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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Ao encontro de Alguém, algures...

Onde está o "boneco" recém-nascido na sala do 3º B?...
O 3º A, na BE, assiste à demonstração: como se faz o boneco?... 






O Ler a meias voltou ao Pragal para prosseguir o trabalho em torno de Yara/Iara, cheio de vontade de desvendar como são feitas as ilustrações de Margarida Botelho: alguns materiais utilizados, processo de construção de objetos e personagens, montagem de cenários, fotografias...

Raros meninos desta escola tinham ido ver a exposição à Biblioteca Municipal de Almada.









Os alunos do 3º A e do 3º B assistiram atentos à demonstração da mediadora de leitura e passaram depois à construção dos seus bonecos, experimentando e vencendo dificuldades...
Sentiram-se muito orgulhosos das suas criações! Falta agora dar-lhes rosto e vesti-las...

A sessão terminou alegremente com o jogo do Encontro, num improvisado e prático tabuleiro de tecido com "casas" (ou seja, imagens) de tamanho XL...
Uma minioficina que revelou uma forma criativa de ilustrar, brincando...
Um livro que, de forma lúdica, fez sentir o prazer de ir ao encontro de Alguém, algures...
Voltarem juntos para Portugal foi a decisão de ambas as turmas, por maioria.
Boa opção, não acham?

Sessão anterior, aqui.
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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Já ouviste falar na Ilustrarte?...

A Ilustrarte é uma Exposição Internacional de Ilustração para a Infância, à qual concorrem muitos ilustradores da Literatura Infantil.
Realiza-se de dois em dois anos, no Museu da Eletricidade, em Lisboa (Belém).
Aí podes ver os trabalhos de muitos artistas, selecionados por um júri, e folhear/ler os livros onde as suas ilustrações se encontram.
Que bonitos!
Ora vê!



Para saberes mais, clica aqui.
Podes ler também a notícia do Público.


quinta-feira, 1 de março de 2012

"Ler a Meias" com piratas, ladrões e outros mais...

Foi hoje dia de voltar à Feliciano Oleiro, para partilhar leituras com o 4º ano da professora Isaura. (A outra turma tinha outra atividade sobreposta...)
A habitual imaginação dos meninos, ao anteciparem a continuação de histórias - tão fértil quanto, por vezes, malévola - ditou a temática desta sessão: bandidos! 
Primeiro chegou O barco dos piratas, um álbum ilustrado de Guillermo Mordillo que lemos em conjunto, através das suas sugestivas imagens... Piratas náufragos, na sua própria ilha do tesouro, cujas árvores eles abateram... e onde acabaram por ficar sem barco nem sombra nem frutos... Que piratas patetas! Castigo!...
Os dois ladrões, de Manuel António Pina, cederam o lugar a Os três bandidos, de Tomi Ungerer. Uma história que captou a atenção geral, com final surpreendente! Uns malvados benfeitores, afinal!...
Robim dos Bosques, o herói fora-de-lei inglês que roubava aos ricos para dar aos pobres, foi evocado... Lembravam-se de cenas do filme... e do final feliz.
Pelo meio das histórias, muitas questões...
Falou-se de pirataria informática... e de Internet segura... 
Relataram-se notícias de ladrões de carne e osso... "Tão ladrão é o que rouba como o que fica ao portão" (o cúmplice - disseram.)
Apontou-se a necessidade de justiça. Justa!
"Na dúvida, decide-se a favor do réu (ou da ré)" - rematou-se.
Eram horas. Partiram, felizes.
À saída, chovia. Até que enfim!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Uma estreia, a Ler a Meias...

Eu tinha hoje uma hora livre... e já se falara na possibilidade de ir fazer uma sessão de leitura ao 1º ano da Professora Sandra... Não é tarde nem é cedo! O 1ºB foi à Biblioteca Escolar! 
Levaram consigo, a meu pedido, um guarda-chuva que ficara esquecido na sua sala de aula.
Eu tinha comigo o livro Um dia, um guarda-chuva, de Davide Cali e Valerio Vidali, vencedor da Ilustrarte 2012 (que divulguei).
A estratégia de abordagem do livro delineara-a eu à 1ª leitura. (Servindo-me de competências adquiridas na Oficina de Expressão Dramática que estou a frequentar com O Bando: na Linha fora de si. Afinal, era esse o meu principal objetivo quando para lá fui... Atingido! Ufa!...)
Pois aconteceu assim:
Os meninos imaginaram (e representaram) diferentes funções para o seu guarda-chuva "perdido". Ora aberto ora fechado, ele foi flauta, espingarda, gelado, vassoura, guitarra, microfone, cavalo, pincel, bandeira, escudo, jangada, pára-quedas... Quanta criatividade e à-vontade!...
Davide Cali, mesmo assim, conseguiu surpreender!...
Havia ainda tempo, quiseram mais...
Terminámos com o Conto maluco de Carnaval, de Maria Isabel de Mendonça Soares, depois de o Tiago, que já lê (tudo), ter ajudado a ler uma lista de palavras relacionadas com o conto, para favorecer a sua compreensão: o Quico (que usava um coco) foi à confeitaria com a Cuca (que usava um quico); comeram um coco e um queque, aliás, teve de ser um caracol, porque o cão os trincou e correu, correu...
"Gostei muito de ti" - diziam os meninos à saída, numa meiga e enternecedora manifestação de agrado...
E eu, claro, diverti-me muito... Agradou-me a "estreia"!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Ler a Meias..., em vésperas de férias de Natal

Quinze dias volvidos, voltei hoje à EB1 Feliciano Oleiro. O tema incontornável foi o Natal. 
Começámos por um "jogo das diferenças", comparando ilustrações do Pai Natal de Abigail Ascenso, Fátima Afonso, João Caetano, Sandra Serra... e Alain Corbel. Que diferença!
Depois falámos da origem da figura do Pai Natal e do significado do presépio... Vimos também ilustrações do Menino Jesus de Danuta Wojciechowska e de Júlio Resende.
A propósito de prendas: em Os três presentes de Álvaro Magalhães, os rapazes oferecem Silêncio, Amor e Alegria a um amigo doente. Os meninos de ambas as turmas pensaram nisso e acrescentaram outras sugestões: os seus textos e desenhos..., 
companhia, miminhos, abraços, beijinhos, sorrisos, felicidade... 


Florinda e o pai Natal, o último livro de Matilde Rosa Araújo, foi lido ao 4ºA da professora Lídia. Este encontro de uma menina de escola com um vendedor ambulante, vestido de Pai Natal, deu para conversar sobre gente que ganha algum dinheiro assim... mas não são "o Pai Natal verdadeiro". (Até se comparou a diferença de significado ao dizer "o" ou "um"! Tudo muda com um simples artigo!)
O 4ºA da professora Isaura escolheu entre este conto e Um homem não chora, de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada. Optaram por este último e não se arrependeram: gostaram muito do suspense, das dificuldades que João Bicudo venceu e do final feliz da história. Uns homens mal encarados ajudaram-no: claro, "quem vê caras, não vê corações" (abaixo a xenofobia!).
Falta contar que os meninos completaram os seus "Apontamentos" (textos e ilustrações, reunidos num livrinho) e leram-nos, muito orgulhosos. Com razão!
Fez-se a avaliação periódica: o Ler a Meias... agrada; portanto, é para continuar!


As estantes da biblioteca, desta vez, estavam cheias: a Feira do Livro da Escola está a decorrer. 
A professora Mafalda, Bibliotecária, não teve mãos a medir!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Escritor e ilustrador...

Rui Sousa começou por ser ilustrador e hoje é escritor, para a infância.
De entre os três livros que, desde 2003, escreveu e ilustrou... (ou vice-versa?), o seu livro preferido é... o próximo: "O segredo da pedra".
Não sabemos quanto tempo teremos de esperar para desvendar este segredo. O que sabemos é que o Autor demora de seis meses a um ano para concluir cada livro seu, aproveitando todo o seu tempo livre, de preferência em horas tranquilas...
"Um livro nasce de uma ideia, mas uma ideia não é uma história" - explicou Rui Sousa que, recorrendo às TIC, mostrou a sua mesa de trabalho e a forma como cria os seus livros. 
Enquanto escritor, desenvolve a sua ideia... Enquanto ilustrador, faz esboços e desenhos, fazendo-os passar por muitas fases até chegar àquelas ilustrações que vemos, por fim, no livro impresso, já pintadas e retocadas, a tinta da China.
O seu cenário tem sido o mar, ouvem-se gaivotas, navega-se, vivem-se aventuras, buscam-se tesouros... Talvez reencontremos proximamente Mestre Hildo, o pescador, e o seu amigo Pedrito... Ou talvez não. 
O "Segredo da pedra" é o 4º livro em construção, mas ainda secreto e envolto em mistério. Só sabemos que há uma pedra. E um segredo.
Conheci Rui Sousa esta manhã. Numa sessão para crianças.
O escritor (e ilustrador) fez o que é habitual: recontou uma história sua; respondeu a questões dos meninos; autografou livros.
E fez mais do que é costume: desvendou o seu processo de criação de um livro. Fez desenhos e ofereceu um a cada turma. Imprimiu o seu traço criativo em cada livro autografado. Deu, pacientemente, uma interessante entrevista, ao responder às questões dos meninos... Deixou-se surpreender... Revelou-se comunicador, criativo, curioso, conselheiro...
"A curiosidade torna a vida mais agradável." "Importante é o que está escondido no mundo de cada um de nós e que podemos descobrir..."
Foi uma sessão para crianças. E não só!
Gostei muito!

domingo, 22 de novembro de 2009

Livraria para a infância, ilustração para fazer sonhar



Dirigi-me ao espaço onde ia decorrer a formação, nos Casais Brancos, em Óbidos: uma antiga escola primária que, em vez de estar ao abandono ou encarregada de funções em nada compatíveis com a sua missão inicial, é hoje uma bem apetrechada e lindíssima livraria. Melhor: uma livraria dedicada em exclusivo à literatura infantil ou com ela relacionada. Seria concebível um melhor destino?!
E com isto tudo ainda não disse que se trata de uma livraria onde, entre os 10 Direitos do Livreiro, se contam “Conhecer os seus Livros de cor”, “Informar”, “Formar”… e que se auto-denomina “uma casa ao serviço da mediação da leitura, onde moram livreiros mordidos por um bicho de conto”. Quem conhece Mafalda Milhões acredita que terá sido, sem dúvida! Esta dá vida ao projecto da livraria Histórias com Bicho.


A temática da acção de formação girava em torno dos livros, do ler, do contar, da ilustração com  “as cores do A B C”… Uma acção com carácter eminentemente prático, após uma curta abordagem teórica: como a ilustração evoluiu desde o tempo da pequenina gravura a preto e branco, perdida entre letras…; mostra de magníficas ilustrações de alguns ilustradores de renome, da actualidade…; o que a cor sugere, os sentimentos que desperta…; a forma como se combinam as cores para criar determinados ambientes e acordar emoções…
Na realidade, um outro código que é imprescindível aprender a ler, ensinar a ler…


“Habituei-me a retirar do texto toda a informação, esquecendo-me até de olhar para a ilustração…” – confessei com arrependimento, eu que ali fui de livre vontade, decidida a penitenciar-me e a querer saber mais.


“A mim acontece-me ler um livro e esquecer-me de olhar para as palavras”… - sossegou-me a formadora, Danuta Wojciechowska.


E assim me pus a reflectir na equivalente importância de ambos os códigos. Na injustiça de não se considerar o ilustrador como um co-autor. Na insuficiente preparação que tive neste domínio. E quantos professores ainda hoje a terão, lamentavelmente?!


Só sei que nada sei… Mas sinto orgulho nas modestas obras-primas que criei na componente prática da acção: uma composição cromática, a aguarela, e uma ilustração, realizada a partir de pintura a guache e découpage, que assinalam a intensa experiência vivida naquela velha escola, tornando inesquecível a minha passagem por ali. 


Um local a visitar, tanto pela livraria e pelo edifício em si como também pela paisagem, com quilómetros de horizonte, incluindo uma ampla vista sobre a vila de Óbidos…


http://www.obichinhodeconto.pt/  (uma página em remodelação, aqui à mão)