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terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Na Trafaria, com o 5º B...



Começámos com poemas a conta-gotas.
Conhecemos a avó Maria Trigueira; acompanhámos a sua vida pacata no Alentejo, o seu sonho e a sua aventura… e imaginámos a continuação da história.
Passeámos pelos céus, entre constelações e lendas.
Fomos a São Tomé, conhecer a história Um grão de café.
O 2º tempo (de um bloco de 90m) foi destinado a uma atividade prática.  A partir de livros de poesia da biblioteca escolar, os alunos - e professores - selecionaram versos, ordenados ao acaso, para um verdadeiro cadáver esquisito:

«Gato que brincas na rua
Dia e noite aberta ao mar
Uma joaninha entrou no meu quarto
Chamar à atenção do seu ouvinte
A fada boa pôs-lhe o telhado, o telhado fez lá um sótão com um triângulo
Vénus azul, luz do céu
Agora quase sei porque razão não atacou o Infante em Penacova
Os meus frutos eram negros
Que segreda o vento
É roxa a porta da entrada
A estrela do mar voltou
Lento, lento os dias de Verão
Pela janela o Sol espreitava
Como uma nuvem
Era uma senhora tão bela
Nunca foi tão depressa noite naquele bairro»

Sobrava tempo. Os jovens mais corajosos leram poemas em voz alta. Bisaram. A coragem foi crescendo. Queriam mais! 
A campainha não deixou!!!


Bibliografia:
Ivone Gonçalves, Maria Trigueira, Kalandraka
Olinda Beja, Um grão de café, Edições Esgotadas
Philippe Ug, Big Bang POP, Les grandes personnes
Wil Tirion e Milton Heifetz, Um passeio pelos céus, Gradiva



Na Trafaria, com o 9º A...



Decorreu assim a sessão:
- Um apelo à escuta e à emoção: as histórias são máquinas de passar por dentro
- Há dias maus… Shaun Tan ilustra-o bem, em A árvore vermelha.
- Antero de Quental dissera o mesmo, com algum pessimismo, em O palácio da ventura… (Vimos as diferenças.)
- Histórias com gatos? Sim, conheciam a de Jorge Amado. Menos, a de Luís Sepúlveda. 
Afinal o gato Zorbas existiu mesmo, adoeceu gravemente e a família teve de tomar uma decisão dolorosa que o escritor nos conta em As rosas de Atacama. (A eutanásia esteve em debate.)
- Evocação de Cesária Évora e Tito Paris - para desanuviar.
Poesia – para rematar. Xico Braga deu-nos duas belas receitas poéticas.


O 2º tempo (de um bloco de 90m), foi para os jovens escolherem livros de poesia da biblioteca escolar e selecionarem versos que leram em voz alta e com os quais se criou este cadáver esquisito:

«Manda ao ar uma mensagem
Onde desejas poder flutuar, sonhar
És feliz porque és assim
Coração de mulher que abrange a Natureza
O Mundo deve-me algumas coisas belas
No mel de loucas candeias
Como se lágrima fosse
Tristeza não tem fim, felicidade sim
Bebo à tua glória, meu Deus
E olha ao abandono dos deuses
Em seu luto embiocadas
São pedaços de alma
Na máscara desta tua voz leio o fogo que sente o teu sustento
É através de ti, ó árvore que celebra os esponsais entre mim e a Natureza
É certo que no primeiro dia não avancei muito»


Bibliografia:
Antero de Quental, Sonetos, Sá da Costa
José Fanha e Rui Ricardo, Era uma vez eu, Booksmile
Luís Sepúlveda, As rosas de Atacama, Porto Editora
Shaun Tan, A árvore vermelha, Kalandraka
Xico Braga e Isabel Teixeira de Sousa, Receitas poéticas, Edição de Autor

Comemorando o Dia Internacional da Língua Não Materna


A efeméride celebra-se no dia 21 de fevereiro.
Aconteceu na EB 2.3 da Trafaria, aonde fomos pela 1ª vez.
Dedicar uma sessão aos alunos de “Português, língua não materna” – foi pretexto e objetivo.
Ser convidada telefonicamente por uma colega… e reencontrar uma ex-aluna - foi surpresa!
Ir ler livros dos quatro cantos do mundo e mudar alguns planos… - foi normal!...
A escola da Trafaria é hospitaleira. A biblioteca, ampla e acolhedora.
Soube bem o carinho. E o rebuçado-livro com simpática dedicatória. 
Obrigada a todos.