terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Ler a meias no Pragal, com quartos anos...

Pensava eu que iria fazer algo parecido com o trabalho realizado com o 3º A e 3º B e muito mais, já que ia trabalhar com meninos finalistas e, por outro lado, eu também tinha acumulado experiência!...
Cheguei ao 4º A, toda animada.
Começámos:
- Como ilustra Margarida Botelho os seus livros? Com que materiais trabalha? Como constrói as suas personagens? Ela que tem formação de arquiteta e ilustra obras como quem faz maquetes que a seguir fotografa?... Que até parece que brinca enquanto trabalha?...
Então os meninos, muito entusiasmados, formaram grupos. Cada qual recebeu arame, tecidos, agulha e linhas... e também não faltavam alicate, tesouras, fita-cola, canetas, etc, etc...
Mãos à obra!
Metade do grupo moldava o arame e o boneco ia tomando forma; entretanto, os outros elementos escolhiam a roupa que ele iria vestir, faziam moldes, talhavam o pano... Rapazes e raparigas cosiam - há que salientar!
As professoras eram constantemente chamadas para dar uma mãozinha... E, no fim, várias personagens ficaram prontas (ou quase), tudo isto no meio de muita emoção, bem patente nas vozes entusiasmadas e nos largos sorrisos...
Claro, ultrapassámos o tempo disponível...



O 4º B esperou... paciente e simpático.
O tempo é que não chegava para repetir a proeza...
Passámos ao plano B:
O fogo e o jaguar é um dos mitos dos índios kaiapós. 
Recontei-lhes essa história que eles escutaram, atentos e surpreendidos...
Pensámos no que seria real e fantasioso, na lenda...
Viram as ilustrações do livro, associaram-nas aos momentos da história ouvida; distinguiram-nas das de Margarida Botelho.
E, por fim, a professora Mafalda Rodrigues mostrou a esta turma a sua obra-prima realizada na hora anterior, com o 4º A. Toda orgulhosa... e com razão!
Faltou ao 4º B uma componente prática.
Nem houve sequer tempo para realizar o jogo do Encontro!
(Promessa a cumprir!)
É verdade que faltou aquela emoção..., mas não faltou satisfação!


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Ler a meias... Escrever a meias...

Margarida Botelho foi recentemente à escola dos Caranguejais fazer stop motion: fotografias tiradas a ações progressivas e sucessivas, as quais, ao serem reproduzidas a alta velocidade, transformam-se em autêntico "cinema".
Os cenários, personagens e objetos deste filme foram construídos anteriormente pelos alunos do 3º A e 3º B, à maneira da Autora de Yara/Iara. E sabem qual é o argumento? Tudo se passa numa cidade (talvez Almada), onde meninas e meninos brincam, andam de bicicleta, cruzam com automóveis, veem quem passa..., sempre com os cinco sentidos bem despertos...
Há de nascer uma história, claro! Isabel Minhós Martins inspirou o Ler a meias... e  já existe um plano de escrita... (Depois contamos!)

Entretanto...
Estivemos hoje a "escrever a meias", melhor dizendo, a dar apoio ao 3º A num trabalho desenvolvido pela professora bibliotecária, Margarida Pinho.
Imaginem viagens dos meninos pelo mundo. Os grupos de amigos decidiram ir aos Estados Unidos, à Rússia, à China, ao Egito, etc, etc... Isso implicou pesquisa de informação e de imagens, consulta de livros, uso de tecnologias e muita escrita!
Uns grupos vão mais adiantados do que outros.
O Ler a meias foi dar uma mãozinha...  ("preciosa" - dizem. Ainda bem!)


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Ao encontro de Alguém, algures...

Onde está o "boneco" recém-nascido na sala do 3º B?...
O 3º A, na BE, assiste à demonstração: como se faz o boneco?... 






Ler a meias voltou ao Pragal para prosseguir o trabalho em torno de Yara/Iara, cheio de vontade de desvendar como são feitas as ilustrações de Margarida Botelho: alguns materiais utilizados, processo de construção de objetos e personagens, montagem de cenários, fotografias...

Raros meninos desta escola tinham ido ver a exposição à Biblioteca Municipal de Almada.









Os alunos do 3º A e do 3º B assistiram atentos à demonstração da mediadora de leitura e passaram depois à construção dos seus bonecos, experimentando e vencendo dificuldades...
Sentiram-se muito orgulhosos das suas criações! Falta agora dar-lhes rosto e vesti-las...

A sessão terminou alegremente com o jogo do Encontro, num improvisado e prático tabuleiro de tecido com "casas" (ou seja, imagens) de tamanho XL...
Uma minioficina que revelou uma forma criativa de ilustrar, brincando...
Um livro que, de forma lúdica, fez sentir o prazer de ir ao encontro de Alguém, algures...
Voltarem juntos para Portugal foi a decisão de ambas as turmas, por maioria.
Boa opção, não acham?

Sessão anterior, aqui.
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terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Findas as férias, um saltinho à Amazónia...

Regresso do  Ler a meias... ao Pragal.

3ª-feira, 13 de janeiro, encontro com turmas de 3º ano.
O 3º B da professora Maria
O 3ºA da professora Conceição















A oportunidade de divulgar uma exposição patente durante o mês de janeiro, na Biblioteca Municipal de Almada, ditou a escolha de Margarida Botelho e do seu livro Yara/Iara, para o recomeço das sessões de leitura.
Assim agarrámos a oportunidade de ir de encontro aos índios kayapós; conhecermos e valorizarmos a sua cultura e modo de vida, compará-lo com o nosso; espreitarmos a Amazónia...
E foi também uma boa oportunidade para descobrirmos como Margarida Botelho faz as suas ilustrações... Mais ainda, para apreciarmos os seus projetos com pequenas comunidades dos quatro cantos do mundo...

2) 6ª-feira, 16 de janeiro, encontro com turmas de 4º ano.
O 4º B

Conhecer a Amazónia e a cultura dos kayapós entusiasmou... Voltar à Europa foi reconfortante. A técnica de ilustração de Margarida Botelho surpreendeu.
Ficou a vontade de ir à Biblioteca Municipal apreciar a exposição e conhecer livros da coleção Poka Pokani, indo ao encontro de outros meninos de diferentes culturas...



O 4º A da professora Anabela Ruivo















Na escola, o trabalho vai prosseguir! (Faltam-nos umas coisinhas...)


Bibliografia:
Margarida Botelho, Yara/Iara, Coleção Poka Pokani, Edição de Autor, 2012

Saber +
:
Biblioteca Municipal de Almada - "Viagem pela Amazónia" (sessões para 1º Ciclo, 20 e 27 de janeiro)
RTP1, Portugal no coração, 2012 (Margarida Botelho fala sobre Eva/Eva e Yara/Iara)
Sítio da Autora 


sábado, 13 de dezembro de 2014

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Ler a meias... a caminho do Pragal...

Esperem..., eu conto!... Vamos às fotos!...
Começo por dizer que primeiro fui ao 4º A, uma turma de "velhos" amigos... (Teve de ser na sala de aula, pois a biblioteca escolar está mesmo ocupada àquela hora!...)
Contos e curiosidades sobre algumas tradições desta época preencheram a sessão.

A seguir, veio o 4º B. (Novidade, este ano.) E este nosso 1º encontro foi na biblioteca.
(Para a próxima vez, trocamos.)
Dois contos. E comparámos as ilustrações da história O abeto/O pinheirinho, por duas ilustradoras: Annastassija Archipowa e Suzanna Hubbard. (A maioria preferiu as desta última, mais coloridas...)


Como perceberam, no Pragal...,
leu-se e falou-se de... Natal!

E agora, até para o ano!
Boas férias!

Bibliografia:
Hans Christian Andersen, Contos de Natal, Everest
Matilde Rosa Araújo & Maria Keil, Florinda e o Pai Natal, Calendário
Manuel António Pina, O cavalinho de pau do Menino Jesus, Expresso
José Viale Moutinho, As visitas do Pai Natal, 7 dias 6 noites
O Grande Livro do Natal, Clássicos da Literatura Mundial para toda a família, ASA


segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Lendas... para Ler a meias...


O 3º A, da EB1 dos Caranguejais, teve direito a uma curta: E assim nasceu Timor
(Pouco a pouco, vamos encerrando o ciclo iniciado com a leitura de Lya/Lia, de Margarida Botelho.)
Claro que os meninos reconheceram a lenda do crocodilo e puderam observar tudo o mais que o filme proporciona: música, imagens de lugares e gentes, com o seu  vestuário tradicional, que deixa adivinhar calor...
A seguir, um salto para a Europa. Outra lenda.
Sim, Natal.
Meias à chaminé (por vezes, sapatos): sabem de onde vem esse costume?...
Essa é a lenda de S. Nicolau!
Consta que ele era muito generoso e atirou bolsas de ouro para dentro de casa de uma família pobre, as quais foram cair dentro de meias que estavam, precisamente, a secar à chaminé... Uma longa história!
Na Holanda, Alemanha e outros países, é costume darem-se presentes no dia de S. Nicolau. E lá estão as meias penduradas, à espera de prendinhas...
É já na próxima noite de 6ª feira para sábado, pois o dia de S. Nicolau é 6 de dezembro.

Das festas, as vésperas - diz o provérbio. Verdade!

E tu, na noite de Natal (de 24 para 25)... também penduras meias? Pões sapatos?
No 3º A, há quem mantenha a tradição.
Eu também!

Bibliografia
O grande livro do Natal, Clássicos da Literatura mundial para toda a família, ASA


segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Aventuras com crocodilos...

Na EB1 dos Caranguejais, viajámos hoje pelas lendas, ao lado de meninos e crocodilos... E então contei:
No tempo em que os animais falavam, um velho crocodilo esfomeado aventurou-se pelo mato dentro, em busca de um cão ou de um porco que pudesse comer, mas nada! Andou, andou, andou, e foi ficando cheio de sede, cada vez mais fraco, quase à beira da morte, sem forças para regressar ao mar... A certa altura, apareceu um menino. Que bom!... Foi este menino corajoso que o salvou, ajudando-o a voltar. Ficaram bons amigos e davam, juntos, muitos passeios pelo mar... 
Certo dia, o crocodilo, cheio de fome, teve uma grande tentação: e se comesse o rapaz? 
E depois...
Os meninos do 3ºA escutavam, atentos e incrédulos.
- Como é que ele cresceu tanto e se transformou numa ilha?
- Mas foi verdade?!...
Lá descobrimos o que haveria de verdadeiro na lenda e entendemos a fantástica imaginação de quem inventa, de quem conta e de quem escuta...
- Se não for fantástica, a história não tem graça! - rematou um deles.

Lemos então O menino e o crocodilo, uma outra lenda (da Guiné-Bissau), semelhante e muito diferente.
E com a ajuda da Net, partimos para  a descoberta da gastronomia à base de jacaré... E do artesanato...
A curiosidade crescia... Como nascem os jacarés? Jacaré e crocodilo é a mesma coisa?...
Há sempre quem esclareça isto ou aquilo que já viu na televisão...
Assim se desvendou alegremente um pouco mais deste nosso mundo, repleto de surpresas!...


Bibliografia:
Contos, lendas e fábulas daqui e dali, Texto Editora (na sua maioria extraídos de Histórias de longe e de perto, Paulinas)

Webgrafia:
http://kiakilir.blogspot.pt/2012/08/a-lenda-do-crocodilo-conto-e-lenda-de.html
https://www.youtube.com/watch?v=K-0RiaA7Wxc (teatro de sombras chinesas)
http://www.coocrijapan.com.br/index_br.asp
Imagens: Google


Mais, no blogue BiblioAlma.


sábado, 22 de novembro de 2014

Um saltinho ao Lar...

Lar de Brejos de Azeitão/Entrada de serviço - Chove!
Aquele é um lar espaçoso e acolhedor, com muita luz e paredes alegres, sem qualquer ar infantil, inserido em ampla zona verde onde nem sequer um lago falta...
Atividades, muitas: ginásio, biblioteca (com um clube de leitura), cinema, tecnologias, expressões artísticas, artesanato... Nalguns casos, há residentes responsáveis pelo respetivo funcionamento ou dinamização. Um museu ali, imaginam?! Neste lar expõem-se trajes e acessórios, móveis, objetos diversos..., afinal tudo aquilo que os residentes doam, que ilustra memórias de vida e documenta a história do século, conservado num enorme salão em ordem, asseado, com entrada franca...
As visitas são bem-vindas, nomeadamente se são netos da casa, com toda a sua alegria. Mas também há lugar para mais um à mesa, mesmo de surpresa! E com pratos por onde escolher, inclusivamente menu de dieta.
Ignoro preços. Não poderá ser pechincha! O certo é que cada pessoa é tratada com conforto e dignidade, como é justo que seja. Como todos deveriam e têm o direito de ser.
Do boletim do Lar, transcrevo um excerto em que o seu redator, José Mota, parafraseia Gabriel García Marquez e uma sua obra, referindo-se aquele a residentes recém-chegados:
Sem anos de solidão
«(...) SOLIDÃO, coisa que já não vai acontecer a quem escolheu ingressar no Lar Sams / Sbsi de Brejos de Azeitão. As famílias é que vão sentir a falta de alguém à mesa, a solidão de um sofá vazio e a saudade de uma presença que se tornou ausência e, por isso,  o Lar, aos fins de semana principalmente, tem uma vida diferente com as visitas que enchem os nossos espaços... e sente-se gente apressada caminhando com desenvoltura... há crianças, jovens e adolescentes que mesmo sendo por vezes irreverentes e buliçosos, nos dão a certeza que os nossos últimos anos, mesmo que não cheguem aos cem, serão anos sem solidão (...)»

Quem seguir José Mota por uns momentos, facilmente concordará: nem solitário nem com um minuto a perder, entre os seus hobbies e muitas solicitações, sempre rodeado de gente amiga!...
Afirmou André Malraux: São precisos sessenta anos e não nove meses para fazer um homem. Passo a pergunta a Conceição Taurino (senhora arguta que muito medita): não será antes uma vida inteira?

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Em Casal de Bolinhos, a meias...

Regressar a Casal de Bolinhos é rotina! Colegas e meninos mais crescidos receberam-me com alegria enquanto os pequenitos me aguardavam com curiosidade... 
A sessão, desta vez, foi a meias com o professor Ricardo, um jovem voluntário, cheio de boa vontade, simpatia e grande contador de histórias!
Primeiro as visitas e, então, comecei eu: Gutierres, o homem das forças, uma história de António Torrado. (A meias! Obrigada, Ricardo!)
Surpresa geral: eu não li!... Outra novidade: só uma história?!...
Foi finalmente a vez do anfitrião: contou histórias tradicionais e leu Trem de ferro, poema de Manuel Bandeira (a pedido dos meninos!)... Sabem porquê? Eles acompanham a leitura com gestos e repetindo frases, afinadinhos e animadíssimos! 
Olhos atentos, risos, sorrisos e manifestações de carinho são prova do prazer causado por esta partilha de palavras, na biblioteca escolar... 


Obrigada pelo meu cacho de uvas, com bagos assinados pelos artistas, um a um... 
Obrigada, Amélia Marcelo! Obrigada, Sónia Seixas!


E a estafeta de contos veio, foi... soma e segue...

...o homem sonha... a ideia cresce... a obra nasce...
Os contos, com as suas palavras andarilhas, passaram por aqui e, no cacilheiro Dafundo, atravessaram comigo o agitado Tejo...
A robusta mala de madeira, depois de ter levado um aperto nas cansadas dobradiças, chegou intacta ao nº 47 da Rua do Alecrim!
Nesse dia, inúmeros contos circularam horas a fio via skype e por telefone, de Norte a Sul, galgaram fronteiras, fizeram amigos..., foram à Suíça, ao Congo (sei lá aonde mais!)... e poderiam ter ido muito mais além: sabemos de quem tentou, em vão, conseguir ligação.
Segura de si, rica de fantásticas histórias, reais e imaginárias, e de inesperadas experiências, a Estafeta prossegue.
Boa viagem!...


quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Contar contos andarilhos... e Escrever Escrever...

A Biblioteca Municipal José Saramago desafia, organiza, planifica... e muitos contos já se fizeram ao caminho!...
A edição da estafeta de contos 2014-2015 vem andarilhando por aí acima. Partiu a 20 de outubro, descansa aos fins de semana, e acabará esta edição da prova a 4 de fevereiro, depois de atravessar todo o país, do Alentejo e Algarve a Trás-os-Montes e ao Minho, saltitando por sessenta locais até chegar novamente ao ponto de partida: Beja, "a cidade dos contos", pois claro!
Todos os dias úteis, um contador avança para uma biblioteca escolar ou municipal, uma casa de cultura, uma sala de estudo, uma Câmara, uma União de Freguesias, um polo de leitura, uma Associação, uma editora ou livraria, um estabelecimento prisional... Um outro contador recebe o testemunho e vai, por sua vez, passar palavras andarilhas, como em qualquer verdadeira estafeta...
Participarei na EB1/JI do Pragal, como anfitriã, e na Escrever Escrever, em Lisboa, como visitante.
Nesta Associação, onde se ministram cursos de escrita ("Ensaboadela de Português", "Escrever ficção", "Escrever para a WEB", etc...), deixaram-se inspirar por Gianni Rodari e... contar-se-ão Contos ao telefone, entre as 8h-20h.
Aí estou eu, animada, pronta para o que der e vier, em horário por determinar...
Sim! Isto é contigo! TU podes telefonar ou contactar via Skype... e, sem (mais) custos, saborear uma boa história andarilha!

Informação: AQUI.



"Lya e Lia": lemos. E depois...?

Na passada 2ª feira, foi a vez de certa mãe ir aos Caranguejais, prosseguir o trabalho por mim iniciado, na semana anterior.
Trata-se de uma mãe colaboradora de longa data, com formação na área da mediação da leitura e da Arte-Educação. E com responsabilidades na Biblioteca Municipal de Almada.
"Dá licença?"...
Deram..., e fui assistir!...
Tudo começou por uma conversa:
- Que diferenças se notam na vida da Lya e da Lia?... E que semelhanças?
Tal como um professor orgulhoso das aprendizagens dos seus alunos, assim eu me envaideci ao ouvi-los, nas suas respostas certeiras... Nem sequer erraram as datas dos dias da Liberdade dos dois países: 20 de maio e 25 de abril, em Timor e Portugal, respetivamente. Decoraram palavras em tétum!... (Mérito do 3º A.)

Seguidamente, a mãe Sílvia Martins pôs os meninos, dois a dois, a fazerem um grande cartaz de Encontros, desenhando e sobrepondo o contorno dos seus corpos, em papel de cenário.
Ao mesmo tempo, outros meninos escolhiam livros para leitura domiciliária e a Professora Bibliotecária procedia ao respetivo registo.
Entretanto, as crianças foram-se sentando e iniciaram a sua leitura autónoma. Uns liam a obra de Margarida Botelho, outros o livro por si escolhido.
Por fim, ainda se realizou um trabalho de grupo: uma lista de palavras e expressões que serão necessárias para comunicar com a menina timorense (que posteriormente irão pesquisar no dicionário on-line de português-tétum).
Uma sessão que aliou desenho e palavra, movimento e quietude, ruído e silêncio, autonomia e parceria, trabalho e prazer.
Todos não fomos demais!
E eu gosto assim!


segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Encontros felizes...

Nos Caranguejais, "bastou imaginar"... 
Fomos visitar Timor-Leste e ver o Sol nascente, cumprimentar a Lya: Loron di’ ak!*, conhecer os seus amigos, o avô, a avó..., saber como vivem na sua aldeia... Até mergulhámos e pescámos ao arpão com ela, e comemos peixe fresco assado, ao jantar, junto da fogueira...
Voltámos ao país do Sol poente, ter com a Lia. Acreditem: ouviu-se um suspiro de alguém que não queria regressar a uma floresta de prédios, voltar ao trânsito, às filas, à pressa do nosso dia-a-dia... Mas o pai que fez o jantar de douradinhos, esse mereceu palmas!!!
Curioso foi, depois da leitura, jogarmos, divididos em dois grupos, para conduzirmos "Lya" e "Lia" a um encontro. E, no fim, os nossos abraços foram alegres e espontâneos.
Encontros felizes! (Mediadora feliz!...)

* - Bom dia! (em tétum, língua de Timor-Leste, onde o português é língua oficial.)

Bibliografia: 
Margarida Botelho, Lya/Lia, Coleção Poka Pokani, Edição de Autor, 2014
Mel Pickering, O grande atlas ilustrado, Impala, 1996
(+ Globo terrestre e imagens da Net.)

No blogue da escola...



sábado, 25 de outubro de 2014

Margarida Botelho: já ouviram falar...?

Margarida Botelho é uma jovem almadense de 35 anos. Arquiteta de formação, é Arte-Educadora e escritora infantojuvenil, já com vários títulos publicados.
Talvez ainda não a conheçam, mas certamente ouvirão falar muito dela! Basta invocar o seu projeto Encontros que a conduziu ao seio de diversas comunidades, com quem conviveu e trabalhou: um campo de refugiados, em Moçambique, uma aldeia da Amazónia, outra de Timor e ainda uma outra, em Goa... Consigo leva sempre muitos livros em branco, os quais transforma em diários gráficos. Assim nasceram Eva (2011), Yara/Iara (2012), Lya/Lia (2014)... e um quarto título que espero descobrir.
De uma entrevista que a Autora concedeu à Revista Pais & Filhos, saliento estas palavras relativas aos propósitos deste seu projeto de encontro e convivência: «...um respeito pela sua cultura e pelos seus valores, exatamente o oposto de uma proposta impositiva, invasiva, evangelizadora. A valorização, o reforço da autoestima, a dignificação de culturas minoritárias e das culturas tradicionais é sem dúvida um compromisso do projeto Encontros e meu, enquanto cidadã.»
Não me surpreende que tenha sido recentemente nomeada para o prémio Astrid Lindgren Memorial Award (ALMA) 2015.
A viagem do Ler a meias vai recomeçar, no dia das Bibliotecas Escolares (27 de outubro). 
Partiremos à aventura, pelo mundo dos livros fora...
Margarida Pinho, a professora bibliotecária, sugeriu este caminho de Palavras no mundo... e eu abraçarei esta encomenda de muito bom grado.
Margarida Botelho e Margarida Pinho, vamos a este encontro?




quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Nova viagem...

Novo ano, nova caminhada...
Em breve, será tempo de meter os pés à viagem.
Uma viagem saltitante de lugar para lugar, percorrida entre páginas de livros, vivida na emoção das palavras... e dos momentos.
O retomar do Ler a Meias... 
(Darei notícias!)

                                      Pintura: Vincent van Gogh, Pair of shoes (Par de botas???)



sábado, 26 de julho de 2014

Com uma história..., na APISAL...

Fiz o balanço do trabalho voluntário deste ano antes do tempo...: afinal não tinha ainda acabado!
Surgiu recentemente o convite para "participar nas atividades da última semana" da APISAL (Associação Pró-Infância Santo António de Lisboa), convite este que veio até mim por meandros irrecusáveis..., tanto mais que na plateia estariam a netinha e os seus colegas de três anos... 
Assim, em grupos de 25, não são propriamente um público a que eu esteja muito habituada, mas "vamos a isso"! Com o apoio da Educadora Sara Calisto - que me deixou inteiramente à vontade e resolveu dúvidas - "já 'tá"!
Uma história simples, à superfície: Vamos fazer amigos... (e a raposinha bem se esforça!)
Uma multiplicidade de leituras possíveis...: ir "lá para fora" em liberdade, em dia de sol (com a anuência da mãe)...; criar bonecos...; trabalhar em equipa...; frutas e legumes...; animais; emoções...; fazer amigos "de todas as cores"...
História ora narrada ora lida, seguindo as ilustrações de grandes dimensões, figurativas e coloridas...
A meias com os meninos que interagiam, questionavam, respondiam... (às vezes sem eu os entender muito bem, confesso!)
- Onde estava a mãe?... - perguntou alguém. (Imaginámo-la sentada na sala, a ler uma revista...)
Nos alimentos, as preferências dividiram-se:
- Eu gosto de brócolos.
- Eu, de nabiças.
- Eu, de alface.
- Eu tenho uma barriga grande!... :-)
Foi um prazer ouvi-los, no fim, recontar a história...; vê-los a fazer atividades entre amigos...; participar numa roda, num jogo... Mais: virem-me pedir o livro para o manusearem...
A manhã acabou no recreio, a "brincar à apanhada"... Imaginam?!... Bem corri!
A despedida foi encorajadora, afetuosa..., nada fácil!
Com uma história..., "fiz amigos"!

Bibliografia: 
Adam Relf, Vamos fazer amigos, Âmbar


Balanço do ano de voluntariado (2013/2014), aqui. (Promoção do livro e da leitura, em bibliotecas escolares. Almada... e, desta vez, LISBOA!...)


sábado, 19 de julho de 2014

Festival de Almada: o dia seguinte...

É hoje.
O dia avança com a sensação de que "tudo" acabou... 
O repouso sucede à animada correria dos últimos dias, entre espetáculos, colóquios, concertos, leituras, encontros e conversas, no nosso Festival de Almada. 
Sim, o repouso apetece..., mas acentua esta sensação de que hoje sobram horários por preencher, que nos falta aquele momento mágico em que a luz se apaga e perante nós se desenrola uma história com segredos e sentidos por descobrir, para discutir. 
Muito haveria a dizer. Por exemplo, que o Teatro Meridional voltou a sair vencedor por aqui ter apresentado Al Pantalone, a peça que o público votou como a sua preferida e que será, pois, a "peça de honra" em 2015.
Etc, etc...
Confesso que a minha mais forte emoção me foi causada pela maratona levada a cabo por António Fonseca, ao dizer Os Lusíadas, integralmente, no último dia do Festival: uma hora por cada canto, ou seja, dez horas (com pequeninos intervalos de permeio) que não cansaram muitos espetadores que ali permaneceram fielmente todo o dia!
Não conhecia este projeto; descobri que tenho andado muito distraída... Vim ao Google à procura de informação e encontrei este vídeo que venho partilhar. 
Aprovo a metodologia do ator. Foi por ter participado em duas tertúlias temáticas, ao longo da semana, que cresceu o meu desejo de destinar todo a 6ª-feira a ouvi-lo... Ouvir dizer, explicitar, estabelecer paralelismos... Por fim, ver em palco muitos amigos, a comunidade almadense, desde crianças a idosos, a participar no canto X, ensaiados e seguros...
Lavro o meu louvor a António Fonseca. 
Honra lhe seja feita.
Mais: considero que este seu feito não pode acabar aqui.
Um CD da epopeia, dito por si, seria obra fundamental em cada biblioteca escolar, municipal...
Correr bibliotecas escolares do país inteiro seria um apoio valioso ao currículo, constituiria uma maneira eficaz de dar a conhecer (e fazer amar) "o maior poeta português" e Os Lusíadas, obra maior da nossa Literatura, tão desconhecida e mal-amada!...