação.
Para começarmos a sessão, um poema: A vida é feita de nadas…
Avó de coração foi a história seguinte, contada ao longo das várias cartas trocadas entre o Pedro e a D. Arminda…
Receitas de doces e marmeladas, saberiam? Oh, se sabiam! Há quem já não faça nada disso, mas a surpresa é que há quem faça… na Bimby!!!
Mais uma vez, a Bárbara sabia de cor parte do romance da Donzela que vai à guerra. Foi lido depois na totalidade. (E explicou-se a razão das variadas versões…)
Contaram-nos uma história de família, absolutamente real: 12 filhos, 10 deles homens, e todos foram para a tropa! Grande surpresa: os pais foram chamados. Iam receosos, mas era afinal para lhes agradecerem a dádiva à Pátria de uma dezena de soldados!
O António, de Niza, estava muito abatido, no princípio. Por fim, soltou diversos versos de improviso, com grande simpatia, para nossa alegria.
Gostaram. Pediram-nos que voltássemos.
Até novembro!

 
 


Bibliografia:
Aguilar Lozano, Compotas de frutas, geleias e marmeladas, Livraria Civilização
Antero de Quental, Tesouro poético da infância, Colares editora
Cristina Taquelim e Mafalda Milhões, Avó de coração, Livros Zig Zag
Miguel Torga, Bucólica, in Diário I (dito de memória)


 
História deste projeto:
Em 2017-2018, iniciou-se uma parceria entre a Rede de Bibliotecas Municipais de Almada (Cláudia Romeiro) e a Universidade Popular Almada (Manuela Caeiro). Um projeto a ser desenvolvido com seniores.

A Coordenadora do Centro Comunitário do Laranjeiro/Feijó, Marta Silva, aceitou o convite e, por duas vezes, reunimo-nos com os utentes do centro de dia, na biblioteca José Saramago, partilhando livros, património oral, histórias, anedotas, versos e sorrisos...

No ano anterior, novos desafios da Rede de Bibliotecas impediram a realização destas sessões. Mas o projeto foi agora retomado, a pretexto do mês do Idoso. Estava na reunião camarária a Drª Marta Silva que mais uma vez disse "SIM!"

Apresentado pela Academia Ramiro de Freitas, detentora da Universidade Popular Almada, o (mesmo) projeto será agora assegurado por Dina Dourado e Manuela Caeiro.

Hoje, no Centro Comunitário, uma ausência se fez sentir. Felicidades, Drª Marta!
(Se nos ler, saiba que a Bárbara lhe manda saudades. E nós também.)