Ler, citar, contar, escrever... Partilhar experiências de mediação de leitura e de vida...
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quarta-feira, 23 de maio de 2018
José Afonso, O homem da gaita
De um conto tradicional, Zeca Afonso criou a letra para uma canção que musicou e cantou.
A editora Barca do Inferno publicou-a em livro e criou este vídeo publicitário (incompleto) que podes ver no YouTube, tal como outras versões.
terça-feira, 22 de abril de 2014
"Ou isto ou aquilo"
Surpreendem-nos as figuras públicas que expõem desabridamente as marcas progressivas dos seus anos vividos.
Numa sociedade que privilegia a juventude e a beleza, aparentar sê-lo é forte tentação. É forte a pressão. Mas ou se pode ou não. E ou se quer ou não.
Verdade é que ou se morre jovem, abruptamente... ou envelhecemos, inexoravelmente.
Ou aceitamos limitações, rugas e cabelos grisalhos (um processo inevitável e natural)... ou disfarçamos afincadamente a idade, recorrendo talvez a soluções de resultado duvidoso...
Dignos de admiração são séniores que se mantêm dinâmicos, com projetos pessoais e sociais, que não se furtam a atividades culturais e desportivas, a convívios, alguns resistindo a dificuldades, acudindo a tudo e todos, exemplos de coragem, verdadeiros super-heróis do quotidiano.
Somos muitos, cada vez mais. Um problema ou uma mais-valia?
Vi, casualmente, fotos recentes de Joan Baez. 73 anos. Uma vida cheia.
Compositora, cantautora, ativista, pintora.
50 anos de carreira musical celebrada em 2008. Em 2010, atuou em Portugal, na Casa da Música e no Coliseu de Lisboa.
Forever young? Talvez não.
Cérebro, corpo, emoção...
Sempre bela.
Ou não?...
Numa sociedade que privilegia a juventude e a beleza, aparentar sê-lo é forte tentação. É forte a pressão. Mas ou se pode ou não. E ou se quer ou não.
Verdade é que ou se morre jovem, abruptamente... ou envelhecemos, inexoravelmente.
Ou aceitamos limitações, rugas e cabelos grisalhos (um processo inevitável e natural)... ou disfarçamos afincadamente a idade, recorrendo talvez a soluções de resultado duvidoso...
Dignos de admiração são séniores que se mantêm dinâmicos, com projetos pessoais e sociais, que não se furtam a atividades culturais e desportivas, a convívios, alguns resistindo a dificuldades, acudindo a tudo e todos, exemplos de coragem, verdadeiros super-heróis do quotidiano.
Somos muitos, cada vez mais. Um problema ou uma mais-valia?
Vi, casualmente, fotos recentes de Joan Baez. 73 anos. Uma vida cheia.
Compositora, cantautora, ativista, pintora.
50 anos de carreira musical celebrada em 2008. Em 2010, atuou em Portugal, na Casa da Música e no Coliseu de Lisboa.
Forever young? Talvez não.
Cérebro, corpo, emoção...
Sempre bela.
Ou não?...
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
Interlúdio... com "Histórias"...
O convite é claro: sentemo-nos confortavelmente e assistamos ao concerto de Rodrigo Leão & Cinema Ensemble, deixando-nos transportar, pelo poder da música, a recantos e momentos inesquecíveis da caminhada da vida...
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Amor à música...
Associo o Bolero (de Ravel) a um filme francês que vi há vários anos e de que gostei muito: Les uns et les autres...
Faz-me recordar a dança extraordinária de um bailarino argentino, Jorge Donn, nas cenas finais do filme...
Revivo momentos de prazer durante a sua escuta.
E hoje surpreendi-me com este excelente trabalho universitário de alunos da Faculdade de Belas-Artes de Minas Gerais. Filme animado bem concebido, interessante e didático, ligando cada som ao respetivo instrumento musical.
Aqui presto a minha homenagem aos autores deste projeto, divulgando o seu trabalho.
Agradeço... e dou os meus parabéns.
Faz-me recordar a dança extraordinária de um bailarino argentino, Jorge Donn, nas cenas finais do filme...
Revivo momentos de prazer durante a sua escuta.
E hoje surpreendi-me com este excelente trabalho universitário de alunos da Faculdade de Belas-Artes de Minas Gerais. Filme animado bem concebido, interessante e didático, ligando cada som ao respetivo instrumento musical.
Aqui presto a minha homenagem aos autores deste projeto, divulgando o seu trabalho.
Agradeço... e dou os meus parabéns.
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Ravel
quarta-feira, 8 de maio de 2013
Ei-los que partem... os Emigrantes
De Manuel Freire, uma canção sobre emigração...
Escuta-a, enquanto leres o poema (isto é, a sua letra):
Ei-los que partem, novos e velhos
buscar a sorte noutras paragens
noutras aragens, entre outros povos.
Ei-los que partem, velhos e novos.
Ei-los que partem, olhos molhados
coração triste; a saca às costas
esperança em riste, sonhos dourados
ei-los que partem, olhos molhados.
Virão um dia, ricos ou não
contando histórias de lá de longe
onde o suor se fez em pão.
Virão um dia, ricos ou não
virão um dia, ou não...
Escuta-a, enquanto leres o poema (isto é, a sua letra):
Ei-los que partem, novos e velhos
buscar a sorte noutras paragens
noutras aragens, entre outros povos.
Ei-los que partem, velhos e novos.
Ei-los que partem, olhos molhados
coração triste; a saca às costas
esperança em riste, sonhos dourados
ei-los que partem, olhos molhados.
Virão um dia, ricos ou não
contando histórias de lá de longe
onde o suor se fez em pão.
Virão um dia, ricos ou não
virão um dia, ou não...
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quarta-feira, 24 de abril de 2013
Vamos à música?
Quanto à Semana da Leitura... O barco vai de saída significa que, após muitas semanas perdido no mar, (está) estava em terra a varar... e os marinheiros podem de novo dizer: Que vida boa (é) era a de Lisboa...
sábado, 6 de abril de 2013
Gramática: assim é fácil!...
Parece-te monótona a gramática?...
E se uma canção te ajudar a percebê-la melhor? E vice-versa?...
Pois é, sugiro que leias esta letra.
...
Diz lá: então não percebeste este texto (onde apenas se empregam conceitos gramaticais)?!
Afinal, a gramática é fácil!...
E se uma canção te ajudar a percebê-la melhor? E vice-versa?...
Pois é, sugiro que leias esta letra.
Concordância
Eu sou um pronome,
um pronome pessoal,
Sou a primeira pessoa
do sujeito singular.
Ele é um pronome
igualmente pessoal
e quer que eu me junte a ele
numa relação plural.
Mas onde está o meu substantivo?
E que verbos posso ambicionar?
Chamem-me nomes, maus adjetivos
Se é p'ra pior eu não vou mudar.
Mas eu não sou artigo indefinido
nem um coletivo nem um numeral.
Eu tenho nome e p'ra mim exijo
mais concordância gramatical.
Sou um sujeito,
procuro um verbo
e um bom complemento direto.
Quero frases
afirmativas
e não viver em voz passiva.
Somos sujeitos,
queremos verbos, bons complementos diretos.
Queremos frases
afirmativas
e emoções superlativas.
Deolinda, Mundo pequenino
Diz lá: então não percebeste este texto (onde apenas se empregam conceitos gramaticais)?!
Afinal, a gramática é fácil!...
NOTA: um SUJEITO requer um PREDICADO (expresso por um verbo).
terça-feira, 2 de abril de 2013
Navegar e navegar...
Sitiados, Esta vida de marinheiro
Esta vida de marinheiro está a dar cabo de mim
Raparaparaparaparaparaparim
Esta vida de marinheiro está a dar cabo de mim
Raparaparaparaparaparaparim, hey!
Esta vida de marinheiro está a dar cabo de mim
Raparaparaparaparaparaparim
Foi no porto de Lisboa, a beber e a cantar
Conheci um marinheiro de quem vos vou falar
Valente marinheiro, nascido em noite de tempestade
Era só uma garrafa que deixou pela metade
Fugindo com aguardente, nenhum deixou pensar
Escolheu ser marinheiro mesmo sabendo enjoar
E assim foi navegando pelos lados do Sodré
Mas dentro de uma garrafa nunca mais se perde o pé
Esta vida de marinheiro está a dar cabo de mim
Raparaparaparaparaparaparim
Esta vida de marinheiro está a dar cabo de mim
Raparaparaparaparaparaparim, ha!
Esta vida de marinheiro está a dar cabo de mim
Raparaparaparaparaparaparim
Há quem navegue de porto em porto, navegue de bar em bar
Há quem procure fazer fortuna, eu procuro naufragar
Telefonei p'ra Tóquio só p'ra te ouvir cantar
Pensei que a tua voz me pudesse animar
Esta vida de marinheiro está a dar cabo de mim
Raparaparaparaparaparaparim
Esta vida de marinheiro está a dar cabo de mim
Raparaparaparaparaparaparim
Há quem navegue de porto em porto, navegue de bar em bar
Há quem procure fazer fortuna, eu procuro naufragar
Telefonei p'ra Tóquio só p'ra te ouvir cantar
Pensei que a tua voz me pudesse animar
Telefonei p'ra Tóquio só p'ra te ouvir cantar
Pensei que a tua voz...
Yiii-ha! Yahoo! Hahaha! Yiii-ha!
Esta vida de marinheiro está a dar cabo de mim
Raparaparaparaparaparaparim
Esta vida de marinheiro está a dar cabo de mim
Raparaparaparaparaparaparim
Esta vida de marinheiro está a dar cabo de mim
Raparaparaparaparaparaparim
Esta vida de marinheiro está a dar cabo de mim
Raparaparaparaparaparaparaparaparaparapa raparim!
Esta vida de marinheiro está a dar cabo de mim
Raparaparaparaparaparaparim
Esta vida de marinheiro está a dar cabo de mim
Raparaparaparaparaparaparim, hey!
Esta vida de marinheiro está a dar cabo de mim
Raparaparaparaparaparaparim
Foi no porto de Lisboa, a beber e a cantar
Conheci um marinheiro de quem vos vou falar
Valente marinheiro, nascido em noite de tempestade
Era só uma garrafa que deixou pela metade
Fugindo com aguardente, nenhum deixou pensar
Escolheu ser marinheiro mesmo sabendo enjoar
E assim foi navegando pelos lados do Sodré
Mas dentro de uma garrafa nunca mais se perde o pé
Esta vida de marinheiro está a dar cabo de mim
Raparaparaparaparaparaparim
Esta vida de marinheiro está a dar cabo de mim
Raparaparaparaparaparaparim, ha!
Esta vida de marinheiro está a dar cabo de mim
Raparaparaparaparaparaparim
Há quem navegue de porto em porto, navegue de bar em bar
Há quem procure fazer fortuna, eu procuro naufragar
Telefonei p'ra Tóquio só p'ra te ouvir cantar
Pensei que a tua voz me pudesse animar
Esta vida de marinheiro está a dar cabo de mim
Raparaparaparaparaparaparim
Esta vida de marinheiro está a dar cabo de mim
Raparaparaparaparaparaparim
Há quem navegue de porto em porto, navegue de bar em bar
Há quem procure fazer fortuna, eu procuro naufragar
Telefonei p'ra Tóquio só p'ra te ouvir cantar
Pensei que a tua voz me pudesse animar
Telefonei p'ra Tóquio só p'ra te ouvir cantar
Pensei que a tua voz...
Yiii-ha! Yahoo! Hahaha! Yiii-ha!
Esta vida de marinheiro está a dar cabo de mim
Raparaparaparaparaparaparim
Esta vida de marinheiro está a dar cabo de mim
Raparaparaparaparaparaparim
Esta vida de marinheiro está a dar cabo de mim
Raparaparaparaparaparaparim
Esta vida de marinheiro está a dar cabo de mim
Raparaparaparaparaparaparaparaparaparapa
quinta-feira, 14 de março de 2013
Poesia e música...
A voz de um poeta com sublinhado musical...
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Rodrigo Leão
domingo, 30 de setembro de 2012
Música e tradição: Pastor da Transumância
Videoclipe de uma música cuja letra alude à transumância na Serra da Gardunha.
A imagem, com o seu reconhecido poder, facilita o entendimento desta tradição ancestral.
A apresentação deste teledisco fez parte do programa da Festa dos Chocalhos 2012, em Alpedrinha, à qual me referi no artigo anterior deste blogue.
A imagem, com o seu reconhecido poder, facilita o entendimento desta tradição ancestral.
A apresentação deste teledisco fez parte do programa da Festa dos Chocalhos 2012, em Alpedrinha, à qual me referi no artigo anterior deste blogue.
sexta-feira, 1 de junho de 2012
"Carta aos meus netos"
I - Música...
II - Música e poesia...
Será melhor nascer e crescer... ou desnascer?
Manuel António Pina: A Ana quer
II - Música e poesia...
Será melhor nascer e crescer... ou desnascer?
Manuel António Pina: A Ana quer
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domingo, 20 de maio de 2012
Lisboa, capital da saudade?
Titina Rodrigues, cantora cabo-verdiana, canta... afirmando que sim!
Escuta-a...
Ora lê a tradução:
Esta é que é Lisboa
Nossa terra de adoção
Que nos recebeu
Quando tivemos que emigrar
Quando a chuva acabou
E os nossos filhos
Tiveram fome
Eles que são nossas vidas
Lisboa tem
Aquele coração
Bem português
Na nossa aventura
Aventura de emigração
Quantos portos, quantas cidades
Conhecemos nesse mundo
Mas nenhuma tocou mais fundo
No nosso coração
Porque Lisboa tem
Um grande amor
Amor que é crioulo
Se Boston e Pawtucket
é só Fogo e Brava
E Roterdão é S. Vicente
Luxemburgo é Santo Antão
E Roma é S. Nicolau
Não há outra como Lisboa
Porque aqui ela juntou
Todos nós, todo o Cabo Verde.
Lisboa tem Camões
Feira do Relógio e Fátima
Sporting, Benfica e Porto
Enclave e B. Léza
E na Associação dança-se
Até na hora do almoço.
Lisboa só não tem mar
Mas para nos consolar
Ela arranjou o Tejo
Quando soar, enfim
A hora de regressarmos
Não fiques triste
Nem comeces a chorar
Se Praia é
A capital da nossa terra (querida)
Lisboa é
A capital da saudade
Do nosso Mundo (espalhado)
da Emigração.
Escuta-a...
Esta é que é Lisboa
Nossa terra de adoção
Que nos recebeu
Quando tivemos que emigrar
Quando a chuva acabou
E os nossos filhos
Tiveram fome
Eles que são nossas vidas
Lisboa tem
Aquele coração
Bem português
Na nossa aventura
Aventura de emigração
Quantos portos, quantas cidades
Conhecemos nesse mundo
Mas nenhuma tocou mais fundo
No nosso coração
Porque Lisboa tem
Um grande amor
Amor que é crioulo
Se Boston e Pawtucket
é só Fogo e Brava
E Roterdão é S. Vicente
Luxemburgo é Santo Antão
E Roma é S. Nicolau
Não há outra como Lisboa
Porque aqui ela juntou
Todos nós, todo o Cabo Verde.
Lisboa tem Camões
Feira do Relógio e Fátima
Sporting, Benfica e Porto
Enclave e B. Léza
E na Associação dança-se
Até na hora do almoço.
Lisboa só não tem mar
Mas para nos consolar
Ela arranjou o Tejo
Quando soar, enfim
A hora de regressarmos
Não fiques triste
Nem comeces a chorar
Se Praia é
A capital da nossa terra (querida)
Lisboa é
A capital da saudade
Do nosso Mundo (espalhado)
da Emigração.
Este cantautor cabo-verdiano deu nome ao clube de música africana, recentemente reaberto, que é referido nesta morna.
segunda-feira, 23 de abril de 2012
No Dia Mundial do Livro, com Xutos e Pontapés
Voltei à António da Costa, para trabalhar com uma turma de 3º Ciclo, de CEF.
Um parafuso no foquetão
Um beijo ao deitar, um papel no chão
Uma prenda com cartão, um voto aqui
Ali um não (...)»
A finalizar, escutámos, lemos e cantámos os "Contentores".
- Dia do Livro?! Surpreenderam-se. A data ia passando despercebida.
- Direitos de Autor? Acham justo; concordaram.
As melhores canções para crescer, dos Xutos e Pontapés, e o álbum Vida Malvada inspiraram o trabalho: uma canção, para começar; letras de músicas (impressas) para lermos "a meias", pelo meio; uma última canção, a fechar...
Entretanto, abordámos a necessidade de crer em nós próprios e vivermos o "jogo da vida" com determinação, alegria e "um pouco de fé":
«(...) Olha
para ti
O
que é que tu vês
O
que tens para dar
Tens
que o dar a valer
Tens
de olhar e ver
O
que há para fazer
Não
tens de esperar que te venham dizer (...)»
O soneto de Antero de Quental, O Palácio da Ventura, pelo contrário, mostrou desânimo.
«(...) dentro encontro só, cheio de dor,
Silêncio e escuridão e nada mais!»
Adianta? Como vencer este estado de espírito? Que coisas nos podem fazer amar a vida?
- Amigos, desporto, música, sol... - referiram.
O texto da jovem Joana Alves, "Lista de prazeres", que lhes li em seguida, acrescentava uma porção de coisas importantes de que todos gostam também... (Aquela coisa de "acordar cedo para aproveitar bem o dia" é que não é para todos...)
«(...) Mede
bem a importância
Dum pequeno pormenor:Um parafuso no foquetão
Um beijo ao deitar, um papel no chão
Uma prenda com cartão, um voto aqui
Ali um não (...)»
A finalizar, escutámos, lemos e cantámos os "Contentores".
«(...) A carga
pronta e metida nos contentores
Adeus aos meus amores que me vou
P'ra outro mundo
É uma escolha que se faz (...)»
E antes que o tempo se esgotasse completamente, pedi-lhes a sua opinião sobre a sessão. Foram sinceros.
Adeus aos meus amores que me vou
P'ra outro mundo
É uma escolha que se faz (...)»
E antes que o tempo se esgotasse completamente, pedi-lhes a sua opinião sobre a sessão. Foram sinceros.
- Sim, gostaram: tinham saído da sala de aula e tinham ouvido música!...
Acrescento: leram e escutaram versos...; ficaram certamente ideias para refletir...; participaram numa atividade da biblioteca... Acho que valeu a pena!terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
É tão bom!... ou... A lição do João
Por ali não faltam instrumentos musicais... Peguei no adufe e fi-lo soar, compassadamente... Seduzido pela "música", o João cantarolou: "É tão bom dormir/ É tão bom sonhar..."
Calou-se.
Eu queria saber mais... E lancei dezenas de ideias que, pela certa, o motivariam a prosseguir a letra da sua canção...
A tudo o João dizia que não!
A princípio fiquei surpreendida, mas em breve compreendi: não era inédita... Eu não acertara na letra!...
Com idêntica rapidez, o petiz entendeu a proposta... A partir de então, uma canção nasceu! Essa sim, original!...
Trabalho de equipa, muito participado!...
"É tão bom dormir
É tão bom sonhar
É tão bom papar
É tão bom brincar...
É tão bom o sol
E ir ao jardim
Andar de bicicleta
Ser crescido? Sim, sim, sim!...
É tão bom ir à escola
Escrever o nome
Desenhar o O
E jogar à bola
É tão bom estar no sofá
Tapar com uma manta
Ler uma história
E brincar com a Mana...
É tão bom ver televisão...
o Benfica ganhar...
É tão bom ter amigos
e conversar...
É tão bom fazer puzzles
E fazer desenhos
É tão bom tocar guitarra
E arrumar os brinquedos
É tão bom ter prendas
É tão bom o Natal
É tão bom cantar
É tão bom o Carnaval
É tão bom calçar pantufas
E o colinho da mamã
As cavalitas do papá
É tão bom ter avô...
É tão bom fazer coisas...
É tão bom saltar
É tão bom ser crescido
E brincar, brincar, brincar!"
... ... ... ...
(A canção já ia comprida... Não concordam que era suficiente a lição?... Foi o que pensei!...)
Letra de João & Manuela
20 de fevereiro de 2012
No intervalo de febres, choros e remédios...
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Uma voz: «Não desistas!...»
sábado, 21 de janeiro de 2012
Arte... dança...
Segundo a Wikipédia, «Bolero (Boléro, no título original francês) é uma obra musical de um único movimento escrita para orquestra por Maurice Ravel. Originalmente composta para um Ballet, a obra teve sua première em 1928... (...)
A estreia deu-se em Paris, na Ópera Garnier, em 22 de Novembro de 1928 (...). Uma das dançarinas foi Ida Rubinstein, e a peça causou escândalo devido à sensualidade da coreografia.»
No inesquecível filme de Claude Lelouch, Les uns et les autres (1981), o Bolero foi dançado por Jorge Donn (este bailarino).
Um quarto de hora de puro deleite...
A estreia deu-se em Paris, na Ópera Garnier, em 22 de Novembro de 1928 (...). Uma das dançarinas foi Ida Rubinstein, e a peça causou escândalo devido à sensualidade da coreografia.»
No inesquecível filme de Claude Lelouch, Les uns et les autres (1981), o Bolero foi dançado por Jorge Donn (este bailarino).
Um quarto de hora de puro deleite...
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Uns acordes, duas vozes...
Fado, destino... não aceito.
Fado, tristeza... não me diz respeito.
Fado, canção, património da Humanidade... Fico feliz.
Parabéns, Lisboa!
Parabéns, Coimbra!
E eu, gosto?!
Aprecio os trinados de guitarras e violas. Admiro vozes de fadistas.
E contudo há algo que, no conjunto, não me atrai. Talvez o tom choramingas..., talvez a mensagem de letras conformadas...
Escandalizo? Eu sei. (Não o faço por gosto; pelo contrário.)
Há, por outro lado, fados-canções que, não raras vezes, fazem elevar coros de vozes desaprovadoras. Estranhamente, muitas vezes discordo...
Não será o caso desta canção que certamente nem pretende ser fado. Mas tem Lisboa como cenário inspirador... serve-se dos seus instrumentos musicais... e de uma voz... que voz! E eu gosto. Certamente também pelo diálogo, harmonia e cumplicidade entre os cantores.
Perdoa-me!...
Fado, tristeza... não me diz respeito.
Fado, canção, património da Humanidade... Fico feliz.
Parabéns, Lisboa!
Parabéns, Coimbra!
E eu, gosto?!
Aprecio os trinados de guitarras e violas. Admiro vozes de fadistas.
E contudo há algo que, no conjunto, não me atrai. Talvez o tom choramingas..., talvez a mensagem de letras conformadas...
Escandalizo? Eu sei. (Não o faço por gosto; pelo contrário.)
Há, por outro lado, fados-canções que, não raras vezes, fazem elevar coros de vozes desaprovadoras. Estranhamente, muitas vezes discordo...
Não será o caso desta canção que certamente nem pretende ser fado. Mas tem Lisboa como cenário inspirador... serve-se dos seus instrumentos musicais... e de uma voz... que voz! E eu gosto. Certamente também pelo diálogo, harmonia e cumplicidade entre os cantores.
Perdoa-me!...
domingo, 11 de dezembro de 2011
À chuva: música e fotografia...
Fotografia a Preto&Branco e uma suave melodia composta por Erik Satie, "Debaixo da chuva", ligam-se neste vídeo...
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Outubro, inspiração musical...
Mark Isham, Céu de outubro (banda sonora)
Vale de Barris - Serra do Louro, 1/10/2011 (foto)
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