quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Eis chegada a Semana da Leitura...

Ler! A qualquer hora, em qualquer lugar! - eis o lema.
Em qualquer suporte, qualquer tipo de texto! - acrescentamos nós.
Acontece que, em 2018, a semana da leitura celebra-se de 5 a 9 de março.

(Sempre me pareceu que tal é contrário ao lema!
Em lugar de uma Semana, proponho o ano inteiro!)

Na escola Anselmo de Andrade, já começámos esta efeméride, a Ler a meias...
Em VIAGEM pela Geografia, pelo Tempo, pelas estantes da biblioteca, entre palavras e alegria.
O 5º E foi o primeiro!



Para saber mais: ver PNL.



Tertúlia Literária, entre marinheiros...



A 2ª Tertúlia Literária da Universidade Popular Almada teve lugar no Clube de Sargentos da Armada, no Feijó. Receção generosa, de braços abertos.
Assistência amistosa de militares, suas esposas, alguns amigos. Escuta atenta. Participação oportuna e bem-vinda.
Um amigo levou um livro: A menina gotinha de água. Leu um excerto, ideia a acarinhar e multiplicar.
Estas tertúlias têm, na verdade, o objetivo de estabelecer um diálogo informal com os “tertulianos”, recordar/divulgar património oral e obras de autor  (crossover, isto é, passíveis de agradar a um largo espetro de idades): histórias, poemas e outros tipos de texto (do agrado de quem faz a proposta de se Ler a meias...)
Atendendo ao contexto, a mediadora “meteu muita água”!

Começámos em terra firme. Com Fernando Fitas e o seu Alforge de Heranças. Com a sua voz.
Navegámos em A nau Catrineta e presenciámos o reencontro do Capitão-General com a Bela Infanta… (Depois de fundear.)
Assistimos à aventura da busca da ilha desconhecida, do conto de Saramago. Fomos lendo partes; despertou curiosidade; fizemos a leitura integral.
Finalizámos com poesia de Alexandre Honrado (retirada da Web).
Hora e meia de mão dada com a Literatura. Em alegre convívio.


1ª sessão, na SRUP: AQUI.




Bibliografia:
Alice Vieira (Coordenação), Eu bem vi nascer o sol, Antologia da poesia popular portuguesa, Círculo de Leitores
Fernando Fitas, Alforge de heranças, Associação Cultural Manuel da Fonseca
José Saramago, O conto da ilha desconhecida, Caminho

WEBgrafia:
Alexandre Honrado, sem título (Facebook)
Dicionário Priberam da Língua Portuguesa on-line



terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Poesia, cantos, contos e recontos...


Com um Alforge de Heranças, iniciámos a viagem… De um poema que evoca a sesta de um pai num tosco abrigo, na planície alentejana, partimos para as nossas recordações. Os lisboetas presentes relembraram, sobretudo, banhos de mar na Linha ou na Costa (era obrigatório aproveitar os escudos pagos pela viagem), aprender ou não a nadar, piqueniques na mata com os pesados cozinhados da época…, idas em família ao Jardim Zoológico… E, claro, estabeleceram-se comparações.

Ruy Belo lembrou-nos: crianças e infância coincidem!…
Marina Colasanti maravilhou-nos com contos de fadas dos tempos modernos, explicando a origem da voz do mar escutada numa concha ou fazendo-nos acreditar na magia de um tear (A moça tecelã).
De passagem, questionou-se - e defendeu-se - o Acordo Ortográfico.
A crua atualidade apresentou-se: conflitos na Palestina, dramas na Síria, migrantes no mundo…
Para desanuviar o ambiente, rimos com contos tradicionais, divertidamente recriados por Roald Dahl.
Por fim, uma canção. Em coro, como sempre. Celebrando a amizade.



Bibliografia:
Fernando Fitas, Alforge de heranças, Associação Cultural Manuel da Fonseca
Marina Colasanti, Doze reis e a moça no labirinto do vento, Global
Roald Dahl e Quentin Blake, Histórias em verso para meninos perversos, Teorema
Ruy Belo, Antologia poética, Cidadão de longe e de ninguém, Círculo de Leitores

Na Trafaria, com o 5º B...



Começámos com poemas a conta-gotas.
Conhecemos a avó Maria Trigueira; acompanhámos a sua vida pacata no Alentejo, o seu sonho e a sua aventura… e imaginámos a continuação da história.
Passeámos pelos céus, entre constelações e lendas.
Fomos a São Tomé, conhecer a história Um grão de café.
O 2º tempo (de um bloco de 90m) foi destinado a uma atividade prática.  A partir de livros de poesia da biblioteca escolar, os alunos - e professores - selecionaram versos, ordenados ao acaso, para um verdadeiro cadáver esquisito:

«Gato que brincas na rua
Dia e noite aberta ao mar
Uma joaninha entrou no meu quarto
Chamar à atenção do seu ouvinte
A fada boa pôs-lhe o telhado, o telhado fez lá um sótão com um triângulo
Vénus azul, luz do céu
Agora quase sei porque razão não atacou o Infante em Penacova
Os meus frutos eram negros
Que segreda o vento
É roxa a porta da entrada
A estrela do mar voltou
Lento, lento os dias de Verão
Pela janela o Sol espreitava
Como uma nuvem
Era uma senhora tão bela
Nunca foi tão depressa noite naquele bairro»

Sobrava tempo. Os jovens mais corajosos leram poemas em voz alta. Bisaram. A coragem foi crescendo. Queriam mais! 
A campainha não deixou!!!


Bibliografia:
Ivone Gonçalves, Maria Trigueira, Kalandraka
Olinda Beja, Um grão de café, Edições Esgotadas
Philippe Ug, Big Bang POP, Les grandes personnes
Wil Tirion e Milton Heifetz, Um passeio pelos céus, Gradiva



Na Trafaria, com o 9º A...



Decorreu assim a sessão:
- Um apelo à escuta e à emoção: as histórias são máquinas de passar por dentro
- Há dias maus… Shaun Tan ilustra-o bem, em A árvore vermelha.
- Antero de Quental dissera o mesmo, com algum pessimismo, em O palácio da ventura… (Vimos as diferenças.)
- Histórias com gatos? Sim, conheciam a de Jorge Amado. Menos, a de Luís Sepúlveda. 
Afinal o gato Zorbas existiu mesmo, adoeceu gravemente e a família teve de tomar uma decisão dolorosa que o escritor nos conta em As rosas de Atacama. (A eutanásia esteve em debate.)
- Evocação de Cesária Évora e Tito Paris - para desanuviar.
Poesia – para rematar. Xico Braga deu-nos duas belas receitas poéticas.


O 2º tempo (de um bloco de 90m), foi para os jovens escolherem livros de poesia da biblioteca escolar e selecionarem versos que leram em voz alta e com os quais se criou este cadáver esquisito:

«Manda ao ar uma mensagem
Onde desejas poder flutuar, sonhar
És feliz porque és assim
Coração de mulher que abrange a Natureza
O Mundo deve-me algumas coisas belas
No mel de loucas candeias
Como se lágrima fosse
Tristeza não tem fim, felicidade sim
Bebo à tua glória, meu Deus
E olha ao abandono dos deuses
Em seu luto embiocadas
São pedaços de alma
Na máscara desta tua voz leio o fogo que sente o teu sustento
É através de ti, ó árvore que celebra os esponsais entre mim e a Natureza
É certo que no primeiro dia não avancei muito»


Bibliografia:
Antero de Quental, Sonetos, Sá da Costa
José Fanha e Rui Ricardo, Era uma vez eu, Booksmile
Luís Sepúlveda, As rosas de Atacama, Porto Editora
Shaun Tan, A árvore vermelha, Kalandraka
Xico Braga e Isabel Teixeira de Sousa, Receitas poéticas, Edição de Autor

Comemorando o Dia Internacional da Língua Não Materna


A efeméride celebra-se no dia 21 de fevereiro.
Aconteceu na EB 2.3 da Trafaria, aonde fomos pela 1ª vez.
Dedicar uma sessão aos alunos de “Português, língua não materna” – foi pretexto e objetivo.
Ser convidada telefonicamente por uma colega… e reencontrar uma ex-aluna - foi surpresa!
Ir ler livros dos quatro cantos do mundo e mudar alguns planos… - foi normal!...
A escola da Trafaria é hospitaleira. A biblioteca, ampla e acolhedora.
Soube bem o carinho. E o rebuçado-livro com simpática dedicatória. 
Obrigada a todos.


Em viagem... pela Feliciano Oleiro...



«Com três livrinhos apenas,
Poesia, narrativa e informação,
De palavras soltas e leituras
Se fez magia e reflexão.»

Esta quadra resume tudo. Foi mesmo assim! Ou seja:
- Poesia de Mésseder, encorajando a chuva…
- Uma viagem de autocarro de um neto e de sua avó, solidária e alegre, até aos subúrbios da sua cidade…
- Um outro passeio ao ar livre, para conhecer as borboletas e observar bem o arco-íris.
Duas sessões que passaram num instante. Muito interesse e participação, tanto no 4º A como no 4º B.
Gostámos todos. 
Até à próxima!

Bibliografia:
João Pedro Mésseder e Ana Biscaia, Poemas do conta-gotas, Xerefé
Maria Ana Peixe Dias, Inês Teixeira do Rosário e Bernardo Carvalho, Lá fora, Planeta Tangerina
Matt de la Peña e Christian Robinson, A última paragem, Minotauro/Almedina



terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

No Monte da Caparica, entre mães e filhos...


A professora Ludovina desafiou alunos de 5º ano e seus pais a irem à biblioteca. E, para esta 1ª sessão, convidou o Ler a meias para falar de livros, ler... e dar aos pais dicas sobre leitura…
Conversámos, pois, sobre possíveis formas de apoiar os filhos em Língua Portuguesa, exemplificando com um relato gráfico de férias e um caderninho para cópia de poemas…
Intercalámos leituras e narração de histórias, lendas, páginas de diário, textos informativos. Não faltaram sugestões de recurso à Net para pesquisas.
Utilizámos tradicionais jogos de palavras e de construção de histórias. Estes últimos exerceram um especial fascínio sobre os miúdos e graúdos presentes. 
Criar histórias, que prazer!
No final da sessão, todos requisitaram livros da biblioteca e escolheram livremente títulos (para oferta) que aguardavam pacientemente mãos interessadas, no escaparate do Leva e traz
Um chazinho e bolachinhas, à despedida, não poderiam vir mais a calhar para aquecer a noite gelada que fazia lá fora. E para alegrar ainda mais os sorrisos.
A anfitriã, a professora bibliotecária, estava satisfeita. Nós também.
(Consta que vamos voltar...)

Bibliografia:
José Fanha, Era uma vez eu, Booksmile
Olinda Beja, Um grão de café, Edições Esgotadas
Philippe Ug, Big Bang POP, Les grandes personnes
Wil Tirion e Milton Heifetz, Um passeio pelos céus, Gradiva

Jogos:
Diamino
Storycubes




domingo, 28 de janeiro de 2018

Ler a meias... em colaboração com a UP Almada



“A vida é feita de nadas”, proclama o poeta.
“ - Está tudo bem!... Agora, está tudo bem!…” – crê uma mãe contemplando o seu menino, calando mágoas.
“ – Não vai ser nada… Não vai ser nada…“, consola-a um amigo inquieto, em hora determinante de um momento difícil.
Uma sessão plena de “máquinas de passar por dentro” de gente adulta que comprovou acalentar a magia da infância. Afinal, nós, os adultos, é que “mudámos de tamanho”, lembrava Pina.
Desfiou-se o fio das leituras da primeira Tertúlia Literária em colaboração com a Universidade Popular Almada, realizada na Sociedade Recreativa União Pragalense. (Em boa verdade, sem associados da SRUP – os quais preferiram prosseguir o despique dos seus jogos de eleição, situação esta perfeitamente compreensível.)
Estivemos, pois, entre amigos de longa e curta data, com uma colega dos bancos da Universidade; com colegas de escola, uns desde a 1ª hora e outros bem mais recentemente; com uma ex-aluna…; com a minha neta gigante… e a pequenina " filha do meio"; com raros desconhecidos e bons amigos, de muitas esquinas. Da Comunidade Saramaguiana de Leitores, designadamente. E muitos outros não lograram estar fisicamente, mas fizeram sentir o seu abraço.
Aconteceu num ambiente (aparentemente) secreto e (efetivamente) intimista de catacumbas, numa simpática salinha pela qual optámos, em detrimento do anfiteatro contíguo, na cave da SRUP.
Seguimos contemplando o presente. Sentindo, imaginando. Denunciando. Com esperança na Humanidade e no futuro. Na companhia de livros, de escritores ausentes e presentes. Entre palavras e lembranças. Com emoção. Festejando a literatura. Com património oral e livros de Autor, evocando os escritores: 
Afonso Cruz
Alexandre Castanheira
Fernando Fitas
Graça Lobo
Ilse Losa
José Fanha
Manuel António Pina
Miguel Torga
Philippe Ug
Roald Dahl
Xico Braga.


(A próxima tertúlia está prevista para 24 de fevereiro.)


sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Obrigada a todos, sim!

Com escritores da Lusofonia..., no bairro de Santo António...

Completámos hoje a volta às escolas de 1º ciclo do Agrupamento da Caparica, indo à EB1 José Cardoso Pires.
Uma simpática receção, como sempre!...
Sessões com o mesmo tema das anteriores, como é natural. Mas realizando "viagens" diferentes, como também é costume...
Andámos pelo mapa mundo, contando com livro, saltitando entre países da Lusofonia, observando artesanato, escutando histórias e poesia.

No 4º A, acompanhámos Djuku que emigrou, tentando construir uma vida melhor... Em seguida, conhecemos Tomasinho-Cara-Feia que foi para a pesca da baleia (uma atividade muito perigosa que hoje em dia já não se pratica).
Uma boneca - uma mãe a moer grão no seu pilão (almofariz) - atraiu a atenção.

No 4º B, também demos um saltinho a Cabo Verde para conhecer Tomasinho-Cara-Feia (aliás, Tomasinho-Cara-Linda; Tomasinho-Arrojado...) e ficou assente: "E com a baleia voltará".
Na Ilha do Príncipe descobrimos Paguê, um menino trabalhador e honesto.
Escolhemos entre dois livros de autores brasileiros. André Neves foi a aposta vencedora. Assim  acompanhámos a professora Sofia. E até ouvimos um resumo de Amélia quer um cão, do mesmo autor/ilustrador.


Foi um prazer! Todos saímos satisfeitos.
Obrigada, senhores professores!
Obrigada, professora bibliotecária Cristina Cruz!
Obrigada, 4ºA e 4ºB, pela escuta, pela participação entusiasta e pelo lindo marcador!...
Bom Ano a todos!


Bibliografia:
Alain Corbel e Éric Lambé, A viagem de Djuku, Caminho
André Neves, A caligrafia de Dona Sofia, Paulinas (São Paulo)
Olinda Beja e Teresa Bondoso, Um grão de café, Edições Esgotadas
Sophia de Mello Breyner Andresen (Coord.), Primeiro livro de poesia, Caminho


quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Com escritores da Lusofonia, em Vila Nova de Caparica...

Regressámos à Caparica. Desta vez, a Vila Nova.
A 1ª sessão, com o 4ºA, foi feita de mão dada com Mia Couto (moçambicano), José Eduardo Agualusa (angolano), Jorge Amado (brasileiro) e Daniel Filipe (cabo-verdiano).
O planisfério ajudou-nos a visualizar o percurso desta longa “viagem”, durante a qual apreciámos artesanato, distinguimos a vida nas aldeias e nas cidades (diferentes, lá como cá), saboreámos pratos (mas só em fotografias, que pena!).
No “regresso”, surpresa! O 4º A tinha uma história de sua autoria para nos apresentar, ler e oferecer! Lemos (mesmo) a meias…! Que recordação fantástica!


O 4ºB veio em seguida à biblioteca, com o mesmo propósito: conhecer autores da Lusofonia, “ligando comunidades e culturas”.
Cada turma pode optar entre alguns livros. Por isso, a 2ª viagem seguiu um rumo diverso, pela mão de outros grandes escritores: José Luandino Vieira (angolano), Olinda Beja (são-tomense), Fátima Bettencourt (cabo-verdiana) e, de novo, Jorge Amado (autor escolhido por ambas as turmas).
O falhado milésimo golo de Pelé, o melhor jogador de futebol do século XX, foi a leitura comum a ambas as turmas; e, como afirmou um aluno, “as meninas não queriam uma história de futebol e afinal gostaram”. Verdade! (Também é verdade que, no 4ºB, conseguimos, em conjunto, imprimir mais emoção a este desafio Vasco da Gama-Santos. Estivemos verdadeiramente em campo! Em direto!)
Elas interessaram-se também por um colar de animais ferozes da savana… domesticados (e pendurados ao peito).

Duas sessões diferentes e em tudo idênticas, participadas com visível prazer.
Obrigada!
Bom Ano, meninas e meninos!


Bibliografia:
4ºA e professora Sandra, Um novo amigo, EB1/JI de Vila Nova de Caparica
Fátima Bettencourt e Felipe Alçada, A cruz do Rufino, Centro Cultural Português Praia-Mindelo
Jorge Amado e Aldemir Martins, A bola e o goleiro, Contexto & Imagem
José Eduardo Agualusa e Henrique Cayatte, Estranhões & Bizarrocos, D. Quixote
José Luandino Vieira, Kaputu Kinjila e o sócio dele Kambaxi Kiaxi, Letras &Coisas
Mia Couto e Danuta Wojciechowska, O beijo da palavrinha, Caminho
Olinda Beja e Teresa Bondoso, Um grão de café, Edições Esgotadas
Sophia de Mello Breyner Andresen (Coord.), Primeiro livro de poesia, Caminho





quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Natal... nos SSAP...

Tanto livro, tanta diversidade, tanta opção... e, está bom de ver, enveredámos pelo espírito natalício!
Vieram de mão dada o Pai Natal e o Menino Jesus, em narrativas de Matilde Rosa Araújo e Manuel António Pina, cheias de ternura e poesia... (Literatura para miúdos que nós, graúdos, apreciamos!)
Luísa Costa Gomes, com o seu conto Sentado no deserto, trouxe-nos uma noite de natal com uma visita indesejada, notícias tristes na televisão, uma família reunida por rotineiras razões... e várias contradições...
Formas diversas e solidárias de se passar o Natal, também passámos algumas em revista!
Rebuscando a memória, contámos histórias dos natais frugais e simples da nossa infância: sapatos à chaminé na esperança de se encontrarem presentes, ao acordar...; prendas de brinquedos artesanais; bonecas de pano feitas pelas nossas mães ou avós, as quais chegavam nuas, devendo-se ainda  confecionarem-se-lhes roupinhas...;  e, certa vez, uma boneca de papelão foi ao banho antes de ser vestida e... houve lágrimas!
Descobrimos que na Croácia também há a tradição do bacalhau com batatas... e lemos a saborosa receita. (Mas falta hortaliça!)
A árvore de Natal e os mercados de Natal que, segundo dizem, tiveram origem na Alemanha, também foram tema de conversa. Aliás, o bate-papo prosseguiu, mesmo depois da despedida com poesia: Luxo (Lixo) e Suas mãos, de Drummond. E de uma canção pelo nosso coro: É Natal!
Mais do que uma sessão de Contos e Recontos, trata-se já de um reencontro de amigos.
- Bom Natal! Ano Feliz!


Bibliografia:
Edith Vieira Phillips, Natal na Europa, receitas e curiosidades, Feitoria dos livros
Italo Moriconi (coord.), Os cem melhores poemas do século, Objetiva
João de Melo (coord.), Antologia do conto português, Dom Quixote
Manuel António Pina/ DanutaWojciechowska, O cavalinho de pau do Menino Jesus, Expresso
Matilde Rosa Araújo & Maria Keil, Florinda e o Pai Natal, Rainho e Neves, Lda

Webgrafia:
Carlos Drummond de Andrade, Suas mãos

Sessão de novembro; aqui.


 

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

A ler a meias... na EB1 Feliciano Oleiro



Foi dia de regresso... e apresentações.
Foi dia de saber de onde são originários os pais e avós destes alunos do quarto ano e assim determinarmos o fio das leituras que faríamos através do mundo, ligando comunidades e culturas...
Os meninos têm família espalhada pelo mundo inteiro, mas os ascendentes estrangeiros são sobretudo de Angola, Brasil, Moçambique, Espanha, China... e mais, muito mais.

Então (em ambas as turmas) começámos por uma lengalenga e fomos pelo mar fora: Era uma vez/ um barquinho pequenino/ que andava/ sempre sempre/ a navegar. Passaram-se uma, duas, três........
Acostámos a Angola, e fomos à aldeia de Nga Maria e Sô Policarpo e seus filhos.
Demos à costa do Brasil e conhecemos a professora Dona Sofia e o carteiro, Seu Ananias...
Ouvimos falar do amigo espanhol (no 4ºA) e do amigo chinês (no 4ºB)...
Vimos bonecas africanas que serviram para ver capulanas, falar de costumes diferentes, comparar a vida da aldeia e da cidade, observar um pilão, abrir o apetite para outras comidas...

Um aluno do 4º B relacionou os colares da boneca sul-africana com os das mulheres tailandesas e leu-nos a justificação desse uso! (Um excelente momento do Ler a meias...)

E agora um segredo (shiu!): a professora Manuela, do 4ºA, foi minha aluna de Língua Portuguesa!...
Foi um dia em cheio, cheiinho de viagens e poesia...


Bibliografia:
André Neves, A caligrafia de Dona Sofia, Paulinas (São Paulo)
Leonel Neves, Amigos em todo o mundo, Livros Horizonte
Maria Celestina Fernandes/Filipe Goulão, A árvore dos Gingongos, Editora Grecima





quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Prazer em conhecer, EB1 nº2 da Caparica!


Nova estreia, desta vez na Costa de Caparica.
Como fomos parar a esta escola? Eu explico! Tenho uma ex-aluna que é minha colega e que agora aí se encontra colocada como professora bibliotecária. Convidou-me. Um convite irrecusável, está bem de ver! E fui tão bem recebida, tão acarinhada que apraz voltar... na Semana da Leitura.
As sessões destinaram-se ao 4º B (de manhã) e ao 4º A (de tarde). E duraram 90 minutos, sem mostras de cansaço. (Queriam mais!)
Com autores da lusofonia, saímos de Portugal e percorremos países de onde vieram os meninos ou os seus progenitores: Cabo Verde, Angola, Moçambique, Brasil... Viajámos felizes, por entre mapas, histórias, versos e ilustrações. Demos a volta ao mundo: até demos um saltinho à China!


Trouxe de prenda um marco de correio de natal, feito pelo 4º B.
Chovia que Deus a dava, o que deveria ser motivo de satisfação..., mas talvez tenha atrapalhado a faina dos familiares de muitos destes meninos que são pescadores. Até uma menina pescadora nós descobrimos nesta escola! 
(O nosso desejado passeio à beira-mar também ficou adiado...)



Bibliografia:
André Neves, Obax, Paleta de Letras 
Bru Junça, ? , Conto por Ponto
Chico Buarque/André Letria, Chapeuzinho Amarelo, Quasi
Clovis Levi, O pinguim que morria de frio e outras histórias, Viajante do tempo
Eunice Meneses/Sónia Trigueirão, O tempero da morena, O melhor da cozinha africana, Marcador
Fátima Bettencourt/Felipe Alçada, A cruz do Rufino, Embaixada de Portugal em Cabo Verde e Instituto Camões, Centro Cultural Praia-Mindelo
Leonel Neves, Amigos em todo o mundo, Livros Horizonte
Luísa Coelho/Ana Cristina Dias, Nkuma e Chem-Chem, Contra-Margem
Maria Celestina Fernandes, A árvore dos gingongos, Editora Grecima 
Maria Isabel de Mendonça Soares (Coordenação)/Pedro Leitão, O Mar na cultura popular portuguesa, Terramar
Sónia Sultuane, A lua de N'Weti, Editorial Novembro


domingo, 26 de novembro de 2017

Comemorações na Biblioteca Municipal de Almada

A Rede das Bibliotecas Municipais de Almada tem estado em festa, envolvida na comemoração do centenário do nascimento do escritor Romeu Correia (1917-2017).
Enquanto membros da Comunidade de Leitores da Biblioteca Municipal José Saramago, do Feijó,  participámos no evento de Leitura de Romeu Correia em voz alta. Lendo a meias... (Literalmente.)
Foram muitos os leitores envolvidos na leitura oral (encenada ou não) e na escuta, tanto alunos da Universidade Sénior USALMA como até elementos do público que aceitaram o desafio de ler, de improviso. (Prova superada!)
Assim nos uniu a todos a Literatura. Assim vamos redescobrindo este autor local que chegou a fazer parte do programa nacional de Língua Portuguesa.
Almada assim se vai afirmando como a cidade educadora que se esforça por ser e que assume ser.





quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Mais um dia na Anselmo...

Com o 5ºD e o 5ºE da Escola Anselmo de Andrade, acabou hoje a ronda pelos quintos anos - ligando comunidades e culturas, sempre trilhando diferentes percursos, através dos mesmos ou de novos livros.
E assim voltou a ser hoje.
O 5º D deu uma volta por Cabo Verde..., seguiu para Oriente, até à China..., e por fim para Ocidente, até ao Brasil. Escutou poesia... Finalmente, abriu o apetite com as fotografias de uns pratos africanos...

Seguiu-se o 5º E. A professora Vanda Cândido escolheu os livros da sua preferência. E a verdade é que os jovens aprovaram a escolha, demonstrando interesse e escuta atenta!
Uma volta pelo mundo (num segundo!), uma história de S. Tomé... e outra da Guiné (ou talvez não). E tudo acabou em festa, tal como na história de Djuku.

Assim temos andado de mão dada pelos países aonde chegámos por mar, no tempo dos Descobrimentos, em especial pelos países da Lusofonia. Assim nos despedimos: "Até à vista!"


Bibliografia:
Alain Corbel/Éric Lambé, A viagem de Djuku, Caminho
André Neves, A caligrafia de Dona Sofia, Paulinas (São Paulo)
António Torrado, Li-Long, caçador de veados, Uma história tradicional chinesa, Plátano Editora
Eunice Meneses/Sónia Trigueirão, O tempero da morena, O melhor da cozinha africana, Marcador
Fátima Bettencourt, A cruz do Rufino, Embaixada de Portugal em Cabo Verde e Centro Cultural Português Praia-Mindelo
Isabel Minhós Martins/Ricardo Carvalho, O mundo num segundo, Planeta Tangerina
Olinda Beja/Teresa Bondoso, Um grão de café, Edições Esgotadas



quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Nova viagem pelo mundo, na Anselmo

Foi a vez do 5º B.
Depois da surpresa e satisfação pelo nosso reencontro (desde o ano passado), planeámos a viagem do Ler a meias... Que destinos, quais os livros? S. Tomé e Príncipe? Angola? Guiné? Brasil?...
Houve passageiros para todos os destinos, sendo o Brasil o mais votado. Clovis Levi proporcionou-nos, então, uma viagem entre Pólo Norte e Pólo Sul, passando por Santorini (Itália). Alguém diferente que tem de conviver com a sua diferença. Uma história de amor. E um desafio, no final: onde irão as duas personagens viver, tendo necessidades tão opostas?...
Ideias não faltaram: desde a separação do casal à vida a dois, recorrendo até a engenhosas soluções tecnológicas!...

Percorremos por fim o mundo..., num segundo.
Com o tempo esgotado e tanto passeio dado, dissemos adeus: até à vista!








Bibliografia: 
Clovis Levi, O pinguim que morria de frio e outras histórias, Viajante do Tempo Editora
Isabel Minhós Martins/Bernardo Carvalho, O mundo num segundo, Planeta Tangerina

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Entre maiores, com memórias...

Estivemos de novo juntos no Centro de convívio.

Recordando os tempos de escola e o primeiro beijo.
Falando de amor, mas também de paz e de guerra.
Entre histórias pessoais em diálogo com as dos livros para Ler a meias...
Evocando outros tempos, com narrativas e poemas. Nem faltou a leitura de uma fábula angolana, com o respetivo sotaque. Nem também o habitual coro final, desta vez cantando A fisga.
Uma sessão passada ora rindo ora muito sérios; ora tagarelando ora em comovido silêncio...
Das memórias dos participantes, realço certo primeiro beijo que foi dado de sopetão, apanhando de  surpresa a jovem de 14 anos que só pensou: "Ai se a minha mãe sabe!"... E não é que ele foi mesmo o futuro marido, o seu companheiro de toda a vida?...
História divertida foi também a daquele neto que perguntava às meninas, saltando etapas, se queriam casar com ele e se surpreendia com a resposta negativa! Por sua vez, quando uma delas lhe pediu dois beijos, ele estranhou e recusou: um bastaria!...
As conversas são como as cerejas...

Uma sessão de que nos despedimos escutando manifestações de simpatia e prazer.
A próxima já tem data: 13 de dezembro.
Até lá, amigos!

Em outubro, foi assim...


Bibliografia:
António Gedeão, Poesias completas, Sá da Costa
João Pedro Mésseder/Ana Biscaia, Que luz estarias a ler?, Xerefé Edições
Jorge Araújo, Beija-mim, Aletheia Editores
José Luandino Vieira, Kaputu Kinjila e o sócio dele Kambaxi Kiaxi, Uma fábula angolana, Letras & Coisas 
Sara Guerra/Marta Inês, Bilhete postal, Pé-coxinho