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quarta-feira, 21 de março de 2018

No Dia Mundial da Poesia, com os nossos poetas...

Fomos à escola Feliciano Oleiro.
O 4º A cedeu a vez ao 3º A da professora Rosa, que há muito aguardava uma oportunidade... Por isso começámos com apresentações. E logo de seguida José Fanha divertiu toda a gente com os seus jogos com números e letras, palavras, ideias e sons, sempre cheios de humor!...
Fernando Pessoa também escreveu poemas para gente miúda. Lemos alguns bem engraçados que fizeram rir a bom rir!...
Para finalizar, até Camões esteve presente, com uma alegre adaptação de Os Lusíadas.
Saíram felizes!  Que bom ter vindo à biblioteca!


O 4º A  já estava à espera. Dispúnhamos de uma hora e começámos sem demora.
Primeiro, Os Lusíadas.
Em seguida, poemas de Fernando Pessoa - para mais crescidos..., como O mostrengo (mas não só!)

Depois, a turma formou pequenos grupos, cada um escolheu seu livro de poesia, selecionaram versos que apresentaram à turma em voz alta, a professora registou-os... e imaginam o cadáver esquisito que dali resultou?... Palmas!...


Tudo feito! Todos satisfeitos! Mas então... e  Bartolomeu Marinheiro que estava mesmo ali à mão? Um resumo breve... e a leitura de uns versos, para encerrar a sessão, orgulhosamente:

«Que era dantes o mar? Um quarto escuro
onde os meninos tinham medo de ir...
E agora o mar é livre e é seguro
- e foi um Português que o foi abrir.

(...) Viva o navegador
que venceu
o Gigante Adamastor!»

Sessões anteriores:
 1ª - 
 2ª -



Bibliografia:
Afonso Lopes Vieira e Raul Lino, Bartolomeu Marinheiro, Livros Cotovia 
Alexandre Honrado e Maria João Lopes, "Os Lusíadas" para os mais pequenos, Âmbar
José Fanha e João Fanha, Cantigas e cantigos para formigas e formigos, Terramar
Manuela Júdice e Pedro Proença, O meu primeiro Fernando Pessoa, Dom Quixote 





quinta-feira, 15 de março de 2018

E mais uma vez na "Anselmo"...

Por fim, chegou a vez do 5ºC.
Poesia de Mário Castrim.
Páginas soltas de Pássaro que voa, isto é, relatos de migrantes que nos falam da sua vida, dos seus sonhos, dos seus encontros e desencontros... Com quatro leitores/personagens criámos um bonito momento de leituras encenadas pelos alunos: Ali, Maria, José, Amir...
Faltavam dez minutos. E Gianni Rodari contou-nos uma das suas histórias ao telefone...
Saímos muito satisfeitos!

5ºC e professora Sandra
(O 5º D e o 5º A ficaram adiados. Veremos se... dá!...)


Bibliografia:
Alice Vieira (Coord.), O meu primeiro álbum de poesia, Dom Quixote
Claudio Hochman e Carlota Madeira Lopes, Pássaro que voa, Livros Horizonte
Gianni Rodari, Histórias ao telefone, Teorema
 


quarta-feira, 14 de março de 2018

Na Anselmo de Andrade, para finalizar a "Quinzena da Leitura"...

Chegou a vez do 5º B.
Um tempo recheado de poesia e narrativas, entre viagens e pássaros da imaginação.
Meninos curiosos e atentos, com intervenções oportunas que permitiram falar de impressões digitais, ver um antigo Bilhete de Identidade, observar pormenores das ilustrações para ir mais adiante na interpretação, etc, etc...
A hora passou ligeira e deu para muitas leituras e recontos!
O livro preferido? Foi (mesmo) A viagem de Djuku!
Um livro ao qual voltámos, pela adesão que tem recolhido, e ao qual voltaremos, seguramente...

5o B e professora Sandra

Bibliografia:
Alain Corbel e Éric Lambé, A viagem de Djuku, Caminho
Alice Vieira (Coord.), O meu primeiro álbum de poesia, Dom Quixote
Claudio Hochman e Carlota Madeira Lopes, Pássaro que voa, Livros Horizonte
Manuel António Pina, O pássaro da Cabeça e mais versos para crianças, Porto Editora 

sexta-feira, 9 de março de 2018

De novo, na escola José Cardoso Pires...

Como estava combinado, voltámos à biblioteca escolar deste estabelecimento de ensino, situado no Bairro de Santo António da Caparica, para um reencontro com as turmas de quarto ano, prontas para prosseguirem a nossa viagem pelo mundo lusófono...

4ºA


No 4ºA, depois de pensarmos nas graças e desgraças dos temporais (que o dia estava bem chuvoso e ventoso)demos um saltinho a São Tomé e Príncipe e os meninos gostaram muito da história de Paguê, o rapaz trabalhador e honesto que sucedeu ao seu rei sem descendência...
Seguidamente, conheceram Maria Trigueira, alentejana que sonhava ver o mar... e foi! O que aconteceu depois, tiveram de imaginar! E se uns se deixaram confundir pelas guardas negras do livro..., muitos outros lhe anunciaram um destino feliz...
Gostaram muito das duas histórias, mas mais ainda desta última!
Partiram felizes, dando lugar à turma seguinte.

4ºB
No 4º B, da primeira vez tínhamos falado do livro Amélia quer um cão e, por isso mesmo, começámos por ele. Rimos muito!
Depois, os alunos optaram entre A viagem de Djuku e Maria Trigueira. Elegeram a história da jovem africana que migrou da aldeia para a cidade, em busca de uma vida melhor. E nem por um minuto se arrependeram, pois essa viagem despertou muito interesse!
Por fim, mais dois livros à escolha; e eles optaram por O cavaleiro Coragem. Escolha acertada! Um livro-jogo cheio de enigmas e dilemas, muito divertido.

A despedida foi calorosa. Não ficou nenhum novo encontro marcado, desta vez, mas..., quem sabe?!...

Bibliografia:
Alain Corbel e Éric Lambé, A viagem de Djuku, Caminho
Delphine Chédru, O Cavaleiro Coragem, Orfeu Mini
Ivone Gonçalves, Maria Trigueira, Kalandraka
Olinda Beja, Um grão de café, Edições Esgotadas
Tim Bowley e André Neves, Amélia quer um cão, Kalandraka






quinta-feira, 8 de março de 2018

De mãos dadas com histórias e memórias...




O encontro marcado com seniores do Centro Comunitário do Laranjeiro/Feijó teve lugar, pela primeira vez. Ou seja, concretizou-se finalmente a parceria da Rede das Bibliotecas Municipais de Almada e da Universidade Popular Almada, com apoio do projeto Ler a meias..., em plena Semana da Leitura, no Dia Internacional da Mulher.
Uma simpática e participativa assistência que contou histórias, anedotas, adivinhas... falou de família e de saudade.
E nós, o que lhes oferecemos?
Uma notícia do dia: Sem as mulheres, o mundo para (a greve das mulheres, em Espanha). O conto tradicional Os dez anõezinhos da tia Verde Água (e uma conversinha sobre igualdade de género e partilha de tarefas domésticas). A Calçada de Carriche de António Gedeão... A tia Miséria...
Cláudia Pulquério trouxe rimas infantis. Cantámos (juntos) uma lengalenga. E ficámos com vontade de dançar como os Avós, de Chema Heras.
À entrada e à despedida, um destes amigos disse poesia, de sua autoria.
Foi uma sessão de que todos saímos muito satisfeitos e mais ricos.
Até à próxima!






quarta-feira, 7 de março de 2018

De novo em Vila Nova de Caparica

Estava combinado o reencontro na Semana da Leitura.
Desta vez, as duas turmas estiveram à mesma hora na biblioteca, por uma questão de organização e calendarização de atividades.
Os alunos lembravam-se das histórias lidas na sessão anterior: disseram títulos, sabiam os temas. Aplausos!
Ficara por ler A viagem de Djuku. Então fomos até África e acompanhámos esta jovem que não tinha trabalho na sua aldeia e caminhou corajosamente até à cidade...
A avó Maria, alentejana, também fez uma viagem da sua serra até ao mar, só que o seu futuro deixou-nos mais dúvidas..., mas imaginaram-se possibilidades muito agradáveis!
E, para acabar, fiquem sabendo que nós vimos um livro pop-up e ficámos com uma ideia de como se criou o universo: o famoso Big Bang.
Foi mais um simpático momento de histórias em viagem para guardar na memória...


Bibliografia:
Alain Corbel e Éric Lambé, A viagem de Djuku, Caminho
Ivone Gonçalves, Maria Trigueira, Kalandraka
Philippe Ug, Big Bang Pop, Les grandes personnes

Na EB1 nº2 da Caparica...

Voltámos a esta escola para Ler a meias... com os quartos anos, na Semana da Leitura, como ficara prometido desde novembro.
O 4ºA na biblioteca; o 4º B na sua sala de aula.
Andámos em viagem: demos um saltinho a São Tomé..., outro ao Alentejo..., um passeio pelos céus, a observar estrelas e constelações da nossa galáxia..., até fizemos algumas viagens no tempo...
Na primeira turma, leu-se mais um livro; na segunda, prolongou-se oralmente a história e cresceu o desejo de escrever, nomeadamente à escritora!..
(Se nos contarem, daremos notícias.)
Nas duas sessões, o mesmo entusiasmo e participação.  A mesma avaliação.








quinta-feira, 1 de março de 2018

A viagem do 5ºE da Anselmo...

Ler foi viagem de prazer.
Com o Jogo de Nuno Júdice, atravessámos estações do ano.
Com a avó Maria Trigueira andámos pelo Alentejo, seguimos até ao mar… e falámos de outros tempos.
Assistimos a encontros e desencontros de duas meninas migrantes, vivento atribulações e alegrias…
Um caranguejo decidido seguiu em frente, em viagem solitária, e desejámos-lhe Boa sorte!
Espreitámos as aventuras do Cavaleiro Coragem
Despedimo-nos escutando o vento… (com poesia de Ruy Belo).
Conversas, muita imaginação e decididas tomadas de posição.
Alguém exclamou, no final: «Por mim, eu continuava aqui!»



Bibliografia:
Alice Vieira (Coordenação), O meu primeiro álbum de poesia, Dom Quixote
Claudio Hochman e Carlota Madeira Lopes, Pássaro que voa, Livros Horizonte
Delfine Chedru, O cavaleiro coragem!, Orfeu Mini
Gianni Rodari, Histórias ao telefone, Teorema
Ivone Gonçalves, Maria Trigueira, Kalandraka

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Tertúlia Literária, entre marinheiros...



A 2ª Tertúlia Literária da Universidade Popular Almada teve lugar no Clube de Sargentos da Armada, no Feijó. Receção generosa, de braços abertos.
Assistência amistosa de militares, suas esposas, alguns amigos. Escuta atenta. Participação oportuna e bem-vinda.
Um amigo levou um livro: A menina gotinha de água. Leu um excerto, ideia a acarinhar e multiplicar.
Estas tertúlias têm, na verdade, o objetivo de estabelecer um diálogo informal com os “tertulianos”, recordar/divulgar património oral e obras de autor  (crossover, isto é, passíveis de agradar a um largo espetro de idades): histórias, poemas e outros tipos de texto (do agrado de quem faz a proposta de se Ler a meias...)
Atendendo ao contexto, a mediadora “meteu muita água”!

Começámos em terra firme. Com Fernando Fitas e o seu Alforge de Heranças. Com a sua voz.
Navegámos em A nau Catrineta e presenciámos o reencontro do Capitão-General com a Bela Infanta… (Depois de fundear.)
Assistimos à aventura da busca da ilha desconhecida, do conto de Saramago. Fomos lendo partes; despertou curiosidade; fizemos a leitura integral.
Finalizámos com poesia de Alexandre Honrado (retirada da Web).
Hora e meia de mão dada com a Literatura. Em alegre convívio.


1ª sessão, na SRUP: AQUI.




Bibliografia:
Alice Vieira (Coordenação), Eu bem vi nascer o sol, Antologia da poesia popular portuguesa, Círculo de Leitores
Fernando Fitas, Alforge de heranças, Associação Cultural Manuel da Fonseca
José Saramago, O conto da ilha desconhecida, Caminho

WEBgrafia:
Alexandre Honrado, sem título (Facebook)
Dicionário Priberam da Língua Portuguesa on-line



terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Poesia, cantos, contos e recontos...


Com um Alforge de Heranças, iniciámos a viagem… De um poema que evoca a sesta de um pai num tosco abrigo, na planície alentejana, partimos para as nossas recordações. Os lisboetas presentes relembraram, sobretudo, banhos de mar na Linha ou na Costa (era obrigatório aproveitar os escudos pagos pela viagem), aprender ou não a nadar, piqueniques na mata com os pesados cozinhados da época…, idas em família ao Jardim Zoológico… E, claro, estabeleceram-se comparações.

Ruy Belo lembrou-nos: crianças e infância coincidem!…
Marina Colasanti maravilhou-nos com contos de fadas dos tempos modernos, explicando a origem da voz do mar escutada numa concha ou fazendo-nos acreditar na magia de um tear (A moça tecelã).
De passagem, questionou-se - e defendeu-se - o Acordo Ortográfico.
A crua atualidade apresentou-se: conflitos na Palestina, dramas na Síria, migrantes no mundo…
Para desanuviar o ambiente, rimos com contos tradicionais, divertidamente recriados por Roald Dahl.
Por fim, uma canção. Em coro, como sempre. Celebrando a amizade.



Bibliografia:
Fernando Fitas, Alforge de heranças, Associação Cultural Manuel da Fonseca
Marina Colasanti, Doze reis e a moça no labirinto do vento, Global
Roald Dahl e Quentin Blake, Histórias em verso para meninos perversos, Teorema
Ruy Belo, Antologia poética, Cidadão de longe e de ninguém, Círculo de Leitores

Na Trafaria, com o 5º B...



Começámos com poemas a conta-gotas.
Conhecemos a avó Maria Trigueira; acompanhámos a sua vida pacata no Alentejo, o seu sonho e a sua aventura… e imaginámos a continuação da história.
Passeámos pelos céus, entre constelações e lendas.
Fomos a São Tomé, conhecer a história Um grão de café.
O 2º tempo (de um bloco de 90m) foi destinado a uma atividade prática.  A partir de livros de poesia da biblioteca escolar, os alunos - e professores - selecionaram versos, ordenados ao acaso, para um verdadeiro cadáver esquisito:

«Gato que brincas na rua
Dia e noite aberta ao mar
Uma joaninha entrou no meu quarto
Chamar à atenção do seu ouvinte
A fada boa pôs-lhe o telhado, o telhado fez lá um sótão com um triângulo
Vénus azul, luz do céu
Agora quase sei porque razão não atacou o Infante em Penacova
Os meus frutos eram negros
Que segreda o vento
É roxa a porta da entrada
A estrela do mar voltou
Lento, lento os dias de Verão
Pela janela o Sol espreitava
Como uma nuvem
Era uma senhora tão bela
Nunca foi tão depressa noite naquele bairro»

Sobrava tempo. Os jovens mais corajosos leram poemas em voz alta. Bisaram. A coragem foi crescendo. Queriam mais! 
A campainha não deixou!!!


Bibliografia:
Ivone Gonçalves, Maria Trigueira, Kalandraka
Olinda Beja, Um grão de café, Edições Esgotadas
Philippe Ug, Big Bang POP, Les grandes personnes
Wil Tirion e Milton Heifetz, Um passeio pelos céus, Gradiva



Na Trafaria, com o 9º A...



Decorreu assim a sessão:
- Um apelo à escuta e à emoção: as histórias são máquinas de passar por dentro
- Há dias maus… Shaun Tan ilustra-o bem, em A árvore vermelha.
- Antero de Quental dissera o mesmo, com algum pessimismo, em O palácio da ventura… (Vimos as diferenças.)
- Histórias com gatos? Sim, conheciam a de Jorge Amado. Menos, a de Luís Sepúlveda. 
Afinal o gato Zorbas existiu mesmo, adoeceu gravemente e a família teve de tomar uma decisão dolorosa que o escritor nos conta em As rosas de Atacama. (A eutanásia esteve em debate.)
- Evocação de Cesária Évora e Tito Paris - para desanuviar.
Poesia – para rematar. Xico Braga deu-nos duas belas receitas poéticas.


O 2º tempo (de um bloco de 90m), foi para os jovens escolherem livros de poesia da biblioteca escolar e selecionarem versos que leram em voz alta e com os quais se criou este cadáver esquisito:

«Manda ao ar uma mensagem
Onde desejas poder flutuar, sonhar
És feliz porque és assim
Coração de mulher que abrange a Natureza
O Mundo deve-me algumas coisas belas
No mel de loucas candeias
Como se lágrima fosse
Tristeza não tem fim, felicidade sim
Bebo à tua glória, meu Deus
E olha ao abandono dos deuses
Em seu luto embiocadas
São pedaços de alma
Na máscara desta tua voz leio o fogo que sente o teu sustento
É através de ti, ó árvore que celebra os esponsais entre mim e a Natureza
É certo que no primeiro dia não avancei muito»


Bibliografia:
Antero de Quental, Sonetos, Sá da Costa
José Fanha e Rui Ricardo, Era uma vez eu, Booksmile
Luís Sepúlveda, As rosas de Atacama, Porto Editora
Shaun Tan, A árvore vermelha, Kalandraka
Xico Braga e Isabel Teixeira de Sousa, Receitas poéticas, Edição de Autor

Em viagem... pela Feliciano Oleiro...



«Com três livrinhos apenas,
Poesia, narrativa e informação,
De palavras soltas e leituras
Se fez magia e reflexão.»

Esta quadra resume tudo. Foi mesmo assim! Ou seja:
- Poesia de Mésseder, encorajando a chuva…
- Uma viagem de autocarro de um neto e de sua avó, solidária e alegre, até aos subúrbios da sua cidade…
- Um outro passeio ao ar livre, para conhecer as borboletas e observar bem o arco-íris.
Duas sessões que passaram num instante. Muito interesse e participação, tanto no 4º A como no 4º B.
Gostámos todos. 
Até à próxima!

Bibliografia:
João Pedro Mésseder e Ana Biscaia, Poemas do conta-gotas, Xerefé
Maria Ana Peixe Dias, Inês Teixeira do Rosário e Bernardo Carvalho, Lá fora, Planeta Tangerina
Matt de la Peña e Christian Robinson, A última paragem, Minotauro/Almedina



terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

No Monte da Caparica, entre mães e filhos...


A professora Ludovina desafiou alunos de 5º ano e seus pais a irem à biblioteca. E, para esta 1ª sessão, convidou o Ler a meias para falar de livros, ler... e dar aos pais dicas sobre leitura…
Conversámos, pois, sobre possíveis formas de apoiar os filhos em Língua Portuguesa, exemplificando com um relato gráfico de férias e um caderninho para cópia de poemas…
Intercalámos leituras e narração de histórias, lendas, páginas de diário, textos informativos. Não faltaram sugestões de recurso à Net para pesquisas.
Utilizámos tradicionais jogos de palavras e de construção de histórias. Estes últimos exerceram um especial fascínio sobre os miúdos e graúdos presentes. 
Criar histórias, que prazer!
No final da sessão, todos requisitaram livros da biblioteca e escolheram livremente títulos (para oferta) que aguardavam pacientemente mãos interessadas, no escaparate do Leva e traz
Um chazinho e bolachinhas, à despedida, não poderiam vir mais a calhar para aquecer a noite gelada que fazia lá fora. E para alegrar ainda mais os sorrisos.
A anfitriã, a professora bibliotecária, estava satisfeita. Nós também.
(Consta que vamos voltar...)

Bibliografia:
José Fanha, Era uma vez eu, Booksmile
Olinda Beja, Um grão de café, Edições Esgotadas
Philippe Ug, Big Bang POP, Les grandes personnes
Wil Tirion e Milton Heifetz, Um passeio pelos céus, Gradiva

Jogos:
Diamino
Storycubes




domingo, 28 de janeiro de 2018

Ler a meias... em colaboração com a UP Almada



“A vida é feita de nadas”, proclama o poeta.
“ - Está tudo bem!... Agora, está tudo bem!…” – crê uma mãe contemplando o seu menino, calando mágoas.
“ – Não vai ser nada… Não vai ser nada…“, consola-a um amigo inquieto, em hora determinante de um momento difícil.
Uma sessão plena de “máquinas de passar por dentro” de gente adulta que comprovou acalentar a magia da infância. Afinal, nós, os adultos, é que “mudámos de tamanho”, lembrava Pina.
Desfiou-se o fio das leituras da primeira Tertúlia Literária em colaboração com a Universidade Popular Almada, realizada na Sociedade Recreativa União Pragalense. (Em boa verdade, sem associados da SRUP – os quais preferiram prosseguir o despique dos seus jogos de eleição, situação esta perfeitamente compreensível.)
Estivemos, pois, entre amigos de longa e curta data, com uma colega dos bancos da Universidade; com colegas de escola, uns desde a 1ª hora e outros bem mais recentemente; com uma ex-aluna…; com a minha neta gigante… e a pequenina " filha do meio"; com raros desconhecidos e bons amigos, de muitas esquinas. Da Comunidade Saramaguiana de Leitores, designadamente. E muitos outros não lograram estar fisicamente, mas fizeram sentir o seu abraço.
Aconteceu num ambiente (aparentemente) secreto e (efetivamente) intimista de catacumbas, numa simpática salinha pela qual optámos, em detrimento do anfiteatro contíguo, na cave da SRUP.
Seguimos contemplando o presente. Sentindo, imaginando. Denunciando. Com esperança na Humanidade e no futuro. Na companhia de livros, de escritores ausentes e presentes. Entre palavras e lembranças. Com emoção. Festejando a literatura. Com património oral e livros de Autor, evocando os escritores: 
Afonso Cruz
Alexandre Castanheira
Fernando Fitas
Graça Lobo
Ilse Losa
José Fanha
Manuel António Pina
Miguel Torga
Philippe Ug
Roald Dahl
Xico Braga.


(A próxima tertúlia está prevista para 24 de fevereiro.)


sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Com escritores da Lusofonia..., no bairro de Santo António...

Completámos hoje a volta às escolas de 1º ciclo do Agrupamento da Caparica, indo à EB1 José Cardoso Pires.
Uma simpática receção, como sempre!...
Sessões com o mesmo tema das anteriores, como é natural. Mas realizando "viagens" diferentes, como também é costume...
Andámos pelo mapa mundo, contando com livro, saltitando entre países da Lusofonia, observando artesanato, escutando histórias e poesia.

No 4º A, acompanhámos Djuku que emigrou, tentando construir uma vida melhor... Em seguida, conhecemos Tomasinho-Cara-Feia que foi para a pesca da baleia (uma atividade muito perigosa que hoje em dia já não se pratica).
Uma boneca - uma mãe a moer grão no seu pilão (almofariz) - atraiu a atenção.

No 4º B, também demos um saltinho a Cabo Verde para conhecer Tomasinho-Cara-Feia (aliás, Tomasinho-Cara-Linda; Tomasinho-Arrojado...) e ficou assente: "E com a baleia voltará".
Na Ilha do Príncipe descobrimos Paguê, um menino trabalhador e honesto.
Escolhemos entre dois livros de autores brasileiros. André Neves foi a aposta vencedora. Assim  acompanhámos a professora Sofia. E até ouvimos um resumo de Amélia quer um cão, do mesmo autor/ilustrador.


Foi um prazer! Todos saímos satisfeitos.
Obrigada, senhores professores!
Obrigada, professora bibliotecária Cristina Cruz!
Obrigada, 4ºA e 4ºB, pela escuta, pela participação entusiasta e pelo lindo marcador!...
Bom Ano a todos!


Bibliografia:
Alain Corbel e Éric Lambé, A viagem de Djuku, Caminho
André Neves, A caligrafia de Dona Sofia, Paulinas (São Paulo)
Olinda Beja e Teresa Bondoso, Um grão de café, Edições Esgotadas
Sophia de Mello Breyner Andresen (Coord.), Primeiro livro de poesia, Caminho


quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Com escritores da Lusofonia, em Vila Nova de Caparica...

Regressámos à Caparica. Desta vez, a Vila Nova.
A 1ª sessão, com o 4ºA, foi feita de mão dada com Mia Couto (moçambicano), José Eduardo Agualusa (angolano), Jorge Amado (brasileiro) e Daniel Filipe (cabo-verdiano).
O planisfério ajudou-nos a visualizar o percurso desta longa “viagem”, durante a qual apreciámos artesanato, distinguimos a vida nas aldeias e nas cidades (diferentes, lá como cá), saboreámos pratos (mas só em fotografias, que pena!).
No “regresso”, surpresa! O 4º A tinha uma história de sua autoria para nos apresentar, ler e oferecer! Lemos (mesmo) a meias…! Que recordação fantástica!


O 4ºB veio em seguida à biblioteca, com o mesmo propósito: conhecer autores da Lusofonia, “ligando comunidades e culturas”.
Cada turma pode optar entre alguns livros. Por isso, a 2ª viagem seguiu um rumo diverso, pela mão de outros grandes escritores: José Luandino Vieira (angolano), Olinda Beja (são-tomense), Fátima Bettencourt (cabo-verdiana) e, de novo, Jorge Amado (autor escolhido por ambas as turmas).
O falhado milésimo golo de Pelé, o melhor jogador de futebol do século XX, foi a leitura comum a ambas as turmas; e, como afirmou um aluno, “as meninas não queriam uma história de futebol e afinal gostaram”. Verdade! (Também é verdade que, no 4ºB, conseguimos, em conjunto, imprimir mais emoção a este desafio Vasco da Gama-Santos. Estivemos verdadeiramente em campo! Em direto!)
Elas interessaram-se também por um colar de animais ferozes da savana… domesticados (e pendurados ao peito).

Duas sessões diferentes e em tudo idênticas, participadas com visível prazer.
Obrigada!
Bom Ano, meninas e meninos!


Bibliografia:
4ºA e professora Sandra, Um novo amigo, EB1/JI de Vila Nova de Caparica
Fátima Bettencourt e Felipe Alçada, A cruz do Rufino, Centro Cultural Português Praia-Mindelo
Jorge Amado e Aldemir Martins, A bola e o goleiro, Contexto & Imagem
José Eduardo Agualusa e Henrique Cayatte, Estranhões & Bizarrocos, D. Quixote
José Luandino Vieira, Kaputu Kinjila e o sócio dele Kambaxi Kiaxi, Letras &Coisas
Mia Couto e Danuta Wojciechowska, O beijo da palavrinha, Caminho
Olinda Beja e Teresa Bondoso, Um grão de café, Edições Esgotadas
Sophia de Mello Breyner Andresen (Coord.), Primeiro livro de poesia, Caminho





quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Natal... nos SSAP...

Tanto livro, tanta diversidade, tanta opção... e, está bom de ver, enveredámos pelo espírito natalício!
Vieram de mão dada o Pai Natal e o Menino Jesus, em narrativas de Matilde Rosa Araújo e Manuel António Pina, cheias de ternura e poesia... (Literatura para miúdos que nós, graúdos, apreciamos!)
Luísa Costa Gomes, com o seu conto Sentado no deserto, trouxe-nos uma noite de natal com uma visita indesejada, notícias tristes na televisão, uma família reunida por rotineiras razões... e várias contradições...
Formas diversas e solidárias de se passar o Natal, também passámos algumas em revista!
Rebuscando a memória, contámos histórias dos natais frugais e simples da nossa infância: sapatos à chaminé na esperança de se encontrarem presentes, ao acordar...; prendas de brinquedos artesanais; bonecas de pano feitas pelas nossas mães ou avós, as quais chegavam nuas, devendo-se ainda  confecionarem-se-lhes roupinhas...;  e, certa vez, uma boneca de papelão foi ao banho antes de ser vestida e... houve lágrimas!
Descobrimos que na Croácia também há a tradição do bacalhau com batatas... e lemos a saborosa receita. (Mas falta hortaliça!)
A árvore de Natal e os mercados de Natal que, segundo dizem, tiveram origem na Alemanha, também foram tema de conversa. Aliás, o bate-papo prosseguiu, mesmo depois da despedida com poesia: Luxo (Lixo) e Suas mãos, de Drummond. E de uma canção pelo nosso coro: É Natal!
Mais do que uma sessão de Contos e Recontos, trata-se já de um reencontro de amigos.
- Bom Natal! Ano Feliz!


Bibliografia:
Edith Vieira Phillips, Natal na Europa, receitas e curiosidades, Feitoria dos livros
Italo Moriconi (coord.), Os cem melhores poemas do século, Objetiva
João de Melo (coord.), Antologia do conto português, Dom Quixote
Manuel António Pina/ DanutaWojciechowska, O cavalinho de pau do Menino Jesus, Expresso
Matilde Rosa Araújo & Maria Keil, Florinda e o Pai Natal, Rainho e Neves, Lda

Webgrafia:
Carlos Drummond de Andrade, Suas mãos

Sessão de novembro; aqui.