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quarta-feira, 15 de julho de 2020

LER LER, na Biblioteca Camões. Verão, férias e livros...



 Tem quatro anos esta tertúlia mensal, em que lemos excertos, sujeitos ao tema de cada sessão, e conversamos livremente sobre os mesmos... Contamos com o Thales Soares (promotor cultural da Biblioteca Camões, sempre disponível) e com as dinamizadoras Conceição Garcia e Cristina Borges (professoras da ESCREVER ESCREVER).
Pude assistir às várias fases desta tertúlia de leitores que tem evoluído nos métodos, persistindo no grande objetivo de evocar escritores e dá-los a ler.
Ultimamente, temos sempre à mão de semear uma vasta oferta de livros das BLX, além de, como sempre, podermos recorrer às nossas bibliotecas pessoais. E as derradeiras sessões, inovação das inovações, tiveram lugar (claro!) através da plataforma Zoom.
Eu fora convidada, há muito, para dinamizar uma das sessões finais. Optara por 1 de julho, tempo de férias escolares e de maior disponibilidade...
O tema, escolhido a pensar em verão+férias+leituras, ficou rapidamente assente: Refrescos livrescos, leituras com perfume refrescante...
O Zoom, só domino como utilizadora. Mas a Conceição estava lá...
Enquanto mediadora, podia falhar... Mas estava presente a Conceição. E a Cristina, também!...
A escolha de livros revelou-se facílima: cada qual tinha os de lá de casa...
Um refresco para brindar: fiz um de café e limão, com pau de canela (houve quem lhe chamasse capilé). Apareceram refrescos para todos os gostos, e houve inclusivamente quem rapidamente recorresse à garrafeira de casa...

Tudo correu maravilhosamente: as recordações associadas a férias de cada um, os excertos escolhidos e lidos (a Conceição ficou de listar as obras; eu depois conto...), a conversa, as receitas de refrescos e os brindes finais propostos pelos presentes. Acreditem que brindámos a tudo e mais alguma coisa; nem sequer faltou um brinde à preguiça!

Um encontro muito saboroso. Digo eu que considero ter sido... prova superada.
Agora sim, estou em férias!
Muito obrigada a todos.


quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Tertúlia Literária, entre marinheiros...



A 2ª Tertúlia Literária da Universidade Popular Almada teve lugar no Clube de Sargentos da Armada, no Feijó. Receção generosa, de braços abertos.
Assistência amistosa de militares, suas esposas, alguns amigos. Escuta atenta. Participação oportuna e bem-vinda.
Um amigo levou um livro: A menina gotinha de água. Leu um excerto, ideia a acarinhar e multiplicar.
Estas tertúlias têm, na verdade, o objetivo de estabelecer um diálogo informal com os “tertulianos”, recordar/divulgar património oral e obras de autor  (crossover, isto é, passíveis de agradar a um largo espetro de idades): histórias, poemas e outros tipos de texto (do agrado de quem faz a proposta de se Ler a meias...)
Atendendo ao contexto, a mediadora “meteu muita água”!

Começámos em terra firme. Com Fernando Fitas e o seu Alforge de Heranças. Com a sua voz.
Navegámos em A nau Catrineta e presenciámos o reencontro do Capitão-General com a Bela Infanta… (Depois de fundear.)
Assistimos à aventura da busca da ilha desconhecida, do conto de Saramago. Fomos lendo partes; despertou curiosidade; fizemos a leitura integral.
Finalizámos com poesia de Alexandre Honrado (retirada da Web).
Hora e meia de mão dada com a Literatura. Em alegre convívio.


1ª sessão, na SRUP: AQUI.




Bibliografia:
Alice Vieira (Coordenação), Eu bem vi nascer o sol, Antologia da poesia popular portuguesa, Círculo de Leitores
Fernando Fitas, Alforge de heranças, Associação Cultural Manuel da Fonseca
José Saramago, O conto da ilha desconhecida, Caminho

WEBgrafia:
Alexandre Honrado, sem título (Facebook)
Dicionário Priberam da Língua Portuguesa on-line



domingo, 28 de janeiro de 2018

Ler a meias... em colaboração com a UP Almada



“A vida é feita de nadas”, proclama o poeta.
“ - Está tudo bem!... Agora, está tudo bem!…” – crê uma mãe contemplando o seu menino, calando mágoas.
“ – Não vai ser nada… Não vai ser nada…“, consola-a um amigo inquieto, em hora determinante de um momento difícil.
Uma sessão plena de “máquinas de passar por dentro” de gente adulta que comprovou acalentar a magia da infância. Afinal, nós, os adultos, é que “mudámos de tamanho”, lembrava Pina.
Desfiou-se o fio das leituras da primeira Tertúlia Literária em colaboração com a Universidade Popular Almada, realizada na Sociedade Recreativa União Pragalense. (Em boa verdade, sem associados da SRUP – os quais preferiram prosseguir o despique dos seus jogos de eleição, situação esta perfeitamente compreensível.)
Estivemos, pois, entre amigos de longa e curta data, com uma colega dos bancos da Universidade; com colegas de escola, uns desde a 1ª hora e outros bem mais recentemente; com uma ex-aluna…; com a minha neta gigante… e a pequenina " filha do meio"; com raros desconhecidos e bons amigos, de muitas esquinas. Da Comunidade Saramaguiana de Leitores, designadamente. E muitos outros não lograram estar fisicamente, mas fizeram sentir o seu abraço.
Aconteceu num ambiente (aparentemente) secreto e (efetivamente) intimista de catacumbas, numa simpática salinha pela qual optámos, em detrimento do anfiteatro contíguo, na cave da SRUP.
Seguimos contemplando o presente. Sentindo, imaginando. Denunciando. Com esperança na Humanidade e no futuro. Na companhia de livros, de escritores ausentes e presentes. Entre palavras e lembranças. Com emoção. Festejando a literatura. Com património oral e livros de Autor, evocando os escritores: 
Afonso Cruz
Alexandre Castanheira
Fernando Fitas
Graça Lobo
Ilse Losa
José Fanha
Manuel António Pina
Miguel Torga
Philippe Ug
Roald Dahl
Xico Braga.


(A próxima tertúlia está prevista para 24 de fevereiro.)