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sábado, 25 de outubro de 2014

Margarida Botelho: já ouviram falar...?

Margarida Botelho é uma jovem almadense de 35 anos. Arquiteta de formação, é Arte-Educadora e escritora infantojuvenil, já com vários títulos publicados.
Talvez ainda não a conheçam, mas certamente ouvirão falar muito dela! Basta invocar o seu projeto Encontros que a conduziu ao seio de diversas comunidades, com quem conviveu e trabalhou: um campo de refugiados, em Moçambique, uma aldeia da Amazónia, outra de Timor e ainda uma outra, em Goa... Consigo leva sempre muitos livros em branco, os quais transforma em diários gráficos. Assim nasceram Eva (2011), Yara/Iara (2012), Lya/Lia (2014)... e um quarto título que espero descobrir.
De uma entrevista que a Autora concedeu à Revista Pais & Filhos, saliento estas palavras relativas aos propósitos deste seu projeto de encontro e convivência: «...um respeito pela sua cultura e pelos seus valores, exatamente o oposto de uma proposta impositiva, invasiva, evangelizadora. A valorização, o reforço da autoestima, a dignificação de culturas minoritárias e das culturas tradicionais é sem dúvida um compromisso do projeto Encontros e meu, enquanto cidadã.»
Não me surpreende que tenha sido recentemente nomeada para o prémio Astrid Lindgren Memorial Award (ALMA) 2015.
A viagem do Ler a meias vai recomeçar, no dia das Bibliotecas Escolares (27 de outubro). 
Partiremos à aventura, pelo mundo dos livros fora...
Margarida Pinho, a professora bibliotecária, sugeriu este caminho de Palavras no mundo... e eu abraçarei esta encomenda de muito bom grado.
Margarida Botelho e Margarida Pinho, vamos a este encontro?




segunda-feira, 18 de junho de 2012

Quando o futebol prodigaliza afetos...


Era dia de futebol.
Ao chegar a casa, deparei-me com festa nas proximidades, em local inusitado... Seguramente, mais de uma dúzia de pessoas sentadas à mesa, vozes alegres, crianças brincando, bandeiras da Lusofonia desfraldadas – Cabo Verde, Brasil e Portugal – lado a lado, unidas.
Torcia-se (sofria-se) por Portugal: quer sendo país natal quer país de acolhimento… Sensibilizou-me! Avistei gente conhecida. Aproximei-me. “Para um brasileiro «quantos mais, mais…»” (Fui bem acolhida.)
Reuniam-se ali várias famílias (parte delas, multiculturais), seus vizinhos e amigos, gente que por cá reside e resiste. Talvez fossem todos migrantes, até mesmo os portugueses! Como eu, inclusive.
Uma grande televisão ligada era o centro das atenções.
Emoção. (Maior entre os que se sentaram na 1ª fila; menos acentuada entre os conversadores da linha intermédia ou ainda entre o grupo das mães, lá atrás.)
Uma única voz discordante apoiava a equipa adversária, com assumida simpatia pela Holanda – e certamente também com desejo de espicaçar o nervosismo alheio, em jogo decisivo…
Cada golo (dos nossos) prodigalizou brados de alegria, palmas. Beijos, abraços, famílias enlaçadas. A vitória fez redobrar carinhos e manifestações de alegria, cada qual sentindo-a muito sua.
Comemoração à mesa. Sabores de aquém e além–mar. Chouriço assado na brasa, salgadinhos, salada; arroz, farinha de mandioca, em receita saborosa; pastéis de nata...
Por fim, arrumação e limpeza, com grande ligeireza e espírito de cooperação. O pátio rapidamente ficou “como novo”.
Era dia de aniversário, domingo, por sinal dia de futebol. 
Duplo pretexto para festejar, animadamente.
Data duplamente memorável.